Conteúdos sobre cultura na Gama Revista

cultura

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Quinze dias de jazz no Sesc SP

Com 26 artistas em mais de 20 apresentações, o jazz vai tomar conta do Sesc em São Paulo na segunda quinzena de outubro. Do dia 15 ao 31, é possível acompanhar os shows do Sesc Jazz, em uma programação que se divide entre as unidades Pompeia, Pinheiros, Vila Mariana e Consolação, sem contar as apresentações disponíveis online. Programa que marca a retomada das atividades culturais na cidade, os ingressos já estão à venda na internet e também nas respectivas unidades. (Leonardo Neiva)
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Festivais gastronômicos em São Paulo e pelo Brasil

Na volta dos eventos ao ar livre, acontece nos fins de semana de 15 a 17 e 22 a 24 de outubro o Taste of São Paulo. Sediado no Clube Hípico de Santo Amaro, vai dispor estandes de restaurantes como Jiquitaia, Komah e Mocotó, e outros com colabs interessantes como Paola Carosella fazendo arepas com Jefferson Rueda. Já o Fartura Gastronomia du Brasil terá jantares a quatro e a seis mãos com chefs de diferentes partes do país em São Paulo, Belo Horizonte, Belém, Fortaleza, Porto Alegre e Brasília. Veja a programação presencial no site. (Betina Neves)
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Mostra celebra Rosângela Rennó em SP

Marcando seus 35 anos de carreira, Rosângela Rennó é tema de uma mostra na Pinacoteca de São Paulo, com 130 obras produzidas pela artista mineira ao longo de quatro décadas. Um dos focos de Rennó é a fotografia expandida, que extrapola a imagem e traz elementos de seu contexto social e técnico. A exposição "Pequena Ecologia da Imagem" contém ainda “Eaux des Colonies” e “Seres Notáveis do Mundo”, trabalhos inéditos no país. A mostra fica em cartaz até março de 2022. (Leonardo Neiva)
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‘Uma onda para Tom Zé’ homenageia artista com versões

O que Fernanda Takai, Arnaldo Antunes, André Abujamra, Leoni e a banda Vanguart têm em comum? Além do talento musical, a admiração pela vasta obra de Tom Zé. Foi buscando celebrar o legado do artista baiano que a jornalista Patricia Palumbo, fundadora e diretora da Rádio Vozes, reuniu todos eles para gravar novas versões dos clássicos de Tom Zé. "Se o caso é chorar", gravada por Fernanda Takai e John Ulhoa, é a primeira faixa, que chega às plataformas de streaming na segunda (11). (Daniel Vila Nova)
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Festival Internacional de Cinema de Curitiba

Até 14 de outubro, a mostra exibe sua programação de mais de 70 filmes, entre longas e curtas, todos online. A curadoria destaca as novas formas de linguagem cinematográfica, com obras abertas ao experimentalismo. São filmes como “Carro Rei”, com Matheus Nachtergaele, que levou o prêmio de ??Melhor Longa Brasileiro em Gramado. Além de produções de Rússia, Alemanha, Canadá, Colômbia, Venezuela, Argentina e Romênia. Todos ficam disponíveis por 24h no site oficial, com ingressos a R$ 5. (Amauri Arrais)
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O legado de artistas afro-brasileiras

De outubro a dezembro, o Sesc 24 de Maio recebe a Ocupação Olhares Inspirados: Raquel Trindade, Rainha Kambinda, uma homenagem à trajetória da multiartista pernambucana. Além da mostra, que conta com pesquisa da curadora Renata Felinto, a instituição promove rodas de conversa sobre a influência cultural e social de Raquel Trindade, e também sobre a presença de mulheres negras no universo artístico. A série de bate-papos virtuais tem mediação de Vitor e Elis Trindade, filho e nora de Raquel, e serão transmitidos no canal do Sesc 24 de Maio. (Manuela Stelzer)
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Exposição repassa os 50 anos de carreira de Rita Lee

Dos instrumentos tocados na infância aos figurinos espalhafatosos, passando por ETs e naves espaciais multicoloridas, a exposição “Samsung Rock Exhibition - Rita Lee”, no Museu da Imagem e do Som, em São Paulo, reconta boa parte dos 50 anos da carreira da cantora. Com curadoria do filho João Lee e o dedo da própria artista, a mostra é um passeio por décadas de vida e história muito bem documentadas e fica em cartaz até dia 28 de novembro. (Leonardo Neiva)
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Edição comemora 25 anos do ‘Buena Vista Social Club’

Lançada em 1997, a coletânea trouxe algumas canções cubanas clássicas tocadas por artistas veteranos e nome inspirado em um antigo clube de Havana. Foi sucesso absoluto: foram mais de 8 milhões de cópias vendidas, centenas de shows, um Grammy e um documentário do Wim Wenders. Nesse aniversário de 25 anos, o álbum que colocou a música cubana no mapa mundial está sendo relançado em edição especial remasterizada cheia de músicas inéditas. A versão deluxe além de vinil duplo vem acompanhada de um livro e art prints. (Betina Neves)
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O novo museu Cidade da Música, em Salvador

Inaugurado no último dia 23, o museu traz um acervo de 750 horas de conteúdo audiovisual para visitantes curiosos sobre a história da música baiana e a trajetória dos artistas do estado. O espaço ocupa um casarão histórico de 1851 no bairro do Comércio, em Salvador, eleita como “Cidade da Música” em 2015 pela Unesco. A exposição é completamente interativa por meio de QR Code, basta levar o celular. A visitação, com muitas datas já esgotadas, é feita com agendamento no site do museu. (Andressa Algave)
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Um curso sobre a história da Bienal de São Paulo

Instituição cultural onipresente na história da arte brasileira, a Bienal de São Paulo chega aos 70 anos nesta 34ª edição, em cartaz no Ibirapuera. Qual a importância dela na construção de uma arte contemporânea brasileira? Que discursos de poder e legitimação carrega? São algumas das perguntas a serem abordadas pelo pesquisador e curador Diego Matos no curso “Bienais de São Paulo: uma perspectiva histórica e crítica”. Serão dez encontros online, entre os dias 23 de setembro e 25 de novembro, com inscrições abertas na Rama Plataforma. (Andressa Algave)
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“O século da solidão”, da inglesa Noreena Hertz

“O neoliberalismo fez com que passássemos a nos ver como competidores em vez de colaboradores, consumidores em vez de cidadãos”, diz a economista inglesa Noreena Hertz no livro, recém-lançado pela Editora Record. A autora aponta que, mesmo antes do isolamento ocasionado pela pandemia, a solidão já vinha se estabelecendo como condição definidora do século 21, com comunidades fragmentadas diante de décadas de políticas que puseram o interesse próprio acima do bem coletivo. Como antídoto, ela propõe, por exemplo, modelos inovadores de vida nas cidades. (Betina Neves)
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O filme “A Última Floresta”, vencedor do prêmio do público em Berlim

Após ter conquistado o prêmio do público no Festival de Berlim, o longa chega aos cinemas num momento oportuno, em que os indígenas se mobilizam novamente por suas terras. Dirigido por Luiz Bolognesi, com roteiro escrito em parceria com Davi Kopenawa, mescla imagens documentais e encenação para mostrar a luta, a vida cotidiana e a cosmovisão dos yanomami. A história é inspirada no livro “A Queda do Céu”, em que Kopenawa, xamã e liderança, narra a relação do povo com a terra e sua religiosidade. (Amauri Arrais)
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Trienal de Artes em Sorocaba (SP)

Organizada pelo Sesc Sorocaba, a terceira edição da Frestas - Trienal de Artes traz 53 artistas de diferentes nacionalidades e acontece até 30 de janeiro de 2022 na cidade a 84km da capital paulista. De acordo com a organização, o objetivo da mostra deste ano, que leva o título “O rio é uma serpente”, é refletir sobre economias de acesso, políticas e poéticas de exibição e investigar quais estratégias de solidariedade são possíveis. Além das obras na unidade do Sesc, artistas como Jaider Esbell fizeram intervenções em espaços públicos da cidade. (Manuela Stelzer)
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‘Faz Escuro Mas Eu Canto', a 34ª Bienal de São Paulo

Um ano após a previsão inicial, a 34ª Bienal de São Paulo marca, neste sábado (5), seu início. Com mais de 1 mil obras e 91 participantes, entre eles os artistas Jaider Esbell, Regina Silveira e Carmela Gross, a mostra coletiva irá ocorrer em sua casa tradicional, o Pavilhão do Parque Ibirapuera. Pretende ressaltar problemas, mas também trazer esperança. "Entre o apocalipse e a utopia, eu fico com a utopia", disse o amazonense Thiago de Mello, autor do poema “Madrugada Camponesa”, que deu origem ao título da Bienal. (Manuela Stelzer)
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A nova tradução de “As Ondas”, clássico de Virginia Woolf

