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Shows de Mano Chao, Céu, Otto e mais de mil atrações na Virada Cultural, em SP

Neste fim de semana, SP se transforma em um grande circuito de música, cinema, literatura e performance. Entre os destaques, além de Manu Chao, a dobradinha dub dos jamaicanos do Scientist e Jah9, a festa dos 20 anos de carreira de Céu e Otto canta Reginaldo Rossi. Também vale pegar a sessão ao ar livre de “Frankenstein” (1931) no Museu da Casa das Rosas, e ouvir a ativista Vera Eunice, filha da escritora Carolina de Jesus, no Museu Afro Brasil. A programação está aqui. (Dolores Orosco)
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Exposição “Pintor Preto, Figuração Branca”, de Maxwell Alexandre, em SP

Nome central da arte contemporânea brasileira, o carioca nascido e criado na Rocinha apresenta na Almeida & Dale, em Pinheiros, os desdobramentos do que define como "figuração branca". São cerca de 60 obras inéditas, inspiradas em sua vivência no Clube de Regatas do Flamengo, na Gávea. Após anos pintando exclusivamente corpos negros, o artista propõe agora reflexões sobre hierarquias de poder e a ocupação de espaços tradicionalmente elitizados. Até 30/5. Entrada gratuita. (Amauri Terto)
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Show de lançamento de “SadSexySillySongs”, de Letrux, no Sesc Pinheiros, em SP

Quem já esteve na plateia de algum show de Letícia Novaes, a Letrux, sabe que é sempre uma experiência marcante. Pois neste sábado (4) e domingo (5), a cantora, compositora, escritora e atriz carioca faz uma apresentação (e mais intimista) no palco do Teatro Paulo Autran, em São Paulo. É o lançamento de seu novo álbum, “SadSexySillySongs”, em que a artista reúne músicas inéditas, descritas como tristes, sensuais ou divertidas, em português e inglês. Ingressos a partir de R$ 21. (Amauri Terto)
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“Sexistential", o aguardado retorno de Robyn

Oito anos após o aclamado “Honey”, a popstar sueca está de volta com o que sabe fazer de melhor: transformar vulnerabilidade em música para a pista de dança. Em nove faixas, entre batidas eletrônicas maximalistas e momentos introspectivos, Robyn reflete sobre identidade, sexualidade e o amadurecimento na casa dos 40, com referências sutis à maternidade iniciada em 2022. Robyn volta mais direta e complexa, tratando desejo e autonomia com uma honestidade rara no pop, escreve Jia Tolentino na The New Yorker. (Amauri Terto)
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Macunaíma e a ancestralidade indígena na Pinacoteca de SP

A partir de uma proposta do artista indígena Gustavo Caboco, curador da exposição, "Macunaíma é Duwid" revela a inspiração do personagem de Mário de Andrade na entidade Duwid, presente em cosmologias de povos do norte do país. A partir de sábado (28), obras com autores que vão de Lasar Segall a Denilson Baniwa ocupam o Pina Estação, numa releitura do clássico da literatura brasileira por uma perspectiva indígena. (Leonardo Neiva)
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A investigação da Reuters sobre a identidade de Banksy

Quem é Banksy? Há décadas essa pergunta ronda o mundo das artes e, agora, uma reportagem da Reuters tenta desvendá-la. A investigação reúne pistas, documentos, imagens e deslocamentos para mostrar como o anonimato do grafiteiro britânico é parte da sua obra, da mitologia ao seu redor e do seu valor de mercado. O texto, mais do que revelar uma identidade, aponta os paradoxos de um artista que critica o sistema enquanto movimenta milhões, desafia autoridades e influencia a cultura global. (Ana Elisa Faria)
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“Ataque à Indiferença: Ensaios sobre arte e política”, de Moacir dos Anjos

Uma resposta para quem acha que arte e política não devem se misturar. O livro do crítico e curador Moacir dos Anjos, coordenador-geral do Museu do Homem do Nordeste, que sai pela Cobogó, cumpre a promessa do título. Ele traz 14 ensaios sobre a obra de nomes como Hélio Oiticica, Lygia Pape e Jean-Luc Godard, artistas que compartilham uma recusa em aceitar normas e um compromisso em imaginar novos mundos possíveis. (Leonardo Neiva)