Achamos que vale — Página 4 de 4 — Gama Revista

Achamos que vale

O que há de bom por aí, nas artes e na vida
    29 de Julho de 2021
  • 2907_aqv-ir_mlp
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    Museu da Língua Portuguesa reabre em São Paulo

    O museu, que já recebeu mais de 4 milhões de visitantes, reabre ao público a partir deste sábado (31), após o incêndio que destruiu parte do prédio em 2015. Boa parte do acervo permanente foi preservado e atualizado, com suas instalações interativas em que o visitante é parte da exposição. Entre as novidades, há um terraço com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio. O espaço, que homenageia o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, também terá um café. Os ingressos, com dia e hora marcados, estão à venda apenas no site. (Amauri Arrais)

  • 2907_av-ouvir_drama
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    “Drama”, o novo álbum de Rodrigo Amarante

    Depois de oito anos, Amarante retoma a carreira solo com novo álbum, que começou a ser gravado antes da pandemia e foi finalizado em estúdio caseiro em Los Angeles, nos EUA, onde ele mora. Fãs de Los Hermanos devem curtir canções como “Maré” e “Eu Com Você”, enquanto faixas como “Tara” e “Tanto” mostram o ótimo lado experimental dessa fase do artista. Surpreendem também a existencial “Um Milhão” e “Drama”, que abre o disco, faixa curta com uma orquestra de cordas e risadas ao fundo. (Betina Neves)

  • 2907_aqv-assistir_generation
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    “Generation” encara as contradições da adolescência

    Um momento de dúvidas e descobertas, no limiar entre suas maiores vontades e aquilo que seus pais, professores e a sociedade esperam de você. Essa realidade repleta de contradições que marca a adolescência é o foco de “Generation”, série de drama que acaba de estrear no Brasil pelo HBO Max. A história acompanha um grupo de estudantes de ensino médio e explora sua sexualidade bastante diversa em meio a uma comunidade adulta ainda conservadora. (Leonardo Neiva)

  • 2907_aq-ir_dizer-nao
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    Pode a arte dizer não?

    Em uma tentativa de encontrar o lugar da arte em tempos de barbárie, o espaço independente de artes visuais Ateliê 397 inaugurou, no dia 22 de julho, a exposição "Dizer Não", aberta até meados de setembro na nova sede do estúdio, localizado no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Reunindo artistas como Cildo Meireles, Juçara Marçal e Clara Ianni, a mostra reflete sobre o papel da arte em meio à lutas políticas, reivindicações sociais e pandemia, em um momento em que sua própria sobrevivência está em risco. (Manuela Stelzer)

  • 2907_aqv-ler_salinger
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    A obra de Salinger em uma caixa

    A Todavia acaba de embalar numa caixa quatro títulos do escritor norte-americano J.D. Salinger (1919-2010), tido como um dos que melhor traduziu o clima do pós-guerra, além de ser criador de personagens incríveis. “O apanhador no campo de centeio”, “Nove histórias”, “Franny & Zooey” e “Erguei bem alto a viga carpinteiros & Seymour: uma introdução” foram traduzidos por Caetano W. Galindo, e o lançamento inclui um ciclo de debates. (Isabelle Moreira Lima)

    22 de Julho de 2021
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    Palavras de amor de Leonard para Marianne

    Quando a norueguesa Marianne Ihlen estava em seu leito de morte, recebeu uma mensagem de Leonard Cohen, músico e poeta com quem viveu um casamento aberto nos anos 1960 na idílica ilha de Hydra, na Grécia. A mensagem, arrepiante, tem as palavras de amor que dão título ao documentário “Marianne and Leonard - Words of Love”, disponível na Netflix. Vale pela história única e envolvente, os depoimentos tocantes e as imagens raras. (Isabelle Moreira Lima)

  • 2207_aqv-ler_bourdain
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    A ética do deepfake no documentário sobre Bourdain

    Para seu documentário, “Roadrunner”, sobre a vida de Anthony Bourdain, o diretor Morgan Neville confessou ter usado deepfake na voz do chef e apresentador de TV, que cometeu suicídio em 2018. Apesar de ter sido apenas na leitura de um email escrito pelo próprio Bourdain, fãs se indignaram com a falta de aviso e um possível desrespeito à memória do chef. Em artigo, a New Yorker aborda o tema e as complexidades éticas do deepfake, cujo uso no audiovisual ainda está engatinhando. (Leonardo Neiva)

  • 2207_av-assistir_debates2
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    Debates reúnem escritoras da América do Sul e Alemanha

    A partir de 28 de julho, o Goethe-Institut São Paulo vai transmitir o ciclo de conversas “Agora é com elas: literatura e sociedade na América do Sul”. O primeiro encontro trará a argentina Camila Sosa Villada, autora do recém-lançado “O parque das irmãs magníficas” (Tusquets, 2021), falando da representação da violência e a relação entre as palavras e o silêncio. Nos encontros seguintes, vão participar nomes como a brasileira Cidinha da Silva, a peruana Gabriela Wiener, a chilena Lina Meruane e a alemã Zöe Beck. (Betina Neves)

  • 2207_aq-ler_negre
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    Um ano do Negrê, primeiro portal de mídia negra nordestina

    Foi por inspiração nas ideias compartilhadas com a hashtag #BlackTwitterNordestino que as jornalistas cearenses Larissa Carvalho e Sara Sousa se reuniram para montar o site Negrê. O portal, que completa um ano, reúne comunicadores dos nove estados da região e propõe mais diversidade de narrativas, abraçando o antirracismo nordestino como alternativa contra a xenofobia. Nesse tempo, o Negrê conquistou prêmios Neusa Maria de Jornalismo Negro e ampliou os canais, com podcasts e quadros no IGTV. (Andressa Algave)

  • 2207_aqv-assistir_mae
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    “Mãe de Santo”, espetáculo online no Sesc Rio

    Primeira atriz negra vencedora do prêmio Shell, em 2017, Vilma Melo estrela “Mãe de Santo”, monólogo online em que a personagem entrelaça histórias sobre o seu papel dentro e fora dos terreiros durante uma palestra internacional. O texto de Renata Mizrahi foi escrito a partir de relatos de Helena Theodoro, filósofa e yalorixá. O espetáculo gratuito é transmitido no canal do Sesc Rio no YouTube somente até este domingo (25). (Amauri Arrais)

    15 de Julho de 2021
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    Os 8 anos da batalha de poesia falada Slam do 13

    Uma das primeiras batalhas de poesia falada do Brasil, o Slam do 13 ocupa uma plataforma de terminal de ônibus na zona sul de São Paulo desde 2013 e preparou uma programação especial para o mês de julho, transmitida em suas redes sociais. Entre as atrações, haverá pocket poesia ao vivo e uma edição especial da batalha com 13 poetas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os poetas Michele Santos e Marcio Ricardo também ocuparão o Instagram do Slam durante 24 horas. (Andressa Algave)

  • 1507_aqv-ir_nuno
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    “Brujas”, a nova exposição de Nuno Ramos em São Paulo

    Até o dia 14 de agosto, a galeria Fortes D’Aloia e Gabriel, na zona oeste de São Paulo, será o lar da nova exposição individual do artista Nuno Ramos. Chamada de “Brujas” em homenagem ao pintor espanhol Goya, a instalação inclui 25 obras que jogam com as cores, a luminosidade e a intensidade de um gesto, elemento central de cada quadro. Compostas com carvão, pigmento, grafite e tinta óleo, as obras em sequência formam uma espécie de galeria de retratos. (Leonardo Neiva)

  • 1507_aqv-ler_correntes
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    Novo livro de Olga Tokarczuk, ganhadora do Nobel

    Depois de “Sobre os ossos dos mortos” (Todavia, 2019), que teve vendas expressivas no Brasil, “Correntes” (Todavia, 2021) é uma nova oportunidade de conhecer essa interessantíssima escritora polonesa, Nobel de Literatura em 2019. No livro, a autora mistura sua vida com a ficção em relatos, comentários e contos sobre viagens no tempo e no espaço, indo de causos de personagens históricos a reflexões sobre o ato de viajar. “Minha energia vem do movimento — do chacoalhar dos ônibus, do barulho dos aviões, do balançar das balsas e dos trens”, diz a narradora. (Betina Neves)

  • 1507_aq-ouvir_inconsciente
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    A nova temporada do podcast “Meu Inconsciente Coletivo”

    O programa apresentado pela escritora e colunista da Folha de S.Paulo Tati Bernardi ganha novos episódios semanais a partir desta sexta (16). Nele, Tati faz o que mais sabe: expõe suas neuroses numa bem humorada sessão de terapia pública com nomes conhecidos da psicanálise, como já fez com Vera Iaconelli, Christian Dunker e Maria Homem. Pode parecer uma grande egotrip -- e é -- mas impossível não se identificar com temas como ansiedade, pânico, solidão e falta de libido nesses tempos. Nas plataformas de áudio. (Amauri Arrais)

  • 1507_aqv-assistir_amarelo
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    “AmarElo”: filme do concerto de Emicida acaba de entrar na Netflix

    Premiado recentemente em Cannes, o rapper paulistano Emicida faz uma nova aparição na Netflix agora em julho. O show gravado no Theatro Municipal de São Paulo, cujos trechos são usados ao longo do documentário “AmarElo - É Tudo pra Ontem”, está disponível na íntegra no streaming desde o dia 15. Como o nome indica, a apresentação traz os hits do seu álbum AmarElo, de 2019, caracterizado por rimas progressivas e batidas ecléticas. (Leonardo Neiva)

    08 de Julho de 2021
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    “Veneno”, série espanhola sobre um ícone LGBTQIA+

    Na década de 90, Cristina Ortiz Rodríguez conquistou a Espanha com sua personalidade extravagante e seu talento em frente às câmeras. Inspirada em sua biografia, a série "Veneno" conta a história de como a cantora, atriz e apresentadora se tornou "La Veneno", um ícone LGBTQIA+ europeu. A série, já disponível na HBO Max brasileira, conta com 8 episódios e explora o passado da cantora, sua ascensão à fama e as dificuldades que uma mulher trans enfrenta em nossa sociedade. (Daniel Vila Nova)

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    Reportagem esmiúça o pesadelo de Britney Spears

    Em um determinado ponto da trajetória de Britney Spears, já uma estrela pop famosa desde os 16 anos e perseguida por paparazzi, a amiga Paris Hilton teve que ensiná-la a usar o Google. Na reportagem de Ronan Farrow (que revelou a rede de assédio na indústria do entretenimento em “Operação Abafa”) e Jia Tolentino (de “Falso Espelho”) para a New Yorker, é possível entender os fatos que levaram a cantora de 39 anos a viver os últimos 13 sob a tutela do pai e de uma rede de advogados que controlam sua carreira, gastos e decisões pessoais. (Amauri Arrais)

  • 0807_aqv-ouvir_bienal
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    Podcast relembra os 70 anos de história da Bienal

    Com apresentação de Marina Person, “Bienal, 70 anos” conta a trajetória do evento, realizado pela primeira vez em 1951, em dez episódios, lançados sempre aos sábados. Quem ouvir vai aprender sobre a história da construção do prédio no Ibirapuera, saber detalhes sobre obras polêmicas, como a que expôs três urubus vivos e conhecer casos curiosos como o do complexo transporte do quadro “Guernica”, de Picasso. A produção é uma parceria do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo. (Betina Neves)

  • 0807_aq-ir_erika
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    Primeira exposição individual da artista paulistana Erika Versutti

    Já está rolando no Masp a mostra “A Indisciplina da Escultura”, primeira individual de Erika Verzutti já realizada em um museu brasileiro. Importante nome da escultura contemporânea, a artista traz trabalhos em bronze, concreto, pedra e papel machê com caráter insólito, “se recusando a aceitar definições ou tradições estabelecidas” - daí o nome da exposição. Para visitar o museu é necessário fazer o agendamento online. (Betina Neves)

  • 0807_aqv-ouvir_racionais
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    Livro analisa a relevância do disco “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais

    Lançado em 1997 pelo selo independente Cosa Nostra, “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC’s, vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e é hoje considerado o álbum mais importante do rap brasileiro. Contendo “Diário de um Detento”, entre outros hits, ele agora virou tema da coleção O Livro do Disco, da editora Cobogó. “Racionais MC’s: Sobrevivendo no Inferno”, de Arthur Rocha, reúne uma miscelânea de vozes num panorama que busca refletir a relevância estética, social e política da obra. (Leonardo Neiva)

    01 de Julho de 2021
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    A história de trigêmeos que se reencontraram por acaso

    Quando Robert Shafran chegou em sua nova faculdade em Nova York, ele não esperava encontrar um irmão gêmeo perdido no campus. A surpresa, entretanto, ficou ainda maior quando um terceiro irmão gêmeo foi encontrado meses depois. O documentário “Três Estranhos Idênticos”, que acaba de entrar na Netflix, conta a curiosa história dos três irmãos e o motivo sombrio e bizarro pelo qual eles foram separados no nascimento. (Daniel Vila Nova)

  • aqv_0107_ouvir-letrux
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    O primeiro de quatro novos singles de Letrux

    Na sexta-feira (2), a cantora, compositora e colunista da Gama Letrux lança “I’m Trying to Quit”, primeiro de uma série de quatro singles que a artista promete colocar no ar no segundo semestre. Composta em 2013, a música deu as caras em alguns shows da cantora, mas nunca chegou a ser gravada. Impedida pela pandemia de fazer a turnê do disco “Aos Prantos”, de 2020, Letrux também lançou em fevereiro deste ano o EP “Prantos Pandêmicos”, com releituras de cinco faixas do álbum anterior. (Leonardo Neiva)

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    Você realmente conhece João Gilberto?

    Há anos definido como um gênio musical exigente, João Gilberto acaba de ganhar nova biografia -- a primeira escrita por uma pessoa próxima ao músico. Em título publicado pela Lazuli, o poeta Luiz Galvão, dos Novos Baianos, desvenda uma personalidade totalmente diferente do artista recluso que conhecíamos. O caráter ranzinza ainda está ali, mas junto a ele, emerge entre as palavras um homem simpático, brincalhão e generoso com os amigos. (Manuela Stelzer)

  • aqv_0107_assistir-instantaneas
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    Espetáculo audiovisual com Filipe Catto inaugura série “Instantâneas”

    Filipe Catto inaugura a série do Instituto Moreira Salles que busca promover o diálogo entre música e fotografia. Neste sábado (3), às 21h, no canal da instituição no YouTube, Catto protagoniza “Metamorfoses”, com músicas inspiradas na mostra da fotógrafa Madalena Schwartz (1921-1993), que registrou travestis e transformistas de São Paulo na primeira metade dos anos 1970. A mostra está em cartaz até setembro no IMS Paulista. (Amauri Arrais)

  • aqv_0107.2_ler-india
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    Como o governo da Índia (também) perdeu o controle da pandemia

    Em reportagem publicada na revista Piauí, o jornalista indiano Tejas Harad traça uma linha do tempo da covid-19 em seu país. Ele conta como o lockdown desastrado que segurou as pontas em 2020 foi seguido por uma baixada de guarda geral – durante a qual ocorreram festas, eventos esportivos e cerimônias religiosas – e uma devastadora segunda onda em 2021, com recordes de contaminação e hospitais lotados. A fake news de lá é que urina de vaca é um remédio milagroso contra o vírus. (Betina Neves)

    24 de Junho de 2021
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    Liniker protagoniza série da Amazon Prime Video

    “Manhãs de Setembro” chega à plataforma nesta sexta (25) e tem a cantora Liniker estreando como atriz no papel principal. A produção nacional conta em cinco episódios a jornada de uma mulher trans que deixa sua cidade natal e vai para São Paulo em busca de liberdade e independência, mas é confrontada por um filho que teve no passado. O nome da série é uma menção à música de Vanusa, ídola da personagem. Paulo Miklos, Isa Ordoñez e Gero Camilo também estão no elenco. (Betina Neves)

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    O retorno do Kings of Convenience, após 12 anos

    Há mais de uma década sem gravar um álbum inédito, a dupla norueguesa Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe está de volta com “Peace or Love”. Aos 45 anos, os dois preservam intacto o talento de transformar em singelas canções pop amores, desamores e paixões platônicas, em faixas como “Love is a Lonely Thing”, ao lado de Feist. Oportunidade para novos ouvintes conhecerem esses legítimos representantes de um tipo mais sensível de folk pop, que conquistou os brasileiros nos anos 2000, junto com os escoceses do Belle & Sebastian. (Amauri Arrais)

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    MAM da Bahia volta à vida

    Depois de quase seis anos fechado, consequência de uma longa reforma somada às restrições da pandemia, o Museu de Arte Moderna da Bahia, também sob nova direção, está reabrindo suas portas -- com mudanças. A maior parte da reforma é de autoria do arquiteto André Vainer, que seguiu os passos de Lina Bo Bardi. O prédio ganhou novo píer, atracadouro e uma reserva técnica. Também recebeu doações, como um retrato de Bo Bardi feito por Bob Wolfenson, que passa a integrar a mostra. (Manuela Stelzer)

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    Um perfil de Omar Sy, protagonista de ‘Lupin’

    Um dos homens mais populares da França e astro da série “Lupin” (2021), Omar Sy é um fenômeno em ascensão. Após o sucesso de “Intocáveis” (2011), filme francês que lhe rendeu um César, Sy partiu para Hollywood e vem conquistando cada vez mais espaço no cinema americano. No perfil escrito pela jornalista Lauren Collins, a vida, o charme, a insegurança e a carreira do ator são relatadas de maneira íntima e detalhada. Prepare-se para se apaixonar pelo ator. (Daniel Vila Nova)

  • aqv_2406_assistir-roque_santeiro
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    Novela ‘Roque Santeiro’ no Globoplay

    Para quem tem curiosidade de acompanhar pela primeira vez ou rever a clássica história de Sinhozinho Malta (Lima Duarte), Viúva Porcina (Regina Duarte) e Roque Santeiro (José Wilker), está aí uma bela oportunidade. A novela, que satiriza a exploração da fé popular e chegou a ser proibida pela ditadura, acaba de estrear na Globoplay. O primeiro capítulo está liberado, mas, para assistir a tudo, é preciso ser assinante do streaming. (Leonardo Neiva)

    17 de Junho de 2021
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    Documentários musicais para todos os gostos

    Unindo a paixão por cinema e música, fica no ar até 27 de junho o 13º In-Edit, Festival Internacional do Documentário Musical. Com 50 filmes na programação, o evento acontece online e começa com uma homenagem a D.A. Pennebaker (1925-2019), diretor do clássico sobre Bob Dylan “Don’t Look Back”. Há longas para todos os gostos, do hip hop ao heavy metal, além dos focados em figuras como Jair Rodrigues e Luiz Melodia. Os nacionais podem ser acessados grátis, e os internacionais saem por R$ 3. (Leonardo Neiva)

  • aqv_1706_ouvir-h.e.r
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    Ela está de volta

    Depois de vencer na categoria de Melhor Canção do Ano no Grammy com "I Can't Breathe" (deixando gigantes como Beyoncé e Taylor Swift para trás), e de conquistar um Oscar pela música original “Fight for You”, a americana H.E.R., de apenas 23 anos, anunciou o lançamento do terceiro álbum da carreira. "Back of My Mind" chega nesta sexta-feira, 18. Uma das músicas, "We Made It", já está disponível. Além desta faixa, o álbum conta outros singles da cantora, como “Come Through”, com Chris Brown, e “Slide”, com o rapper YG. (Manuela Stelzer)

  • aqv_1706_assistir-mam
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    Para entender os games

    Se você sempre quis saber mais sobre games, mas seu repertório se limita aos cogumelos e às estrelas do Mario Bros., o MAM tem o curso perfeito para você. “Videogame – arte e interação no mundo de hoje, com Francisco Tupy” é uma série virtual de quatro encontros que exploram a relação dos jogos com o campo da arte e da história. O curso começa no dia 7 de julho e segue por todas as quarta-feiras do mês, das 19h às 21h. O valor é R$ 320.  (Daniel Vila Nova)

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    Os 30 discos mais importantes de 1991

    Para a Rolling Stone Brasil, não houve ano tão marcante para a música recente. Ali foram lançados álbuns icônicos como “Nevermind”, do Nirvana, “Metallica”, o disco de metal mais vendido de todos os tempos, e “Dangerous”, o último trabalho do Michael Jackson antes do declínio. No Brasil, teve “Circuladô”, do Caetano, “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, dos Titãs, e “Mais”, segundo disco da Marisa Monte.(Betina Neves)

  • aqv_1706_assistir-shiva
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    Uma nova geração de judeus & millennials

    Uma hora e meia de filme, desconforto e risadas nervosas. “Shiva Baby”, da diretora Emma Seligman, acontece durante um shivá, cerimônia de luto no judaísmo. Nele, a jovem Danielle (Rachel Sennott) tem de lidar com a ex-namorada, o sugar daddy (acompanhado de esposa e filho) e uma família afetiva demais, intrometida demais. Tudo isso em volta de uma mesa deliciosamente recheada de quitutes judaicos. No Mubi. (Luara Calvi Anic)

    02 de Junho de 2021
  • 0306_AQV_ouvir_persona-som
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    ‘Persona’, um disco obscuro brasileiro

    Mais do que uma produção experimental, “Persona” (1975) é a trilha sonora de uma instalação de Roberto Campadello na XII Bienal de São Paulo, de 1973. Com estética psicodélica, a obra convidava o visitante a "sentar e sentir”, nas palavras do artista. O LP se tornou raro e, agora, é relançado pelo selo paulistano Discos Nada, que também resgatou “Gang 90 & Absurdettes" (1982) e “Fellini - A Melhor Coisa que eu Fiz (1984-90). (Luara Calvi Anic)

  • 0306_AQV_assistir_bo-burnham
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    O show pandêmico de um homem só

    Escrito, dirigido, atuado e editado pelo comediante Bo Burnham, “Inside” é um especial da Netflix que fala sobre saúde mental na quarentena. Sozinho em casa, Burnham navega em águas ora alegres, ora melancólicas, em uma jornada surrealista na própria mente pandêmica. As canções, marca registrada do comediante, falam sobre luta de classes, cancelamento, sexting, a culpa do homem branco e as dificuldades do facetime com a mãe. (Daniel Vila Nova)

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    O vírus e o laboratório

    Em algum ponto entre o início de 2020 e agora, você certamente já ouviu a teoria de que o coronavírus foi gerado em laboratório na China. Até hoje, pouca coisa mudou em termos científicos, mas recentemente políticos e cientistas vêm demonstrando mais cautela na hora de descartar essa possível origem do vírus. O artigo da New Yorker explora os bastidores desse universo para explicar por que o discurso mudou, se quase nada mais se alterou. (Leonardo Neiva)

  • 0306_AQV_assistir_mare-of-easttown
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    Já dá para maratonar ‘Mare of Easttown’

    O sétimo e último episódio da série já está disponível na HBO. E há boas razões para assistir: a atuação impecável da Kate Winslet, que incorpora uma detetive em uma pequena cidade do estado americano da Pensilvânia; o roteiro bem amarrado e a complexidade dos dramas humanos envolvidos. Eles atraem tanto quanto o misterioso assassinato investigado. (Betina Neves)

  • 0306_AQV_ler_zuenir-ventura
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    O que pensa Zuenir Ventura aos 90

    Ao completar nove décadas de vida, o jornalista, escritor e imortal da Academia Brasileira de Letras diz que não pode reclamar: está saudável, cercado de família e amigos, mas que “não se pode ser totalmente feliz num país que é hoje um cemitério”. Em entrevista à Folha de S.Paulo, Zuenir Ventura fala sobre a defesa da floresta, a CPI da pandemia, a velhice e o ano de 1968, além da importância da imprensa em tempos de desinformação. (Manuela Stelzer)

    27 de Maio de 2021
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    O ano em que a música mudou o mundo