Um dos principais romances da escritora britânica Virginia Woolf (1882-1941), “As Ondas”. de 1931, acaba de ganhar uma nova tradução brasileira pela Autêntica, nas mãos de Tomaz Tadeu. Descrito pelo marido Leonard Woolf (1880-1969) como “uma obra-prima”, o livro conta a história de seis personagens, da infância à velhice. Famoso pela falta de marcadores de tempo e espaço, o livro também tem como marca a prosa sofisticada típica da autora, cuja morte acaba de completar 80 anos. (Leonardo Neiva)
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A exposição inédita do artista chileno Alfredo Jaar

A partir do dia 28 de agosto, fãs do renomado artista, arquiteto e cineasta Alfredo Jaar poderão visitar a mostra “Lamento das Imagens”, uma instalação que reúne produções das quatro décadas em que o chileno atuou no campo da arte. Com curadoria de Moacir dos Anjos, o trabalho será exposto no Sesc Pompeia e terá visitação gratuita. Os que se interessam nos trabalhos reflexivos e nas críticas sociais de Jaar devem agendar a visita à exposição através da página de cada unidade no Portal do Sesc São Paulo ou acessar o site de exposições. (Daniel Vila Nova)
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“Mano a Mano”, o novo podcast de Mano Brown

A voz mais conhecida do rap nacional, o líder dos Racionais MCs resolveu se aventurar, após 30 anos de carreira, como entrevistador no novo podcast “Mano a Mano”, do Spotify. Conhecido por opiniões fortes, Brown propõe um diálogo na nova empreitada, ouvindo personalidades de diferentes áreas e espectro político, como o vereador paulistano Fernando Holiday, o técnico Vanderlei Luxemburgo e o pastor Henrique Vieira. O primeiro episódio, no ar nesta quinta (26), traz uma conversa com Karol Conká. (Amauri Arrais)
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Centenário de Lygia Clark

De 21 de agosto até 9 de outubro, a sede carioca da Pinakotheke Cultural realizará, em colaboração com Associação Cultural Lygia Clark, a exposição "Lygia Clark 100 anos". Para celebrar uma das mais importantes artistas brasileiras, a exposição reúne cerca de cem obras, a maior parte delas inéditas ao público, expostas em ordem cronológica de maneira a recompor a trajetória de Clark (1920-1988). Devido aos protocolos de segurança da pandemia, as visitas acontecem mediante agendamento. (Manuela Stelzer)
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A nova fase de Lorde

Quatro anos depois do aclamado “Melodrama”, Lorde retorna com “Solar Power”. O terceiro álbum da cantora neozelandesa será lançado nesta sexta-feira, dia 20, e promete uma sonoridade distinta dos últimos trabalhos da artista. Com direito a violão e backing vocals de Phoebe Bridgers e Clairo, Lorde afirmou que esse disco representa uma nova fase em sua carreira. Para os ansiosos, já é possível conferir as músicas "Solar Power", "Stoned at the Nail Salon" e "Mood Ring". (Daniel Vila Nova)
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A história do advogado abolicionista Doutor Gama

Baseado na trajetória do jurista e militante abolicionista Luiz Gonzaga Pinto da Gama, que utilizou as leis e os tribunais para libertar mais de 500 escravos, o filme “Doutor Gama” já está disponível no Globoplay. Com direção de Jeferson De, Gama é interpretado em diferentes idades por César Mello, Angelo Fernandes e Pedro Guilherme, narrando a história do baiano desde sua infância, quando foi vendido, até se tornar um dos advogados mais respeitados do país de sua época. (Andressa Algave)
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Um curso sobre a culinária da diáspora africana

Uma estudiosa da ancestralidade africana na cozinha brasileira, a chef Aline Chermoula ministra curso online em que aborda a participação dos herdeiros da diáspora na formação culinária nacional. As aulas, teóricas e práticas, incluem receitas como a muamba, prato típico angolano com galinha d’angola, amendoim, quiabo, dendê e abóbora; e a jambalaya, um arroz da região da Louisiana, nos EUA. De 30/8 a 6/9, com inscrições aqui e informações pelo tel. (11) 951444845 ou email aline@chermoula.com.br. (Isabelle Moreira Lima)
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As últimas palavras de Sérgio Sant'Anna

Só a morte foi capaz de silenciar Sergio Sant'Anna. Vítima da covid-19 em maio de 2020 e um dos maiores nomes da literatura brasileira, teve suas últimas palavras e textos eternizados em dois títulos recentes: "A Dama de Branco" (Cia das Letras, 2021), que traz, além de uma narrativa homônima, a última de autoria de Sant'Anna, outros 16 contos; e "O conto não existe" (CEPE Editora, 2021), que reúne algumas das entrevistas mais antológicas que o autor concedeu e alguns de seus textos críticos. (Manuela Stelzer)
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Exposição de artistas contemporâneos no novo Instituto Artium

Recém-inaugurado em São Paulo (SP), o Instituto Artium ocupa um palacete dos anos 1920 no bairro de Higienópolis. O lugar abriu as portas com a exposição “Semana de 21”, que traz obras de 17 artistas contemporâneos brasileiros. Entre eles, há nomes de peso como Marcius Galan, que tem obra exposta em Inhotim, Erika Verzutti, que já teve mostra individual no MASP, e Renata Lucas, que já participou de eventos internacionais como a Bienal de Veneza. A entrada é gratuita: reserve o ingresso no site. (Betina Neves)
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Segunda temporada de podcast conta trajetória de Rita Lee

Depois de Zeca Pagodinho, o podcast Identidade Musical, produção da Universal Music, mergulha na segunda temporada na trajetória de Rita Lee. Nos quatro episódios, entendemos como a cantora de 73 anos, declarada fã dos Rolling Stones e Carmen Miranda, fez a melhor tradução do rock brasileiro, sem nunca se prender a um estilo. Além dos depoimentos da própria Rita e do parceiro Roberto de Carvalho, um time de músicos, produtores e cantores fala da influência da roqueira, entre os quais Tom Zé, Marisa Monte, Marina Lima e Letrux. (Amauri Arrais)
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O novo álbum de Billie Eilish

Após um disco de estreia que lhe rendeu cinco Grammys, entre os quais o de Artista Revelação e Álbum do Ano, Billie Eilish retorna com “Happier Than Ever”. Lançado há uma semana, o álbum aposta em um pop minimalista e melódico com letras que retratam a fama repentina de Billie, que tem apenas 19 anos, e a pressão estética e mental que vem com uma carreira de popstar. Com 16 faixas, que incluem até mesmo uma canção inspirada na bossa nova, o álbum já está disponível nas plataformas de streaming. (Daniel Vila Nova)
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Concerto inédito de Chick Corea na Osesp

Um concerto com quatro movimentos para trombone (que inclui uma introdução, uma espécie de “passeio”, um movimento mais lírico e até um tango) foi uma das últimas obras compostas pelo norte-americano Chick Corea (1941-2021), um dos grandes nomes do jazz mundial, a pedido do amigo Joseph Alessi, solista da Filarmônica de Nova York. Sua estreia acontece com Alessi em apresentações da Osesp entre os dias 5 e 7, e será transmitida ao vivo no YouTube da Osesp nesta sexta (6). (Isabelle Moreira Lima)
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Debates reúnem escritoras da América do Sul e Alemanha

A partir de 28 de julho, o Goethe-Institut São Paulo vai transmitir o ciclo de conversas “Agora é com elas: literatura e sociedade na América do Sul”. O primeiro encontro trará a argentina Camila Sosa Villada, autora do recém-lançado “O parque das irmãs magníficas” (Tusquets, 2021), falando da representação da violência e a relação entre as palavras e o silêncio. Nos encontros seguintes, vão participar nomes como a brasileira Cidinha da Silva, a peruana Gabriela Wiener, a chilena Lina Meruane e a alemã Zöe Beck. (Betina Neves)
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Os 8 anos da batalha de poesia falada Slam 13

Uma das primeiras batalhas de poesia falada do Brasil, o Slam do 13 ocupa uma plataforma de terminal de ônibus na zona sul de São Paulo desde 2013 e preparou uma programação especial para o mês de julho, transmitida em suas redes sociais. Entre as atrações, haverá pocket poesia ao vivo e uma edição especial da batalha com 13 poetas de Minas Gerais, São Paulo e Rio de Janeiro. Os poetas Michele Santos e Marcio Ricardo também ocuparão o Instagram do Slam durante 24 horas. (Andressa Algave)
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‘Brujas’, a nova exposição de Nuno Ramos em São Paulo

Até o dia 14 de agosto, a galeria Fortes D’Aloia e Gabriel, na zona oeste de São Paulo, será o lar da nova exposição individual do artista Nuno Ramos. Chamada de “Brujas” em homenagem ao pintor espanhol Goya, a instalação inclui 25 obras que jogam com as cores, a luminosidade e a intensidade de um gesto, elemento central de cada quadro. Compostas com carvão, pigmento, grafite e tinta óleo, as obras em sequência formam uma espécie de galeria de retratos. (Leonardo Neiva)
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Novo livro de Olga Tokarczuk, ganhadora do Nobel

