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“Lux”, o álbum sinfônico, operístico e radical de Rosalía

Primeiro veio o single “Berghain”, em que a catalã abraça o canto lírico no ônibus e em frente a uma tábua de passar rodeada por uma orquestra sinfônica. “Isso é arte”, a internet decretou. Já era um gosto do que viria com as outras 14 músicas liberadas na última sexta. Com um canto mais lírico (em 13 idiomas), ora com o pé no flamenco, ora na balada, Rosalía surpreende ao propor o contrário de “Motomami” (2022) e se distanciar dos ritmos que estão no topo da Billboard. Vale ouvir essa boa entrevista ao NYT. (Isabelle Moreira Lima)
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“Improviso”, o 26º álbum de Djavan

Aos 76 anos, Djavan reafirma seu posto de alquimista da canção brasileira com o lançamento de seu novo álbum. Com estilo único – fruto da assimilação de conceitos harmônicos da Bossa Nova e da inventividade dos Beatles –, o artista alagoano, radicado no Rio, desdobra o amor em 11 faixas inéditas, incluindo "Pra Sempre", quase lançada por Michael Jackson. O trabalho chega às vésperas da turnê comemorativa de 50 anos de carreira do músico, prevista para correr o Brasil em 2026. (Amauri Terto)
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O novo álbum de Florence + The Machine, “Everybody Scream”

Corpo, mortalidade, misticismo e a experiência de ser mulher se entrelaçam no sexto álbum da banda inglesa. A obra é marcada pela experiência de quase-morte da vocalista Florence Welch, que em 2023 sofreu um aborto espontâneo decorrente de uma gravidez ectópica. O episódio aprofunda o estilo característico do grupo, que combina pop com vocais expressivos e arranjos dramáticos, em uma atmosfera ora sombria, ora ritualística. (Amauri Terto)
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“Juízo Final", o primeiro álbum de Jup do Bairro

Sempre inventiva, a paulistana Jup do Bairro acaba de lançar o que chama de "trilha sonora do fim do mundo". O primeiro álbum completo da premiada multiartista dá continuidade aos elogiados EPs “Corpo Sem Juízo” (2020) e “In.corpo.ração” (2024). Político e experimental, o trabalho reflete o que é ter um corpo dissidente em meio a um sistema violento e opressivo. Do funk ao rock, passando pelo rap, “Juízo Final” traz participações da banda mineira Black Pantera e do maranhense Negro Leo. (Amauri Terto)
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Péricles e pagode no "Tiny Desk Brasil"

Alguns meses atrás, um "Tiny Desk Brasil" com o Péricles era ou sonho distante ou prompt de IA. Mas, após as ótimas apresentações de João Gomes e Metá Metá, a “mesinha” acerta de novo ao chamar o pagodeiro ex-exaltasamba. Com clássicos como “Melhor eu ir” e “Eu e Você Sempre”, Péricles e sua banda Classe Média Alta transformam o cenário em roda de samba, com uma performance que tem tudo para entrar no hall da fama da franquia. (Isabela Durão)
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A psicodelia dançante de Tame Impala em “Deadbeat”

Multi-instrumentista e produtor badalado, Kevin Parker, mente por trás do Tame Impala, curtiu a juventude ao som de techno e house nas raves em áreas rurais da Austrália Ocidental, sua terra natal. A sensação de liberdade e caos dessa experiência foi a maior inspiração de seu quinto álbum, "Deadbeat", que mantém o rock psicodélico característico, agora combinado com grooves e experimentações eletrônicas. O contraponto está nas letras, sobre culpa e desconexão. (Amauri Terto)
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“Fancy Some More?”, o álbum de remixes de PinkPantheress

Com uma nostalgia dos anos 2000 e um eletrônico que mistura UK garage, jungle e dance pop britânico, PinkPantheress é uma das novas sensações do pop. A cantora e produtora inglesa acaba de lançar “Fancy Some More?”, álbum de remixes de sua elogiada mixtape “Fancy That” (2025). Com 22 faixas e na medida das pistas, o projeto traz colaborações que vão de Kylie Minogue a Kaytranada. O Brasil aparece em três parcerias, com Anitta, DJ Caio Prince e Mochakk. (Amauri Terto)
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O álbum “Voodoo” de D’Angelo

Morto na última terça-feira vítima de um câncer de pâncreas aos 51 anos, o cantor foi um precursor do neo soul, gênero que depois englobou Erykah Badu, Solange e até Kendrick Lamar. Era considerado um homem-orquestra, nos moldes de Prince e Stevie Wonder; o Marvin Gaye de seu tempo. Tudo isso fica claro nas 13 faixas do álbum “Voodoo”, de 2000. Além delas, vale ouvir com atenção os hits “Lady,” “Brown Sugar” e “Untitled (How Does It Feel)”. (Isabelle Moreira Lima)