    A série documental “1971” é uma aula de história, política e cultura pop em doses viciantes. A cada episódio, foca em três ou quatro artistas que lançaram álbuns relevantes há 50 anos e que foram ator ou reflexo da política da época. No primeiro episódio, conta o efeito poderoso do álbum “What’s Going On”, de Marvin Gaye, que com muita elegância passou a mensagem dura e dolorosa tão necessária à época. Vale a audição do álbum também. (Isabelle Moreira Lima)

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    O vencedor do Oscar agora em livro

    Você já pode ter assistido, mas muito dificilmente leu “Nomadland” (2020), grande ganhador do último Oscar. Isso porque a primeira versão em português do livro que serviu de base para o longa chega em 30/5, pela Rocco. A obra de Jessica Bruder retrata americanos afetados pela crise, que vivem em trailers e pegam trabalhos sazonais. A reportagem inspirou o filme dirigido por Chloé Zhao e com Frances McDormand — ambas premiadas. (Leonardo Neiva)

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    Podcast destrincha a história do Xingu

    Primeira grande área indígena demarcada no Brasil, o parque em Mato Grosso, completou 60 anos em abril. O podcast “Xingu: Terra Marcada”, produzido pelo Instituto Moreira Salles, conta em cinco episódios a história da região e das pessoas que a habitam, abordando a luta constante das lideranças indígenas desde a época da demarcação até a pandemia de covid-19. (Betina Neves)

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    A história do craque italiano Roberto Baggio

    Em 1994, ele te fez sorrir. Ao perder o pênalti na final da Copa do Mundo, o italiano Roberto Baggio tirou o Brasil de uma fila de 24 anos e sagrou a seleção brasileira tetracampeã mundial. Apesar do erro, que ficou marcado na história do jogador, Baggio foi um dos maiores futebolistas de seu tempo. Sua trajetória dentro e fora dos campos é revisitada pelo documentário "O Divino Baggio", que já está disponível na Netflix. (Daniel Vila Nova)

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    Críticas que contam 25 anos de história da música

    Comemorando seus 25 anos, o Pitchfork revisita sua trajetória por meio de 38 críticas de álbuns históricos. O que começou com um site indie se tornou o veículo digital #1 da música hoje, em grande parte graças a polêmica de sua pontuação de zero a dez, e do cobiçado selo “Best New Music”. Quem ousaria dar uma nota zero para Sonic Youth, ou ilustrar uma crítica com um vídeo de um símio tomando sua própria urina? (Guilherme Falcão)

    20 de Maio de 2021
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    Pet Shop Boys no Rio em 1994

    Quem busca qualidade de som para ouvir sua banda preferida dificilmente gosta de gravações de shows ao vivo. Agora, quando a saudade de uma boa pista lotada bate forte como nestes tempos pandêmicos, faz todo sentido ouvir a estreia do Pet Shop Boys no Brasil, que acaba de ser remasterizada no álbum “Discovery: Live in Rio 1994”. Dá pra sentir o calor da pista carioca em hits como “West end Girls” e “Suburbia”. (Luara Calvi Anic)

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    O caso Evandro agora na TV

    Conhecido do público principalmente graças ao trabalho do jornalista Ivan Mizanzuk, que tratou do assunto em seu podcast Projeto Humanos, o caso Evandro virou série da Globo. A história do assassinato de um menino de seis anos, envolvendo bruxaria e uma longa contenda judicial, desta vez será contada em oito episódios, dois por semana, com direção do cineasta Aly Muritiba. Os dois primeiros já estão disponíveis na Globoplay. (Leonardo Neiva)

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    A nova onda do forró

    Duas décadas depois do estouro do forró universitário, o estilo musical voltou às paradas de sucesso -- com transformações. Hoje, a pisadinha, estilo de forró eletrônico em que a base é feita só com um teclado, emplaca grandes hits e artistas, como Barões da Pisadinha, Tarcísio do Acordeon, Zé Vaqueiro e DJ Ivis, que têm até 8 milhões de ouvintes mensais no Spotify. O especial da UOL destrincha o fenômeno. (Manuela Stelzer)

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    O retorno do Ballet de Nova York

    O vídeo do New York City Ballet, dirigido por Sofia Copolla e disponível no Youtube, dá as boas vindas ao espectador após um ano de pausa forçada e uma sensação de sonho. São 24 minutos, quase todos eles em preto e branco, e cinco coreografias -- dois solos, dois duos e a final de “A Bela Adormecida”. Nos faz lembrar que esse esta arte, tão distante de nós desde que a pandemia começou, ainda existe e será uma possibilidade em breve. (Isabelle Moreira Lima)

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    Chimamanda e a perda do pai

    Em "Notas sobre o luto" (Companhia das Letras, 2021), a autora nigeriana narra a dor, a raiva e a solidão que seguiram a morte do pai, em junho de 2020, além das dificuldades do sepultamento na pandemia, com aeroportos fechados e funerárias lotadas. “O luto é uma forma cruel de aprendizado. (...) É um tormento não apenas do espírito, mas também do corpo. Carne, músculos, órgãos, tudo fica comprometido. Nenhuma posição é confortável.” (Betina Neves)

    13 de Maio de 2021
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    A obra de Mario Cravo Neto

    As investigações na lisergia urbana de Nova York dos anos 70 e o mergulho nas representações das religiões de matriz afro-brasileira contam a história de um dos mais importantes fotógrafos da história do Brasil. Com curadoria de Luis Camilo Osorio, a exposição Espíritos Sem Nomes retoma a trajetória de Mario Cravo Neto (1947 – 2000) ao mostrar 319 fotografias, cadernos, cartas e originais. Em cartaz no IMS. (Guilherme Falcão)

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    Dormir é o novo sexo

    Em um casamento de 30 anos, o que se conhece do outro? Em “Pearls”, o escritor norte-americano e rei do ensaio pessoal David Sedaris fala sobre seu casamento com Hugh e como, depois de tanto tempo, dormir virou algo mais prazeroso e interessante que o sexo. De presente de bodas, em vez de pérolas, lençóis perfeitos. Sinceridade, humor, um pouco de autodepreciação e candura estão em cada linha do texto publicado na New Yorker. (Isabelle Moreira Lima)

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    O novo disco de St. Vincent

    Quatro anos depois de “Masseduction”, St. Vincent está de volta com seu sexto álbum: “Daddy's Home”. O disco, que é inspirado na prisão do pai da cantora em 2010 foi elogiado pela crítica internacional. Com lançamento nas plataformas de streaming nesta sexta-feira (14), as novas músicas de St. Vincent são inspiradas no funk americano da década de 70 e contam dramas familiares e prisões, sejam elas reais ou metafóricas. (Daniel Vila Nova)

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    A música negra brasileira, do glamour à criminalização

    Oferecido gratuitamente pela plataforma Batekoo, o curso terá aula inaugural no dia 17 com a cantora Margareth Menezes e o músico Evandro Fióti. Depois, serão mais seis encontros com gente como o pesquisador e produtor Samuel Da Silva Lima e a educadora musical Nany Vieira discutindo temas como a glamourização e a criminalização do funk e a relação da educação com o movimento hip hop. Link para inscrições aqui. (Betina Neves)

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    Trotskistas irreverentes contra a ditadura

    Um grupo estudantil trotskista que unia figuras como Antônio Palocci e Reinaldo Azevedo. Surgido em 1976, em oposição ao governo militar no Brasil, o movimento Liberdade e Luta é tema de “Libelu - Abaixo a Ditadura”, de Diógenes Muniz, que entra em cartaz nesta sexta (14) nos cinemas. Vencedor do 25º Festival É Tudo Verdade, o documentário narra a história do grupo então considerado radical, famoso pela irreverência e abertura cultural. (Leonardo Neiva)

    06 de Maio de 2021
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    ‘Succession’? Não, F1

    O mundo da Fórmula 1 é repleto de heróis, vilões e de tramas dignas das melhores séries. A Netflix sabe do potencial dramático do esporte e lança a terceira temporada de “F1: Dirigir Para Viver”, que acompanha dez equipes que concorrem na modalidade. Do triunfo de Lewis Hamilton ao drama das equipes menores, a série documental conta com dez capítulos, cada um focado em um time, e promete emoção até a última curva. (Daniel Vila Nova)

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    O álbum branco de João Gilberto

    Está finalmente disponível nas plataformas de streaming o célebre disco de João Gilberto de 1973, também conhecido como “álbum branco”. Violão, voz, e a singela percussão de Sonny Carr dão o tom das canções hipnóticas, meditativas e repetitivas, que teriam sido influenciadas pelo contato do João com os Novos Baianos. Com produção de som de Wendy Carlos, canções como “Águas de Março”, “Avarandado” e “Eu Quero um Samba” soam como nunca as ouvimos antes (nem depois). (Guilherme Falcão)

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    ‘Enciclopédia Negra’ vira exposição na Pinacoteca

    Depois do lançamento do compilado de biografias afro-brasileiras "Enciclopédia Negra" (Cia das Letras, 2021), a Pinacoteca de São Paulo inaugura uma exposição homônima. Gama conversou com um dos autores do livro para entender o processo por trás dos retratos que ilustram a publicação. A mostra reúne 103 trabalhos inéditos, alguns presentes no livro, e ficará disponível para visitação de maio a novembro. Os ingressos já estão disponíveis. (Manuela Stelzer)

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    Memórias de um relacionamento abusivo

    Carmen acredita ter encontrado a mulher perfeita. Juntas, fazem sexo, viajam, conhecem as famílias uma da outra. Só que, aos poucos, ela vai percebendo que seus limites não são respeitados e o que era felicidade se torna violência psicológica. Em “Na Casa dos Sonhos” (Companhia das Letras, 2021), a escritora americana Carmen Maria Machado traz à tona memórias de um relacionamento abusivo, de forma fragmentada e impactante para o leitor. (Leonardo Neiva)

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    Um curso por mais democracia na internet

    O nome é engraçado: Chora, Morozov! faz referência ao cientista político bielorusso famoso pelo pessimismo sobre os riscos que a internet e as redes sociais representam para a democracia. Bem, a ideia do curso é justamente preparar quem influencia nas redes para contrariá-lo. Com um time de professores interessantíssimo, o curso de seis semanas é gratuito, online e ao vivo, e afia o poder de argumentação de quem está à frente do debate. (Isabelle Moreira Lima)

    29 de Abril de 2021
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    O novo vídeo dos Chemical Brothers

    Alerta de gatilho: o videoclipe de “The Darkness That You Fear”, a nova canção dos veteranos do breakbeat, contém cenas de boate, beijo na boca, aglomeração e muito, mas muito contato físico. Todas elas são colorizadas em tons luminosos sobre uma base preta, para lembrar que este momento de agora terá, sim, seu final e que um dia estaremos todos festejando, aglomerando, juntos, de novo. (Guilherme Falcão)

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    Histórias esquecidas do futebol feminino

    Muita gente acredita que o futebol feminino "não tem história”. O que pouca gente sabe é que o esporte para mulheres foi proibido no Brasil por cerca de 40 anos, por um decreto nacional que apagou trajetórias de times em diferentes partes do país. Narrativas como essa são contadas pela voz de Leci Brandão no Audioguia Mulheres do Futebol, uma iniciativa do Museu do Futebol, disponível no Spotify e no Youtube. (Manuela Stelzer)

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    Uma animação para dormir melhor

    A série de animação “Headspace - Guia para Dormir Melhor”, uma produção da Netflix em parceria com o aplicativo de meditação de mesmo nome, conta com sete episódios de 20 minutos, onde uma suave voz responde algumas das dúvidas mais comuns sobre o sono. Após cinco minutos de explicação, o episódio se transforma em uma meditação guiada que tem como objetivo te fazer dormir. (Daniel Vila Nova)

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    Terapia de (outros) casais

    Você toparia abrir as suas sessões de terapia para o mundo? Na série "Terapia de Casal", a Dra. Orna nos conduz pelas sessões reais de terapia de quatro casais que aceitaram o desafio, e que tocam em temas como racismo, transsexualidade e violência doméstica. Se a princípio é fácil tentar escolher lados, as sessões mostram como cada casal é formado por duas pessoas, cada uma com seus desejos, traumas e vulnerabilidades. Os nove episódios da série e um especial da covid-19 estão disponíveis no Globoplay. (Thiago Quadros)

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    Uma revista epistolar

    Pode ser que o formato epistolar esteja um tanto obsoleto, mas está em foco na novíssima revista Presente. Online e gratuita, a publicação trimestral, proposta pela artista Anna Maria Maiolino e o curador Paulo Miyada, dá preferência a textos de correspondência. A primeira edição traz o diálogo entre criadores e outras personalidades da arte, além de um ensaio inédito da autora de ficção norte-americana Ursula K. Le Guin (1929-2018). (Leonardo Neiva)

    22 de Abril de 2021
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    Veja (ou reveja) o melhor do cinema de 2020

    Acabou deixando de lado as principais estreias do cinema em meio ao caos que foi 2020? Pois o Festival Sesc Melhores Filmes pode te ajudar a recuperar o tempo perdido. Em sua 47ª edição, o evento, que vai até 5 de maio, traz em sua programação longas como “Retrato de uma Jovem em Chamas”, “Honeyland” e o nacional “Três Verões”, com Regina Casé. Todos podem ser acessados online e de graça na plataforma Sesc Digital. (Leonardo Neiva)

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    A grande ciência de Laurie Anderson

    Em 1982 a artista multimídia Laurie Anderson assinou um contrato de 7 álbuns com a gravadora Warner. O primeiro deles, Big Science, teve um hit improvável, O'Superman, poesia musicada com ares de mensagem de secretária eletrônica de 8 minutos de duração. O álbum acaba de ser relançado numa bela edição limitada em vinil vermelho, e está disponível também nas plataformas de streaming. (Guilherme Falcão Pelegrino)

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    Você está definhando?

    Aos 12 meses de isolamento, se você não está sentindo exatamente o esgotamento do burnout, porque ainda tem energia para fazer as coisas de que precisa; nem completamente deprimido, você talvez esteja como muitos tendo uma espécie de abatimento ou definhamento, como escreve o psicólogo organizacional Adam Grant no New York Times. O texto também foi traduzido pela Folha de S.Paulo. (Isabelle Moreira Lima)

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    A sinopse do amor verdadeiro na Netflix

    A ideia de que o amor é uma língua universal ganha representação audiovisual na série “Meu Amor” (Netflix, 2021), que retrata o sentimento em diferentes culturas ao contar a história de seis casais juntos há mais de 40 anos. Nicinha e Jurema -- duas mulheres negras, faveladas, LGBTQ+ e umbandistas -- são as protagonistas do episódio brasileiro e mostram como é viver o amor longe das idealizações românticas. (Dandara Franco) 

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    Almôndegas coreanas que salvam a refeição

    Esta receita é uma mão na roda para quando se está sem tempo e não se quer sujar muito, porque são assadas no forno. As almôndegas pedem bolachas salgadas crocantes mas, mas se preferir algo menos ultraprocessado, vale ir na farinha de rosca mesmo. Um macete é pegar leve no alho, picar a cebolinha finíssima e preparar uma salada com molho de shoyu, gengibre e limão e um arroz glutinoso para acompanhar. Aqui uma versão mais apimentada. (Isabelle Moreira Lima)

    15 de Abril de 2021
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    Uma dose de Greg News para adocicar o apocalipse

    Gregório Duvivier está de volta com a quinta temporada de Greg News, seu programa semanal na HBO de humor político. Após quatro meses fora do ar, o Greg News retorna falando sobre a covardia e como o governo Bolsonaro tem lidado com a pandemia. Os programas inéditos são exibidos na HBO Brasil toda sexta-feira, às 23h, e disponibilizados no dia seguinte no YouTube e em formato de podcast nas principais plataformas de áudio. (Daniel Vila Nova)

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    Debates sobre racismo, pandemia e ditadura

    Já está no ar a quarta edição do Festival Serrote, promovido pela revista homônima do IMS, especializada em ensaios sobre cultura e sociedade. Serão quatro debates online, de 15 a 17 de abril, com transmissão ao vivo. Alguns dos destaques são a jornalista vencedora do Pulitzer Isabel Wilkerson, as historiadoras Wlamyra Albuquerque e Heloisa Starling, e o cartunista Claudius Ceccon, em conversas sobre racismo, pandemia e ditadura. (Leonardo Neiva)

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    Caetano estaciona carro no Leblon

    Doze anos após o nascimento do meme Caetano-estaciona-carro-no-Leblon, eis que sua autoria é revelada num longo texto cheio de humor e de reflexões sobre o tempo. Em uma carta ao artista publicada na Piauí, Elisangela Roxo fala sobre a era dos paparazzi, o que desejava fazer aos 26, e o que efetivamente conseguiu. A partir do depoimento, desenha o retrato de uma geração que equilibrou idealismo com a então nascente política de cliques. (Isabelle Moreira Lima)

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    Os muitos caminhos da fotografia no Brasil

    A fotografia no Brasil é um dos temas na grade de cursos da nova plataforma de ensino Rama, focada nas artes visuais. De abril a junho, o curso “Efeito do Real: uma cartografia do fazer fotográfico no Brasil” discute a história da fotografia no país, desde seu desembarque até a contemporaneidade, passando por seus usos e funções no século 19, seu desenvolvimento e inserção no circuito da arte no século 20 (ao lado, foto de Pio Figueiroa). Inscrições no site da Rama. (Manuela Stelzer)

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    O fim da livraria mais antiga do Rio

    Uma livraria que passou por seis endereços, uma guerra mundial e duas ditaduras. Parece ficcção, mas trata-se da história da Livraria São José -- considerada a mais antiga do Rio de Janeiro. O proprietário, seu Germano, começou a trabalhar na loja aos 12 como faxineiro, acompanhou a sobrevivência da livraria à especulação imobiliária e até à ditadura, mas aos 83 não conseguiu resistir à pandemia e às reduções de vendas. (Dandara Franco)

    18 de Março de 2021
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    A história da Tropicália em 20 álbuns

    Um dos mais importantes e revolucionários movimentos musicais brasileiros, a Tropicália é motivo de orgulho internacional 50 anos depois de seu surgimento. A Pitchfork, uma importante publicação musical dos EUA, selecionou 20 álbuns essenciais para mergulhar na história do movimento. Além de uma entrevista com Tom Zé, cada álbum escolhido é acompanhado por um texto de um crítico musical. (Daniel Vila Nova)

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    Lygia Fagundes Telles em festival literário

    Com participações ilustres como as de José Eduardo Agualusa, Letrux e Michel Laub, a Flima (Festa Intenacional de Literatura da Mantiqueira) acontece 100% online pela primeira vez em sua história, entre os dias 18 e 21. Homenageada da edição, a autora Lygia Fagundes Telles é tema de dois debates e terá um conto inédito lido durante o evento. Para assistir às conversas, saraus e leituras, basta acessar gratuitamente o YouTube do evento. (Leonardo Neiva)

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    A história de SP num casarão

    Giselle Beiguelman e Ilê Sartuzi fazem uma releitura da história de São Paulo a partir da arquitetura do Palacete de Nhonhô Magalhães, em Higienópolis. No documentário experimental "Nhonhô", uma câmera atravessa ambientes da casa vazia enquanto a fala do narrador relaciona personagem, história do bairro e o presente da cidade. Com curadoria de Solange Farkas, a produção está disponível até dia 31 de março na Videobrasil. (Manuela Stelzer)

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    O som de Eddie Chacon

    O New York Times definiu a carreira de Eddie Chacon como uma montanha-russa: após 28 anos e um breve estrelato cantando soul music ao lado de Charles Pettigrew, ele aparece com o primeiro disco solo. Produzido por John Carroll Kirby, colaborador de Frank Ocean e Solange, tem sonoridades neo-soul eletrônicas e meditativas que aliviam os dias de confinamento por aqui — e fazem sonhar com o retorno de possibilidades e perspectivas. (Guilherme Falcão)

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    A amiga genial de Simone Beauvoir

    Com a promessa de ser o romance mais íntimo da filósofa e escritora Simone de Beauvoir - que tem papel fundamental na luta feminista e no ativismo político - o inédito “As Inseparáveis” (2021) relata a sua forte história de amizade com Élisabeth “Zaza” Lacoin, com quem partilhou grandes momentos da vida desde os nove anos, como conta esse texto da revista Quatro Cinco Um. O livro chega ao Brasil após 34 anos da morte da autora. (Dandara Franco)

    11 de Março de 2021
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    ‘Cancelado’, Djonga ressurge com novo álbum

    E não é que março trouxe uma notícia animadora para os fãs de rap? Desaparecido das redes desde que foi criticado por causar aglomeração num show, o rapper Djonga foi um dos assuntos mais comentados da internet ao reativar sua conta no Instagram para avisar que tem álbum novo chegando. No trailer de divulgação do trabalho, que se chama “Nu” e sai sábado (13), o rapper se vê num julgamento popular (coincidência?), onde é guilhotinado. (Leonardo Neiva)

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    Por que meu eu adolescente deu passe livre para Woody Allen?

    Na filmografia de Woody Allen, Manhattan (1979) ocupava uma posição de destaque graças ao equilíbrio entre a comédia neurótica e o drama existencial cosmopolita. Na esteira do documentário Allen v. Farrow e dos escândalos que têm marcado a vida do cineasta, a jornalista Ginia Bellafante reavalia o valor do longa-metragem e analisa como a história de amor entre o adulto de 42 anos e a adolescente de 17 pôde algum dia ser normalizada. (Guilherme Falcão)

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    A origem do Bekoo das Pretas

    As festas não vão voltar tão cedo, mas o Instituto Das Pretas, em parceria com a Budweiser, encontrou um jeito de matar a saudade de uma aglomeração: a websérie “Bekoo das Pretas Made By Queens”. A série retrata a história da festa “Bekoo das Pretas”, evento cultural organizado por mulheres negras que celebra a diversidade racial nas periferias do Espírito Santo. Serão um total de sete episódios lançados até oito de abril, todos no YouTube. (Daniel Vila Nova)

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    O retorno de Duda Beat

    Os fãs de sofrência pop podem se preparar para mais um lançamento da “rainha” do gênero. Às 0h de domingo (14), Duda Beat lança o novo single “Meu Pisêro” em todas as plataformas streaming, e às 11h, o clipe da música. Apesar de ter dado alguns spoilers sobre a novidade em suas redes, a artista ainda não compartilhou nenhum trecho da canção. A esperança é de que seja tão hit quanto “Bixinho”, lançado em 2018. (Dandara Franco)

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    Já ouviu falar em cryptoart?

    Também conhecido como NFT (token não-fungível, em português), o termo inundou a internet nos últimos dias e gerou dúvidas entre os internautas. Espécie de selo criptográfico que representa algo único, a cryptoart pode ser utilizada como prova de origem e autenticidade de obras mesmo em ambiente virtual. A matéria do TAB UOL dá um panorama sobre o tema e levanta, além das soluções, possíveis problemas da cryptoart. (Manuela Stelzer)

    04 de Março de 2021
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    Novas histórias de faxineiros pelo mundo

    O Faxina Podcast, lançado em 2020 por uma ex-faxineira brasileira que vive em Boston, ganhou nova temporada em fevereiro deste ano e irá liberar novos episódios mensalmente. As histórias são de faxineiros e faxineiras imigrantes ao redor do mundo, que foram varridas para debaixo do tapete e invisibilizadas. O primeiro episódio da segunda temporada fala sobre mãe e filha em busca de uma casa que lhes abrigue, dê trabalho e segurança. (Manuela Stelzer)

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    Série vencedora do Globo de Ouro na Globoplay

    Uma das séries de maior destaque da temporada, a antologia “Small Axe” está com seu primeiro episódio disponível na Globoplay. Criada e dirigida por Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão”), a série narra cinco histórias de imigrantes negros caribenhos em Londres, abordando temas como racismo e violência policial. Além de John Boyega, que levou o prêmio de melhor ator no Globo de Ouro, o elenco também conta com nomes como Letitia Wright e Jack Lowden. (Leonardo Neiva)

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    Quem descancela os cancelados?