Depois de “Sobre os ossos dos mortos” (Todavia, 2019), que teve vendas expressivas no Brasil, “Correntes” (Todavia, 2021) é uma nova oportunidade de conhecer essa interessantíssima escritora polonesa, Nobel de Literatura em 2019. No livro, a autora mistura sua vida com a ficção em relatos, comentários e contos sobre viagens no tempo e no espaço, indo de causos de personagens históricos a reflexões sobre o ato de viajar. “Minha energia vem do movimento — do chacoalhar dos ônibus, do barulho dos aviões, do balançar das balsas e dos trens”, diz a narradora. (Betina Neves)
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AmarElo: filme do concerto de Emicida acaba de entrar na Netflix

Premiado recentemente em Cannes, o rapper paulistano Emicida faz uma nova aparição na Netflix agora em julho. O show gravado no Theatro Municipal de São Paulo, cujos trechos são usados ao longo do documentário “AmarElo - É Tudo pra Ontem”, está disponível na íntegra no streaming desde o dia 15. Como o nome indica, a apresentação traz os hits do seu álbum AmarElo, de 2019, caracterizado por rimas progressivas e batidas ecléticas. (Leonardo Neiva)
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Podcast relembra os 70 anos de história da Bienal

Com apresentação de Marina Person, “Bienal, 70 anos” conta a trajetória do evento, realizado pela primeira vez em 1951, em dez episódios, lançados sempre aos sábados. Quem ouvir vai aprender sobre a história da construção do prédio no Ibirapuera, saber detalhes sobre obras polêmicas, como a que expôs três urubus vivos e conhecer casos curiosos como o do complexo transporte do quadro “Guernica”, de Picasso. A produção é uma parceria do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo. (Betina Neves)
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Primeira exposição individual da artista paulistana Erika Versutti

Já está rolando no Masp a mostra “A Indisciplina da Escultura”, primeira individual de Erika Verzutti já realizada em um museu brasileiro. Importante nome da escultura contemporânea, a artista traz trabalhos em bronze, concreto, pedra e papel machê com caráter insólito, “se recusando a aceitar definições ou tradições estabelecidas” - daí o nome da exposição. Para visitar o museu é necessário fazer o agendamento online. (Betina Neves)
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Livro analisa a relevância do disco “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais

Lançado em 1997 pelo selo independente Cosa Nostra, “Sobrevivendo no Inferno”, dos Racionais MC’s, vendeu mais de 1,5 milhão de cópias e é hoje considerado o álbum mais importante do rap brasileiro. Contendo “Diário de um Detento”, entre outros hits, ele agora virou tema da coleção O Livro do Disco, da editora Cobogó. “Racionais MC’s: Sobrevivendo no Inferno”, de Arthur Rocha, reúne uma miscelânea de vozes num panorama que busca refletir a relevância estética, social e política da obra. (Leonardo Neiva)
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O primeiro de quatro novos singles de Letrux

Na sexta-feira (2), a cantora, compositora e colunista da Gama Letrux lança “I’m Trying to Quit”, primeiro de uma série de quatro singles que a artista promete colocar no ar no segundo semestre. Composta em 2013, a música deu as caras em alguns shows da cantora, mas nunca chegou a ser gravada. Impedida pela pandemia de fazer a turnê do disco “Aos Prantos”, de 2020, Letrux também lançou em fevereiro deste ano o EP “Prantos Pandêmicos”, com releituras de cinco faixas do álbum anterior. (Leonardo Neiva)
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Espetáculo audiovisual com Filipe Catto inaugura série “Instantâneas”

Filipe Catto inaugura a série do Instituto Moreira Salles que busca promover o diálogo entre música e fotografia. Neste sábado (3), às 21h, no canal da instituição no YouTube, Catto protagoniza “Metamorfoses”, com músicas inspiradas na mostra da fotógrafa Madalena Schwartz (1921-1993), que registrou travestis e transformistas de São Paulo na primeira metade dos anos 1970. A mostra está em cartaz até setembro no IMS Paulista. (Amauri Arrais)
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Liniker protagoniza série da Amazon Prime Video

“Manhãs de Setembro” chega à plataforma nesta sexta (25) e tem a cantora Liniker estreando como atriz no papel principal. A produção nacional conta em cinco episódios a jornada de uma mulher trans que deixa sua cidade natal e vai para São Paulo em busca de liberdade e independência, mas é confrontada por um filho que teve no passado. O nome da série é uma menção à música de Vanusa, ídola da personagem. Paulo Miklos, Isa Ordoñez e Gero Camilo também estão no elenco. (Betina Neves)
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O retorno do Kings of Convenience, após 12 anos

Há mais de uma década sem gravar um álbum inédito, a dupla norueguesa Erlend Øye e Eirik Glambek Bøe está de volta com “Peace or Love”. Aos 45 anos, os dois preservam intacto o talento de transformar em singelas canções pop amores, desamores e paixões platônicas, em faixas como “Love is a Lonely Thing”, ao lado de Feist. Oportunidade para novos ouvintes conhecerem esses legítimos representantes de um tipo mais sensível de folk pop, que conquistou os brasileiros nos anos 2000, junto com os escoceses do Belle & Sebastian. (Amauri Arrais)
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MAM da Bahia volta à vida

Depois de quase seis anos fechado, consequência de uma longa reforma somada às restrições da pandemia, o Museu de Arte Moderna da Bahia, também sob nova direção, está reabrindo suas portas -- com mudanças. A maior parte da reforma é de autoria do arquiteto André Vainer, que seguiu os passos de Lina Bo Bardi. O prédio ganhou novo píer, atracadouro e uma reserva técnica. Também recebeu doações, como um retrato de Bo Bardi feito por Bob Wolfenson, que passa a integrar a mostra. (Manuela Stelzer)
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Um perfil de Omar Sy, protagonista de ‘Lupin’

Um dos homens mais populares da França e astro da série “Lupin” (2021), Omar Sy é um fenômeno em ascensão. Após o sucesso de “Intocáveis” (2011), filme francês que lhe rendeu um César, Sy partiu para Hollywood e vem conquistando cada vez mais espaço no cinema americano. No perfil escrito pela jornalista Lauren Collins, a vida, o charme, a insegurança e a carreira do ator são relatadas de maneira íntima e detalhada. Prepare-se para se apaixonar pelo ator. (Daniel Vila Nova)
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Novela ‘Roque Santeiro’ no Globoplay

Para quem tem curiosidade de acompanhar pela primeira vez ou rever a clássica história de Sinhozinho Malta (Lima Duarte), Viúva Porcina (Regina Duarte) e Roque Santeiro (José Wilker), está aí uma bela oportunidade. A novela, que satiriza a exploração da fé popular e chegou a ser proibida pela ditadura, acaba de estrear na Globoplay. O primeiro capítulo está liberado, mas, para assistir a tudo, é preciso ser assinante do streaming. (Leonardo Neiva)
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Ela está de volta

Depois de vencer na categoria de Melhor Canção do Ano no Grammy com "I Can't Breathe" (deixando gigantes como Beyoncé e Taylor Swift para trás), e de conquistar um Oscar pela música original “Fight for You”, a americana H.E.R., de apenas 23 anos, anunciou o lançamento do terceiro álbum da carreira. "Back of My Mind" chega nesta sexta-feira, 18. Uma das músicas, "We Made It", já está disponível. Além desta faixa, o álbum conta outros singles da cantora, como “Come Through”, com Chris Brown, e “Slide”, com o rapper YG. (Manuela Stelzer)
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Os 30 discos mais importantes de 1991

Para a Rolling Stone Brasil, não houve ano tão marcante para a música recente. Ali foram lançados álbuns icônicos como “Nevermind”, do Nirvana, “Metallica”, o disco de metal mais vendido de todos os tempos, e “Dangerous”, o último trabalho do Michael Jackson antes do declínio. No Brasil, teve “Circuladô”, do Caetano, “Tudo Ao Mesmo Tempo Agora”, dos Titãs, e “Mais”, segundo disco da Marisa Monte.(Betina Neves)
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Os segredos do hip hop paulista

Da rima ao beat, da dança ao grafite, o hip hop paulista é rico e repleto de artistas fantásticos. Homenageando essa cultura, OSGEMEOS -- que já contaram sua história para a Gama -- lançam “Segredos”. Um desdobramento da exposição da Pinacoteca, a série terá quatro episódios disponibilizados a partir do dia 10/6 no Youtube da instituição. Há depoimentos de KL Jay, Nelson Triunfo, Speto e Thaíde, entre outros. (Daniel Vila Nova)
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Os livros de Philip Roth e o livro sobre ele

