Cultura

Por que Bad Bunny fará 30 shows seguidos em Porto Rico?

Em momento de tensão nos EUA, cantor valoriza identidade latino-americana e não inclui apresentações no país fora do território

Amauri Terto 16 de Julho de 2025

Bad Bunny transformou sua relação com Porto Rico, onde nasceu, em algo maior que música e entretenimento. Na última sexta-feira (11), o cantor deu início à “No Me Quiero Ir de Aquí”, uma residência de 30 shows no Coliseo de Puerto Rico, na capital San Juan. Mais do que uma sequência de apresentações, o projeto celebra suas raízes com cenografia inspirada nas paisagens locais e um repertório que mistura sucessos de todas as fases da carreira, reflexões sociais e a estreia da faixa inédita “Alambre Púa”. Boa parte do público comparece vestindo camisetas com a bandeira porto-riquenha, acessórios tradicionais ou referências a lendas locais, reforçando o clima de celebração coletiva.

Além do impacto cultural, a residência também vai impulsionar a economia da ilha caribenha, território dos Estados Unidos. Segundo dados da Discover Puerto Rico, organização oficial de turismo da ilha, a série de shows deve movimentar cerca de US$ 180 milhões (R$ 1 bilhão) e atrair 600 mil turistas nos próximos meses. O cantor anunciou uma turnê mundial para 2026, com passagem pelo Brasil nos dias 20 e 21 de fevereiro, em São Paulo. Ele optou por não incluir os Estados Unidos continentais, decisão que reflete um posicionamento político em um momento de tensão entre Porto Rico e o governo de Donald Trump, com discussões sobre autonomia e o tratamento dado à ilha.

A seguir, Gama lista 7 destaques que ajudam a entender por que essa série de shows já entrou para a história de Porto Rico:

  • 1

    Celebração de quem sempre o apoiou –
    Autor de um dos discos mais aclamados de 2025, “Debí Tirar Más Fotos”, Bad Bunny transforma sua relação com Porto Rico, onde nasceu, em espetáculo. Dos 30 shows, os nove primeiros são exclusivos para moradores da ilha caribenha, território dos EUA. Não haverá outras apresentações no país.

  • 2

    Impacto na economia local –
    A residência no Coliseo de Puerto Rico deve movimentar US$ 180 milhões (R$ 1 bilhão) na economia local, atraindo cerca de 600 mil turistas, segundo dados da Discover Puerto Rico, organização oficial de marketing turístico da ilha.

  • 3

    Cenário que celebra raízes e memória –
    A cenografia é inspirada na arquitetura e natureza típicas porto-riquenhas e traz um telão exibindo também mensagens com dados históricos que falam da relevância do território no cenário mundial.

  • 4

    Afirmação de sua identidade –
    Durante três horas de show, Bad Bunny revisita hits de todas as fases da carreira, misturando reggaeton, trap e salsa, usa figurinos especiais com motivos tradicionais de Puerto Rico, além de apresentar uma faixa inédita, ​​“Alambre PúA”.

  • 5

    Um espetáculo-manifesto –
    O espetáculo também propõe reflexão. Em “Lo que le Pasó a Hawaii”, o cantor aborda temas como gentrificação, turismo predatório e colonização, com imagens projetadas no telão, que ampliam o impacto da mensagem.

  • 6

    Conexão emocional com os fãs –
    No novo show, fãs vestem trajes típicos e camisetas que celebram lendas locais. Na estreia da residência, a forte ligação emocional com o público durante “La Mudanza” levou o artista às lágrimas.

  • 7

    Porto Rico para o mundo –
    Com 450 mil ingressos esgotados, o artista anunciou uma turnê mundial. O Brasil receberá o show de Bad Bunny em 2026.

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