    Na noite de 23 de fevereiro de 2021, o Brasil parou para ver a eliminação de Karol Conká. Com 99,17% de rejeição, a rapper saiu do Big Brother Brasil 21 como uma vilã de novela das 21h e, desde então, vem cruzando a Via Sacra global em busca de redenção. Em reportagem da revista Piauí, descobrimos os bastidores da operação de descancelamento de Conká — das táticas de sua assessoria ao apoio da Rede Globo. (Daniel Vila Nova)

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    Aprendendo sobre arte sem sair de casa

    Quer aprender mais sobre a história da arte ou o cinema africano? Esses e outros temas integram cursos online oferecidos por algumas das principais instituições artísticas do Brasil. No MIS, as inscrições estão abertas para cursos de audiovisual e fotografia, enquanto no Masp as principais opções são semestrais e focadas nas artes plásticas. A B_arco também oferece aulas sobre artes, audiovisual e escrita, para quem já atua ou quer atuar nessas áreas. (Leonardo Neiva)

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    A era dos famosos fake

    Novo documentário da HBO, "Fake Famous" explora o significado da influência no universo digital. A produção é quase um experimento: tenta transformar três anônimos em influenciadores por meio de montagem de fotos e compra de seguidores, na tentativa de desmistificar a fama dessas personalidades. Produzido pelo ex-editor da Vanity Fair Graydon Carter, o documentário permanece em cartaz na plataforma até 10 de março. (Manuela Stelzer)

    25 de Fevereiro de 2021
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    Uma edição especialíssima de Macunaína

    Ai! que preguiça! O herói sem nenhum caráter voltou em edição especial da Ubu Editora. Lançada originalmente em 2017, a versão capa dura do romance de Mário de Andrade está disponível mais uma vez em pré-venda até 5/3. Com tiragem limitada de 110 exemplares, a edição especial conta com gravuras originais do artista Luiz Zerbini, que também fez a capa. Os exemplares são numerados e assinados pela artista. (Daniel Vila Nova)

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    Encontros musicais e geracionais

    Duas colaborações de peso movimentam a semana musical no Brasil. De um lado, Gilberto Gil lança o samba “Refloresta” com o filho Bem Gil e o trio Gilsons, formado por filho e netos do músico. A música foi gravada para uma campanha de reflorestamento do Instituto Terra. Já o cantor pernambucano Johnny Hooker dá nova roupagem à canção “Abandonada” (1996) ao lado de Fafá de Belém, sua intérprete original. (Leonardo Neiva)

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    A videografia do Daft Punk

    Ao longo da carreira do duo francês, a imagem teve tanto peso quanto o som, basta assistir com atenção seus videoclipes. Colaboraram com diretores de cinema tão experimentais quanto pop como Michel Gondry (“Around the World”) e Spike Jonze (“Da Funk”); e desenvolveram um anime com a lenda Kazuhisa Takenouchi (“Interstella 5555”) cuja trilha está em “Discovery”. E, na era “Human After All”, celebraram a cafonice oitentista do VHS. (Guilherme Falcão)

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    Arte de rua paulistana

    Com obras espalhadas por cinco regiões de São Paulo, o Museu de Arte de Rua promove o projeto MAR360º, um passeio com imersão virtual por 110 km. São obras de diversos artistas presentes em prédios e muros por toda a metrópole. Para visualizar, é só acessar o site e escolher no mapa a região que deseja visitar. Há ainda a possibilidade fazer download de um tour virtual completo. (Dandara Franco)

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    As mentiras que Hollywood conta sobre garotinhas

    De Drew Barrymore a Britney Spears, passando por Mara Wilson, de “Matilda”, muitas foram vítimas. Em texto ao New York Times, Wilson desabafou sobre os perigos de ser famosa ainda na infância, e como a indústria audiovisual cria meninas para destruí-las depois. A atriz se compara a Spears -- ambas foram sexualizadas pela mídia e tiveram namorados interesseiros. A diferença é que Wilson teve apoio familiar. (Manuela Stelzer)

    18 de Fevereiro de 2021
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    Apogeu e queda do dono de Bangu

    Em quatro episódios, a série documental “Doutor Castor” conta a história do bicheiro que foi presidente do Bangu Atlético Clube e patrono da escola de samba Mocidade Independente de Padre Miguel, além de líder do jogo do bicho em um dos bairros mais populosos da zona oeste do Rio. Disponível no Globoplay, a série conta uma típica história de gângster e traz em entrevistas e reportagens da época um mundo que não existe mais (e, talvez, ainda bem). (Isabelle Moreira Lima)

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    A trilha sonora da revolução

    Um dos favoritos ao Oscar de 2021, "Judas e o Messias Negro" ainda não foi lançado no Brasil mas a sua ansiada trilha sonora já está entre nós. Jay-Z, Nas, A$AP Rocky e outros rappers cantam sobre o legado do ativista negro Fred Hampton, presidente dos Panteras Negras assassinado pelo FBI retratado no filme. O álbum, que conta com 22 músicas, é um ótimo aquecimento para o longa protagonizado por Daniel Kaluuya e Lakeith Stanfield. (Daniel Vila Nova)

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    Uma exposição sobre visões de árvore indígena ancestral

    De etnia Makuxi, o artista indígena Jaider Esbell expõe na Galeria Millan, em São Paulo, sua mostra “Apresentação: Ruku”. São cerca de 60 obras, entre pinturas, desenhos e objetos baseados em visões sobre a árvore-pajé, ou Ruku, um “fruto-tecnologia e uma de minhas avós”, diz o artista, que já deu entrevista a Gama. É dela que sai a tinta usada por indígenas em pinturas corporais e rituais. Em cartaz até 20/3, a entrada é gratuita. (Leonardo Neiva)

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    ‘Ninguém consegue criar sem limites’

    Diz o educador e palestrante Charles Watson. Em nova turma do workshop semestral “O Processo Criativo - Assoviando e Chupando Cana”, que começa no dia 8 de março, Watson tece conexões improváveis entre assuntos diversos, de arte contemporânea a neurociência. E relembra: a criatividade não é uma qualidade livre e autônoma, é preciso internalizar as regras do jogo para jogá-lo de fato. No dia 3/3, uma palestra gratuita inaugura a turma. (Manuela Stelzer)

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    O elo entre o passado, o presente e o futuro racial

    Dentro do debate racial, olhar o passado é também entender as vivências dos seus antepassados e como eles tornaram possível a existência da luta antirracista em meio a tanto sofrimento escravocrata, ainda que as tentativas de apagamento da história existam. Publicado na revista Piauí, “Passado escravista que o mar não levou”, de Rogério Pacheco Jordão, fala sobre como a memória que tenta esquecer se revolta e invade a atualidade. (Dandara Franco)

    11 de Fevereiro de 2021
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    A primeira vez de Bethânia

    É com os maiores hits de seu repertório, muitos de shows como Brasileirinho e Rosa dos Ventos, que Maria Bethânia estreia no mundo das lives, quase um ano depois do formato ter se tornado a única saída para a música ao vivo. Será transmitido neste sábado (13), às 22h, pela Globoplay, com sinal aberto para não-assinantes. Será a primeira vez que a baiana se apresenta sem ter aplausos e retorno do público em seus 56 anos de carreira. (Dandara Franco)

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    Aulas de arte no MoMA

    Se você é vidrado em arte, ter aulas no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, já não é mais um sonho distante. A instituição abriu no site Coursera uma série de cursos online gratuitos em diversas áreas, da moda à arte contemporânea. São oito sessões com diferentes professores e legendas em português. Para quem faz questão de receber um certificado ao final, é preciso desembolsar um total de US$ 30 (cerca de R$ 160). (Leonardo Neiva)

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    O clichê do ladrão sofisticado

    A nova série da Netflix, “Lupin” (2021), traz Omar Sy ("Os Intocáveis"), de volta às telas. Em busca de vingança por seu pai, o papel de ladrão culto o coloca sempre um passo à frente de seus rivais -- ainda que seja vítima de racismo, pois desta vez o gatuno elegante é negro. Entretenimento perfeito para o Brasil, a produção francesa traz um protagonista com cara de Robin Hood em um enredo simples mas com questões importantes. (Manuela Stelzer).

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    A vibrante noite paulistana de Madalena Schwartz

    A fotógrafa de ascendência húngara Madalena Schwartz, cuja obra está exposta no IMS, morava no centro de São Paulo, estrategicamente posicionada para registrar com suas lentes o rebuliço, a efervescência e a exuberância da noite: transformistas, travestis, um espectro maravilhoso de identidades, sexualidades e verdades. Entre os retratados estão Ney Matogrosso e os Dzi Croquettes. Ah, a saudade da aglomeração… (Guilherme Falcão)

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    Um papo com o homem que previu a internet

    Na década de 1980, o físico teórico e escritor Michael Goldhaber já havia previsto o futuro da internet com precisão. Da radicalização da política à cultura de influencers, o profeta da web previu Donald Trump e as redes sociais. Em entrevista ao New York Times, que definiu Goldhaber como “Cassandra da Internet”, o escritor explicou o caos em que nos metemos e o que podemos fazer para sair dele. (Daniel Vila Nova)

    04 de Fevereiro de 2021
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    Uma miríade de divãs

    A partir desta sexta-feira (5), a escritora Tati Bernardi, uma neurótica em eterno tratamento como ela mesma se define, leva seus demônios, um a um, semanalmente a um divã diferente. No podcast Meu Inconsciente Coletivo, psicanalistas como Vera Iaconelli, Christian Dunker e Maria Homem comentam sobre a solidão de uma crise de pânico, o desaparecimento de sintomas e o paradeiro desconhecido do orgasmo. (Isabelle Moreira Lima)

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    Drama arqueológico na Netflix

    Em 1939, o arqueólogo Basil Brown foi um dos pioneiros na descoberta de um navio anglo-saxão de 1.400 anos de idade em uma propriedade rural no sudeste da Inglaterra. Só recentemente, porém, foi reconhecido pelo feito. Sua história é contada no filme “The Dig”, com um elenco liderado por Ralph Fiennes e Carey Mulligan. O longa, disponível na Netflix, acrescenta várias pitadas de ficção a um relato histórico bastante interessante por si só. (Leonardo Neiva)

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    A cultura (e a política) por trás da manicure

    Do Egito Antigo a Cardi B, pouco mudou no que diz respeito às unhas. Desde os primórdios, a cultura da cutícula nunca foi apenas uma questão de vaidade: esteve relacionada a discussões de classe, raça e gênero. O Guardian relembrou a história do cuidado com as unhas, que apesar da origem multicultural, manteve-se reservada à elite. Hoje nas mãos de artistas como Lizzo e Billie Eilish, ainda é um luxo -- e símbolo de poder. (Manuela Stelzer)

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    O legado pop de Sophie

    Morta no último sábado (30/1), a produtora e compositora escocesa Sophie deixa um legado para a estética do pop deste século: suas canções de batidas distorcidas, texturas digitais e vozes manipuladas discutiam gênero, identidade, aparência, essência. Esta playlist organizada pelo New York Times ressalta composições próprias e colaborações com figuras do calibre de Charlie XCX e Madonna. Vale ouvir seu único disco, de 2019. (Guilherme Falcão)

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    O quadro mais roubado da história

    “Das últimas duas vezes, o quadro voltou”, disse o prefeito da cidade de Leerdam, na Holanda, se referindo à pintura “Dois Meninos Sorridentes com Caneco de Cerveja” de Frans Hals. Em 2020, o quadro foi roubado pela terceira vez em sua história. Mas o que torna essa pintura tão atraente para ladrões de toda Europa? Nesta reportagem (traduzida para o português) conhecemos a trama que parece saída de um filme dos irmãos Coen. (Daniel Vila Nova)

    28 de Janeiro de 2021
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    “Chega de Saudade” inédito

    Em 1971, Caetano Veloso e Gal Costa se juntaram a João Gilberto e gravaram um especial para a TV Tupi. Após 50 anos, o produtor musical Pedro Fontes conseguiu recuperar e tratar o áudio do show, que agora está disponível em seu canal do YouTube. “Asa Branca”, "Chega De Saudade" e "Você Já Foi À Bahia?" são algumas das músicas cantadas pelo trio que podem ser escutadas pela primeira vez em mais de meio século. (Daniel Vila Nova)

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    Drauzio Varella e a primeira infância

    Ser bem cuidado na primeira infância aumenta as chances de uma vida adulta saudável. Esse é o mote do novo quadro de Drauzio Varella no programa Bem Estar, da Rede Globo. Na série “Quanto Mais Cedo, Maior”, que vai ao ar aos sábados pela manhã em nove episódios, o médico fala sobre o período do nascimento aos seis anos de idade por meio de temas como a amamentação, a presença do pai, o afeto e a educação. (Mariana Payno)

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    Uma genealogia das Boy Bands

    Você aí do alto do seu bom gosto torce o nariz prá BTS, da mesma maneira que já deve ter torcido para One Direction, N*SYNC e Backstreet Boys. Mas o que o Escuta, podcast de música do Nexo mostra (ou toca) na primeira edição de 2021 é que essa história é tão antiga quanto a da música pop, que “boy band” é muito mais do que o estigma de jovens fãs descabeladas. E mais: que Beatles e Jackson 5 têm muito a ver com isso. (Guilherme Falcão)

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    Um papo entre amigos com Raduan Nassar

    Pouco antes do aniversário de 85 anos de Raduan Nassar, em outubro de 2020, a escritora Marilene Felinto e o cineasta Luiz Fernando Carvalho (que levou “Lavoura Arcaica” para o cinema em 2001) fizeram uma visita ao amigo e gravaram a conversa. O papo, em que o veterano da literatura brasileira fala sobre velhice, política, maconha, agricultura e criação literária, está na edição de janeiro da revista Quatro Cinco Um. (Mariana Payno)

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    Lady Night ao pé do ouvido

    Comandado por Tatá Werneck, o talk show Lady Night, um dos programas de maior audiência do Multishow, ganhou versão em podcast. Com a participação do ex-BBB Babu Santana, de Xuxa e de Luciano Huck, a quinta temporada é a primeira a ficar disponível no Spotify. Os que dormem cedo ou não têm acesso ao canal agora podem ouvir as piadas de Tatá e o bate-papo com os convidados pelo fone de ouvido. (Manuela Stelzer)

    21 de Janeiro de 2021
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    Cinema francês direto de casa

    Até 15/2, o My French Film Festival exibe online 33 produções de uma das principais indústrias cinematográficas do mundo. Entre os destaques, estão a animação “Josep” (2020), que fez sucesso na Mostra de São Paulo, a comédia “Enorme” (2020), incluída no top 10 da revista Cahiers du Cinéma, e o clássico “Orfeu” (1950), de Jean Cocteau. Os longas estão disponíveis gratuitamente no Spcine Play, no Belas Artes à La Carte e no site do festival. (Leonardo Neiva)

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    A história de São Paulo em imagens

    Um mergulho pelo acervo do Museu do Ipiranga mostra as transformações da paisagem paulistana ao longo do tempo: no site São Paulo – Território em Construção, que entra no ar em 25 de janeiro na comemoração dos 467 anos da cidade, fotos – como as de Militão Augusto de Azevedo, do século 19 –, pinturas, mapas e depoimentos de historiadores e arquitetos contam a trajetória de desenvolvimento da metrópole. (Mariana Payno)

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    Saudades da voz de Karen O?

    O TRZTN, nome artístico do músico, compositor e produtor Tristan Bechet, lançou esta semana o clipe “Hieroglyphs”, em nova parceria com a cantora americana Karen O -- os dois já tinham trabalhado juntos na trilha sonora de “Onde Vivem os Monstros” (2009). Com uma pegada surrealista, o vídeo é estrelado pela bailarina Victoria Dauberville. A música integra o álbum “Royal Dagger Ballet”, com lançamento previsto para esta sexta (22). (Leonardo Neiva)

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    Como a escravidão atrasou a industrialização no Brasil

    As cicatrizes da escravidão são sentidas até hoje no Brasil, mas além da desigualdade e do preconceito racial um estudo busca provar que ela também atrasou a industrialização do país. A pesquisa, das universidades de Manchester e Bonn com a Fundação Getulio Vargas, desmente a tese de que a exploração é benéfica para o crescimento de um país e aponta que a escravidão beneficiou apenas uma pequena parcela da elite brasileira. (Daniel Vila Nova)

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    Xarope de vinho para dar um up no drique

    Se você tem uma sobra na garrafa que é boa demais para virar marinada, ela pode ganhar outro destino: ir a uma panela com a mesma quantidade de açúcar em fogo baixo até que adquira a consistência de xarope. Ele pode ser usado para incrementar drinques clássicos ou liderar criações próprias. A dica é do site Punch, que indica bebidas frescas e sem passagem por madeira. Vale tudo: branco, tinto, rosé, laranja e até Jerez. (Isabelle Moreira Lima)

    14 de Janeiro de 2021
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    Scorsese e Lebowitz em Nova York

    Além de estrela da série documental “Faz de Conta que NY É uma Cidade”, de Martin Scorsese, a humorista Fran Lebowitz é também grande amiga do cineasta. Agora, numa imperdível entrevista para o Times, traduzida pela Folha, os dois falam sobre a série, a cidade e a pandemia — que os impediu até de passar a última véspera de Ano Novo juntos —, desfilando uma química que só dois amigos de longa data conseguem compartilhar. (Leonardo Neiva)

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    Rita Lobo, Paola Carosella e o alho

    Um papo entre as duas divas da culinária brasileira: no novo episódio do podcast “Cadê a Receita, Rita Lobo?”, a criadora do Panelinha conversa com Paola Carosella. Seguindo as regras do programa, a chef do Arturito escolhe o alho como seu ingrediente preferido e compartilha receitas, além de falar da infância e da adolescência na Argentina, do começo da carreira, do dia a dia na cozinha em casa, nos negócios e nas redes sociais. (Mariana Payno)

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    Um retrato da violência policial na pandemia

    João Pedro, Guilherme Guedes e Igor Rocha Ramos, adolescentes com idade entre 14 e 16 anos, foram mortos na vizinhança de casa, em plena pandemia, pela violência policial. É pela história deles que a jornalista Ligia Guimarães, da BBC Brasil, dá rosto às histórias que muitas vezes vemos apenas como estatísticas. O documentário, que reconta suas histórias e acompanha a vida de suas famílias na favela, está disponível no Youtube. (Isabelle Moreira Lima)

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    O universo do som

    O que o filme “Psicose” e os macacos guigó, hoje à beira da extinção, têm em comum? A resposta está no podcast “Ser Sonoro”, criado e apresentado pelo pesquisador Fernando Cespedes e distribuído pelo TAB UOL. Das origens do ser humano aos acordes de Pixinguinha, ele investiga o que nos conecta aos sons, seja pela fala, música ou mesmo ruídos. Sete episódios já estão disponíveis no Spotify, Apple Podcasts e Google Podcasts. (Leonardo Neiva)

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    Um conto inédito de Patricia Highsmith

    No mês que marca o centenário de nascimento da norte-americana Patricia Highsmith, autora de títulos como“O Talentoso Ripley” (1955) e mestre do romance policial, o Guardian publica um conto inédito e recém-descoberto em que ela narra os desafios de uma menina para se ajustar a uma nova vida em Nova York. O jornal britânico também traz um texto da escritora e crítica Carmen Maria Machado sobre a vida e a obra de Highsmith. (Mariana Payno)

    07 de Janeiro de 2021
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    Clássicos literários e a formação do Brasil

    Contos do folclore africano, textos fundadores das culturas árabe, judaica e japonesa, histórias tradicionais da América Latina e da Europa: o projeto Literatura Livre, do Sesc São Paulo, é o paraíso dos leitores ávidos por um clássico. Com seis títulos já disponíveis, a iniciativa vai publicar, em edições inéditas e bilíngues, 14 e-books gratuitos com obras originárias dos povos que contribuíram para a formação da cultura brasileira. (Mariana Payno)

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    Morte na floresta

    O que a pandemia de covid-19 significa para a Amazônia? No podcast Terra Arrasada quem responde são os moradores da região: em cinco episódios, indígenas, quilombolas e ribeirinhos relatam a destruição sistemática da floresta e explicam como isso se relaciona aos impactos devastadores do novo coronavírus por ali. Projeto do Le Monde Diplomatique Brasil, é produzido pelo jornalista e antropólogo Fábio Zuker e pela Trovão Mídia. (Mariana Payno)

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    Quando Jane Austen encontra ‘Gossip Girl’

    Nem só de dramas hospitalares vive Shonda Rhimes. Bridgerton (2020), a nova produção da criadora de Grey's Anatomy, estreou na Netflix no Natal e já é um hit no pódio da plataforma. Baseada na coleção literária de Julia Quinn, traz cenário e figurino da época da Regência Britânica (século 19) -- mas questões e tramas assustadoramente atuais, com mulheres imponentes, um jornal de fofocas a la "Gossip Girl" e uma corte diversa. (Manuela Stelzer)

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    A poesia na voz de um tímido-espalhafatoso

    Quando o surrealismo invade a vida, a poesia pode oferecer uma oportunidade de respiro. A estratégia de sobrevivência acabou virando um podcast: o escritor, editor e colunista da Gama Leandro Sarmatz lê dois poemas por semana na série Sou Tímido Espalhafatoso, batizada a partir de um verso de “Vaca Profana”, de Caetano Veloso. “Tento equilibrar entre poetas consagrados, gente nova e talentosa, homens e mulheres, poetas e cancionistas”. (Isabelle Moreira Lima)

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    A batalha pela linguagem visual da contracultura

    Neste texto, a crítica de design e arte Madeleine Morley investiga como a estética da contracultura evoluiu, das vanguardas artísticas europeias até o punk, emulando estratégias visuais do mainstream. Contando com depoimentos de membros de grupos como Guerrila Girls e figuras como Malcolm Mclaren, Madeleine discute como os tempos atuais da comunicação digital nos desafia a não alienar, e sim aproximar, as pessoas das causas. (Guilherme Falcão)

    31 de Dezembro de 2020
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    Studio 54 em 2020

    Sabe festa boa, que dá vontade de ficar até a última nota musical ser emitida pela caixa de som ou até o primeiro raio de sol sair? O novo álbum da inglesa Jessie Ware, “What’s Your Pleasure” é capaz de levar a essa pista perfeita, ainda que neste momento ela não exista. Com um clima superdisco, faz viajar no tempo: ao ouvir a faixa que dá nome ao disco, teletransporta-se à 1979 de “Born to be Alive”, de Patrick Hernandez, mas com mais classe. A seguinte, “Ooh La La”, mistura o baixo disco com o sintetizador do início dos anos 1980. Incríveis vocais, ecos de Madonna aqui, de dance italiano ali, e um monte de citações de outros marcos da história do pop estão ali – é um prato cheíssimo e delicioso para caçadores de referências. A crítica pirou, é possível que aconteça o mesmo com você.

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    29 contos sobre o mundo hoje

    Um grupo de pessoas se junta para, em meio a uma pandemia, contar histórias e fugir dos horrores de uma nova praga. A premissa de “Decamerão”, clássico italiano de Giovanni Boccaccio, serviu como ponto de partida para o novo projeto do New York Times, “Decameron Project”. Inspirados no livro do século XIV, o jornal americano produziu uma coletânea de contos baseados na situação atual do planeta. Ao todo, são 29 textos escritos por grandes nomes da literatura como Margaret Atwood, David Mitchell, Tommy Orange e Mia Couto, além de novos ficcionistas como Julián Fuks. Abordando temas como medo, perda, gentileza e humor, o projeto busca explorar experiências capazes de nos unir em tempos tão difíceis.

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    Cachorro para baixo, cachorro para cima

    Com o app Down Dog, não vai haver desculpa: você vai se mexer, se alongar, se aquecer e, por fim, relaxar. Com ele é possível customizar totalmente a prática de Yoga: escolher nível de dificuldade, trilha sonora, estilo de exercício, nível de impacto, velocidade e objetivo — força ou flexibilidade, por exemplo —, além da duração, que vai de parcos quatro minutos a uma maratona de 90. A variedade é tão grande que dá a sensação de ter um personal especializado em Yoga ao seu lado. O aplicativo tem também uma espécie de calendário em que fica registrado o seu histórico e por onde é possível ver a evolução da prática, o que pode dar um incentivo a mais aos que têm dificuldade de manter a rotina. Há ainda as versões do aplicativo para outros tipos de exercício, como Hiit e Barre.