Quer entender por que o nome de Philip Roth não sai das manchetes mais de três anos após sua morte? Em duas reportagens, o Times analisa o legado controverso deixado pelo autor de “Pastoral Americana”. Enquanto uma delas trata da doação de Roth à biblioteca de Newark, outra aborda a polêmica envolvendo o biógrafo do escritor acusado de abuso sexual — o que despertou dúvidas sobre o tratamento que Roth reservava às mulheres. (Leonardo Neiva)
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A live de Gilberto Gil e Juliette

O músico apresenta seu repertório junino neste domingo (13), Dia de Santo Antônio, em show aberto a não assinantes do Globoplay e no Multishow. O arraiá será turbinado pela presença de Juliette, vencedora do “BBB 21”. Ela apareceu em vídeo dividindo os vocais com Gil em “Esperando na Janela”. São esperados clássicos, além de canções do recém lançado “São João em Araras” com hits de Luiz Gonzaga e de outros mestres da sanfona. (Amauri Arrais)
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'Persona', um disco obscuro brasileiro

Mais do que uma produção experimental, “Persona” (1975) é a trilha sonora de uma instalação de Roberto Campadello na XII Bienal de São Paulo, de 1973. Com estética psicodélica, a obra convidava o visitante a "sentar e sentir”, nas palavras do artista. O LP se tornou raro e, agora, é relançado pelo selo paulistano Discos Nada, que também resgatou “Gang 90 & Absurdettes" (1982) e “Fellini - A Melhor Coisa que eu Fiz (1984-90). (Luara Calvi Anic)
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O show pandêmico de um homem só

Escrito, dirigido, atuado e editado pelo comediante Bo Burnham, “Inside” é um especial da Netflix que fala sobre saúde mental na quarentena. Sozinho em casa, Burnham navega em águas ora alegres, ora melancólicas, em uma jornada surrealista na própria mente pandêmica. As canções, marca registrada do comediante, falam sobre luta de classes, cancelamento, sexting, a culpa do homem branco e as dificuldades do facetime com a mãe. (Daniel Vila Nova)
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Já dá para maratonar 'Mare of Easttown'

O sétimo e último episódio da série já está disponível na HBO. E há boas razões para assistir: a atuação impecável da Kate Winslet, que incorpora uma detetive em uma pequena cidade do estado americano da Pensilvânia; o roteiro bem amarrado e a complexidade dos dramas humanos envolvidos. Eles atraem tanto quanto o misterioso assassinato investigado. (Betina Neves)
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O vencedor do Oscar agora em livro

Você já pode ter assistido, mas muito dificilmente leu “Nomadland” (2020), grande ganhador do último Oscar. Isso porque a primeira versão em português do livro que serviu de base para o longa chega em 30/5, pela Rocco. A obra de Jessica Bruder retrata americanos afetados pela crise, que vivem em trailers e pegam trabalhos sazonais. A reportagem inspirou o filme dirigido por Chloé Zhao e com Frances McDormand — ambas premiadas. (Leonardo Neiva)
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Álbuns que contam 25 anos de história

Comemorando seus 25 anos, o Pitchfork revisita sua trajetória por meio de 38 críticas de álbuns históricos. O que começou com um site indie se tornou o veículo digital #1 da música hoje, em grande parte graças a polêmica de sua pontuação de zero a dez, e do cobiçado selo “Best New Music”. Quem ousaria dar uma nota zero para Sonic Youth, ou ilustrar uma crítica com um vídeo de um símio tomando sua própria urina? (Guilherme Falcão)
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Pet Shop Boys no Rio em 1994

Quem busca qualidade de som para ouvir sua banda preferida dificilmente gosta de gravações de shows ao vivo. Agora, quando a saudade de uma boa pista lotada bate forte como nestes tempos pandêmicos, faz todo sentido ouvir a estreia do Pet Shop Boys no Brasil, que acaba de ser remasterizada no álbum “Discovery: Live in Rio 1994”. Dá pra sentir o calor da pista carioca em hits como “West end Girls” e “Suburbia”. (Luara Calvi Anic)
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A obra de Mario Cravo Neto

As investigações na lisergia urbana de Nova York dos anos 70 e o mergulho nas representações das religiões de matriz afro-brasileira contam a história de um dos mais importantes fotógrafos da história do Brasil. Com curadoria de Luis Camilo Osorio, a exposição Espíritos Sem Nomes retoma a trajetória de Mario Cravo Neto (1947 – 2000) ao mostrar 319 fotografias, cadernos, cartas e originais. Em cartaz no IMS. (Guilherme Falcão)
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'Enciclopédia Negra' vira exposição na Pinacoteca

Depois do lançamento do compilado de biografias afro-brasileiras "Enciclopédia Negra" (Cia das Letras, 2021), a Pinacoteca de São Paulo inaugura uma exposição homônima. Gama conversou com um dos autores do livro para entender o processo por trás dos retratos que ilustram a publicação. A mostra reúne 103 trabalhos inéditos, alguns presentes no livro, e ficará disponível para visitação de maio a novembro. Os ingressos já estão disponíveis. (Manuela Stelzer)
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Uma revista epistolar

Pode ser que o formato epistolar esteja um tanto obsoleto, mas está em foco na novíssima revista Presente. Online e gratuita, a publicação trimestral, proposta pela artista Anna Maria Maiolino e o curador Paulo Miyada, dá preferência a textos de correspondência. A primeira edição traz o diálogo entre criadores e outras personalidades da arte, além de um ensaio inédito da autora de ficção norte-americana Ursula K. Le Guin (1929-2018). (Leonardo Neiva)
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Veja (ou reveja) o melhor do cinema de 2020

Acabou deixando de lado as principais estreias do cinema em meio ao caos que foi 2020? Pois o Festival Sesc Melhores Filmes pode te ajudar a recuperar o tempo perdido. Em sua 47ª edição, o evento, que vai até 5 de maio, traz em sua programação longas como “Retrato de uma Jovem em Chamas”, “Honeyland” e o nacional “Três Verões”, com Regina Casé. Todos podem ser acessados online e de graça na plataforma Sesc Digital. (Leonardo Neiva)
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A sinopse do amor verdadeiro na Netflix

A ideia de que o amor é uma língua universal ganha representação audiovisual na série “Meu Amor” (Netflix, 2021), que retrata o sentimento em diferentes culturas ao contar a história de seis casais juntos há mais de 40 anos. Nicinha e Jurema -- duas mulheres negras, faveladas, LGBTQ+ e umbandistas -- são as protagonistas do episódio brasileiro e mostram como é viver o amor longe das idealizações românticas. (Dandara Franco) 
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Debates sobre racismo, pandemia e ditadura

Já está no ar a quarta edição do Festival Serrote, promovido pela revista homônima do IMS, especializada em ensaios sobre cultura e sociedade. Serão quatro debates online, de 15 a 17 de abril, com transmissão ao vivo. Alguns dos destaques são a jornalista vencedora do Pulitzer Isabel Wilkerson, as historiadoras Wlamyra Albuquerque e Heloisa Starling, e o cartunista Claudius Ceccon, em conversas sobre racismo, pandemia e ditadura. (Leonardo Neiva)
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O retorno de Duda Beat

Os fãs de sofrência pop podem se preparar para mais um lançamento da “rainha” do gênero. Às 0h de domingo (14), Duda Beat lança o novo single “Meu Pisêro” em todas as plataformas streaming, e às 11h, o clipe da música. Apesar de ter dado alguns spoilers sobre a novidade em suas redes, a artista ainda não compartilhou nenhum trecho da canção. A esperança é de que seja tão hit quanto “Bixinho”, lançado em 2018. (Dandara Franco)
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Uma edição especialíssima de Macunaína

Ai! que preguiça! O herói sem nenhum caráter voltou em edição especial da Ubu Editora. Lançada originalmente em 2017, a versão capa dura do romance de Mário de Andrade está disponível mais uma vez em pré-venda até 5/3. Com tiragem limitada de 110 exemplares, a edição especial conta com gravuras originais do artista Luiz Zerbini, que também fez a capa. Os exemplares são numerados e assinados pela artista. (Daniel Vila Nova)
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A videografia do Daft Punk

Ao longo da carreira do duo francês, a imagem teve tanto peso quanto o som, basta assistir com atenção seus videoclipes. Colaboraram com diretores de cinema tão experimentais quanto pop como Michel Gondry (“Around the World”) e Spike Jonze (“Da Funk”); e desenvolveram um anime com a lenda Kazuhisa Takenouchi (“Interstella 5555”) cuja trilha está em “Discovery”. E, na era “Human After All”, celebraram a cafonice oitentista do VHS. (Guilherme Falcão)
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As mentiras que Hollywood conta sobre garotinhas

De Drew Barrymore a Britney Spears, passando por Mara Wilson, de “Matilda”, muitas foram vítimas. Em texto ao New York Times, Wilson desabafou sobre os perigos de ser famosa ainda na infância, e como a indústria audiovisual cria meninas para destruí-las depois. A atriz se compara a Spears -- ambas foram sexualizadas pela mídia e tiveram namorados interesseiros. A diferença é que Wilson teve apoio familiar. (Manuela Stelzer)
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Uma exposição sobre visões de árvore indígena ancestral

