A nova geração de mulheres no rap

Entrevistas, TCC, documentário e livro: as recomendações da comunicadora e gestora cultural Nerie Bento para entender a ascensão do rap feminino

Sarah Kelly 04 de Fevereiro de 2026

“Mudo o jogo, muda tudo, se eu abro minha boca. Eu gero debate, isso que é fazer rap.” O verso de Ajuliacosta resume bem o que as mulheres fazem com maestria na cena do hip-hop. Cada vez ganhando mais espaço nas paradas musicais, rappers como Duquesa, Mc Luanna, Ebony, Tasha & Tracie, Nanda Tsunami rimam sobre transformação social, empoderamento, justiça e sexo — seguindo o caminho aberto por pioneiras como Sharylaine e Negra Li.

Para explicar a presença feminina no rap, gênero anteriormente dominado por homens, Gama convidou a comunicadora cultural Nerie Bento, diretora de comunicação do primeiro Museu do Hip-Hop no Estado de São Paulo (em construção). Referência na assessoria de imprensa desse segmento, ela assina o documentário “O Protagonismo das Minas: A Importância das Mulheres no Rap” (2019), marco no registro da atuação feminina no gênero no Brasil, e atua há anos para ampliar a visibilidade e a profissionalização de artistas no hip hop.

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Bento também é idealizadora do Clube de Leitura do Rap, projeto que propõe uma análise crítica do rap brasileiro, tratando as letras como obras literárias. Em fevereiro, a iniciativa chega ao iBT – Instituto Brasileiro de Teatro (SP) para duas edições gratuitas: no dia 21, com Stefanie, e no dia 28, com Amiri.

A seguir, ela indica referências que ajudam a compreender a consolidação da nova cena do rap feminino. Para ela, o tema ainda foi pouco explorado, já que esse movimento começa a se estruturar durante a pandemia, e os conteúdos apontam caminhos possíveis para uma leitura mais atenta desse momento do rap no Brasil.

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    O TCC “Cantar sobre amor é revolucionário?”

    O trabalho de conclusão de curso “Cantar sobre amor é revolucionário? Uma análise de letras de rappers negras” – Laura Ferreira de Abreu (CELACC/USP, 2024) analisa as músicas Inconsequente (Drik Barbosa, 2018), Willy (Tasha & Tracie, 2022) e Rotina (MC Luanna, 2022) a partir das teorias de bell hooks, Lélia Gonzalez e Beatriz Nascimento. O estudo investiga como o amor romântico é enunciado e as interseções entre raça, gênero e classe. Leia aqui.

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    SODOMITA (Queer Rap, Arte e Música), no Podcast Comunicação de Quebrada

    No episódio #28 do podcast Comunicação de Quebrada, a rapper Sodomita fala sobre queer rap, arte e periferia, trazendo novas perspectivas para a compreensão do papel de artistas LGBTQIA+ no hip hop. Assista aqui.

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    A série “Ladies First: A Story of Women in Hip-Hop”, na Netflix

    Dividida em quatro episódios, a série documental da Netflix apresenta a trajetória das mulheres no rap, desde pioneiras como Queen Latifah, MC Lyte e Roxanne Shante até artistas contemporâneas como Latto, Saweetie, Chika e Rapsody. A produção recontextualiza o papel feminino ao longo dos 50 anos do hip hop, com histórias e desafios que dialogam com a realidade de rappers brasileiras. Assista na Netflix.

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    “As Minas da Cena”, uma entrevista com a rapper Nina do Porte

    A entrevista “As Minas da Cena: o rap feminino brasileiro alcançando mais espaço em 2024”, com Nina do Porte para a Agência Experimental de Notícias da UFSM, destaca avanços, conquistas e desafios enfrentados pelas mulheres no rap nacional no cenário atual. Leia aqui.

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    O livro “Babado Forte Vol. II” (Ubu Editora, 2024)

    Escrito por Erika Palomino e lançado em 2024, o livro traz sua pesquisa sobre hip hop e moda na periferia [como uma continuidade do volume 1, de 1999]. No capítulo A Cena da Moda, há uma análise da relação de Tasha & Tracie com a moda e uma entrevista realizada com a diretora criativa Fernanda Correrua, responsável por clipes de artistas como Ajuliacosta e MC Hariel. Uma leitura essencial para quem quer entender como o rap e funk influenciam estética e comportamento na atualidade. Compre aqui.

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