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    O Axé nos tempos do cólera

    Canto do Povo de um Lugar” foi produzido em 2016, mas só chegou ao Netflix na última semana. O timing é bom, o documentário é um elixir para quem sente falta de aglomeração, carnaval, alegria. Conta a história do que foi a revolução baiana iniciada nos anos 1980 quando nasceu o axé e que se seguiu pela década seguinte com o som da guitarrinha baiana, do rufo de tambores africanos, e as letras ora non-sense, ora cheias de referências vindas da África. Com entrevistas com músicos tão conhecidos como Caetano Veloso, Carlinhos Brown, Daniela Mercury, e outros de bastidores, como produtores e compositores que escreveram a história junto às celebridades, o filme começa a narrar a história do axé desde as primeiras gravações de Luiz Caldas, com maravilhosas imagens de arquivo de programas de TV e de outros carnavais, que permitem apreciar, além da música, uma estética perdida.

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    Um pão de queijo desses, bicho

    Léo Paixão já esteve por aqui. E volta agora com uma receita melhor ainda. Talvez a melhor de pão de queijo que circula. Primeiro porque é facílima, leva apenas três ingredientes (queijo meia cura, polvilho azedo, e creme de leite -- esse último é o pulo do gato). Segundo porque o preparo é tão simples quanto o de enrolar brigadeiro. Segundo porque o resultado é um mix de textura e saber perfeito: ele é crocante, untuoso e linguentinho ao mesmo tempo, e o sabor delicado e gordinho na medida certa. Perfeito para o café da manhã ou da tarde do fim de semana.

    24 de Dezembro de 2020
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    Remédio audiovisual para a carentena

    Normal People é lenta. E clean. Ao mesmo tempo, é agridoce e profundamente sexy. A adaptação do livro de Sally Rooney, em menos de duas semanas desde sua estreia no Brasil, já foi receitada como remédio para os mais solitários (vide a Antologia Profética de Fernando Luna), ao trazer cenas de sexo inspiradas e inspiradoras e oportunidades iguais de nudez. Estrelada por Daisy Edgar-Jones e Paul Mescal, conta as idas e vindas do jovem casal irlandês Marianne e Connel, ela pobre menina rica, ele filho da amorosa faxineira da família dela. Ele, popular na escola; ela, nerd esquisitona; os dois, inteligentíssimos e lindos, pegam fogo juntos. A primeira temporada, de 12 episódios de 30 minutos, está disponível na plataforma Starz.

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    Os poemas da vencedora do Nobel

    Se para as casas de aposta especializadas o anúncio da vencedora do Nobel de Literatura já foi uma surpresa, muitos leitores brasileiros devem ter ouvido o nome de Louise Glück pela primeira vez por causa do prêmio sueco. Embora a poeta americana seja reconhecida nos EUA, colecionando outros troféus celebrados -- como o Pulitzer e o National Book Award --, ela ainda não teve livros publicados no Brasil. É possível, no entanto, ler seus poemas online, em traduções feitas pelos também escritores Pedro Gonzaga, André Caramuru Aubert e Camila Assad nas revistas literárias Estado da Arte e Rascunho e no portal G1. Para quem se aventura na leitura em inglês, o site da Academy of American Poets também reúne alguns dos versos de Glück. Nascida nos EUA em 1943 e descendente de judeus húngaros, a poeta começou a escrever ainda criança e tem 18 livros publicados. Ao abordar temas como a morte, as rejeições e os traumas, Glück levou o Nobel por “sua voz poética inconfundível que, com beleza austera, torna universal a existência individual”. Para saber mais sobre ela e sua obra, vale ler as críticas do New York Times e da The Atlantic e este texto da Revista Cult, em que o crítico Tarso de Melo a apresenta ao lado de outros bons poetas norte-americanos pouco conhecidos por aqui.

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    Um relato sobre o luto — e seus gatilhos

    Muitos têm sido os sentimentos que nos unem, enquanto povo, raça, chame como quiser, ao longo deste 2020. Frustração. Inquietação. Raiva. Saudade. E para muitos, luto. Neste longo, belo, e tortuoso (com gatilhos, muitos deles) relato para a New Yorker, a escritora Nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie reflete sobre a perda de seu pai, James Nwoye Adichie, falecido neste 2020 — não por Covid-19, mas por uma falência renal. Mãe e irmãos, primos, memórias íntimas, a carreira ilustre do Professor de Estatística, toda a jornada de uma vida é revivida e rememorada. A cronologia é fragmentada; memórias se sobrepõem a lições sobre a cultura nigeriana e do povo Igbo, e a banalidades burocráticas. Ler as palavras de Chimamanda traz um estranho conforto, um apaziguamento. Expor-se tanto é um ato de vulnerabilidade, mas que gera, sobretudo, empatia. É como se, ao abrir seu luto e a história dos seus familiares, ela estivesse nos ajudando a encontrar os denominadores comuns que nos tornam mais próximos uns dos outros. Menos diferentes, mais humanos, unidos em nossos sentimentos.

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    Um curso de mitologia grega no seu headphone

    Os deuses gregos eram parecidos com os humanos, porém cerca de 60 cm mais altos e muito, muito mais belos. Não eram maus, pérfidos, mas ai de quem pisasse em seus calos ou ousasse se comparar com eles. Curiosidades como essas estão no podcast Noites Gregas, do professor gaúcho Cláudio Moreno, que a cada 15 dias reconta, de forma clara e saborosa, histórias da mitologia clássica extraídas de autores como Homero, Ovídio, Heródoto e Plutarco. Vale como exercício intelectual, mas também hedonista, afinal é fácil mergulhar em narrativas tão prazerosas. Também está disponível no Spotify.

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    O melhor cookie do mundo

    Esqueça a saudade dos cookies que você pedia no seu café preferido antes da pandemia. Esta receita do premiado site americano Food52 é imbatível: fácil, barata, gostosa e pode ser feita no conforto e na segurança de casa. Os biscoitos ficam gordinhos e crocantes ao mesmo tempo, e dá para variar o sabor das gotas de chocolate — ao leite, amargo, branco… vai do gosto do cozinheiro. Só é preciso prestar bastante atenção aos detalhes do passo a passo que fazem a receita dar certo, como a temperatura da manteiga (tem que ser gelada!) e o tamanho das bolinhas que vão para o forno.

    17 de Dezembro de 2020
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    Os melhores álbuns de 2020

    Parece consenso: o ano foi ruim, mas a trilha foi boa. Apesar de shows e apresentações terem sido cancelados durante o ano, os lançamentos fizeram deste um grande ano para a música. Os críticos da revista Variety elegeram os melhores discos de 2020 em uma lista longa e eclética que vai de The Weeknd (foto) a Taylor Swift, passando pelo futuro nostálgico de Dua Lipa até o álbum catártico e indignado de Run the Jewels. (Manuela Stelzer)

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    As dez mentes que moldaram a ciência no ano

    Poucos anos demonstraram a importância da ciência e daqueles que a realizam quanto 2020. Relembrando grandes feitos científicos, a revista Nature fez uma lista com dez nomes que moldaram o fazer científico nos últimos 12 meses. O combate à pandemia é central, com figuras como o diretor da OMS (foto) e a primeira-ministra neozelandesa, mas outros avanços científicos menos conhecidos também ganham destaque. (Daniel Vila Nova)

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    O olhar de Claudia Jaguaribe sobre a pandemia

    Atenta aos detalhes do cotidiano, a fotógrafa Claudia Jaguaribe não deixou escapar as cenas pandêmicas: depois de registrar uma São Paulo vazia no começo da quarentena, ela volta às ruas clicando pessoas que retomam a rotina de máscara. No novo livro “Duplo”, com posfácios da pneumologista Margareth Dacolmo e do filósofo Victor Stirnimann, os personagens contrastam com cenários urbanos em uma nova realidade do dia a dia. (Mariana Payno)

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    O cinema russo contemporâneo em oito filmes

    Quando foi a última vez que você assistiu a um filme russo? Se a resposta for “um bocado de tempo”, há uma chance de tirar o atraso. No 1º Festival de Cinema Russo, o Spcine Play exibe gratuitamente filmes como “O Homem que Surpreendeu a Todos”, premiado no Festival de Veneza 2018. São oito produções do país em cartaz até dia 30, numa oportunidade única de desbravar esse cinema pouco explorado no Brasil. (Leonardo Neiva)

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    A granola caseira que pode virar presente de Natal

    Se você, como eu, vive em busca da granola perfeita, saiba que ela pode sair das suas mãos. Seguindo a receita de Bela Gil, é possível ter uma versão rica e saborosa. Minha dica é usar aveia e acrescentar mais castanhas do que ela recomenda: de caju, amêndoa em lasca, macadâmia, o que encontrar. Pode ser um presente de Natal doce e artesanal. (Isabelle Moreira Lima)

    10 de Dezembro de 2020
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    Os cem anos de Clarice Lispector

    “Não posso fazer horóscopo porque há dúvidas: não se sabe se nasci em 23 de novembro ou 10 de dezembro. Nem em que hora. E foi num lugar que não figura no mapa: uma aldeia na Ucrânia.” Embora a vida e a obra de Clarice Lispector tenham sido esmiuçadas por biógrafos e pesquisadores, sua data de nascimento, como relatado por ela em uma carta ao escritor espanhol Jose Luis Mora Fuentes, permaneceu sempre uma incógnita. Já que os documentos da imigração falam em 10 de dezembro de 1920, convencionou-se esse dia — o que marca seu centenário nesta semana. Entre as comemorações, que incluíram algumas reedições ao longo do ano e um volume com epístolas inéditas (como aquela à Mora Fuentes), está o lançamento de um site bilíngue dedicado à escritora pelo Instituto Moreira Salles, detentor de seu acervo. Em português e inglês, o portal traz fotos, manuscritos, áudios, vídeos e cartas, além de aulas e textos críticos, e faz parte da Hora de Clarice, evento-homenagem realizado anualmente pelo IMS desde 2011. No embalo das celebrações, o Nexo publica duas análises de especialistas sobre os enigmas que rondam o conto “O Ovo e a Galinha”, misterioso até para a própria autora. (Mariana Payno)

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    O novo testamento em vertigem

    Se o especial de fim de ano do Roberto Carlos anda ameaçado, o Porta dos Fundos pode oferecer um substituto à atração -- a única questão é que talvez não agrade à tradicional família brasileira. Depois do polêmico especial do ano passado, em que Jesus era gay, o coletivo de humor aposta em um tema mais leve para acalmar os ânimos, a política. Inspirado no documentário “Democracia em Vertigem” (2019), a produção "Teocracia em Vertigem” acompanha a vida de Jesus Cristo e os inimigos e aliados políticos que o filho de Deus fez ao longo dos seus 33 anos. Seguindo o estilo mockumentary, popularizado por séries como “The Office” e “Modern Family”, o especial está no canal do Porta dos Fundos. Além dos atores do Porta, como Gregório Duvivier, Fábio Porchat e Rafael Infante, o novo humorístico conta também com a participação da turma do Choque de Cultura. (Daniel Vila Nova)

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    Uma semana de cinema brasileiro

    Uma adolescente trans e youtuber que precisa se adaptar à realidade e aos preconceitos de uma nova escola e o assassinato da vereadora Marielle Franco como inspiração de campanhas políticas de várias mulheres pretas pelo Brasil estão entre os destaques da tradicional Retrospectiva do Cinema Brasileiro do CineSesc, que chega à sua 21ª edição neste ano online e gratuita. “Alice Júnior” e “Sementes: Mulheres Pretas no Poder” estão entre os dez filmes da retrospectiva que ficarão em cartaz entre os dias 10 e 16 de dezembro e podem ser acessados no site da plataforma. Além disso, também haverá uma programação especial dedicada a curtas-metragens contemporâneos, exibidos ao longo de duas semanas, e uma retrospectiva da obra do grande cineasta Leon Hirszman, que permitirá rever alguns clássicos do nosso cinema como “Eles Não Usam Black-Tie” (1981) e “São Bernardo” (1972). (Leonardo Neiva)

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    O poder do hard rock na Guerra Fria

    Você já deve ter ouvido o assobio que abre balada “Wind of Change”, um hit da banda de hard rock alemã Scorpions. Ela foi um sucesso estrondoso no Brasil, é apontada como responsável por um baby boom na França no início dos anos 1990 e, segundo investigação do jornalista americano Patrick Radden Keef, pode ter sido também uma importante peça de propaganda política. A partir de uma pista dada por um ex-funcionário da CIA de que teria sido a agência americana de inteligência a verdadeira autora da música (e não o vocalista do Scorpions, Klaus Meine, dono da voz rouca), Keef passa a investigar a origem da música e apresenta essa história no podcast “Wind of Change”. A ideia é que a balada pop seria uma arma cultural para influenciar os países do bloco soviético depois da queda do muro de Berlim em 1990. No podcast, ele nos leva por sua investigação que vai de Washington D.C a Kiev, e que ouve de agentes aposentados da CIA, como a fascinante Jonna Mendez, viúva de Tony Mendez, retratado em “Argo”, 2012, a nomes envolvidos na cena roqueira dos anos 1990, como o empresário Doc McGhee, que conseguiu o feito de levar bandas americanas como Bon Jovi e Skid Row à União Soviética. (Isabelle Moreira Lima)

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    24 horas de puro teatro

    Em uma ano atípico para atores e atrizes, a 16ª edição da Virada Cultural, que acontece nos dias 12 e 13 de dezembro, irá prestigiá-los como 2020 não foi capaz. Entre as mais de 400 atrações com o mote "tudo de arte, nada de aglomeração", estarão 27 espetáculos virtuais na série "Novas Formas, um Novo Teatro", com apresentações que fizeram sucesso ao longo do ano, como "(In)Justiça", da Companhia de Teatro Heliópolis; "Novos Normais – Sobre Sexo e Outros Desejos Pandêmicos", da Companhia Os Satyros; e “Siete Grande Hotel”, do Grupo Redimunho. A maratona, que vai das 18h de sábado até o mesmo horário no domingo, ainda conta com oito espetáculos presenciais, como "Mãe Fora da Caixa" e "Os Monólogos da Vagina", que irão seguir os protocolos de segurança relacionados à pandemia e que serão encenados em diferentes teatros da cidade. Além das artes cênicas, artistas como Criolo, Elba Ramalho, Gloria Groove, Arnaldo Antunes e Elza Soares terão seus shows gravados no Theatro Municipal, e transmitidos nos dias do evento. (Manuela Stelzer)

    03 de Dezembro de 2020
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    O festival de Paraty pela tela

    Em um ano tão esquisito quanto 2020, cheio de baldes de água fria e eventos cancelados (por uma justificativa inquestionável, que fique claro), é quase um presente de Natal ter uma edição da Flip em dezembro. A Festa Literária Internacional de Paraty tem edição excepcionalmente online (e gratuita) nesta semana. Aberta na quinta-feira (3) com a mesa que discute diásporas africanas e a participação de Bernardine Evaristo e Stephanie Borges, o festival segue com temas como florestas vivas, com Jonathan Safran Foer e Márcia Kambeba na sexta (4). No sábado (5) duas mesas chamam atenção: ancestralidades, com Chigozie Obioma e Itamar Vieira Junior, autor de “Torto Arado”, vencedor do Jabuti deste ano; e transições, com Caetano Veloso e Paul B. Preciado. No domingo, entre os destaques estão a mesa que reúne escritores que tratam temas relacionados ao racismo, com Regina Porter e Jeferson Tenório. A programação completa está no site da Flip, que também realiza sua edição sobre literatura infantil, a Flipinha. (Isabelle Moreira Lima)

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    As bailarinas de Degas no Masp

    Os pés e as mãos devidamente posicionados, o queixo levantado, um laço frouxo no cabelo — é assim que a jovem Marie van Goethem, filha de uma lavadeira e de um alfaiate, foi retratada por Edgar Degas (1834-1917) na icônica escultura “Bailarina de Catorze Anos” (1880). A peça é uma das centenas de obras do artista francês sobre o universo da Ópera de Paris e está na nova exposição do Masp dedicada a ele, junto a outras 72 esculturas de bronze, dois desenhos e uma pintura saídos da coleção do museu paulista. Da turma de Manet, Monet e Renoir, Degas encontrou suas maiores inspirações no ballet — não à toa, a mostra, em cartaz a partir de 4 de dezembro, encerra o ciclo de histórias da dança no Masp em 2020. A exposição traz também releituras fotográficas dos trabalhos do francês pela artista brasileira Sofia Borges e um catálogo com ensaios inéditos sobre as perspectivas sociopolíticas de sua arte. (Mariana Payno)

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    ‘Cidadão Kane’ revisitado

    Para quem gosta de cinema, não é nenhuma novidade exaltar o diretor prodígio Orson Welles ou sua obra-prima “Cidadão Kane”, considerada por muitos um dos maiores filmes de todos os tempos. Embora trate da conturbada produção de “Kane”, “Mank”, novo longa de David Fincher, no entanto, prefere não enfocar a trajetória do cineasta, e sim a de seu roteirista James L. Mankiewicz. Baseado num roteiro antigo, escrito pelo pai de Fincher, o projeto praticamente já nasceu como postulante ao Oscar, tanto por seu tema centrado nas glórias e mazelas de Hollywood quanto pelo talento por trás e em frente às câmeras. E as reações iniciais positivas parecem ter vindo só para confirmar essa aposta. Capitaneado por Gary Oldman no papel-título, o elenco é um dos quesitos mais celebrados e conta com Tom Burke na pele de Welles, Charles Dance como o magnata da imprensa William Hearst — em quem Kane foi inspirado — e uma elogiadíssima Amanda Seyfried vivendo a atriz Marion Davies. Já em cartaz nos cinemas brasileiros, a produção da Netflix chega às telas do streaming no dia 4 de dezembro. (Leonardo Neiva)

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    O menino da Baleia e o direito à privacidade

    Você lembra de um clipe em que um menino falava sobre seu amor pela praia da Baleia? Em 2012, um vídeo comemorando o Bar Mitzvah de um garoto viralizou na internet. A produção caseira, destinada apenas aos 400 convidados da festa, ganhou o Brasil e tornou a vida do aniversariante um inferno. No último episódio de “Além do Meme”, podcast do jornalista Chico Felitti que conta a história das pessoas por trás de memes brasileiros, o direito à privacidade é tema central. Felitti busca entender como um simples meme pode alterar a vida de toda uma família. Em uma investigação que durou cerca de seis meses, o podcast vai atrás de um dos memes mais populares da história da internet brasileira -- e se depara com uma busca de oito anos pelo anonimato de alguém que jamais quis ser famoso. (Daniel Vila Nova)

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    Novas Frequências: X

    No ano em que completa dez anos de existência, o festival de performance e música de vanguarda e experimental Novas Frequências se viu obrigado a se reinventar. Organizado pelo crítico e curador Chico Dub, e realizado anualmente no mês de dezembro no Rio de Janeiro, o Novas Frequências será realizado de forma 100% digital. O tema do ano, "X", faz referência ao número romano mas às ideias de ruptura, negação, pluralidade e feminino, ao homenagear Jocy de Oliveira, primeira mulher a ter uma ópera encenada no Theatro Municipal de São Paulo, e pioneira na música eletrônica e multimídia. Entre 1º e 13/12, o line-up do evento, que conta só com artistas brasileiros, mistura performances musicais, experimentos sonoros e mesas de conversa. (Guilherme Falcão)

    26 de Novembro de 2020
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    Uma celebração do texto jornalístico

    Irônico, cético, animado, leal, craque do texto, chefe sem chilique. O jornalista mineiro Geraldo Mayrink (1942-2009) é assim descrito por Humberto Werneck e Luis Nassif no site que reúne alguns de seus grandes escritos publicados nas principais revistas e jornais do país. É o trabalho de anos do filho Gustavo Mayrink, que mergulhou em caixas e pastas para organizar o acervo de cerca de 900 textos produzidos entre as décadas e 1960 e 2000. Mais do que uma reverência pessoal, diz Gustavo, a iniciativa pretende ser um tributo ao jornalismo. “É o resgate de parte fundamental da história da imprensa brasileira a partir de acontecimentos, lembranças e fragmentos que devem ser rememorados, jamais esquecidos.” Para quem visita o site, fica a oportunidade de um curso de estilo, ao observar a elegância com que Geraldo Mayrink cria perfis de artistas, resenha obras e conta histórias, além da vontade de ter conhecido o jornalista. O site funciona como uma revista digital e será atualizado em temporadas, com entrevistas raras, grandes reportagens, críticas de cinema, além de crônicas e ensaios. (Isabelle Moreira Lima)

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    Jogue xadrez com a rainha

    Se você é uma das 62 milhões de pessoas que maratonou “O Gambito da Rainha”, é bem provável que tenha sido despertado para uma vontade de jogar xadrez. A popularidade da produção foi tamanha que tabuleiros se esgotaram nos EUA e surgiram diversos novos cursos online. Um deles, tem a própria Beth Harmon como professora. O site Chess.com criou robôs que simulam o estilo de jogo e a habilidade de Beth em diversas fases de sua vida. É possível jogar contra a Beth de oito anos, quando ela ainda está aprendendo o básico do jogo, ou desafiar a Beth de 22 anos, que detém o título de campeã mundial do esporte. Ao todo, são sete versões de Beth, cada uma com um nível de desafio diferente para testar sua habilidade contra a maior jogadora de xadrez da ficção. (Daniel Vila Nova)

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    As melhores invenções de 2020

    Entre eletrônicos, produtos de beleza e aparelhos médicos, eis a seleção da revista Time das cem melhores invenções de 2020. Todos os anos, os editores da revista nomeiam criações dos últimos 12 meses que tornaram o mundo um lugar melhor, mais inteligente e até mais divertido. As nomeações passam por uma avaliação minuciosa, que leva em conta questões de criatividade, originalidade, eficácia, ambição e impacto gerado pela descoberta. A lista deste ano conta com um robô tutor, uma tecnologia capaz de catalisar uma vacina para o coronavírus e um tubo de pasta de dente mais ecológico -- entre outras invenções que podem mudar a maneira como trabalhamos, pensamos e vivemos. (Manuela Stelzer)

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    Uma Megafauna no centro da cidade

    Notícia animadora para quem acompanhou os esforços do meio editorial durante a pandemia: nesta semana, a livraria Megafauna começou a funcionar no piso térreo do Edifício Copan, no centro de São Paulo (Av. Ipiranga, 200 - loja 53). O espaço dedicado ao livro e à difusão das artes e das ciências deve sediar debates, encontros e também parcerias com a associação cultural Pivô, colega de condomínio da livraria, tão logo seja possível. Por ora, a visitação aos 216 metros quadrados de Megafauna está limitada a dez clientes por vez, de segunda a sábado, das 13h às 19h. Para quem ainda não quer se expor aos encontros presenciais, vale circular pelo perfil da livraria no Instagram. Dá para matar a curiosidade sobre o espaço, sair com boas indicações de leitura, e até encomendá-las pelo Whatsapp. (Laura Capelhuchnik)

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    Os 25 maiores atores e atrizes do século 21 (até hoje)

    A lista compilada por Manohla Dargis e A.O. Scott, principais críticos de cinema do New York Times, já começa anunciando que "estamos numa era de ouro para a atuação". Num esforço louvável de inclusão e diversidade, os nomes variam entre os previsíveis como Nicole Kidman e Willem Dafoe; os inusitados como Melissa McCarthy e Oscar Isaac; e surpresas como o mexicano Gael Garcia Bernal, Mahershala Ali e a atriz chinesa Zhao Tao. Do Brasil, Sônia Braga entra na lista na esteira de suas colaborações com Kleber Mendonça em Aquarius e Bacurau. (Guilherme Falcão)

    19 de Novembro de 2020
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    As várias peles negras e o racismo que as une