De etnia Makuxi, o artista indígena Jaider Esbell expõe na Galeria Millan, em São Paulo, sua mostra “Apresentação: Ruku”. São cerca de 60 obras, entre pinturas, desenhos e objetos baseados em visões sobre a árvore-pajé, ou Ruku, um “fruto-tecnologia e uma de minhas avós”, diz o artista, que já deu entrevista a Gama. É dela que sai a tinta usada por indígenas em pinturas corporais e rituais. Em cartaz até 20/3, a entrada é gratuita. (Leonardo Neiva)
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O legado pop de Sophie

Morta no último sábado (30/1), a produtora e compositora escocesa Sophie deixa um legado para a estética do pop deste século: suas canções de batidas distorcidas, texturas digitais e vozes manipuladas discutiam gênero, identidade, aparência, essência. Esta playlist organizada pelo New York Times ressalta composições próprias e colaborações com figuras do calibre de Charlie XCX e Madonna. Vale ouvir seu único disco, de 2019. (Guilherme Falcão)
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O quadro mais roubado da história

“Das últimas duas vezes, o quadro voltou”, disse o prefeito da cidade de Leerdam, na Holanda, se referindo à pintura “Dois Meninos Sorridentes com Caneco de Cerveja” de Frans Hals. Em 2020, o quadro foi roubado pela terceira vez em sua história. Mas o que torna essa pintura tão atraente para ladrões de toda Europa? Nesta reportagem (traduzida para o português) conhecemos a trama que parece saída de um filme dos irmãos Coen. (Daniel Vila Nova)
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Uma genealogia das Boy Bands

Você aí do alto do seu bom gosto torce o nariz prá BTS, da mesma maneira que já deve ter torcido para One Direction, N*SYNC e Backstreet Boys. Mas o que o Escuta, podcast de música do Nexo mostra (ou toca) na primeira edição de 2021 é que essa história é tão antiga quanto a da música pop, que “boy band” é muito mais do que o estigma de jovens fãs descabeladas. E mais: que Beatles e Jackson 5 têm muito a ver com isso. (Guilherme Falcão)
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A batalha pela linguagem visual da contracultura

Neste texto, a crítica de design e arte Madeleine Morley investiga como a estética da contracultura evoluiu, das vanguardas artísticas europeias até o punk, emulando estratégias visuais do mainstream. Contando com depoimentos de membros de grupos como Guerrila Girls e figuras como Malcolm Mclaren, Madeleine discute como os tempos atuais da comunicação digital nos desafia a não alienar, e sim aproximar, as pessoas das causas. (Guilherme Falcão)
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Studio 54 em 2020

Sabe festa boa, que dá vontade de ficar até a última nota musical ser emitida pela caixa de som ou até o primeiro raio de sol sair? O novo álbum da inglesa Jessie Ware, “What’s Your Pleasure” é capaz de levar a essa pista perfeita, ainda que neste momento ela não exista. Com um clima superdisco, faz viajar no tempo: ao ouvir a faixa que dá nome ao disco, teletransporta-se à 1979 de “Born to be Alive”, de Patrick Hernandez, mas com mais classe. A seguinte, “Ooh La La”, mistura o baixo disco com o sintetizador do início dos anos 1980. Incríveis vocais, ecos de Madonna aqui, de dance italiano ali, e um monte de citações de outros marcos da história do pop estão ali – é um prato cheíssimo e delicioso para caçadores de referências. A crítica pirou, é possível que aconteça o mesmo com você.
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Os poemas da vencedora do Nobel

Se para as casas de aposta especializadas o anúncio da vencedora do Nobel de Literatura já foi uma surpresa, muitos leitores brasileiros devem ter ouvido o nome de Louise Glück pela primeira vez por causa do prêmio sueco. Embora a poeta americana seja reconhecida nos EUA, colecionando outros troféus celebrados -- como o Pulitzer e o National Book Award --, ela ainda não teve livros publicados no Brasil. É possível, no entanto, ler seus poemas online, em traduções feitas pelos também escritores Pedro Gonzaga, André Caramuru Aubert e Camila Assad nas revistas literárias Estado da Arte e Rascunho e no portal G1. Para quem se aventura na leitura em inglês, o site da Academy of American Poets também reúne alguns dos versos de Glück. Nascida nos EUA em 1943 e descendente de judeus húngaros, a poeta começou a escrever ainda criança e tem 18 livros publicados. Ao abordar temas como a morte, as rejeições e os traumas, Glück levou o Nobel por “sua voz poética inconfundível que, com beleza austera, torna universal a existência individual”. Para saber mais sobre ela e sua obra, vale ler as críticas do New York Times e da The Atlantic e este texto da Revista Cult, em que o crítico Tarso de Melo a apresenta ao lado de outros bons poetas norte-americanos pouco conhecidos por aqui.
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Um curso de mitologia grega no seu headphone

Os deuses gregos eram parecidos com os humanos, porém cerca de 60 cm mais altos e muito, muito mais belos. Não eram maus, pérfidos, mas ai de quem pisasse em seus calos ou ousasse se comparar com eles. Curiosidades como essas estão no podcast Noites Gregas, do professor gaúcho Cláudio Moreno, que a cada 15 dias reconta, de forma clara e saborosa, histórias da mitologia clássica extraídas de autores como Homero, Ovídio, Heródoto e Plutarco. Vale como exercício intelectual, mas também hedonista, afinal é fácil mergulhar em narrativas tão prazerosas. Também está disponível no Spotify.
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Os cem anos de Clarice Lispector

“Não posso fazer horóscopo porque há dúvidas: não se sabe se nasci em 23 de novembro ou 10 de dezembro. Nem em que hora. E foi num lugar que não figura no mapa: uma aldeia na Ucrânia.” Embora a vida e a obra de Clarice Lispector tenham sido esmiuçadas por biógrafos e pesquisadores, sua data de nascimento, como relatado por ela em uma carta ao escritor espanhol Jose Luis Mora Fuentes, permaneceu sempre uma incógnita. Já que os documentos da imigração falam em 10 de dezembro de 1920, convencionou-se esse dia — o que marca seu centenário nesta semana. Entre as comemorações, que incluíram algumas reedições ao longo do ano e um volume com epístolas inéditas (como aquela à Mora Fuentes), está o lançamento de um site bilíngue dedicado à escritora pelo Instituto Moreira Salles, detentor de seu acervo. Em português e inglês, o portal traz fotos, manuscritos, áudios, vídeos e cartas, além de aulas e textos críticos, e faz parte da Hora de Clarice, evento-homenagem realizado anualmente pelo IMS desde 2011. No embalo das celebrações, o Nexo publica duas análises de especialistas sobre os enigmas que rondam o conto “O Ovo e a Galinha”, misterioso até para a própria autora. (Mariana Payno)
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Uma semana de cinema brasileiro

Uma adolescente trans e youtuber que precisa se adaptar à realidade e aos preconceitos de uma nova escola e o assassinato da vereadora Marielle Franco como inspiração de campanhas políticas de várias mulheres pretas pelo Brasil estão entre os destaques da tradicional Retrospectiva do Cinema Brasileiro do CineSesc, que chega à sua 21ª edição neste ano online e gratuita. “Alice Júnior” e “Sementes: Mulheres Pretas no Poder” estão entre os dez filmes da retrospectiva que ficarão em cartaz entre os dias 10 e 16 de dezembro e podem ser acessados no site da plataforma. Além disso, também haverá uma programação especial dedicada a curtas-metragens contemporâneos, exibidos ao longo de duas semanas, e uma retrospectiva da obra do grande cineasta Leon Hirszman, que permitirá rever alguns clássicos do nosso cinema como “Eles Não Usam Black-Tie” (1981) e “São Bernardo” (1972). (Leonardo Neiva)
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24 horas de puro teatro

Em uma ano atípico para atores e atrizes, a 16ª edição da Virada Cultural, que acontece nos dias 12 e 13 de dezembro, irá prestigiá-los como 2020 não foi capaz. Entre as mais de 400 atrações com o mote "tudo de arte, nada de aglomeração", estarão 27 espetáculos virtuais na série "Novas Formas, um Novo Teatro", com apresentações que fizeram sucesso ao longo do ano, como "(In)Justiça", da Companhia de Teatro Heliópolis; "Novos Normais – Sobre Sexo e Outros Desejos Pandêmicos", da Companhia Os Satyros; e “Siete Grande Hotel”, do Grupo Redimunho. A maratona, que vai das 18h de sábado até o mesmo horário no domingo, ainda conta com oito espetáculos presenciais, como "Mãe Fora da Caixa" e "Os Monólogos da Vagina", que irão seguir os protocolos de segurança relacionados à pandemia e que serão encenados em diferentes teatros da cidade. Além das artes cênicas, artistas como Criolo, Elba Ramalho, Gloria Groove, Arnaldo Antunes e Elza Soares terão seus shows gravados no Theatro Municipal, e transmitidos nos dias do evento. (Manuela Stelzer)
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‘Cidadão Kane’ revisitado

