Objeto de análise

Objetos que são a cara de 2025

Labubu, bebê reborn e perfume do Cebolinha: relembre alguns dos hypes que marcaram 2025 e passaram pelo radar da Gama

31 de Dezembro de 2025
  • Boneco Labubu

    Um boneco peludo e meio pançudinho, com grandes orelhas apontando para cima, bochechinhas rosadas, olhos grandes como os das animações japonesas e um sorriso sapeca cheio de dentes — que você pode considerar fofo ou assustador, dependendo do ponto de vista. Mas não precisa se preocupar. “Apesar da aparência maliciosa, o Labubu tem um bom coração e sempre tenta ajudar, mas acaba acidentalmente fazendo o contrário”, descreve o site da Pop Mart, marca que produz o bichinho. Em apenas 15 carismáticos centímetros, essa pelúcia de vinil feita com PVC e poliéster virou obsessão no mundo todo e hoje surge pendurada em bolsas e mochilas por meio da alça que sai da cabeça do monstrinho. Os bichos, que parecem estar usando casaquinhos peludos, também vêm em várias cores e tipos. Tem Labubu de olhos brilhantes, dormindo, apaixonado… e essa é só a linha básica do brinquedo, chamada “Exciting Macaron”. Fora dela, dá para encontrar o monstrinho na versão sereia, princesa, Halloween ou até em edições especiais, como a coleção com os personagens de “One Piece”. Muitos donos também vêm personalizando seus bonecos com acessórios de marcas como Prada e Louis Vuitton. Você já deve ter visto nas redes alguma celebridade com seu Labubu a tiracolo. Há algum tempo, eles vêm integrando looks de famosos como Rihanna, Dua Lipa e Lisa do grupo de k-pop Blackpink — e da última temporada de “The White Lotus” (2021-). Aqui no Brasil, vem sendo usada por celebridades como a atriz Marina Ruy Barbosa e a influencer Virginia. Mas não é só porque virou queridinho dos ricos e famosos que o boneco está esgotado em quase todos os lugares, teve as vendas presenciais suspensas no Reino Unido sob a justificativa de “preservar a segurança dos consumidores” e já foi alvo de cópias genéricas de todos os tipos por aí — quer maior atestado de sucesso que esse? Saiba mais sobre o Labubu aqui.

  • Chocolate com pistache de Dubai

    Em redes sociais como TikTok ou Instagram, ele se apresenta como um chocolate decorado por fora com linhas amarelas e verdes, feito uma pintura abstrata um tanto desleixada. A surpresa mesmo vem quando algum influencer dá uma bela mordida, fazendo com que a barra exploda numa maçaroca cremosa e verde, aparentemente extracrocante — alguns até incluem no vídeo o efeito sonoro de mastigação para provar. Na verdade, trata-se de uma barra de chocolate com recheio que mistura uma versão crocante do knafe — sobremesa tradicional do Oriente Médio feita com queijo e uma massa bem fina, semelhante à aletria — com pasta tahine e, é claro, muito pistache. A versão que viralizou e hoje corre o mundo é com chocolate ao leite, mas também há variações, como uma edição recente e consideravelmente mais forte, com 72% de cacau na composição. Embora seja possível encontrar uma série de marcas que oferecem barras alternativas por aí, inclusive em dimensões gigantescas, a original tem tamanho médio e pesa 200 gramas. Ah, e a linha Dubai não fica só no pistache. Também inclui oficialmente outras versões com caramelo e manteiga de amendoim ou cereal e brownie de Nutella. Mas não vamos nos enganar, todos sabemos quem é a verdadeira estrela desse filme. Saiba mais aqui.

  • Bebê reborn

    Uma boneca que, de tão hiper-realista, parece um neném humano — a ponto de, muitas vezes, confundir as pessoas mais distraídas. Fabricado artesanalmente, o bebê reborn, que pode “nascer” com o gênero e as características que o cliente escolher, é moldado com pano ou silicone, enchido com fibra de poliéster ou areia de aquário, pintado com uma tinta especial, em camadas, finalizado com verniz, para proteger o material e dar um acabamento de pele com textura de poros, além de ter os fios dos cabelos e dos cílios implantados um a um. A precisão do trabalho é tamanha que esses bebês apresentam veias, dobrinhas, manchas e rubor. Há modelos com o mesmo peso de um recém-nascido de verdade e que até simulam a respiração e os batimentos cardíacos de um bebezinho. Embora ainda bastante associado ao universo infantil, o objeto é frequentemente adquirido por adultos, seja para colecionar, para fins terapêuticos, como o tratamento de mães enlutadas, como um hobby ou como um item de afeto e adorno. No mercado já há algum tempo, os bonecos do tipo viveram uma fase de “boom” no país, com influenciadores digitais mostrando parto reborn, rotina reborn e encontros de colecionadores reborn, um deles, no parque Ibirapuera, em São Paulo, ganhou um documentário realizado pelo apresentador e comentarista de TV Chico Barney. Saiba mais aqui.