    Nove tons de pele, nove histórias, uma única realidade: racismo. O documentário “Dentro da Minha Pele”, já disponível na Globoplay, aborda um tema universal, mas que se desdobra de diferentes maneiras ao longo da vida de uma pessoa negra no Brasil. Do médico ao garçom, da modelo à trabalhadora doméstica, o longa explora e desvenda a discriminação racial, velada ou não, ao apresentar o dia a dia de nove pessoas com diferentes tons de pele preta na cidade de São Paulo. Selecionado para o Festival de Documentários da Holanda, o filme de Val Gomes e Toni Venturi conta com a presença de artistas como Chico César e Luedji Luna, além dos intelectuais Sueli Carneiro, Cida Bento e Jessé de Souza. (Daniel Vila Nova)

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    Reflexões sobre a língua entre Brasil e Portugal

    Organismo vivo, uma língua carrega sempre ambiguidades, múltiplas manifestações e possibilidades de sentido — sobretudo em contextos pós-coloniais. É sobre essa ideia de fragmentação e polifonia da língua portuguesa que se constrói a exposição “Farsa. Língua, Fratura, Ficção: Brasil-Portugal”, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo. Com trabalhos de mais de 50 artistas dos dois países e de diferentes gerações — entre eles Ana Hatherly, Ana Maria Maiolino, Grada Kilomba, Lygia Pape e Carla Filipe —, a mostra explora os usos inventivos, artísticos, poéticos e políticos da língua e da linguagem. A entrada é gratuita, mas a visita deve ser agendada pelo site do Sesc e segue os protocolos de segurança da pandemia. Quem não puder ir pode conferir a galeria virtual da exposição, com obras comentadas, depoimentos e entrevistas com artistas. (Mariana Payno)

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    Ludmilla: a rainha da favela

    O novo single de Ludmilla consagrou sua realeza não só nas comunidades, mas no universo da música como um todo: a carioca se tornou a primeira cantora negra da América Latina a alcançar mais de um bilhão de streams só no Spotify. No clipe de “Rainha da Favela”, ela presta homenagem a suas maiores inspirações no funk: Tati Quebra-Barraco, Valesca Popozuda, MC Kátia A Fiel e MC Carol de Niterói; na letra, pede respeito ao trabalhador negro. Na ocasião do lançamento, a artista, casada com a dançarina Brunna Gonçalves desde 2019 e dona da própria carreira, diz ao Uol Universa que é “representatividade por onde quer que passe” e que serve de inspiração e referência para os jovens das periferias, algo que lhe faltou no passado. Na entrevista, Ludmilla fala sobre vida profissional, religião, racismo, amor e até filhos — já que ela e a companheira planejam ser mães em breve. (Manuela Stelzer)

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    Marina Abramovic está cansada da morte

    Com os olhos profundos e os longos cabelos negros, ela trabalha sob risco de morte e já teve o coração partido inúmeras vezes: a artista sérvia Marina Abramovic — que ganhou notoriedade pop com a performance “The Artist is Present” (“A Artista Está Presente”), encenada pela primeira vez no Museu de Arte Moderna de Nova York em 2010 e com passagem pelo Brasil em 2015 — é conhecida por colocar o corpo e a própria vida à prova em seus trabalhos. Neste longo perfil publicado pelo site de design, arte e cultura It's Nice That, Abramovic discute o tema da mortalidade e fala de seu projeto mais recente, a ópera biográfica “The Seven Deaths of Maria Callas” (“As Sete Mortes de Maria Callas”), em que a vida e a obra das duas notórias artistas se fundem. (Guilherme Falcão)

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    Histórias de crimes reais

    O podcast Modus Operandi é feito para quem não deixa passar uma investigação criminal misteriosa ou narrativa de serial killer sequer. Com dois episódios por semana, as apresentadoras Mabê e Carol Moreira revisitam crimes emblemáticos no Brasil e no mundo e trazem para os ouvintes, além das histórias detalhadas, materiais de referência para quem quer se aprofundar nos temas: séries documentais já realizadas, reportagens e livros, entrevistas com profissionais que investigaram ou produziram conteúdos relacionados aos casos. Entre as histórias brasileiras já remontadas pela dupla estão o assassinato de Isabella Nardoni; o Caso Evandro, que deu origem ao podcast homônimo do jornalista Ivan Mizanzuk; e a história do Vampiro de Niterói, o assassino em série Marcelo Costa. (Laura Capelhuchnik)

    12 de Novembro de 2020
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    Memória em reconstrução

    Como é tentar retraçar os vínculos com a própria origem quando nome, idioma e fé de antepassados foram alvo de apagamento histórico no Brasil? Esse é o tema do primeiro episódio de "Vidas Negras", um podcast original do Spotify com produção da Rádio Novelo, que rememora e celebra trajetórias de personalidades negras na história e na atualidade. Os episódios saem às quartas-feiras, conduzidos pelo jornalista Tiago Rogero, que analisa e entrelaça biografia e obra dessas figuras. Na estreia, dedicada à memória de descendentes africanos, sistematicamente apagada depois da vinda à força ao Brasil, Rogero fala sobre duas escritoras que narraram suas histórias: Carolina Maria de Jesus e Eliana Alves Cruz. E mostra que a resposta para remapear identidade e origem pode estar dentro de casa. (Laura Capelhuchnik)

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    O rococó tropical de Attílio e Gregorio

    “A gente queria o verde das folhas, o amarelo do sol, o laranja do fim de tarde em Copacabana – não o verde-cocô e o amarelo-diarreia das casas da época.” A frase do argentino Gregorio Kramer (1940-2019) define bem o estilo da dupla da qual ele fazia parte. Ao lado do paulistano Attilio Baschera, 87, seu também companheiro da vida, eles reviveram as casas da alta sociedade paulistana dos anos 1970 e 80 em estampas exuberantes da fauna e flora brasileira, um rococó tropical. Essa trajetória é contada no recém-lançado “Attílio e Gregório” (Olhares, 240 págs. R$ 149). O livro do arquiteto e pesquisador Rica Oliveira Lima traz não só um resgate visual dessas criações mas deliciosas fofocas e histórias dos designers que tinham fama de animados nas festas, talentosos no trabalho. "Eram vistos como os loucos, os grandes artistas da época”, conta Sig Bergamin, um dos entrevistados do livro. (Luara Calvi Anic)

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    20 anos de MAM em um só lugar

    Quando completa 20 anos de existência, o Clube de Colecionadores de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo celebra sua longevidade com uma exposição que reúne destaques do acervo do museu e das coleções particulares do clube. Uma homenagem às 21 edições do clube, a exposição busca celebrar os artistas e obras que contribuíram para a rica história do MAM. Assinadas por nomes como Walter Carvalho, Maureen Bisilliat, Claudia Andujar, Barbara Wagner e Felipe Cama, as 107 obras serão exibidas no MAM de 13 de outubro a 1º de agosto de 2021. A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 12h às 18h. Os ingressos podem ser reservados no site do museu. É possível conferir uma prévia da exposição no perfil do MAM no Google Arts & Culture. (Daniel Vila Nova)

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    A maior coleção de revistas do mundo

    De acordo com o Guinness, livro de recordes mundiais, o britânico James Hyman é dono do maior arquivo de revistas do planeta, no qual reúne mais de 5 mil publicações e 150 mil edições. Há mais de três décadas, Hyman coleta todo tipo de material impresso que encontra, de revistas à panfletos, e os acomoda em um acervo de "cultura popular impressa", como ele mesmo denominou. Apesar da dificuldade que vive o mundo analógico, o colecionador diz que "é preciso sinergizar a revista física com o ambiente digital", e para o site It’s Nice That, compartilha uma pequena parte de seu tesouro, que inclui diversas capas psicodélicas e uma publicação descrita por Steve Jobs como "o Google em papel", entre outras raridades. (Manuela Stelzer)

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    Festa do livro sem aglomeração

    Depois de mais de duas décadas de vendas, leituras e descontos, a Festa do Livro da USP chega ao seu 22º ano. Desde o dia 9 de novembro, já é possível garimpar os livros participantes direto do conforto de casa, na primeira edição 100% virtual do evento, que vai até o dia 15. E o melhor: todos os volumes saem com no mínimo 50% de desconto. Apesar de terem acabado as enormes filas em frente às editoras mais concorridas, a demanda não diminuiu. Logo no primeiro dia, o site do evento recebeu tanta gente que chegou a ficar indisponível. Das 169 editoras presentes este ano, algumas são bem conhecidas, como a Martins Fontes, a Todavia, a L&PM. Outras, nem tanto — uma ótima oportunidade de conhecer livros e editoras fora da nossa zona de conforto. Para acessar as obras à venda, os leitores devem entrar no site do evento, onde serão direcionados para as listas das editoras de sua preferência. (Leonardo Neiva)

    05 de Novembro de 2020
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    A coreografia da vida de Trisha Brown

    Até dia 15 de novembro, o Masp expõe a primeira exposição individual da América do Sul dedicada à coreógrafa, dançarina e artista americana Trisha Brown. A mostra reúne 156 obras produzidas entre 1963 e 2005, entre fotografias e filmes de danças coreografadas por Brown e sua companhia, Trisha Brown Dance Company, fundada em 1970, e partituras e desenhos que conversam com seu trabalho como dançarina. O título da exposição, “Coreografar a vida”, traduz a capacidade da artista de incorporar movimentos comuns do dia a dia em suas coreografias. Dividida em oito núcleos, “Corpo democrático”, “Contra a gravidade”, “Transmitir os gestos”, “Acumulações”, “Diagrama em movimento”, “Impulso contraditório”, “Máquinas de dança” e “Desenhar, performar”, a mostra evidencia a complexa relação entre a dança e suas representações visuais, e revela a maestria com que Brown combina suas coreografias com outras áreas do conhecimento, como a matemática, a geografia e a arquitetura. (Manuela Stelzer)

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    Uma jovem desafia as convenções do xadrez

    Uma garota prodígio tenta conquistar o título máximo do xadrez mundial em “O Gambito da Rainha”, minissérie de ficção disponível na Netflix. Apesar do nome, a história nada tem a ver com as pernas da rainha Elizabeth II, como sugerem as várias piadas e memes que pipocaram na internet. Os gambitos em questão são movimentos típicos do xadrez, em que o jogador sacrifica uma de suas peças com a intenção de conseguir uma posição mais vantajosa no jogo. Interpretada pela atriz Anya Taylor-Joy (de filmes como “A Bruxa”, “Fragmentado” e “Emma”), a protagonista Beth Harmon é uma órfã que ainda luta com problemas emocionais e contra o vício em álcool e drogas nos anos 1950 e 1960. A série é inspirada no livro de mesmo nome, escrito pelo norte-americano Walter Tevis, autor de obras que originaram sucessos do cinema, como “O Homem que Caiu na Terra” e “The Hustler”. A narrativa da série desafia as convenções de um esporte predominantemente masculino e de histórico machista. Na vida real, até hoje nunca houve uma campeã feminina do torneio mundial de xadrez, excetuando-se as competições exclusivamente para mulheres. (Leonardo Neiva)

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    A maior feira de vinhos naturais da América Latina

    A Naturebas, feira de vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais, chega à sua oitava edição neste ano com formato misto. Até 30 de novembro, há conteúdo virtual disponível todos os dias no site da feira, além de eventos presenciais pequenos e adaptados à pandemia. Organizada por Lis Cereja, espécie de embaixadora do vinho natural e São Paulo e dona da Enoteca Saint vinSaint, a Naturebas reúne mais de 300 produtores, vinhateiros e importadores na feira virtual e nas 14 masterclasses. Além do vinho (que é dividido entre brasileiros e gringos), outros temas ligados à comida e ao mundo biodinâmico estão na pauta, como os alimentos artesanais e a festa do azeite. A programação completa está aqui e os ingressos podem ser adquiridos aqui. (Isabelle Moreira Lima)

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    O futuro pós-pandêmico das cidades

    Se tem uma coisa que a pandemia de covid-19 escancarou é que as cidades, sobretudo as maiores, não estão preparadas para eventos desse tipo. Transportes públicos lotados e poucas alternativas a eles, parques fechados e a ausência de espaços amplos de lazer outdoor, por exemplo, são algumas faces do convite à aglomeração nos grandes centros urbanos. Pensando nisso, este especial do The Guardian analisou as propostas de quatro escritórios de arquitetura para um habitar mais amigável das cidades daqui para frente. As opções incluem a expansão da infraestrutura para bicicletas; a aposta em paisagens mais verdes e democráticas; o uso da tecnologia para monitorar a vida urbana e disponibilizar wi-fi para o trabalho ao ar livre; e a possibilidade estar a 15 minutos a pé de tudo que você precisa. A leitura dá uma dose de esperança ao imaginarmos um futuro possível nessas cidades dos sonhos. (Mariana Payno)

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    Retornos nostálgicos

    O grupo de rock americano Grateful Dead já não brilha mais sobre os palcos, mas não deixou de mãos abanando sua legião de fãs de roupas coloridas, os "Deadheads", e os admiradores mais jovens que não alcançaram o tempo de vê-los ao vivo. Além da série de registros de shows históricos transmitidos em streaming durante a quarentena, o grupo que nasceu na Califórnia dos anos 1960 também lançou, este ano, duas edições comemorativas de trabalhos emblemáticos na sua trajetória. Depois do novo "Workingman’s Dead", agora é vez de "American Beauty", quinto álbum de estúdio -- e possivelmente o mais prestigiado -- ganhar uma versão remasterizada em ocasião de seu 50 aniversário. O trabalho vem acompanhado da gravação inédita de um show feito pela banda em 1971, em Port Chester, Nova York. Para os mais apegados, a peça está sendo comercializada em edições limitadas de vinil. Pelos mortais, ela pode ser apreciada na íntegra, em três discos, pelas plataformas de streaming. (Laura Capelhuchnick)

    29 de Outubro de 2020
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    Direitos humanos em áudio

    Na teoria, todas as pessoas, mesmo diferentes, têm direitos iguais. Na prática, não é assim (ainda mais num mundo polarizado e desinformado). Em 2018, o Instituto Ipsos fez uma pesquisa em 28 países, que revelou que 66% dos brasileiros acreditam que os direitos humanos beneficiam especialmente a bandidos e terroristas, e sete em cada dez despertaram curiosidade sobre o conceito, e disseram querer entender melhor seu significado. No podcast “Cara Pessoa”, a jornalista Fernanda Mena discute os desafios dos direitos humanos desde a concepção da ideia (no primeiro episódio) até a prática atual, com debates sobre liberdade de expressão e discurso de ódio, racismo e branquitude, e a lógica perversa do sistema de justiça criminal. O segundo episódio é centrado na desigualdade social e traz o emocionante relato de uma pessoa em situação de rua, um experimento científico e entrevistas com especialistas que falam da naturalização da injustiça e do preconceito. A produção da Folha de S.Paulo e da ONG Conectas terá dez episódios publicados às sextas nas principais plataformas. (Manuela Stelzer)

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    Como nasce um hit

    “Oh, a vida é maior, é maior que você, e você não sou eu. Até onde eu iria, a distância nos seus olhos. Oh, não, eu falei demais.” Você já deve ter ouvido esses versos antes, provavelmente em inglês. Eles abrem a canção “Losing My Religion”, um dos maiores sucessos da banda americana R.E.M. e foco de um episódio da nova série documental da Netflix, “Song Exploder”. Um hino da insegurança e da dúvida é como o vocalista Michael Stipe descreve a música, cuja gênese é destrinchada ao longo de pouco menos de meia hora. Inspirada num podcast de sucesso, a primeira temporada traz um hit por episódio, em que artistas contam em detalhes o processo de concepção e lançamento de uma de suas canções. Além do conhecido refrão do R.E.M., a série conta com Alicia Keys apresentando a recente “3 Hour Drive” e Lin-Manuel Miranda, que abre o processo de criação da música “Wait for It”, do musical “Hamilton”, concluindo com o rapper Ty Dolla $ign falando sobre a gênese de “LA”. (Leonardo Neiva)

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    Uma newsletter para não ficar à margem

    Sabe qual é a rede social mais quente do momento? A newsletter. Quem diz isso é o New York Times neste texto, que, em relação às “outras redes”, exalta qualidades como o estímulo mínimo (não há alertas e botões de like) e a relação que cria entre autor e leitor. Se há newsletter para tudo neste início de década, de cozinha, a esportes, passando por parentalidade e política, uma boa curadoria vale ouro e representa um atalho imenso para saber o que está rolando por aí. A MargeM newsletter, com pouco mais de cem edições semanais, é essa via expressa para saber sobre tendências de negócios, comportamento, arte e cultura. É escrita pelo jornalista Thiago Ney, que por anos assinou a cobertura de música na Folha de S.Paulo e teve passagens pelo IG e pela Playboy. Ele indica reportagens, artigos, ensaios e crônicas em publicações nacionais e internacionais, além de vídeos e músicas e do seu próprio comentário sobre diversos temas. A news pode ser assinada neste link e há também um Instagram e uma série de playlists com músicas citadas nas mensagens. (Isabelle Moreira Lima)

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    Uma exposição de arte para refletir sobre política

    Seguindo a ideia de que há em curso uma crise permanente e multidisciplinar, que abrange a política, a economia, o clima, o meio ambiente e a saúde, só para começar a lista; e com base no pensamento contemporâneo mais radical, como o dos ensaios do crítico italiano Franco Berardi (que acaba de conceder entrevista ao Nexo), foi organizada a mostra "No presente, a vida (é) política" -- como já discutido na Gama -- em cartaz na Central Galeria, no centro de São Paulo. Com curadoria de Diego Matos, reúne obras de artistas como Bruno Baptistelli, Clarice Lima, Dora Smék, Fernanda Gassen, Fernanda Pessoa, Gabriela Mureb, Gustavo Torrezan, Marília Furman, Paul Setúbal e Rafael Pagatini. A proposta é voltar a atenção do público para experiências que podem contribuir para o debate sobre a reinvenção da esfera pública. A visitação deve ser agendada por telefone (11 93051-7652) ou email (info@centralgaleria.com), e a Central Galeria está instalada no edifício histórico do IAB SP (rua Bento Freitas 306, São Paulo-SP). É possível fazer a visitação digital também no site da galeria ou no perfil do Instagram. (IML)

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    Duas peças nos palcos digitais

    Fãs de teatro, há esperança na pandemia. Impossibilitados de se apresentar presencialmente, companhias passaram a se aventurar no mundo das lives formalizando o formato da apresentação digital. Na programação de novembro, dois textos chamam atenção: Dogville, a montagem brasileira baseada no filme de Lars Von Trier, que celebra dois anos de trajetória com duas apresentações gratuitas nos dias 2 e 3 de novembro, às 19h, no canal do YouTube do espetáculo; e “Phantasmagoria II”, protagonizada e dirigida por Eme Barbassa, que conta o término de um relacionamento sob a perspectiva de uma mulher trans.Abordando temas como gordofobia, transexualidade e masculinidade tóxica, o espetáculo estreia no dia 30, às 21h, no Instagram do Centro Cultural da Diversidade ou da diretora. Não é necessário assistir à primeira parte da peça para entender “Phantasmagoria II”, mas os interessados podem conferir uma nova apresentação no dias 4 de novembro, às 21h. “Phantasmagoria” também conta a história do término, mas pela perspectiva do homem. (Daniel Vilanova)

    22 de Outubro de 2020
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    O trabalho e as ideias do designer italiano Enzo Mari

    Morto na última sexta-feira (19.10), o designer italiano Enzo Mari tem a obra revisitada em uma retrospectiva na Triennale de Milão, com curadoria de Hans Ulrich Obrist e Francesca Giacomelli. Ao longo de sua carreira, Mari colaborou com diversas marcas de mobiliário, desenhou livros infantis como "O Ovo e A Galinha". Um de seus projetos comerciais mais conhecidos é um brinquedo: um quebra-cabeças de madeira que representa a silhueta de animais todos encaixados uns nos outros. Mas é sobretudo por suas ideias revolucionárias que Mari sempre foi celebrado e ganha relevância nos tempos atuais: para ele, o designer tem responsabilidade na comunidade e é um ator na construção social; a meta de seu trabalho foi a de colaborar para construir um mundo melhor. É deste impulso que nasceram iniciativas como “Autoprogettazione?” (projeto para um auto-design), uma linha de móveis de produção fácil, econômica e democrática, cujos desenhos e plantas de projeto são compartilhados livremente, e que pedem apenas madeira e pregos, podendo ser executados por qualquer um. (Guilherme Falcão)

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    Uma massa com o sabor do Oriente

    Um bom macarrão tem seu valor. Talvez seja a coisa mais simples que se pode fazer na cozinha para matar a fome sem ter trabalho, mas não é por isso que deve ser menosprezado. Se você é adepto da massa, mas está cansado de sugos e bolognesas, aqui vai uma boa ideia saída da coluna Prato do Dia, da jornalista Patrícia Ferraz, no Paladar: uma adaptação do tagliatelle com manteiga de especiarias que o gênio Yotam Ottolenghi publicou em seu livro “Plenty”. Com manteiga, cebolas e muitos temperos secos com o gosto misterioso do Oriente, a alegria vai à mesa em poucos minutos. Para finalizar, pinoles (que se você não tiver à mão, pode ser substituído amêndoas em fatias) e hortelã fresca. De quebra, você ainda encontra sugestões de harmonização para quem gosta de vinho (um Sauvignon Blanc bem aromático cai bem) ou cerveja (American Pale Ale). (Isabelle Moreira Lima)

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    Jornalistas pedem socorro

    No mundo todo, ataques contra a imprensa e seus profissionais se intensificaram. Na última década, foram 529 assassinados pelo exercício da profissão, 649 presos, e incontáveis perseguidos. Alguns deles vieram ao Brasil em busca de refúgio, e cinco contam sua história no especial da Folha de S.Paulo “Jornalistas refugiados”. Vindos da República Democrática do Congo, da Nicarágua, da Turquia e da Síria, eles relatam sobre os ataques que sofreram, que envolvem prisões arbitrárias, processos judiciais forjados, exposição de dados privados na internet, agressões durante coberturas e até assassinato -- e como escaparam desses tipos de violência. Antes dos relatos, a Folha expõe um panorama da situação atual de perseguições aos meios de comunicação, que cresceu para além das fronteiras de países autoritários. (Manuela Stelzer)

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    A parceria de Céu e Liniker

    O amor explicado pelo sol, o céu e o mar — a premissa antiga da lírica embala “Via Láctea”, novo single de Céu e Liniker, composto pela dupla em parceria com Anelis Assumpção. Unindo as vozes e estilos das duas cantoras em uma baladinha romântica, a canção chega às plataformas digitais acompanhada de um lyric video para quem quiser aprender a letra. O lançamento aproveita as vésperas da cerimônia de premiação do Grammy Latino, que acontece em 19 de novembro com Céu indicada em três categorias por seu último álbum, “Apká!” — Melhor Álbum de Pop Contemporâneo em Língua Portuguesa, Melhor Canção em Língua Portuguesa e Melhor Álbum de Engenharia de Gravação. (Mariana Payno)

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    Uma celebração da cultura coreana

    Se você convive com algum adolescente é certo que já ouviu falar sobre K-pop. Extremamente popular, o gênero musical sul-coreano também arregimentou seguidores no Brasil e ganha uma programação especial no final de semana do dia 23 ao dia 25 de outubro. É quando acontece o K-Expo Brasil, o maior festival de cultura coreana da América Latina. Organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, a quarta edição do festival será 100% online e conta com palestras sobre culinária coreana, turismo na Coreia, Taekwondo e é claro, muito K-pop. Os fãs do gênero musical ainda podem conferir uma apresentação exclusiva da banda SF9, feita especialmente para os fãs brasileiros. As atrações serão transmitidas no canal do YouTube do Centro Cultural Coreano de forma gratuita e a programação pode ser vista no Instagram deles. (Daniel Vilanova)

    15 de Outubro de 2020
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    Os duetos de Flor e Gilberto Gil

    Quem acompanha de perto a família Gil sabe que Flor Gil, filha de Bela e neta de seu Gilberto, recentemente encantou plateias mundo afora ao subir com o avô nos palcos para um dueto de “Norte da Saudade - Goodbye My Girl”. Se na época da turnê do disco “OK OK OK”, no ano passado, os vídeos de ensaios e apresentações da dupla bombaram no Instagram, agora avô e neta apostam no lançamento de um EP, em que entoam outras duas canções juntos: “Refazenda” -- que Flor já tinha gravado para a abertura do programa de sua mãe, Bela Gil, no GNT -- e “Volare” -- que a pequena também já tinha cantado com Gil a convite da TV italiana uns meses atrás. Reunidas no pequeno álbum “Gil & Flor - De Avô para Neta”, as parcerias da dupla contam ainda com a participação de outros talentos da família: Bem, José e Nara, filhos de Gil e tios de Flor. Além do EP, já disponível nas plataformas digitais, o clã esbanja esse DNA musical no clipe de “Norte da Saudade - Goodbye My Girl”.