Para quem gosta de cinema, não é nenhuma novidade exaltar o diretor prodígio Orson Welles ou sua obra-prima “Cidadão Kane”, considerada por muitos um dos maiores filmes de todos os tempos. Embora trate da conturbada produção de “Kane”, “Mank”, novo longa de David Fincher, no entanto, prefere não enfocar a trajetória do cineasta, e sim a de seu roteirista James L. Mankiewicz. Baseado num roteiro antigo, escrito pelo pai de Fincher, o projeto praticamente já nasceu como postulante ao Oscar, tanto por seu tema centrado nas glórias e mazelas de Hollywood quanto pelo talento por trás e em frente às câmeras. E as reações iniciais positivas parecem ter vindo só para confirmar essa aposta. Capitaneado por Gary Oldman no papel-título, o elenco é um dos quesitos mais celebrados e conta com Tom Burke na pele de Welles, Charles Dance como o magnata da imprensa William Hearst — em quem Kane foi inspirado — e uma elogiadíssima Amanda Seyfried vivendo a atriz Marion Davies. Já em cartaz nos cinemas brasileiros, a produção da Netflix chega às telas do streaming no dia 4 de dezembro. (Leonardo Neiva)
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Uma celebração do texto jornalístico

Irônico, cético, animado, leal, craque do texto, chefe sem chilique. O jornalista mineiro Geraldo Mayrink (1942-2009) é assim descrito por Humberto Werneck e Luis Nassif no site que reúne alguns de seus grandes escritos publicados nas principais revistas e jornais do país. É o trabalho de anos do filho Gustavo Mayrink, que mergulhou em caixas e pastas para organizar o acervo de cerca de 900 textos produzidos entre as décadas e 1960 e 2000. Mais do que uma reverência pessoal, diz Gustavo, a iniciativa pretende ser um tributo ao jornalismo. “É o resgate de parte fundamental da história da imprensa brasileira a partir de acontecimentos, lembranças e fragmentos que devem ser rememorados, jamais esquecidos.” Para quem visita o site, fica a oportunidade de um curso de estilo, ao observar a elegância com que Geraldo Mayrink cria perfis de artistas, resenha obras e conta histórias, além da vontade de ter conhecido o jornalista. O site funciona como uma revista digital e será atualizado em temporadas, com entrevistas raras, grandes reportagens, críticas de cinema, além de crônicas e ensaios. (Isabelle Moreira Lima)
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Jogue xadrez com a rainha

Se você é uma das 62 milhões de pessoas que maratonou “O Gambito da Rainha”, é bem provável que tenha sido despertado para uma vontade de jogar xadrez. A popularidade da produção foi tamanha que tabuleiros se esgotaram nos EUA e surgiram diversos novos cursos online. Um deles, tem a própria Beth Harmon como professora. O site Chess.com criou robôs que simulam o estilo de jogo e a habilidade de Beth em diversas fases de sua vida. É possível jogar contra a Beth de oito anos, quando ela ainda está aprendendo o básico do jogo, ou desafiar a Beth de 22 anos, que detém o título de campeã mundial do esporte. Ao todo, são sete versões de Beth, cada uma com um nível de desafio diferente para testar sua habilidade contra a maior jogadora de xadrez da ficção. (Daniel Vila Nova)
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Os 25 maiores atores e atrizes do século 21 (até hoje)

A lista compilada por Manohla Dargis e A.O. Scott, principais críticos de cinema do New York Times, já começa anunciando que "estamos numa era de ouro para a atuação". Num esforço louvável de inclusão e diversidade, os nomes variam entre os previsíveis como Nicole Kidman e Willem Dafoe; os inusitados como Melissa McCarthy e Oscar Isaac; e surpresas como o mexicano Gael Garcia Bernal, Mahershala Ali e a atriz chinesa Zhao Tao. Do Brasil, Sônia Braga entra na lista na esteira de suas colaborações com Kleber Mendonça em Aquarius e Bacurau. (Guilherme Falcão)
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Reflexões sobre a língua entre Brasil e Portugal

Organismo vivo, uma língua carrega sempre ambiguidades, múltiplas manifestações e possibilidades de sentido — sobretudo em contextos pós-coloniais. É sobre essa ideia de fragmentação e polifonia da língua portuguesa que se constrói a exposição “Farsa. Língua, Fratura, Ficção: Brasil-Portugal”, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo. Com trabalhos de mais de 50 artistas dos dois países e de diferentes gerações — entre eles Ana Hatherly, Ana Maria Maiolino, Grada Kilomba, Lygia Pape e Carla Filipe —, a mostra explora os usos inventivos, artísticos, poéticos e políticos da língua e da linguagem. A entrada é gratuita, mas a visita deve ser agendada pelo site do Sesc e segue os protocolos de segurança da pandemia. Quem não puder ir pode conferir a galeria virtual da exposição, com obras comentadas, depoimentos e entrevistas com artistas. (Mariana Payno)
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20 anos de MAM em um só lugar

Quando completa 20 anos de existência, o Clube de Colecionadores de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo celebra sua longevidade com uma exposição que reúne destaques do acervo do museu e das coleções particulares do clube. Uma homenagem às 21 edições do clube, a exposição busca celebrar os artistas e obras que contribuíram para a rica história do MAM. Assinadas por nomes como Walter Carvalho, Maureen Bisilliat, Claudia Andujar, Barbara Wagner e Felipe Cama, as 107 obras serão exibidas no MAM de 13 de outubro a 1º de agosto de 2021. A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 12h às 18h. Os ingressos podem ser reservados no site do museu. É possível conferir uma prévia da exposição no perfil do MAM no Google Arts & Culture. (Daniel Vila Nova)
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A maior coleção de revistas do mundo

De acordo com o Guinness, livro de recordes mundiais, o britânico James Hyman é dono do maior arquivo de revistas do planeta, no qual reúne mais de 5 mil publicações e 150 mil edições. Há mais de três décadas, Hyman coleta todo tipo de material impresso que encontra, de revistas à panfletos, e os acomoda em um acervo de "cultura popular impressa", como ele mesmo denominou. Apesar da dificuldade que vive o mundo analógico, o colecionador diz que "é preciso sinergizar a revista física com o ambiente digital", e para o site It’s Nice That, compartilha uma pequena parte de seu tesouro, que inclui diversas capas psicodélicas e uma publicação descrita por Steve Jobs como "o Google em papel", entre outras raridades. (Manuela Stelzer)
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Uma newsletter para não ficar à margem

Sabe qual é a rede social mais quente do momento? A newsletter. Quem diz isso é o New York Times neste texto, que, em relação às “outras redes”, exalta qualidades como o estímulo mínimo (não há alertas e botões de like) e a relação que cria entre autor e leitor. Se há newsletter para tudo neste início de década, de cozinha, a esportes, passando por parentalidade e política, uma boa curadoria vale ouro e representa um atalho imenso para saber o que está rolando por aí. A MargeM newsletter, com pouco mais de cem edições semanais, é essa via expressa para saber sobre tendências de negócios, comportamento, arte e cultura. É escrita pelo jornalista Thiago Ney, que por anos assinou a cobertura de música na Folha de S.Paulo e teve passagens pelo IG e pela Playboy. Ele indica reportagens, artigos, ensaios e crônicas em publicações nacionais e internacionais, além de vídeos e músicas e do seu próprio comentário sobre diversos temas. A news pode ser assinada neste link e há também um Instagram e uma série de playlists com músicas citadas nas mensagens. (Isabelle Moreira Lima)
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Uma celebração da cultura coreana

Se você convive com algum adolescente é certo que já ouviu falar sobre K-pop. Extremamente popular, o gênero musical sul-coreano também arregimentou seguidores no Brasil e ganha uma programação especial no final de semana do dia 23 ao dia 25 de outubro. É quando acontece o K-Expo Brasil, o maior festival de cultura coreana da América Latina. Organizado pelo Centro Cultural Coreano no Brasil, a quarta edição do festival será 100% online e conta com palestras sobre culinária coreana, turismo na Coreia, Taekwondo e é claro, muito K-pop. Os fãs do gênero musical ainda podem conferir uma apresentação exclusiva da banda SF9, feita especialmente para os fãs brasileiros. As atrações serão transmitidas no canal do YouTube do Centro Cultural Coreano de forma gratuita e a programação pode ser vista no Instagram deles. (Daniel Vilanova)
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Sem medo de falar da cultura independente negra

“Eu não preciso citar Bell Hooks para reforçar a importância da mídia independente construída por pessoas negras, seja no BraZil ou no BraSil, né?”, assim o editor-chefe da nova revista Semedobr, Vine Ferreira, apresenta a publicação online que foi lançada nesta semana. A publicação distribui conteúdo ainda em um grupo de WhatsApp, no Instagram e também com newsletter. Os eixos centrais da publicação são moda, com editoriais com pegada ultramoderna, alguns feitos via Facetime; cultura, com entrevistas e vídeos; arte e beleza. A ideia da publicação é que os leitores formem também uma rede de colaboradores: “além de criarmos histórias e mundos, é muito importante documentarmos a cena independente nacional como um todo, então essa carta é também um convite para você tomar seu espaço aqui”, escreve o editor-chefe na primeira edição.
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Heranças do modernismo brasileiro