  • Livro de colorir “Cozy Friends”

    Um livro com 40 páginas, cada uma com uma cena diferente, para colorir com caneta hidrográfica. As ilustrações, simples e feitas à mão, retratam animais fofos em situações cotidianas, como se fossem seres humanos. Há, por exemplo, o sapo, a moça jacaré e alguns amigos curtindo uma praia, o patinho e a cachorrinha aguardando as roupas na lavanderia, o hipopótamo servindo os clientes na sorveteria e até um encontro romântico entre o urso e a coelhinha na hamburgueria. Criado para ser um passatempo relaxante, dando aos pintores uma sensação de aconchego, o “Cozy Friends” virou febre no TikTok em 2025, com milhares de vídeos apresentando técnicas de pintura, truques para fazer efeitos especiais e dicas para a sombra perfeita e para a textura mais realista. Saiba mais aqui.

  • Leque

    Trata-se de um acessório portátil que, fechado, é como um amontoado compacto e fino de varetas sobrepostas que mede aproximadamente 20 centímetros, e aberto, vira um objeto semicircular, tal como uma meia-lua. Pode ser feito de variados materiais: madeira, bambu e papel são os mais comuns, mas há modelos de plástico, metal e tecidos finos, a exemplo da seda. Há versões monocromáticas, coloridas, com pinturas temáticas — os floridos são bastante populares na Espanha e no Japão —, ilustrações diversas, no formato de bandeira do arco-íris e com estampas com frases ou palavras. É um item secular utilizado manualmente para produzir uma corrente de ar e refrescar o rosto, o pescoço, o colo e o antebraço. Para isso, segurando o leque com uma das mãos, é necessário fazer um breve, porém firme, movimento de levantar e abaixar o instrumento. Logo vem o famoso “vrááá”, barulhinho típico de quando o abano se abre. Em seguida, é só agitá-lo e se ventilar — dica: no TikTok, há uma série de tutoriais de uso. A peça, muito antiga, voltou a ficar popular no Brasil no Carnaval. Com as altas temperaturas, o ornamento, que complementa o visual e dá uma esfriada no calorão, foi ressuscitado e, em 2025, cada vez mais pessoas andaram por aí se abanando pelas ruas, em festivais musicais e shows, como o da diva pop Madonna em Copacabana. Saiba mais aqui.

  • Perfume do Cebolinha

    Uma colônia infantil com “cheilo” de nostalgia. O perfume do Cebolinha — que, na realidade, é um desodorante colônia — tem um caminho olfativo fougère ou, refrescante, que mistura notas cítricas de limão e bergamota, com um fundo amadeirado de âmbar, musk e sândalo. Inspirado em um dos personagens mais populares dos quadrinhos brasileiros, o produto, que vem em um frasquinho de 25 ml — lembra da máxima “nos menores frascos é que existem os melhores perfumes”? —, virou febre nas redes sociais neste ano. E não foi só entre as crianças, mas sobretudo, e inesperadamente, entre adultos que descobriram nele uma fragrância leve e simpática, tornando o item um queridinho da internet.

     

  • Stanley Quencher H2.0 Flowstate Tumbler

    Queridinha dos cervejeiros, daqueles que não esquecem de se hidratar e sempre presente no TikTok, a Stanley lançou um híbrido de caneca e garrafa. O modelo tem a capacidade de aproximadamente um litro, garante a manutenção de temperatura por até sete horas, é feito em aço inoxidável 90% reciclado — de olho no público preocupado com sustentabilidade — e traz uma alça ergonômica e uma tampa giratória com três posições. Com oito cores disponíveis, nos Estados Unidos, o Quencher pode ser personalizado de diferentes maneiras, e pode trazer desde inscrições em cinco tipografias diferentes na vertical ou na horizontal da garrafa até monogramas de três letras. Em 2025, um copo Stanley rosa deu o que falar: a influenciadora Virginia Fonseca deixou-o na mesa enquanto prestava depoimento à CPI das Bets e até confundiu o microfone com o canudo. Saiba mais sobre a garrafa aqui.