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    O novo filme de Aaron Sorkin na Netflix

    Um protesto pacífico contra a guerra do Vietnã se torna um violento confronto com a polícia e, posteriormente, um dos mais famosos julgamentos da história americana. Conhecidos como “Os 7 de Chicagos”, a história do grupo que desafiou o governo americano na década de 1960 se torna filme nas mãos de Aaron Sorkin, ganhador do Oscar por “A Rede Social” (2010). O longa, produzido pela Netflix, é uma das grandes apostas para varrer o Oscar do próximo ano e conta com um elenco estelar para isso, com nomes como Eddie Redmayne, Sacha Baron Cohen, Joseph Gordon-Levitt, Michael Keaton e Yahya Abdul-Mateen II.Bem recebido pela crítica internacional, o longa traça um paralelo com os protestos que acontecem nos dias de hoje e mostra que, onde há injustiça, há aqueles que lutam para superá-la.

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    Luca Guadagnino volta à Itália para estrear na TV

    Depois de uma atípica incursão pelo terror com “Suspiria” (2018), versão atualizada do clássico setentista de Dario Argento em Berlim, o cineasta italiano Luca Guadagnino reencontra as paisagens do norte de seu país natal, já aproveitadas como o belíssimo cenário do filme “Me Chame pelo Seu Nome” (2017), vencedor do Oscar de melhor roteiro adaptado. Em “We Are Who We Are” (somos o que somos), a estreia do diretor em séries de televisão, a história não ocorre em um casarão ensolarado de veraneio, e sim numa base militar dos EUA na cidade de Chioggia, próxima a Veneza. Em foco, estão dois adolescentes americanos, interpretados por Jack Dylan Grazer (de “It - A Coisa” e “Shazam!”) e a estreante Jordan Kristine Seamón, em um elenco que também conta com atrizes como a americana Chloë Sevigny e a brasileira Alice Braga, além do rapper americano Kid Cudi. Sem grandes acontecimentos ou reviravoltas, a série, com produção da HBO, acompanha o cotidiano e a amizade dos dois jovens, que juntos passam por algumas das agruras tradicionais do amadurecimento, como conflitos familiares, relacionamentos amorosos e a descoberta da sexualidade.

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    Sem medo de falar da cultura independente negra

    “Eu não preciso citar Bell Hooks para reforçar a importância da mídia independente construída por pessoas negras, seja no BraZil ou no BraSil, né?”, assim o editor-chefe da nova revista Semedobr, Vine Ferreira, apresenta a publicação online que foi lançada nesta semana. A publicação distribui conteúdo ainda em um grupo de WhatsApp, no Instagram e também com newsletter. Os eixos centrais da publicação são moda, com editoriais com pegada ultramoderna, alguns feitos via Facetime; cultura, com entrevistas e vídeos; arte e beleza. A ideia da publicação é que os leitores formem também uma rede de colaboradores: “além de criarmos histórias e mundos, é muito importante documentarmos a cena independente nacional como um todo, então essa carta é também um convite para você tomar seu espaço aqui”, escreve o editor-chefe na primeira edição.

    08 de Outubro de 2020
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    Uma aula sobre Philip Glass

    Ele reinventou a música aditiva, repensou o piano, reinventou a ópera, fez trilha sonora para documentários experimentais, filmes de Hollywood, inspirou e foi inspirado por David Bowie. Com um currículo desses, não é à toa que Philip Glass é considerado o compositor norte-americano mais importante do século 20. Esta edição do Escuta, podcast de música do Nexo Jornal, conta a história de Glass desde seus anos de formação e estudo, passando por suas influências em música Serialista e Indiana, seu diálogo com outros contemporâneos como John Cage e Steve Reich, até suas colaborações com cineastas, dramaturgos, e até com a companhia de dança brasileira Grupo Corpo.

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    Heranças do modernismo brasileiro

    Quase às vésperas de completar um século, a Semana de Arte Moderna de 1922 não se esgota — afinal, o evento que reuniu Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros no Teatro Municipal da capital paulista lançou o movimento decisivo para praticamente tudo o que veio depois na cultura brasileira. É justamente para falar sobre esse legado que o Sesc São Paulo, em parceria com a USP, reuniu uma turma de superespecialistas no curso online "Releituras do Modernismo": dividido em seis módulos, cada um destrincha a influência modernista em uma área: literatura, arquitetura, cinema, artes visuais, canção popular e teatro. Comandado por grandes professores como José Miguel e Guilherme Wisnik, Flora Sussekind, Veronica Stigger e Augusto Massi, o curso é uma bela oportunidade de aprender sobre o movimento com experts no tema. As aulas acontecem entre os dias 19 e 24 de outubro, e as inscrições já estão abertas no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.

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    Michaela Coel conversa com Donald Glover

    Michaela Coel encantou o mundo do entretenimento com sua série “I May Destroy You” (2020). Escrita, produzida, dirigida e atuada por Coel, a série se transformou em um sucesso ao falar sobre violência sexual de uma maneira diferente de tudo o que havia sido feito na mídia até então. Capa da GQ de novembro, Coel se sentou com o também encantador Donald Glover, responsável por “Atlanta” (2016), e os dois tiveram uma das conversas mais interessantes do turbulento ano de 2020. Parte desconhecidos, parte amigos, eles navegam em um bate-papo sobre seus processos criativos, suas vidas e suas carreiras. A conversa pode ser lida na íntegra no site da GQ. Revolucionários — cada um à sua maneira —, os dois criadores provaram que há espaço para séries pensadas a partir da perspectiva negra. Vale acompanhar a produção — e as conversas — de duas das mais novas estrelas da TV mundial.

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    Grande Catarina na TV

    Quantos filmes, séries e minisséries já foram feitos sobre Catarina II da Rússia, a Grande, a czarina iluminista que transformou o país no século 18? De Marlene Dietrich a Helen Mirren, incontáveis atrizes já encarnaram a personagem, que é encantadoramente feminista muito antes de qualquer manifestação clara pelo voto ou pela liberação feminina. A novidade de "The Great" (2020), nova série que conta a história de como uma menina aparentemente romântica toma o trono do marido, é a oportunidade de ouro dada a Elle Fanning, atriz que vive a protagonista, de fazer uma Catarina mais bem humorada, quase amalucada, que vai da inocência a Maquiavel sin perder la ternura. A série é uma invenção em cima do que conta a história, com personagens modificados, mais força nas tintas, e um timing de humor perfeito. Pedro, o marido de Catarina, por exemplo, une sadismo à autoestima do homem hétero branco que usa um colar de pérolas rebuscado para sentir-se mais próximo da mãe. A corte russa bebe vodca e quebra taças sem parar, o sexo corre solto em qualquer lugar do palácio, e os sacerdotes recorrem a cogumelos alucinógenos para ter visões mais claras sobre o que deve ser feito para o bem da Rússia. Disponível no StartzPlay, vale a assinatura e, como dizem por lá, huzzah!

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    Cinema indígena urgente

    Até o dia 15 de outubro, o Videocamp, uma plataforma que disponibiliza gratuitamente filmes com potencial de impacto, estreia a primeira edição da Mostra CineFlecha: (Re)Existir e Curar, com um conjunto de produções indígenas do cinema contemporâneo. Divididos em quatro sessões temáticas, os filmes apontam causas dos povos indígenas e suas mobilizações para resistir à mudança e à violência. Entre os títulos disponíveis estão: "Quiilpa - as lhamas floridas" (2019), que mostra uma tradição pré-colombiana das terras Altas da Bolívia; o "Cosmopista Maxakali" (2013), que reúne registros feitos por uma equipe de representantes Maxakali e Pataxó, cineastas indígenas e pajés, e pesquisadores não-indígenas; "Mãtãnãg, a Encantada" (2019), que relata a trajetória de uma mulher indígena na busca pelo espírito de seu marido pela aldeia dos mortos; e "Kipaexoti" (2020), que mostra a força do Povo Terena, da aldeia Cachoeirinha, em manter a sua dança tradicional viva. Além das produções, a plataforma disponibiliza lives com coletivos e cineastas da mostra, que ficam disponíveis no canal do Youtube.

    01 de Outubro de 2020
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    O Brasil em debate

    No Brasil (e no mundo) de hoje, debater parece cada vez mais difícil. Mas é exatamente quando as vozes se levantam que o diálogo sóbrio e responsável se torna mais necessário. Essa é a proposta da primeira edição do “Festival Nexo + Nexo Políticas Públicas: o Brasil em debate”, que acontece durante todo o mês de outubro. Remoto e gratuito, o festival aborda os temas mais importantes da agenda pública do país com a qualidade e o rigor da informação do Nexo Jornal. Para participar, é necessário se inscrever na página do evento. Com entrevistas, mesas de diálogo e oficinas, a programação já está disponível e conta com nomes como Patrícia Campos Mello, Thiago Amparo, Lilia Schwarcz, Laura Carvalho, Joca Reiners Terron, entre outros.

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    Histórias de chegada

    Enquanto você lê esta seção da Gama, vários bebês estão saindo das barrigas de suas mães para ganhar o mundo. Cada parto é uma história: naturais; por cesárea; alguns tão rápidos que acontecem a caminho do hospital; outros tão longos que parecem levar a vida toda. Até passar por ele todo, não dá para saber como será o seu. A cada episódio do podcast "Parir", uma produção da Trovão Mídia conduzida por Ana Bonomi, uma mulher dá seu relato sobre a experiência transformadora que é dar à luz um filho. Nesta semana, Carol conta como foi viver um parto que ela não idealizou -- uma cesárea de emergência que teve complicações -- mas que, no fim, trouxe a conclusão: ela será a mãe que puder ser.

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    Verdades imbatíveis

    O festival internacional de documentários É Tudo Verdade, o mais importante da América Latina, quase deixou de celebrar seus 25 anos de existência. Mas contra uma verdade bem contada, nem uma pandemia é páreo. Com 60 produções de vários países disponíveis no site, o festival acontece de forma remota e traz, até domingo, filmes que se debruçam sobre histórias reais de temas como música, jornalismo, ditadura militar brasileira e o próprio cinema. Nos próximos dias, alguns títulos se destacam na programação: “Fico te devendo uma carta sobre o Brasil”, que entrelaça a história de uma família com a ditadura e investiga o papel do silêncio no apagamento da memória, será transmitido no dia 2 e 3 de outubro; “Santiago das Américas ou O Olho do Terceiro Mundo”, do veterano Silvio Tendler, que traz a história de um importante documentarista cubano da década de 1960, estará disponível no site do festival no dia 3; e “Jair Rodrigues - Deixa que digam”, um retrato do artista e do Brasil, será transmitido no dia 1 e 2.

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    As mil e uma receitas do Líbano

    Às vésperas da celebração dos 140 anos da imigração libanesa no Brasil, em novembro, a editora Ernest Books lança a versão em português do livro “Culinária Libanesa”. Trata-se de uma espécie de enciclopédia que traz mais de mil receitas da comida típica do país que são ao mesmo tempo instigantes e factíveis, sem exigir ingredientes misteriosos ou inalcançáveis (alô Ottolenghi!). A autora, Salma Hage, tem hoje 78 anos e conta um pouco da sua história, de como começou a cozinhar para ajudar a mãe, que teve 12 filhos; do seu fascínio ao receber uma panela de cobre cheia de melaço ainda na infância, antes mesmo de ter experimentado chocolate. Ela explica sobre a despensa e o jardim libaneses, ou seja, que temperos e ervas, legumes e hortaliças, dão vida a essa cozinha tão fresca quanto saborosa. De molho de romã a uma imensa variedade de pratos de cordeiro, o livro é riquíssimo. O investimento pode ser alto, mas vale para ter um livro de consulta vitalício.

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    Como são as semanas de moda na pandemia

    Quando a pandemia do novo coronavírus se espalhou pelo planeta, entre o final de fevereiro e o começo de março, as semanas de moda do primeiro semestre estavam no auge. Já naquela época, muito se debateu sobre qual seria o futuro dos desfiles e se os eventos presenciais seriam realmente necessários daqui para frente. Enquanto as temporadas Resort, Alta-Costura e Masculina se adaptaram ao mundo digital nos meses que se seguiram, as principais fashion weeks do Verão 2021 optam agora por um formato híbrido, aproveitando a ligeira melhora da situação pandêmica no hemisfério norte. Em Londres, Nova York e Milão, desfiles remotos e reduzidas apresentações físicas — seguindo novos protocolos de segurança e higiene — ocuparam as passarelas desde meados de setembro. Já a Paris Fashion Week, que começou nesta semana, seguirá com eventos majoritariamente presenciais. Para entender o que se passa com a aguardada temporada em plena pandemia, a Vogue Portugal, o New York Times e a UOL prepararam guias completos, e este podcast da ELLE Brasil explica por que esse período é o mais importante para a moda mundial.

    24 de Setembro de 2020
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    Aqui quem fala é o analista

    Por que nos sabotamos? Por que é tão difícil terminar um relacionamento? Qual a relação entre angústia e desejo? Em "A Loucura Nossa de Cada Dia", o psicanalista Guilherme Facci comenta temas da atualidade relacionados à psicopatologia da vida cotidiana. No episódio mais recente, ele investiga a tristeza que bate em boa parte de nós especificamente aos domingos. Spoiler: tem a ver com a dificuldade de suportar o ócio, mas tamponar a angústia por meio da produtividade pode só agrava-la. Do arrepio causado pela voz do apresentador Faustão ao conceito de neurose dominical, definido pelo psiquiatra austríaco Viktor Frankl, Facci desvenda os mistérios do domingo e sua melancolia em um conteúdo que merece a escuta tanto dos iniciantes como dos iniciados na psicanálise.

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    O guia alimentar considerado modelo lá fora

    Vale ler o Guia Alimentar para a População Brasileira, que virou assunto na última semana, quando o Ministério da Agricultura divulgou nota técnica com diversas críticas ao documento e um pedido de extinção da classificação que desaconselha ultraprocessados, o que foi visto por cientistas estrangeiros como fruto de lobby da indústria. O guia foi desenvolvido há quase uma década por um time de pesquisadores do Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da Universidade de São Paulo e sempre foi considerado um modelo para outros países. O estudo, chefiado pelo professor Carlos Augusto Monteiro, foi feito a partir da mesa do brasileiro, o orçamento médio das famílias e seus hábitos. Recomendamos ainda ler esta entrevista com Carlos Monteiro e ouvir este podcast em que Rita Lobo, criadora do Panelinha e entusiasta do guia, defende sua importância.

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    O pôr do sol fora da Terra

    Turistas que já aplaudiram o pôr do sol visto das pedras do Arpoador, no Rio de Janeiro, fariam o mesmo em Vênus, Marte ou Urano se pudessem estender suas cangas por lá. Afinal, outras cores, igualmente belas, se espalham pelos céus desses mundos conforme eles se afastam da luz do sol em seus movimentos de rotação — a explicação para o fenômeno é que os raios solares fluem em diferentes direções dependendo do ângulo e dos tipos de molécula presentes nas atmosferas de cada planeta. Enquanto as viagens espaciais não são uma realidade, dá para admirar as diversas paletas de cores nesta simulação feita pelo cientista da Nasa Geronimo Villanueva. De quebra, o Canal Tech reúne imagens de sondas e satélites que também dão uma ideia de como seria testemunhar um ocaso interplanetário.

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    Ambiência e espacialidade ao pé do ouvido

    Nascida para segurar o mundo sob sua língua, “You, at the End” (você, no final) é a peça central de “The Fifth Season”, novo álbum de Lafawndah, lançado no início de setembro. Trombone, tuba, ambiência e uma espacialidade surreal permeiam o disco, inserindo-o numa genealogia de músicos de vanguarda como Brigitte Fontaine e Scott Walker. A iminência cinematográfica de que algo pode acontecer a qualquer segundo é aguda ao longo de todo o disco, mas ainda mais urgente nesta faixa, que lembra a Bjork da era “Volta”, ao mesmo tempo em que conversa com a cantora britânica FKA Twigs e recorda alguma trilha sonora de um filme exibido na madrugada. Lafawndah (née Yasmin Dubois), metade egípcia, metade iraniana, cresceu em Paris, morou no México, passou parte da infância em Teerã e hoje costura referências do jazz de vanguarda, da música de câmara, do folk, da literatura (a canção é um poema da performer Kate Tempest musicado). Para os dias em que o isolamento bater mais forte.

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    Educação sexual à moda nórdica

    A insegurança com o próprio corpo assola a todos, mas crianças são particularmente sensíveis a esse mal. Será possível se relacionar de maneira mais saudável com nós mesmos? Essa é a tentativa de “Ultra Strips Down”, um programa de TV dinamarquês voltado para crianças e adolescentes que aborda corpos reais. O New York Times fez uma reportagem sobre o programa, que é extremamente popular no país nórdico. Adultos pelados são enfileirados em um palco de teatro e respondem a perguntas de crianças que estão na plateia. O cuidado da produção é gigantesco e se as crianças -- que tem a autorização dos pais para participar do programa -- se sentirem desconfortáveis, são retiradas na hora. Entretanto, os produtores garantem que isso jamais ocorreu. O bate papo entre as crianças e os adultos é honesto e tem caráter educativo. O objetivo é apresentar corpos reais e fazer com que as crianças entendam que cada corpo é único e válido. Apesar da revolta de conservadores dinamarqueses, o programa parece fazer efeito. Na reportagem do Times, uma das meninas que participou do programa afirmou que passou a se sentir mais confiante sobre seu próprio corpo. Se você entende dinamarquês, ou só deseja checar a série, é possível ver alguns trechos no YouTube.

    17 de Setembro de 2020
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    Pantanal em chamas

    O Pantanal brasileiro está queimando. Maior incêndio na região desde 2006, as chamas consumiram cerca de 200 mil hectares em três semanas. As investigações apontam para um incêndio causado por ação humana e, em reportagem para o Nexo, Cesar Gaglioni explica o poder de destruição das queimadas no Pantanal. A fauna local, que poderá levar de 20 a 30 anos para se recuperar completamente, é uma das principais vítimas -- como explica Natan Novelli Tu. A região concentra grande parte da população mundial de araras-azuis e onças-pintadas, duas espécies em risco de extinção. Em meio ao fogo, as ações do governo Federal são questionadas por ambientalistas após o enfraquecimento que o governo tem promovido nos órgãos de fiscalização ambiental. A reportagem de Isabela Cruz explica como o poder público vem agindo em relação aos incêndios.

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    Um papo sobre tecnologia, política e negócios com Zuckerberg

    Em episódio inédito da série documental Axios, que levanta debates de relevância mundial por meio de entrevistas com grandes nomes (entre os quais já estiveram o presidente Donald Trump e a atual candidata à vice Kamala Harris), o empresário americano Mark Zuckerberg falou sobre o combate à desinformação durante a crise do coronavírus, a chegada das eleições nos Estados Unidos, entre outros temas que importam -- o slogan da série. Além do fundador do Facebook, a produção da HBO já contou com vários nomes de influência para explorar a intersecção entre tecnologia, mídia, política e negócios, e cobrir assuntos como o veredicto no caso Harvey Weinstein, a igualdade de gênero no esporte profissional, o impacto da pandemia, além de policiamento e justiça igualitária. Aos que querem acompanhar os debates, os episódios da série ficam disponíveis na plataforma da HBO GO.

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    Arte periférica tão próxima como nunca esteve

    Neste fim de semana, de sexta (18) a domingo (20), uma maratona de arte e cultura permite que se conheça a efervescente produção cultural das periferias pela plataforma do Sesc. O Festival Favela em Casa SP reúne artistas independentes -- pretos e periféricos, como lembra a organização -- que estão fora da bolha do mainstream. A curadoria de Andressa Oliveira, moradora do Campo Limpo, extremo sul de São Paulo, e de Marcelo Rocha, da cidade de Mauá, no ABC Paulista, reuniu 35 atrações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais. As transmissões revezam-se entre performances ao vivo e gravações realizadas no Estúdio Curva, na capital paulista, e incluem, além de apresentações artísticas, uma série de bate-papos com convidados; entre eles, a escritora Helena Silvestre, a curadora, poeta, escritora e ativista Abigail Santos Leal e o educador social Mestre Gildásio.

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    O legado das mulheres negras na política

    Dirigido por Éthel Oliveira e Júlia Mariano, o documentário "Sementes: Mulheres Pretas no Poder" acompanha a trajetória de seis candidatas negras aos cargos de deputada federal e estadual nas eleições de 2018. São mulheres que decidiram responder politicamente ao assassinato da vereadora Marielle Franco, que ocorreu no início do mesmo ano, disputando espaço no Congresso e na Assembleia Legislativa. O documentário está disponível no canal do Youtube da distribuidora Embaúba Filmes, e revela percursos e desafios das campanhas de Mônica Francisco, Rose Cipriano, Renata Souza, Jaqueline de Jesus, Tainá de Paula e Talíria Petrone, todas no Rio de Janeiro, estado que teve maior número de candidatas autodeclaradas pretas concorrendo em 2018.

    10 de Setembro de 2020
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    Caetano e Beatles para celebrar a esperança

    Em 1968, os Beatles lançavam “Hey Jude”. Também em 1968, Caetano Veloso era preso pela ditadura militar. A canção, que a primeira vista não tem qualquer relação com o músico brasileiro, ganha uma nova versão na voz do cantor. Lançada em conjunto com o documentário “Narciso em Férias” (2020), – disponível no GloboPlay – o cover dos Beatles retrata a esperança sentida por Caetano ao ouvir a música durante um dos períodos mais escuros da vida do cantor. Enquanto estava preso, Caetano escutava “Hey Jude” no rádio de um sargento e o som lhe servia como um anúncio de luz. Única faixa inédita do documentário, a “Hey Jude” de Caetano pode também nos fornecer um sopro de esperança para os dias de hoje e a possibilidade de um futuro melhor.

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    O novo batidão de M.I.A

    Batidas fortes e dançantes e letra politizada contra o controle a que somos submetidos é a nova investida da rapper e compositora britânica M.I.A., que lançou nesta semana o single Cntrl, disponível apenas no site da cantora. Com a música, ela soltou um comunicado em que pede a liberdade de Julian Assange, fundador do Wikileaks, cuja extradição para os Estados Unidos está sendo decidida em julgamento desde a segunda-feira (7). “Você sabe que é liderado por tiranos quando falar a verdade é um crime”, afirmou em sua conta no Twitter. Esse é o segundo single que M.I.A. lança em 2020. A cantora promete um novo álbum para 2021, o primeiro depois de ter anunciado a aposentadoria há três anos.

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    ‘A pausa é parte integrante da vida’

    Gilberto Gil e Emicida são alguns dos artistas que discutirão a importância da pausa, tema que norteia os encontros, performances artísticas e experiências da 8ª edição do FLI 2020, o Festival Literário de Iguape, que tem curadoria da escritora Bianca Santana, colunista da Gama. A programação é dividida em duas partes: o prólogo, composto por conversas e apresentações que introduzem o evento ao público, entre os dias 7 e 19 de setembro; e o festival ao vivo no dia 20, que será transmitido por seis horas ininterruptas no Instagram, Facebook e Youtube do Programa Oficinas Culturais. Entre os participantes estão ainda Amara Moira, Marcelo D'Salete, Mel Duarte, Preta Rara, Roberta Estrela D’Alva, e outros nomes de peso da literatura, da música e da cultura brasileira.