Quase às vésperas de completar um século, a Semana de Arte Moderna de 1922 não se esgota — afinal, o evento que reuniu Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros no Teatro Municipal da capital paulista lançou o movimento decisivo para praticamente tudo o que veio depois na cultura brasileira. É justamente para falar sobre esse legado que o Sesc São Paulo, em parceria com a USP, reuniu uma turma de superespecialistas no curso online "Releituras do Modernismo": dividido em seis módulos, cada um destrincha a influência modernista em uma área: literatura, arquitetura, cinema, artes visuais, canção popular e teatro. Comandado por grandes professores como José Miguel e Guilherme Wisnik, Flora Sussekind, Veronica Stigger e Augusto Massi, o curso é uma bela oportunidade de aprender sobre o movimento com experts no tema. As aulas acontecem entre os dias 19 e 24 de outubro, e as inscrições já estão abertas no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.
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Ambiência e espacialidade ao pé do ouvido

Nascida para segurar o mundo sob sua língua, “You, at the End” (você, no final) é a peça central de “The Fifth Season”, novo álbum de Lafawndah, lançado no início de setembro. Trombone, tuba, ambiência e uma espacialidade surreal permeiam o disco, inserindo-o numa genealogia de músicos de vanguarda como Brigitte Fontaine e Scott Walker. A iminência cinematográfica de que algo pode acontecer a qualquer segundo é aguda ao longo de todo o disco, mas ainda mais urgente nesta faixa, que lembra a Bjork da era “Volta”, ao mesmo tempo em que conversa com a cantora britânica FKA Twigs e recorda alguma trilha sonora de um filme exibido na madrugada. Lafawndah (née Yasmin Dubois), metade egípcia, metade iraniana, cresceu em Paris, morou no México, passou parte da infância em Teerã e hoje costura referências do jazz de vanguarda, da música de câmara, do folk, da literatura (a canção é um poema da performer Kate Tempest musicado). Para os dias em que o isolamento bater mais forte.
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Arte periférica tão próxima como nunca esteve

Neste fim de semana, de sexta (18) a domingo (20), uma maratona de arte e cultura permite que se conheça a efervescente produção cultural das periferias pela plataforma do Sesc. O Festival Favela em Casa SP reúne artistas independentes -- pretos e periféricos, como lembra a organização -- que estão fora da bolha do mainstream. A curadoria de Andressa Oliveira, moradora do Campo Limpo, extremo sul de São Paulo, e de Marcelo Rocha, da cidade de Mauá, no ABC Paulista, reuniu 35 atrações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais. As transmissões revezam-se entre performances ao vivo e gravações realizadas no Estúdio Curva, na capital paulista, e incluem, além de apresentações artísticas, uma série de bate-papos com convidados; entre eles, a escritora Helena Silvestre, a curadora, poeta, escritora e ativista Abigail Santos Leal e o educador social Mestre Gildásio.
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Música (e um pouco de Kiko Dinucci) no Youtube

Toda semana, a jornalista Fabiane Pereira recebe em seu canal Papo de Música um cantor ou cantora para conversar sobre sua obra e inspiração com o despojamento próprio dos vídeos de Youtube. Nesta edição, o convidado é o músico paulista Kiko Dinucci, que rememora o início da carreira, nos anos 1990, em uma banda de punk rock, e a imersão pelas referências de ritmos e artistas da cidade de São Paulo. Dinucci também fala da atualidade, dos novos projetos, como a produção do disco do rapper Rodrigo Ogi, e do cenário político brasileiro. As entrevistas são curtas, mas, para quem tem saudade dos bate-bolas bem-humorados da televisão, há quadros em que os músicos dão suas palhinhas e comentam canções marcantes, que gostariam de ter composto, entre outros temas.
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O palco do Oficina na tela

Com o terreyro eletrônico – prédio no Bixiga, em São Paulo, projetado por Lina Bo Bardi – de portas fechadas em meio à pandemia, a trupe do Teatro Oficina Uzyna Uzona se reinventa nas telas. Fora de sua icônica sede, o grupo comandado por Zé Celso Martinez Corrêa faz seis apresentações virtuais da peça "O Bailado do Deus Morto", de Flávio de Carvalho, entre 16 de agosto e 2 de setembro. O texto de 1933, censurado naquela época, dá vida às reflexões de um Deus animal sobre a morte, o medo e a fé e foi o último encenado no Oficina antes da quarentena. As apresentações online têm o Zoom como palco e os ingressos estão disponíveis na plataforma Sympla.
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As artimanhas do gênero literário mais brasileiro de todos

Uma crônica é uma boa conversa que pode rodar o mundo, visitar a política, versar sobre o cotidiano, voltar-se para o íntimo, às vezes tudo isso em um mesmo texto, sem perder o fio da meada. Autor de poemas, contos e crônicas (e dessa investigação sobre o bairro da Liberdade), Fabrício Corsaletti dá o curso Artes e Artimanhas da Crônica, pelo Zoom da Escrevedeira em quatro aulas de 13 de agosto a 3 de setembro. Segundo ele, o programa inclui aulas expositivas, com uma linha do tempo da crônica, desde seu surgimento no século 19 até os contemporâneos, e comentários dos textos produzidos por alunos. No programa, estão autores desde Machado de Assis, passando pelos mestres modernos – especialmente Rubem Braga e Nelson Rodrigues –, até chegar nos contemporâneos, como Tati Bernardi, Antonio Prata e Ricardo Terto. Corsaletti traça ainda paralelos entre o gênero e outros como a poesia, o conto e o ensaio. As inscrições estão abertas e o curso custa R$ 330.
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Veja o cinema nacional do carro

Com a pandemia ressuscitando os clássicos cinemas drive-in, as produções brasileiras também revivem. Essa é a promessa do Drive-in Paradiso, que leva grandes filmes brasileiros gratuitamente ao estacionamento da Assembleia Legislativa no Ibirapuera, em São Paulo. A escolha da programação, que passa por títulos como "Bacurau" (2019), "Central do Brasil" (1998) e "De Pernas pro Ar 3" (2019), é da atriz e cineasta Marina Person, com cocuradoria de Rayanne Layssa para a faixa #vidasnegrasimportam — dedicada a filmes de diretores negros, como o premiado "Café com Canela" (2017), de Glenda Nicácio e Ary Rosa.
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Um filme sobre o preço da fama

Uma estrela mirim que tinha tudo para ser um grande sucesso, mas se afasta dos palcos por motivos misteriosos. Essa é a premissa de “Ninguém sabe que eu estou aqui”, novo filme da Netflix e já disponível na plataforma. Isolado em uma fazenda no Chile, o agora adulto Memo, interpretado por Jorge García — o Hurley, de “Lost” —, tem dificuldades de se comunicar com outras pessoas e opta pela solidão. Com um toque de surrealismo, o diretor Gaspar Antillo conduz o espectador pelo labirinto que é a vida do ex-cantor, revivendo os traumas da juventude e os motivos pelos quais Memo não deu sequência a sua carreira musical. 
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Hilda Hilst para iniciantes

Para quem quer se aventurar pela extensa produção de uma das maiores escritoras brasileiras do século 20 mas ainda não sabe por onde começar, a Companhia das Letras disponibiliza um livreto gratuito que introduz ao leitor um pouco do universo pessoal e poético de Hilda Hilst. "Três vezes Hilda" traz uma breve apresentação da vida e da obra da autora por Ana Lima Cecílio, antecipando parte da biografia que deve ser lançada em breve; três cartas lindas do amigo Caio Fernando Abreu enviadas a Hilda no começo dos anos 1970; e três poemas de amor retirados da coletânea "De amor tenho vivido" (2018), da mesma editora.
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Diversão e arte (e um pouco de política) no seu fone

Uma das coisas mais prazerosas da vida é ouvir sobre um assunto que se ama. Se sua paixão está no âmbito da cultura, o “Bravo! Podcast” pode ser um exercício de deleite. Produzido pela redação da revista Bravo!, o programa aborda literatura, música, cinema, teatro e outras artes, sempre entrelaçando os temas com política e fazendo recomendações no caminho. Além de informações, há participações especiais de artistas, como no último episódio, em que o ator Guilherme Weber, a escritora Jarid Arraes e a diretora Daniela Thomas falaram sobre produtos culturais a serem consumidos durante a quarentena.
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O álbum perdido de Neil Young