  • Câmera digital point-and-shoot

    Um aparelho eletrônico retangular, com uma lente com sensor de proximidade do objeto que se quer fotografar, e um pequeno flash para captura de fotos e vídeos. Junto com itens como a calça de cintura baixa e o gloss com glitter, ela foi reavivada pela nostalgia da cultura do Y2K, que celebra a estética dos anos 2000. A câmera Nikon Coolpix L15 marcou selfies no espelho no início do milênio e agora voltou a ocupar lugar nas mãos de celebridades. Algumas das principais it girls do momento foram vistas usando o equipamento: é o caso da cantora anglo-albanesa Dua Lipa, que rolezou pelo Brasil em 2025,  da modelo palestina Bella Hadid e da influencer americana Charli D’Amelio. A moda é uma trend no TikTok: na hashtag #digitalcamera, além da Nikon, usuários recomendam os melhores modelos de outras marcas e ensinam truques como colocar hidratante labial e plástico filme nas lentes dos celulares para reproduzir uma estética mais retrô. Saiba mais aqui.

     

  • Microfone LARK M2

    Um pequenino microfone de lapela sem fio, um pouco menor do que uma moeda de um real, e que pesa nove gramas. Batizado de LARK M2, o modelo da marca chinesa de tecnologia wireless Hollyland foi o queridinho de 2025 entre os influenciadores digitais. Em vídeos do YouTube, do Instagram e do TikTok, ele está sempre lá: preso em camisas e camisetas, no blazer, no casaquinho, no boné e até na barba. Compacto e discreto, o objeto é utilizado por vloggers, podcasters, streamers, cineastas, publicitários e outros tantos profissionais que desejam fazer gravações de áudio. Mesmo diminuto e aparentemente frágil, o aparelho é potente, com capacidade de capturar muitos detalhes sonoros — com um clique, é possível ligar ou desligar o cancelamento de ruído no transmissor —, e a transmissão de áudio, estável e ininterrupta, chega até 300 metros de alcance. A bateria tem duração de até 40 horas e o estojo de carregamento, com uma única carga que leva menos de uma hora e meia para ser completada, é capaz de carregar o dispositivo totalmente por duas vezes. A peça é compatível com inúmeras câmeras, além de smartphones com sistemas Android e iOS. Saiba mais aqui.

     

  • Plugs de ouvido da Loop

    É verdade que o silêncio vale ouro? Ao menos para a Loop , ele vale bilhões de dólares e um dos grandes hypes da atualidade. Os plugs de ouvido da marca unem eficiência num mundo cada vez mais barulhento e um estilo cool, tornando-os queridinhos da geração Z e dos fãs de eventos musicais. Eles substituem a espuma que muita gente enfia orelha adentro por um filtro capaz de reduzir os sons por igual, em vez de abafá-los. Dependendo do modelo, eles atenuam ou até bloqueiam a entrada de som ambiente. Com um design esperto, quando posicionado no ouvido, o produto se assemelha a um piercing interno bastante estiloso. Outro diferencial é que eles vêm numa variedade de estilos e especificações, com coleções sazonais e parcerias com festivais de música e marcas da moda como a Swarovski. A linha Quiet, por exemplo, apresenta design macio para usar na hora de dormir. Já para situações em que bloquear totalmente o som pode ser um problema, como eventos sociais, há linhas como a Experience e a Engage, que atenuam, mas ainda permitem ouvir o mundo ao redor. Amigos desde o ensino médio, os empreendedores belgas Maarten Bodewes e Dimitri O. tiveram a ideia para a marca após voltarem de uma noitada com um zumbido incômodo nos ouvidos. Ao juntar proteção e estética, a proposta é representar para os ouvidos mais ou menos aquilo que os óculos escuros são para os olhos. Os plugs da Loop também têm se mostrado úteis para quem sofre com hipersensibilidade auditiva, a exemplo de pessoas com autismo e TDAH. Por outro lado, os altos preços aqui no Brasil, que podem chegar a mais de mil reais, ainda tornam seu uso restrito para boa parte da população. Saiba mais aqui.

     

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