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    A pandemia não acabou só porque você não aguenta mais

    A necessidade de distanciamento social se estende indefinidamente no Brasil, enquanto a fadiga da quarentena cresce e muita gente afrouxa o próprio isolamento, despertando a ira de quem tem se esforçado para colaborar com a contenção do coronavírus. Nas redes sociais, não faltam desabafos e memes de quarentenados que se sentem trapaceados por quem já está circulando normalmente. É nesse contexto em que atua um conhecido personagem da pandemia: o fiscal do isolamento. Seja online ou offline, ele dedica algum tempo do dia para repreender quem anda socializando antes da hora. O que fazer diante deste cenário? Nesta entrevista ao Nexo, a psicóloga e professora da USP Martha Hübner comenta os debates incendiários que giram em torno de quem fura a quarentena. Ela fala ainda sobre como lidar com a percepção de que você é o único em isolamento, enquanto todo o resto toca sua vida (para fora de casa).

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    Um papo com Jane Fonda

    Vencedora de dois Oscar e outros tantos Globos de Ouro, musa fitness e ícone sexual, ativista histórica e rainha de Hollywood, Jane Fonda poderia apenas parar e desfrutar de uma aposentadoria tranquila, com a sensação de dever cumprido. Mas segue incansável e versátil nas mais diversas frentes. Se no ano passado ela se tornou um dos principais holofotes para a questão climática, ostentando seu icônico casaco vermelho e algemas em protestos do Fridays For Future; na quarentena, ressuscitou seus programas de ginástica dos anos 1980 e entrou para o Tik Tok. Nesta conversa com a colunista Maureen Dowd, do New York Times, a atriz fala sobre todas essas facetas de sua trajetória: da juventude à velhice; da Guerra do Vietnã à crise do clima; dos seus filmes clássicos a "Grace and Frankie"; de Nixon a Trump; dos Panteras Negras ao Tik Tok. Aos 82, Jane Fonda mostra que está atenta e forte.

    03 de Setembro de 2020
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    Charlie Kaufman e o terror de conhecer os sogros

    Conhecer os pais do namorado pela primeira vez nunca é experiência fácil, mas o novo filme de Charlie Kaufman promete complicar ainda mais as coisas. “Estou Pensando em Acabar com Tudo”, baseado no livro de Ian Reid, é um suspense psicológico onde um encontro com os sogros se torna experiência surreal, que questiona a natureza do mundo e daqueles que o habitam. Depois de clássicos como “Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças” (2004) e “Quero Ser John Malkovich” (1999), Kaufman estreia na Netflix na sexta-feira (4). O elenco conta com nomes como Jessie Buckley, Jesse Plemons e – para o deleite dos fãs de terror – Toni Collette.

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    Determinação em tempos de crise

    Resiliência e determinação são as palavras da moda, mas nem sempre é fácil como parece no discurso incorporá-las à rotina, sobretudo quando os ventos não sopram a nosso favor. No meio do vendaval pelo qual o mundo passa, então, resiliência e determinação são diretrizes para quem tem coragem – e para quem gasta tempo aprendendo a desenvolvê-las. Neste episódio do Ideacast, da HBR, que traz líderes de negócios e gestão, a convidada é a ex-pilota militar Shannon Huffman Polson. Ela é a mulher mais jovem a ter escalado o Denali, a montanha mais alta da América do Norte, no Alasca. E uma das pioneiras no comando do principal helicóptero de ataque do exército americano. Hoje, Polson segue carreira como escritora e consultora e conta no podcast como faz para desenvolver o músculo da determinação em tempos conflituosos.

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    As drogas pelo mundo

    Da tolerância zero à legalização, cada país tem suas regras. A série de reportagens especiais da Folha de S.Paulo Estado Alterado levanta o debate sobre os efeitos das diferentes políticas ao expor a maneira como nações dos quatro continentes lidam com a produção, distribuição e consumo de entorpecentes. Nos Estados Unidos, o Colorado já experimenta a possibilidade de legalização da maconha. Já o Uruguai, primeiro país a legalizar a droga, sofre desafios e críticas externas. O próximo especial, sobre a Bolívia, será publicado no dia 7 também com vídeos, gráficos, depoimentos e imagens sobre a situação dos entorpecentes no país.

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    Uma receita inteligente e sem desperdício

    Diga adeus ao descarte dos talos de vegetais como couve, brócolis e beterraba. Essa parte das plantas que geralmente não comemos — mas que é nutritiva e saborosa — vira protagonista na receita de arroz de talos da chef Paola Carosella. Usando a técnica do risotto (leia-se: colocar um caldo bem quente aos pouquinhos, mexer bastante até quase secar, repetir), ela transforma o arroz branco do dia a dia em um prato leve, colorido e cremoso com os galhinhos que sobram das verduras. É mais barato e mais rápido que o preparo clássico com arroz arbóreo e, de quebra, você aprende uma forma de cozinhar superadaptável a outros ingredientes.

    27 de Agosto de 2020
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    Uma questão de atitude (empreendedora)

    Não precisa ser fundador de uma empresa para adotar uma postura empreendedora. É o que mostram as jornalistas Ariane Abdallah e Marcela Bourroul no podcast que reúne histórias de gente que soube colocar essa ideia em prática. Toda semana, no "Atitude Empreendedora", um bate-papo com realizadores de diversas áreas -- executivos, mas também uma médica, um artista, uma física, um espiritualista e iogue, entre outros -- que têm o empreendedorismo como jeito de se movimentar diante dos objetivos e desafios. Nesta semana, o convidado é Gustavo Torres, que conta sobre o seu envolvimento com o mercado financeiro e o trabalho de liderança na área de inovação no C6 Bank.

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    O Brasil e as empregadas domésticas

    Figura crucial para a manutenção das estruturas sociais brasileiras, a empregada doméstica habita ao mesmo tempo as margens socioeconômicas do país e o centro das relações de classe. Neste episódio do podcast 451 MHz, da revista Quatro Cinco Um, a rapper Preta-Rara e a cineasta Anna Muylaert conversam sobre a presença dessas trabalhadoras na história e nas manifestações artísticas do Brasil. O papo, mediado por Paulo Werneck, se baseia na experiência das duas com o tema em suas produções: Preta-Rara reuniu seus próprios relatos e os de outras mulheres no livro “Eu, Empregada Doméstica” (Letramento, 2019); já Muylaert acaba de lançar a coletânea de contos “Quando o Sangue Sobe à Cabeça” (Lote 42, 2020) — com histórias em que as patroas e empregadas voltam a aparecer depois de seu filme “Que Horas Ela Volta?” (2015).

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    Um exame da democracia

    Líderes autoritários, desigualdade social, violência racial e uma pandemia nos mostraram que o futuro da democracia é incerto. Em tempos onde a crença no sistema de governo é cada vez menor, a New Yorker produziu um especial que analisa o passado, o presente e o futuro da democracia americana. O papel da imprensa, dos políticos e da liberdade de expressão são debatidos em textos que serão lançados até novembro, mês da eleição americana. Com uma gama diversa de escritores, o especial tem como objetivo refletir os erros e acertos do modelo americano, fortalecendo a democracia no processo.

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    ‘Eu sou capaz de me apaixonar’

    É o que diz uma das personagens da nova série documental da Netflix, “Amor no Espectro”, que acompanha o dia a dia de sete jovens adultos australianos (e autistas) que estão em busca de sua metade da laranja. Encontrar o amor pode ser difícil, e para pessoas no espectro, é uma tarefa ainda mais complicada. Apesar dos desafios de se comunicar e socializar, parte da rotina diária dos personagens, a produção tenta desmistificar o falso estereótipo de que pessoas no espectro seriam incapazes de se relacionar. E a verdade é que, dentro ou fora dele, todo mundo já enfrentou um primeiro encontro embaraçoso, ou não soube lidar direito com mundo imprevisível dos relacionamentos.

    20 de Agosto de 2020
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    Uma metade tristeza, uma metade alegria

    Um copo de vinho vazio sobre a mesa inspirou a reflexão que deu origem à canção: "é sempre bom lembrar que um copo vazio está cheio de ar". Composta por Gilberto Gil e gravada por Chico Buarque no disco "Sinal Fechado", de 1974, a música "Copo Vazio" retorna às vozes dos dois amigos em uma nova gravação e em um clipe em que cantam lado a lado. Metáfora para a perda da liberdade durante a ditadura militar, a bela letra de Gil ganha novos ecos em um 2020 de governos extremistas e pandemia duradoura — e, de quebra, serve de alento para estes tempos.

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    40 tons de Rihanna

    A carreira musical de Rihanna pode estar – para desespero dos fãs – em um longo hiato, mas isso não significa que a rainha de Barbados esteja parada. A Fenty Beauty, marca de cosméticos criada pela cantora em 2017 e que revolucionou ao oferecer produtos destinados a uma enorme variedade de tons de peles, finalmente chega ao Brasil. Com mais de 40 tons diferentes de base, os cosméticos garantem diversidade para negros e negras – algo incomum na indústria. Quer saber mais sobre as aventuras de Rihanna no mundo da beleza? É só dar uma olhada neste texto da Elle – além de contar tudo sobre a marca, eles ainda bateram um papo com a Priscilla Ono, maquiadora-global da Fenty Beauty.

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    Os diários de viagem de um escritor

    Embora no recém-lançado livro de poemas "Regresso a Casa" (Dublinense, 2020), produzido durante a quarentena, o português José Luís Peixoto dê protagonismo ao lar, nem todos os seus escritos estão confinados entre quatro paredes. Afinal, o autor — um dos mais relevantes da literatura lusitana contemporânea — alimenta um blog de viagens. Por lá, ele publica suas impressões sobre as cidades e lugares que visitou pelo mundo. E não são poucos: da Coreia do Sul a Porto Rico, passando por Moçambique, Istambul e Curitiba, Peixoto carimba o passaporte em destinos de quase todos os continentes. E, claro, leva junto o leitor que, embalado por detalhes e reflexões, aproveita para matar as saudades de viajar e planejar as férias futuras.

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    Música (e um pouco de Kiko Dinucci) no Youtube

    Toda semana, a jornalista Fabiane Pereira recebe em seu canal Papo de Música um cantor ou cantora para conversar sobre sua obra e inspiração com o despojamento próprio dos vídeos de Youtube. Nesta edição, o convidado é o músico paulista Kiko Dinucci, que rememora o início da carreira, nos anos 1990, em uma banda de punk rock, e a imersão pelas referências de ritmos e artistas da cidade de São Paulo. Dinucci também fala da atualidade, dos novos projetos, como a produção do disco do rapper Rodrigo Ogi, e do cenário político brasileiro. As entrevistas são curtas, mas, para quem tem saudade dos bate-bolas bem-humorados da televisão, há quadros em que os músicos dão suas palhinhas e comentam canções marcantes, que gostariam de ter composto, entre outros temas.

    13 de Agosto de 2020
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    As curvas da história da arte brasileira

    A SP-Arte lança nesta sexta-feira (14) o podcast "Arte em Meio-Tempo", que passeia por episódios marcantes da história recente da arte no país. "Sem querer dar conta de nenhuma versão final", o jornalista e crítico de arte Felipe Molitor e a professora e pesquisadora Mirtes Marins de Oliveira compartilham o microfone para retomar a época da fundação de museus em São Paulo e no Rio de Janeiro, a censura aos artistas durante o regime militar e o desbunde na cultura nas décadas de 1970 e 80, entre outras passagens, conectando artistas e exposições à paisagem social e política de cada momento, até chegar nos anos 2000. O episódio de estreia é dedicado à Semana de Arte Moderna de 22. Seria ela o grande marco do modernismo na arte brasileira?

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    Um tributo remoto ao companheirismo

    O isolamento nos impede de abraçar, mas não de cantar, nem de ouvir boas vozes. Para quem está com saudades de levar os amigos para um passeio, a nova música da cantora baiana Majur, "Andarilho", sua primeira composição no violão, pode ser um bom antídoto. A canção celebra vínculos afetivos de todas as naturezas, mas nasceu como uma homenagem da cantora ao melhor amigo, Rodris, com quem divide dores e alegrias há mais de dez anos. O single novo também ganhou um clipe, gravado remotamente, que já está disponível no Youtube. Para quem quer dançar e homenagear as boas amizades.

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    O palco do Oficina na tela

    Com o terreyro eletrônico – prédio no Bixiga, em São Paulo, projetado por Lina Bo Bardi – de portas fechadas em meio à pandemia, a trupe do Teatro Oficina Uzyna Uzona se reinventa nas telas. Fora de sua icônica sede, o grupo comandado por Zé Celso Martinez Corrêa faz seis apresentações virtuais da peça "O Bailado do Deus Morto", de Flávio de Carvalho, entre 16 de agosto e 2 de setembro. O texto de 1933, censurado naquela época, dá vida às reflexões de um Deus animal sobre a morte, o medo e a fé e foi o último encenado no Oficina antes da quarentena. As apresentações online têm o Zoom como palco e os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.

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    O retorno de um dos maiores detetives do mundo

    Se Holmes, Poirot e Dupin são tidos como os mais brilhantes detetives da ficção, Perry Mason não fica para trás. O investigador americano volta a ação na nova série da HBO, “Perry Mason”. Criado na década de 1930, o personagem surgiu nas páginas de ficção pulp e fez um sucesso estrondoso na década de 1960 com sua série de TV. Agora, Mason retorna a Nova York da década de 30 em uma nova versão – mais sombria – pronto para resolver o misterioso e brutal assassinato de uma criança. A primeira temporada completa já está pronta para ser maratonada na HBO GO e conta com Tatiana Maslany e Matthew Rhys nos papéis principais.

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    O futuro do sexo é agora

    A realidade do isolamento tornou o toque proibido, mas não foi capaz de apagar o tesão. Talvez tenha sido a abstinência o que fez com que se pensasse ainda mais em sexo. Corpos solitários e excitados passaram a se aventurar na busca pelo prazer em um novo contexto, o da tecnologia. Vibradores, festas virtuais, webnamoros e sexting foram amplamente testados – tudo para conseguir gozar sem furar a quarentena. Estudiosos já previam: é o futuro do sexo. A partir desse tema, o especial do UOL, dividido em quatro partes e ilustrado com quadrinhos intercalados por textos e entrevistas com especialistas da área, versa sobre as novas maneiras de se relacionar e chegar ao prazer.

    06 de Agosto de 2020
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    A arte de dissecar o novo trabalho de Beyoncé

    “Black is King” chegou à plataforma de streaming Disney+ na sexta 31 como um meteoro, dando muito o que falar -- até no Brasil, onde não está (oficialmente) disponível e nem tem previsão de chegar. O “álbum visual” de Beyoncé retoma “The Lion King: The Gift”, álbum musical lançado em 2019 com o filme da Disney “O Rei Leão”. Do que se trata? Como mostra este Expresso do Nexo, a partir da fábula da Disney, Beyoncé cria sua própria narrativa visual sobre a ancestralidade negra, as tradições e riquezas da África -- de onde surgiram as principais críticas. Artistas e pensadores africanos a acusaram de romantizar a África pré-colonial com representações das monarquias africanas e de “estereotipar” a cultura do continente. Debates sobre lugar de fala se seguiram, na esteira de críticas de pessoas não-negras à produção. Tão delicada é a tarefa de analisar tamanha empreitada de uma das maiores artistas dessa geração que o New York Times chamou seis críticos para analisar todos os aspectos da obra -- da moda à música, da dança às questões raciais e representações (e apropriações) da cultura africana.

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    Comemore Beethoven com a Osesp

    Enquanto atividades culturais ficam sem previsão de retorno, a Osesp transmite concertos ao vivo diretamente da Sala São Paulo, sem plateia. Os próximos encontros, nos dias 7 e 8, contarão com duas apresentac?o?es dedicadas a obras de Beethoven, em comemorac?a?o aos 250 anos do nascimento do compositor alema?o. Os concertos ficarão disponíveis no canal do Youtube da Osesp posteriormente. A orquestra mantém ainda sua série de lives Música na Cabeça, às terças-feiras, com relatos de instrumentistas da casa sobre suas trajetórias.

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    Poemas para enfrentar a calamidade

    Uma poesia une o político americano John Lewis, pioneiro do movimento por direitos civis nos EUA, a Nelson Mandela, líder sul-africano que desestruturou o apartheid. "Invictus", do escritor britânico W. E. Henleys foi inspiração para esses dois líderes, mesmo que tenham vivido tempos, lugares e situações tão diferentes das do autor. Henleys passou boa parte da vida sofrendo cronicamente de tuberculose, entre outros problemas de saúde, e morreu em 1903. Seus versos de resistência diante da dor permanecem universais e atemporais; são perfeitos para quem precisa de inspiração para passar pela calamidade e permanecer em pé. Por isso estão entre as obras que este texto da The Atlantic recomenda para o momento em que precisamos recobrar a resiliência, suportar adversidades e nos fortalecer pela provação. Desesperado, mas exausto de redes sociais e videoconferências? A dica da publicação americana é revisitar os ensinamentos de quem já viveu períodos mais atrozes.

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    Billie, Angie e Róisón variam sobre o mesmo tema

    Na última semana, três cantoras de gerações diferentes lançaram singles em que, de uma forma ou de outra, discutem o que estamos vivendo. A começar por Billie Eilish em “My Future”. Com um clima jazzy meio anos 1990, com pianinho elétrico e guitarra sutil, fala do futuro e de como mal pode esperar para conhecer ela mesma, numa ode romântica à autoestima. Já Angie Olsen faz climão dor de cotovelo em “Whole New Mess” e fala sobre tudo voltar ao normal e virar uma grande bagunça de novo ao som de uma guitarra suja tocada à maneira das harpas. Róisín Murphy, mais conhecida pela dupla Moloko, vai de escapismo disco para tempos de más notícias em “Something More”, em que ela incita a dançar e pede, repetidamente, algo a mais. Quem não quer mais hoje em dia?

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    Um ciclo de filmes indígenas

    Um olhar mais diverso e descolonizado sobre o cinema brasileiro autoral é o que promete o novo eixo da série Cinema #EmCasaComSesc. A partir da primeira semana de agosto, uma seleção de filmes realizados por diretores ou coletivos indígenas entrará mensalmente no catálogo (gratuito!) da plataforma de streaming do Sesc Digital. Dois documentários do cineasta guarani Alberto Alvares inauguram a nova iniciativa: "A Origem da Alma - Tekowe Nhepyrun" (2015), com depoimentos dos anciões da aldeia Yhowy, no Paraná; e "O Último Sonho" (2019), uma homenagem ao líder espiritual guarani Wera Mirim - João da Silva, da aldeia Sapukai, no Rio de Janeiro. A documentarista e antropóloga Júnia Torres, organizadora do Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte, foi a curadora convidada pelo Sesc São Paulo e pelo CineSesc para selecionar os títulos dessa pequena mostra mensal.

    30 de Julho de 2020
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    Conversas sinceras com Michelle Obama

    Depois de se tornar uma rockstar das autobiografias com o best-seller “Minha História” (Objetiva, 2018), que chegou a dez milhões de cópias, a ex-primeira-dama dos Estados Unidos lançou nesta semana seu primeiro podcast, disponível no Spotify – e tudo indica que também será muito bem-sucedido. Nesta primeira temporada, ela conversa com pessoas próximas, como a mãe, o irmão, amigos e, claro, o marido, o ex-presidente Barack Obama, com quem compartilha o microfone no episódio de estreia. A proposta da série é discutir os relacionamentos que nos tornam quem somos, das viagens internas de cada um aos desafios que surgem na formação de comunidades – ou na construção de um país: "Às vezes, esse relacionamento pode ser uma fonte de satisfação, significado ou alegria. Outras vezes, pode provocar perguntas para as quais não temos resposta. O que realmente estamos falando é do nosso lugar neste mundo. Como nos sentimos sobre isso e o que podemos fazer com o poder que temos", diz no primeiro episódio.

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    A vida e obra de Hélio Oiticica

    Inovador da linguagem, ícone da contracultura, pioneiro em instalações que dissolvem a fronteira entre obra e espectador – este era Hélio Oiticica. Mas talvez o que melhor defina o artista carioca é a multiplicidade: de experiências, tentativas e sentidos. Reconhecido internacionalmente, ampliou o horizonte da arte brasileira, ao beber da literatura e da filosofia para criar suas obras – um dos poucos brasileiros que faziam isso à época –, e investir em estéticas que excitam múltiplos sentidos sensoriais. Neste ano, aniversário de 40 anos da morte do artista, o Nexo produziu um especial sobre sua trajetória e principais trabalhos.

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    As artimanhas do gênero literário mais brasileiro de todos

    Uma crônica é uma boa conversa que pode rodar o mundo, visitar a política, versar sobre o cotidiano, voltar-se para o íntimo, às vezes tudo isso em um mesmo texto, sem perder o fio da meada. Autor de poemas, contos e crônicas (e dessa investigação sobre o bairro da Liberdade), Fabrício Corsaletti dá o curso Artes e Artimanhas da Crônica, pelo Zoom da Escrevedeira em quatro aulas de 13 de agosto a 3 de setembro. Segundo ele, o programa inclui aulas expositivas, com uma linha do tempo da crônica, desde seu surgimento no século 19 até os contemporâneos, e comentários dos textos produzidos por alunos. No programa, estão autores desde Machado de Assis, passando pelos mestres modernos – especialmente Rubem Braga e Nelson Rodrigues –, até chegar nos contemporâneos, como Tati Bernardi, Antonio Prata e Ricardo Terto. Corsaletti traça ainda paralelos entre o gênero e outros como a poesia, o conto e o ensaio. As inscrições estão abertas e o curso custa R$ 330.

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    O novo (e espontâneo) disco de Seu Jorge e Rogê

    É preciso muito talento para gravar um disco ao vivo (numa tacada só) e sem pós-produção. Essa foi a aposta de Seu Jorge e Rogê com "Night Dreamer Direct-to-Disc", álbum riscado direto no vinil e lançado sem nenhum tratamento posterior de som. Já disponível nas plataformas digitais, foi produzido na Holanda no início do ano em apenas quatro dias. O resultado é singelo, como uma espécie de metáfora para a amizade de mais de 30 anos dos dois compositores, grandes representantes de sua geração na música brasileira – há intimismo e beleza, mas também imperfeições. E não faltam símbolos de uma brasilidade com referências ancestrais comuns aos dois artistas: a canção "Meu Brasil", por exemplo, celebra nomes como João Gilberto, Zumbi dos Palmares, Dona Ivone Lara e Marielle Franco. Outras grandes figuras, entre elas Gilberto Gil, Caetano Veloso e Marisa Monte, também fazem companhia a Seu Jorge e Rogê no recém-lançado clipe de "Pra você meu amigo", uma das faixas do disco. O vídeo foi produzido com recursos realidade virtual para unir os dois parceiros que estão passando a quarentena em países diferentes.

    23 de Julho de 2020
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    O que muda quando mais mulheres ocupam a política?

    É o que tenta responder a recém-lançada série "Eleitas", sobre o imaginário de mulheres latino-americanas em cargos eletivos. Os episódios, disponíveis no Youtube, foram desenvolvidos com base em um estudo feito pelo Instituto Update, lançado simultaneamente à série, que mapeia a atuação de mais de 90 mulheres eleitas em seis países da América Latina. Nas entrevistas, elas falam sobre a própria trajetória, os novos desafios que encontram e o futuro horizonte do debate político.

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    Conhecendo melhor seu analista

    Uma das consequências da pandemia, as sessões de terapia e psicanálise virtuais levantaram uma questão: o quanto da vida pessoal do terapeuta deve ser revelado ao paciente? Entre freudianos e analistas comportamentais, há quem acredite que o terapeuta deva se colocar como uma página em branco, e há quem creia que deva ser considerado gente como a gente. Sem que haja um consenso do caminho a ser seguido, uma terapeuta e professora da Universidade de Michigan analisa os perigos e oportunidades da teleterapia, e conta um pouco do que pensa sobre o assunto em artigo publicado pelo Nexo.