“Grandes canções sem as quais eu posso viver” ou “aquele que escapou”. É assim que Neil Young define “Homegrown”, álbum gravado entre 1974 e 1975 mas que ficou na gaveta por 45 anos. Composto em uma época conturbada da vida do músico, que tinha acabado de perder amigos importantes e passava por um término de relacionamento, Young optou por não publicar o álbum pois era doloroso e pessoal demais. Meio século depois, foi remasterizado e os fãs de Shakey finalmente podem ouvir o álbum que parecia ter escapado. Foi uma semana rara, em que dois gênios lançaram grandes obras, uma vez que Bob Dylan saiu com o seu novo “Rough and Rowdy Ways”.
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Se você não vai ao cinema…

Um pouquinho dele vem de graça até você. Na plataforma #EmCasaComSesc há uma série de filmes em exibição para assistir em streaming, sob curadoria do CineSesc. Toda semana são disponibilizados quatro novos títulos, longas e documentários, para diferentes tipos de público. Entre os destaques, "Eu Sou Ingrid Bergman" (2015), que remonta a trajetória de uma das mais premiadas atrizes da história do cinema, e um clássico dos anos 1950, "A Carruagem de Ouro" (1952), que marca a volta do francês Jean Renoir à Europa depois de anos morando nos Estados Unidos. Só vale ter atenção às datas: os filmes têm permanência temporária.
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A retomada alternativa do cinema

Aos poucos ir ao cinema deve deixar de ser uma realidade distante. O Memorial da América Latina, em parceria com o Cine Petra Belas Artes, abre nesta semana como drive-in, com uma programação que inclui 27 títulos transmitidos em 43 sessões de terça a domingo. Entre eles estão os inéditos “Os Melhores Anos de uma Vida”, de Claude Lelouch; a nova versão do clássico de Francis Ford Coppola, “Apocalipse Now – Final Cut”; e o brasileiro “Partida”, dirigido por Caco Ciocler. Os ingressos podem ser comprados no site do Cine Petra Belas Artes, com número limitado de carros.
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Mate a saudade do “Beijinho Doce” de Flora e Donatela

“A Favorita”, um dos pontos altos da carreira do roteirista João Emanuel Carneiro (“Avenida Brasil”, 2012), está disponível para assinantes do serviço de streaming Globoplay. Um marco para época, a produção ficou conhecida por subverter a fórmula consagrada da simplicidade das novelas e apresentar personagens complexas, que não caiam no estereótipo de mocinha contra vilã. A trama envolvendo Patrícia Pillar e Claudia Raia é a primeira a chegar a plataforma digital da Rede Globo, que entendeu que nada é mais influente que uma boa novela das nove e passa a disponibilizar um título a cada duas semanas. “Dancing Days”, “Guerra dos Sexos”, “Roque Santeiro”, “Vale Tudo”, “Laços de Família” e o “Clone” estão na lista de próximas adições.
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Gaga comme il faut, pop

Lady Gaga adiou o lançamento de seu novo álbum por conta do coronavírus. Mas agora, mais de dois meses depois de isolamento social, ela lança “Chromatica” quase como um paliativo para quem sente saudades de noite e pista. Colorido e extravagante, o álbum conta com os singles “Stupid Love”, a parceria com Ariana Grande “Rain on Me” e a colaboração com a banda de Kpop BLACKPINK “Sour Candy” . Com 16 faixas, o álbum traz ainda uma participação de Elton John e pode ser encontrado nas plataformas de streaming como Deezer e Spotify.
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Salada musical com MC Duh Black

O rapper MC Duh Black, de "Gaiola É o Troco", regrava "Saigon", de Emílio Santiago. A canção, cuja letra ressoa como muitos lares em tempos de quarentena ("nosso apartamento um pedaço de Saigon"), é parte do projeto global "Deezer Home Sessions", que convidou artistas pop a misturar estilos e gravar covers de músicas icônicas. As versões podem ser escutadas no Deezer.
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Um festival com duplas improváveis da MPB

O isolamento social como regra do momento não impede que artistas talentosíssimos se reúnam em shows virtuais. Impossibilitado de trazer a São Paulo um line-up internacional cheio de nomes célebres, o festival Popload promove encontros semanais entre artistas brasileiros a partir desta semana. O “Home Hour Popload Festival” começa nesta quinta-feira, 14, com a cantora Duda Beat e o ator João Vicente de Castro. Já na próxima quinta, 21, cabe a Manu Gavassi e Letrux a missão de alegrar sua quarentena. E para fechar com chave de ouro, dia 28, Emicida e Tulipa Ruiz unem forças. Os shows podem ser assistidos no Facebook e no canal do YouTube do Popload. O festival foi criado como parte de um fundo de apoio para bartenders. Todos os shows acontecem às 19h.
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Um pouco de magia na pandemia

Faz quase nove anos que o último filme da saga “Harry Potter” foi lançado, mas o amor dos fãs continua implacável. Pensando nisso, a Wizarding World reuniu (virtualmente, é claro) diversos famosos para ler os capítulos do primeiro romance da série em vídeos e áudios fofíssimos, em inglês. O primeiro capítulo é lido pelo próprio Harry, Daniel Radcliffe. Nomes como Eddie Redmayner, Dakota Fanning e David Beckham vão participar da ação, que pode ser encontrada no site do projeto “Harry Potter at Home” e no Spotify.
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Um menu aberto de clássicos da era de ouro da TV

“Não é TV, é HBO”, dizia o anúncio da emissora de TV a cabo mais famosa dos EUA. Pretensiosos? Talvez. Mas se você ficou curioso, é possível tirar a prova na próxima semana. A HBO Brasil disponibilizou o acesso gratuito a algumas de suas minisséries mais premiadas. O épico de guerra “Band Of Brothers”, a série policial “True Detective” e o mistério criminal “The Night Of” estão disponíveis na HBO GO e no site da HBO Brasil até dia 13 de maio. Além das minisséries, também é possível conferir as primeiras temporadas de “Família Soprano”, “Sex and The City” e “Barry”.
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50 filmes franceses premiados em streaming

Godard, Truffaut ou Rohmer? E qual seu filme francês favorito? Se você não sabe o que responder quando esse papo começa (ou, ainda, se é a pessoa que puxa esse tipo de papo), o “Festival Varilux Em Casa” é feito para você. Após o cancelamento da edição de 2020, o Festival Varilux optou por disponibilizar o acervo de filmes exibidos nas últimas edições de forma gratuita. São 50 títulos que vão da mais boba comédia, como “A Última Loucura de Claire Darling”, a thrillers, como “Branca Como a Neve”. Para assistir aos filmes, é preciso acessar o site e se cadastrar.
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Beyoncé e Megan Thee Stallion são Selvagens

Descrever uma mulher como Megan Thee Stallion é uma tarefa difícil. Felizmente, ela já o fez de maneira brilhante. Autoproclamada "Mona Lisa da quebrada", a rapper lançou seu primeiro álbum em 2020 e viralizou no TikTok com seu hit “Savage”. Agora, ela se junta a ninguém mais, ninguém menos que Beyoncé por uma causa nobre. Queen Bey e Megan lançaram um remix da já clássica “Savage”, dessa vez com vocais de Beyoncé, e os lucros serão revertidos para uma organização que combate o coronavírus em Houston, cidade natal das duas cantoras.
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21 anos depois, Jerry Seinfeld

A linha de baixo que abre blocos dos episódios de “Seinfeld” mantém ecos da febre que foi a série décadas depois. Mas, antes de “Seinfeld”, sitcom sobre o nada, que tornou-se ícone da cultura americana, havia Jerry. O comediante nova-iorquino de stand-up está de volta, e dessa vez com material inédito para um especial da Netflix. “23 Hours To Kill” é seu retorno aos palcos após 21 anos. De mensagens de texto a restaurantes ruins, tudo vira piada para um dos mais influentes comediantes americanos de todos os tempos. O especial estreia nesta terça-feira (5) na Netflix.
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Delivery de Ópera

Já pensou conseguir assentos incríveis para assistir a Rossini, Verdi e Bizet em montagens da Metropolitan Opera, uma das mais renomadas do ramo? Bem, você já conseguiu. O assento é seu sofá, basta apenas que acesse esse link disponibilizado no site do MET Opera. Na programação do Nightly Met Opera Stream, há um clássico por noite. As obras ficam disponíveis por 23 horas e fazem parte do longo acervo de mais de 14 anos de gravações da companhia. A programação está disponível no site e inclui até peças contemporâneas como 'Nixon in China', composto e regido por John Adams.
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Um sopro de teatro na sua casa

Programada para ser encenada em São Paulo na última Mostra Internacional de Teatro (MIT-SP), mas cancelada às vésperas da apresentação pelas orientações de distanciamento social, a peça ‘Sopro’, do premiado dramaturgo português Thiago Rodrigues, está disponível na sala online do teatro lisboeta D. Maria II. O texto revisita clássicos da dramaturgia e versa sobre os bastidores das produções, homenageando a figura oculta do ponto, profissional que sopra falas e marcações no ouvido dos atores. Na peça, essa guardiã do texto contracena com cinco atores e diversos fantasmas.