Felipe Vassão fala sobre música pop e I.A. — Gama Revista
Quem tem medo da inteligência artificial?
Icone para abrir
Foto: Arquivo pessoal. Edição: Isabela Durão

3

Podcast da semana

Felipe Vassão: "A música pop vai ser engolida pela IA, mas o artista pop é mais que a música"

Produtor musical de “Amarelo”, do Emicida, e febre nas redes diz que a inteligência artificial já está trazendo benefícios à mixagem, mas que algumas funções devem ser automatizadas, como a criação de trilhas sonoras

Isabelle Moreira Lima 17 de Setembro de 2023

Felipe Vassão: “A música pop vai ser engolida pela IA, mas o artista pop é mais que a música”

Isabelle Moreira Lima 17 de Setembro de 2023
Foto: Arquivo pessoal. Edição: Isabela Durão

Produtor musical de “Amarelo”, do Emicida, e febre nas redes diz que a inteligência artificial já está trazendo benefícios à mixagem, mas que algumas funções devem ser automatizadas, como a criação de trilhas sonoras

O que a inteligência artificial pode fazer com a música? O produtor musical Felipe Vassão afirma que muita coisa. Já está fazendo, como deixando o processo de mixagem mais fácil. “Ainda vamos ver coisas incríveis, sonoramente absurdas. As pessoas vão começar a expandir essas tecnologias para servir às ideias dela”, afirma Vassão, que é o convidado da edição sobre inteligência artificial do Podcast da Semana.

Há 30 anos na produção musical, Vassão é hoje sócio da Santé, uma agência de música que conecta artistas musicais ao mundo da publicidade, e tem no portfólio trabalhos como a produção do álbum “Amarelo”, de Emicida, pelo qual ganhou um Grammy. Ficou muito conhecido também pelos vídeos que faz no Instagram e no Tik Tok e em que explica elementos da produção musical, aponta referências em samples, conta histórias suculentas da indústria fonográfica, entre outros.

Ele acredita que há sim um tipo de música que vai ser mais atingido pelas máquinas, as trilhas sonoras e a música pop. Mas o artista não será, ele diz: “O artista pop é muito mais que a música, ele é uma persona, uma figura, tem desdobramentos. A música pop, em si, vai ser engolida por isso, mas a cultura pop, o culto à personalidade, não tem como.”

Vassão não ignora questões espinhosas como a dos direitos autorais, por exemplo. Sobre isso, acha que uma saída pode ser a cobrança pelo que é usado para a fase de “machine learning”, ou seja, as músicas que são usadas como referência para que a máquina passe a criar.

Ao Podcast da Semana, Vassão falou sobre tudo isso e sobre como o uso de computador para fazer música não é nada novo e sobre a possibilidade de uma greve de músicos, como já acontece no audiovisual dos Estados Unidos.

Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

No link abaixo e também noDeezer,Spotify,Apple Podcast,Google Podcastvocê escuta este episódio.