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    Food porn latino-americano

    Dos criadores de “Chef’s Table”, “Street Food: América Latina” segue o sucesso da primeira temporada, que foca no continente asiático. O programa explora a comida de rua de seis cidades latinas: Buenos Aires, Salvador, Oaxaca, Lima, Bogotá e La Paz. Em uma época em que viagens internacionais parecem cada vez mais distantes, “Street Food” dá uma chance de se deliciar, mesmo que apenas visualmente, com pratos incríveis e de mergulhar na rica cultura e tradição culinária latino-americana.

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    Veja o cinema nacional do carro

    Com a pandemia ressuscitando os clássicos cinemas drive-in, as produções brasileiras também revivem. Essa é a promessa do Drive-in Paradiso, que leva grandes filmes brasileiros gratuitamente ao estacionamento da Assembleia Legislativa no Ibirapuera, em São Paulo. A escolha da programação, que passa por títulos como "Bacurau" (2019), "Central do Brasil" (1998) e "De Pernas pro Ar 3" (2019), é da atriz e cineasta Marina Person, com cocuradoria de Rayanne Layssa para a faixa #vidasnegrasimportam — dedicada a filmes de diretores negros, como o premiado "Café com Canela" (2017), de Glenda Nicácio e Ary Rosa.

    16 de Julho de 2020
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    Registros fotográficos de um médico

    Junto à responsabilidade de ser um dos profissionais de saúde em ação no combate ao novo coronavírus no Rio de Janeiro, o cirurgião Ary Bassous carrega também um talento artístico: fotógrafo premiado nacional e internacionalmente, ele aproveita as lacunas de sua escala para registrar a rotina pandêmica dos dois hospitais onde trabalha. Além das fotos emocionantes que revelam o dia a dia de quem está na linha de frente contra a Covid-19, esta reportagem da National Geographic Brasil conta a história de Bassous e de outros profissionais de saúde que foram infectados pelo vírus.

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    Catástrofe suave para maratonar

    Não se trata de um lançamento, mas de um bálsamo para quem não aguenta mais pensar nas questões de saúde pública e mental em que estamos submersos. “Sem Compromisso” (2015-2019) parte de uma premissa banal, lida e assistida à exaustão – mulher engravida de quase desconhecido – com pequenos detalhes que alteram o curso da história: eles têm mais de 40 anos, decidem ter o bebê e, mais que isso, casar-se. A história se passa em Londres e Sharon Horgan e Rob Delaney interpretam os protagonistas e dividem os créditos de criação da série. Vale a pena pelas risadas mas também pelas pequenas reflexões sobre parentalidade real que a série discretamente apresenta ao longo de seus 24 episódios. Está disponível na Globoplay.

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    Dê umas voltas de carro pelo mundo

    E mais, ouça as rádios locais. Tá, essas voltas de carro não são exatamente literais, mas no site Drive and Listen você consegue simular um passeio por cidades como Amsterdã, Berlin, Budapeste, Seul, São Petersburgo e Tóquio. A lista inclui mais de 50 metrópoles ao redor do globo e há a possibilidade de dobrar a velocidade do carro e de baixar o vidro para ouvir o som das ruas. Para quem está quarentenado em casa há meses não deixa de ser uma maneira (estranha, porém divertida) de ver o mundo.

    09 de Julho de 2020
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    Ensaios para um país pandêmico

    Uma edição especial de quarentena da revista serrote, publicação do Instituto Moreira Salles, traz reflexões sobre o momento de exceção que se vive no Brasil em meio à pandemia de Covid-19 — são seis textos inéditos sobre os impactos políticos e sociais desse momento, além de três ensaios visuais. A edição conta, ainda, com a tradução de “O vínculo da vergonha”, clássico do historiador italiano Carlo Ginzburg que fala diretamente ao Brasil de hoje. É possível fazer o download gratuito da publicação, e o canal do Youtube do IMS transmite uma conversa com autores da revista no dia 15 de julho às 17h.

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    A surpreendente carreira musical de Dalai Lama

    Ansioso? Cansado da conjuntura política? Vontade de jogar tudo pro ar? O Dalai Lama pode te ajudar a desestressar. Em comemoração ao seu aniversário de 85 anos, o líder espiritual do Tibete lançou um álbum de mantras chamado “Inner World”. Com 11 faixas, o disco conta com orações, mantras em uma pegada new age que promete acalmar até a mais ansiosa das almas. Disponível em plataformas de streaming musical e no YouTube, “Inner World” marca a estreia surpreendente de Dalai Lama no mundo da música. 

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    Filosofia com Marcia Tiburi

    Para entreter os curiosos de plantão ou os grandes amantes de filosofia, a escritora, artista e professora Marcia Tiburi transformou seu perfil no Instagram em sala de aula remota. No dia 3 de julho, em um encontro virtual de meia hora de duração, Tiburi estreou seu pequeno curso de filosofia online e apresentou pontos iniciais sobre o tema. Nas próximas microaulas, que vão acontecer todas as sextas-feiras, a filósofa retoma a exposição de conceitos e teorias de pensadores a partir das dúvidas, angústias e sugestões de seus seguidores.

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    Um filme sobre o preço da fama

    Uma estrela mirim que tinha tudo para ser um grande sucesso, mas se afasta dos palcos por motivos misteriosos. Essa é a premissa de “Ninguém sabe que eu estou aqui”, novo filme da Netflix e já disponível na plataforma. Isolado em uma fazenda no Chile, o agora adulto Memo, interpretado por Jorge García — o Hurley, de “Lost” —, tem dificuldades de se comunicar com outras pessoas e opta pela solidão. Com um toque de surrealismo, o diretor Gaspar Antillo conduz o espectador pelo labirinto que é a vida do ex-cantor, revivendo os traumas da juventude e os motivos pelos quais Memo não deu sequência a sua carreira musical. 

    02 de Julho de 2020
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    Hilda Hilst para iniciantes

    Para quem quer se aventurar pela extensa produção de uma das maiores escritoras brasileiras do século 20 mas ainda não sabe por onde começar, a Companhia das Letras disponibiliza um livreto gratuito que introduz ao leitor um pouco do universo pessoal e poético de Hilda Hilst. "Três vezes Hilda" traz uma breve apresentação da vida e da obra da autora por Ana Lima Cecílio, antecipando parte da biografia que deve ser lançada em breve; três cartas lindas do amigo Caio Fernando Abreu enviadas a Hilda no começo dos anos 1970; e três poemas de amor retirados da coletânea "De amor tenho vivido" (2018), da mesma editora.

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    Diversão e arte (e um pouco de política) no seu fone

    Uma das coisas mais prazerosas da vida é ouvir sobre um assunto que se ama. Se sua paixão está no âmbito da cultura, o “Bravo! Podcast” pode ser um exercício de deleite. Produzido pela redação da revista Bravo!, o programa aborda literatura, música, cinema, teatro e outras artes, sempre entrelaçando os temas com política e fazendo recomendações no caminho. Além de informações, há participações especiais de artistas, como no último episódio, em que o ator Guilherme Weber, a escritora Jarid Arraes e a diretora Daniela Thomas falaram sobre produtos culturais a serem consumidos durante a quarentena.

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    Artes visuais e música

    A Pinacoteca de São Paulo, que fechou as portas durante o período de isolamento social, tem usado o perfil do Instagram como plataforma de conexão com o público, onde comenta obras do acervo e promove debates com artistas. A série de posts leva a hashtag #pinadecasa e, nesta semana, ganha versão sonora. O museu passa a compartilhar, todos os dias às 11h, uma playlist que dialoga com uma obra de arte. A seleção é montada e a obra, escolhida por um mesmo convidado. A primeira é a escritora Djamila Ribeiro. As playlists ficarão disponíveis no perfil do Spotify da Pinacoteca. No Instagram, as obras em que foram inspiradas.

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    Uma receita com segredo de chef…

    E ridiculamente fácil para os amadores. Para fazer este bolo de laranja do cozinheiro Leonardo Paixão, basta bater todos os ingredientes no liquidificador, colocar no forno e esperar enquanto a casa é tomada por aquele cheirinho cítrico — mas atenção à dica preciosa do chef mineiro: a fruta, que vai com casca e tudo, tem que ser laranja-baía. Dá para usar outro tipo? Até dá, mas não fica igual. Por ter a casca mais grossa e ser mais aromática, a laranja-baía deixa o bolo mais cremoso e saboroso, cheio de pedacinhos no meio da massa.

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    O processo de um artista

    A criação de um artista é dos assuntos mais enigmáticos que existem no mundo da arte. Há algo de encantador e misterioso no processo que transforma uma simples ideia em obra completa. “Eu Contra Eu”, novo curta metragem do diretor Marco Paoliello “Grilo”, explora a dinâmica de criador e criatura pela história do também diretor Vinícius Henrique “Vila Cesamo”. Acompanhamos as gravações de “Licionéia”, filme produzido por Vila Césamo em 2019 e entre gravações nos sets, passeios de bicicleta e o trabalho de chaveiro, o curta demonstra a inquietude de um criador que, para viver, tem de criar.

    25 de Junho de 2020
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    A boa (e velha ou nova) música brasileira

    Mauricio Valladares é fotógrafo, jornalista, radialista, DJ, e, agora, podcaster. Seu programa de rádio Ronca Ronca existe desde 1982, um dos mais queridos e duradouros da rádio brasileira: passou por diferentes emissoras, mudou de nome, criou playlists para gerações, e nesse ano, conquistou seu lugar no Spotify. Seja pela linguagem descontraída, pela seleção musical eclética e elegante, pelos comentários ou pela presença de convidados como Teresa Cristina e Moreno Veloso, o Ronca Ronca vale cada minuto. No site do programa de rádio, estão disponíveis episódios mais antigos, além de outros conteúdos produzidos por Valladares, como textos e fotografias.

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    Como criar filhos num mundo de telas?

    Num momento em que as crianças estão imersas em telas – dos joguinhos e vídeos no tablet ou celular à educação remota oferecida por escolas públicas e privadas –, é preciso entender os impactos e os riscos, assim como as oportunidades de aprendizado. Por isso, o Instituto Alana começa nesta sexta 26, às 17h, a primeira de seis debates do projeto “Ser Criança no Mundo Digital – série de conversas online”. Para a estreia, o papo traz um panorama sobre as relações entre tecnologia e desenvolvimento infantil com a psicóloga Vera Iaconelli e Rodrigo Nejm, diretor de educação da Safernet. No link sercrianca.alana.org.br, com intérprete de Libras e legenda em tempo real.

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    Registros da vida pandêmica

    Um espaço para extravasar todos os dias pensamentos que nos perseguem entre as quatros paredes do confinamento. Essa é a proposta da Pandemia Crítica, página dentro do site da N-1 Edições que reúne textos dos mais diversos tipos sob um denominador comum: os tempos de crise da Covid-19. Entre contos, poemas, diários, ensaios filosóficos, reflexões sobre arte, política, racismo e medo, já são mais de 90 textos publicados desde o início da quarentena — e, para não perdê-los de vista, a editora posta os links diariamente no Instagram. Vale o mergulho.

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    O álbum perdido de Neil Young

    “Grandes canções sem as quais eu posso viver” ou “aquele que escapou”. É assim que Neil Young define “Homegrown”, álbum gravado entre 1974 e 1975 mas que ficou na gaveta por 45 anos. Composto em uma época conturbada da vida do músico, que tinha acabado de perder amigos importantes e passava por um término de relacionamento, Young optou por não publicar o álbum pois era doloroso e pessoal demais. Meio século depois, foi remasterizado e os fãs de Shakey finalmente podem ouvir o álbum que parecia ter escapado. Foi uma semana rara, em que dois gênios lançaram grandes obras, uma vez que Bob Dylan saiu com o seu novo “Rough and Rowdy Ways”.

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    Se você não vai ao cinema…

    Um pouquinho dele vem de graça até você. Na plataforma #EmCasaComSesc há uma série de filmes em exibição para assistir em streaming, sob curadoria do CineSesc. Toda semana são disponibilizados quatro novos títulos, longas e documentários, para diferentes tipos de público. Entre os destaques, "Eu Sou Ingrid Bergman" (2015), que remonta a trajetória de uma das mais premiadas atrizes da história do cinema, e um clássico dos anos 1950, "A Carruagem de Ouro" (1952), que marca a volta do francês Jean Renoir à Europa depois de anos morando nos Estados Unidos. Só vale ter atenção às datas: os filmes têm permanência temporária.

    18 de Junho de 2020
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    Um guia das paradas LGBTQ+ online

    Pela primeira vez em cinco décadas as comunidades LGBTQ+ do mundo todo não poderão ocupar as ruas em junho — mês em que as paradas celebram o orgulho, a luta e a conquista de direitos —, por causa da Covid-19. Mas isso não significa que a data histórica passará em branco na pandemia: este artigo do New York Times lista alguns dos eventos do orgulho LGBTQ+ que serão realizados online ao longo do mês. A vantagem é que qualquer um pode participar, de qualquer lugar do mundo, basta ter internet.

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    Uma ode à maternidade real

    Todas as quartas, a tríade de podcasters Camila Fremder, Helen Ramos e Tati Bernardi recebe uma convidada para falar de vida real, ralação e inseguranças da maternidade. E também sobre a suspeita de que não há método para ser a mulher perfeita, a profissional do ano e a melhor mãe do mundo. Nesta edição, a consultora de estilo e podcaster Marina Santa Helena participa do papo sobre como é ter filhos e se ver fazendo tudo o que sempre jurou que não faria como mãe. Se às vezes bate aquela sensação de estar sendo uma mãe de merda, esse é o seu podcast.

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    A retomada alternativa do cinema

    Aos poucos ir ao cinema deve deixar de ser uma realidade distante. O Memorial da América Latina, em parceria com o Cine Petra Belas Artes, abre nesta semana como drive-in, com uma programação que inclui 27 títulos transmitidos em 43 sessões de terça a domingo. Entre eles estão os inéditos “Os Melhores Anos de uma Vida”, de Claude Lelouch; a nova versão do clássico de Francis Ford Coppola, “Apocalipse Now – Final Cut”; e o brasileiro “Partida”, dirigido por Caco Ciocler. Os ingressos podem ser comprados no site do Cine Petra Belas Artes, com número limitado de carros.

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    A floresta ganha voz

    Em 1987, surge a Aliança dos Povos da Floresta, uma união de lideranças de povos indígenas e seringueiros do Brasil para reivindicar demarcação de territórios e criação de reservas. Mais de 30 anos depois, em um momento decisivo do debate sobre mudanças climáticas, eles ganham espaço na nova série do Le Monde Diplomatique, que ao longo de seis semanas, trará reflexões sobre o legado da aliança para o meio ambiente. Com 16 entrevistas e um minidocumentário, a série “Vozes da Floresta - A Aliança dos Povos da Floresta de Chico Mendes a nossos dias” conta com a participação de indígenas, seringueiros e pensadores para discutir erros e acertos da militância do grupo dos anos 1980 até hoje.

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    O desabafo de Dave Chapelle

    8:46 foi o horário que o humorista considerado um dos maiores comediantes stand up de todos os tempos nasceu. Foi também o tempo em que George Floyd foi asfixiado por um policial americano e morto. Em seu novo especial de stand up, “8:46”, Chappelle abre mão da comédia que o fez tão famoso para discursar sobre a polícia e o racismo nos Estados Unidos. Cobrindo tópicos como a morte de Kobe Bryant e a pressão pública pelo posicionamento político de famosos, o comediante demonstra que acima de qualquer piada, é uma voz lúcida e um ótimo contador de histórias. “8:46” está disponível no canal do YouTube da Netflix.

    11 de Junho de 2020
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    Sente-se à mesa com esses podcasters

    A ideia é recriar a atmosfera dos jantares entre amigos, uma prática que parece tão distante quanto desejada. Em volta da mesa estão a executiva de marketing Daniela Cachich, o publicitário German Carmona, o jornalista Lúcio Ribeiro, e um convidado. No último episódio do Podcast Freestyle, a diretora-geral do Twitter Brasil, Fiamma Zarife, contou sua trajetória até o posto de comando da rede social, a partir do nascimento da filha de 16 anos, quando chegou à maternidade respondendo e-mails de trabalho. Na próxima terça-feira (15), é a vez do cantor e multi-instrumentista Silva sentar-se à mesa (ainda que à distância) e contar como, ao se desapontar com a religião evangélica, foi de músico de apoio gospel à estrela da nova MPB.

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    Spike Lee está de volta (e na hora certa)

    Nem mesmo o isolamento social foi capaz de conter manifestações do movimento negro que varreram as cidades norte-americanas nos últimos dias. "Vidas negras importam" é também a mensagem transmitida pelo cineasta americano Spike Lee em seu novo filme “Destacamento Blood”. Selecionado para estrear no Festival de Cannes, que foi cancelado pela pandemia, o longa chega às telas de casa pela Netflix nesta sexta-feira (12). A história, de quatro veteranos de guerra que retornam ao Vietnã em busca de uma riqueza escondida, vai além da caça ao tesouro. Exibe também a visão de Lee sobre como a guerra afetou a vida dos homens negros, obrigados a lutar por uma causa que não era a sua. O recorte da década de 1970 faz repensar sobre o que se vive hoje, uma especialidade do cineasta.

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    Uma indagação de Graciliano Ramos sobre a dor

    "Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações; contudo as deformações e miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram." Se os sofrimentos desaparecessem, o que seria da arte? É o que pergunta o autor de "Vidas Secas" ao pintor Candido Portinari, em correspondência de 1946. Na carta, disponível no Correio IMS, acervo online organizado pelo instituto, Graciliano Ramos reflete sobre a produção de obras que observam a miséria, e que espécie de arte surgiria numa paisagem sem deformações. "Desejamos realmente que elas desapareçam ou seremos também uns exploradores, tão perversos como os outros, quando expomos desgraças?", questiona o escritor, angustiado, a seu amigo.

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    O rapper indígena que preserva a cultura nativa

    O rapper Kunumi MC, nome artístico de Werá Jeguaka Mirim, abre o clipe de “Xondaro Ka'aguy Reguá” com uma frase que soa tão solene quanto uma profecia. “Existe uma lenda Guarani muito antiga, contada pelo nossos ancestrais. Ela diz que das águas nascerá um guerreiro que levará o seu povo a uma nova existência”. O vídeo de “Guerreiro da Floresta”, o nome da música de Kunumi em português, coloca o MC como o herói da profecia que busca a nova realidade. Rimada em Guarani, a música é um protesto de resistência e existência dos indígenas brasileiros, pedindo por demarcação de terra e reconhecimento do povo originário do Brasil. Dirigido pela dupla Angry, formada pelos cineastas Bruninho e Gabe Maruyama, o clipe está disponível no YouTube.

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    O retorno da humorista Hannah Gadsby aos palcos

    “Se você está aqui por causa de 'Nanette'… por quê?” Longe de retórica, a pergunta, disparada por Hannah Gadsby já nos primeiros minutos, dá o tom de seu segundo stand-up na Netflix, “Douglas”. "Nanette", o primeiro, foi um sucesso. O que é curioso -- seu humor tem um “sabor peculiar”, traduzindo de forma às vezes incômoda as agruras de não caber em nenhum modelo de normalidade. “Se eu soubesse que o trauma seria tão popular como comédia eu teria planejado melhor meu orçamento. Eu teria ao menos feito uma trilogia.” “Douglas” é uma radiografia do humor stand-up. É “meta”. O que não impede que a misoginia e o patriarcado alimentem as melhores sacadas de Hannah, que ironiza os haters que a acusam de não ser engraçada. Ela é. Quem perseverar, “verá além do espectro”.

    04 de Junho de 2020
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    O protesto musical de Bruno Capinan

    Certas dores deveriam ser globais. Seja ela advinda de algo que ocorreu em Salvador, onde o músico Bruno Capinan nasceu, em Toronto, onde é radicado, ou em Minneapolis, onde George Floyd morreu. “Oitenta”, primeiro single do novo álbum do artista brasileiro, escancara a violência policial e o descaso brasileiro direcionado à população preta. Em uma atmosfera melancólica, Capinan relembra os 80 tiros disparados pela polícia militar que vitimaram o músico Evaldo dos Santos Rosa. “A polícia tá matando lá no Vidigal, a polícia tá matando em Vigário Geral, a polícia tá matando lá em Salvador, a polícia tá matando no interior do Brasil. Matando preto como nunca se viu”, canta. O single será lançado na sexta-feira (5) e o novo álbum de Capinan está previsto para o segundo semestre.

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    A sobrecarga do #FiqueEmCasa para as mulheres

    De acordo com a ONU Mulheres, o trabalho doméstico não remunerado representa de 10% a 39% do PIB dos países. Some isso a uma pandemia e ao fato de mulheres serem as principais responsáveis por todo o trabalho invisível que envolve a vida doméstica (já leu o quadrinho sobre a carga mental?), e é possível entender o tamanho do problema. Esse é o tema da reportagem da jornalista Noelia Ramírez para o El País. No texto, ela demonstra como, durante a quarentena, mulheres estendem suas jornadas madrugada a dentro para ficar em dia com suas tarefas, chegando a altíssimos níveis de esgotamento físico e mental.

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    Sob medida para a pandemia

    A quarentena tem sido um período fértil para pequenas publicações digitais. Entre as novidades está a Queimada, feita exclusivamente para o Instagram, que de forma simples e elegante e com textos diários que não passam de mil caracteres discute o caos político e social dos dias atuais. São fotos, ilustrações e reflexões de mulheres que serão publicados até o fim do isolamento social. Já o MJOURNAL.ONLINE tem foco nos mercados de beleza, moda e comunicação. Buscando ir além da zona de conforto, os textos da última edição exploram temas como transfobia, direitos trabalhistas no mundo da moda e o termo socialwashing, onde marcas realizam atitudes filantrópicas para esconder falcatruas trabalhistas.

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    Debates sobre racismo na ponta do ouvido

    Racializar debates é uma das melhores estratégias para ser antirracista. Foi pensando nisso que o escritor de ficção científica e fantasia afroamericana Ale Santos criou o “Infiltrados no Cast”, que investiga e discute o racismo no Brasil, das políticas que o fortaleceram aos atos de resistência que o enfrentaram. Uma das séries do programa é “Os Maiores Racistas da História Brasileira”, onde Santos contextualiza a obra dos brasileiros que fundamentaram o racismo científico no país. Nomes como Raimundo Nina Rodrigues, João Batista de Lacerda e Monteiro Lobato são temas de episódios que duram entre 30 e 40 minutos. O podcast está disponível no Spotify e na Deezer.

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    Um show verdadeiramente transformador

    Do jeito que as coisas vão, vamos admitir, é bom ter um descanso de vez em quando. A quinta temporada de “Queer Eye” estreia na Netflix nesta sexta-feira (5) para felicidade de todos. Se a sua praia são histórias surpreendentemente emocionantes, transformações bapho e muito bom humor, fique tranquilo porque os Cinco Fabulosos voltaram. Dessa vez, Antoni, Bobby, Jonathan, Karamo e Tan vão para Filadélfia, nos Estados Unidos, e promovem o makeover de um DJ, de uma tosadora de cães e de outras almas perdidas. Prepare seus lenços e vista seu melhor look.

    28 de Maio de 2020
  • Crédito: Bruno Figueiredo/Área de Serviço
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    Emicida em busca de soluções coletivas

    “Você já parou pra pensar que você é parte de um sistema gigante? Um sistema que envolve todos os seres vivos, todos os elementos do planeta, todas as células do seu corpo.” É com essa frase que Emicida começa sua nova empreitada, “AmarElo Prisma”. Inspirado nas reflexões de seu último disco, “AmarElo” (2019), o rapper paulista produz conteúdos multimídia (vídeos, podcasts e posts em redes sociais) d