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Shows de Mano Chao, Céu, Otto e mais de mil atrações na Virada Cultural, em SP

Neste fim de semana, SP se transforma em um grande circuito de música, cinema, literatura e performance. Entre os destaques, além de Manu Chao, a dobradinha dub dos jamaicanos do Scientist e Jah9, a festa dos 20 anos de carreira de Céu e Otto canta Reginaldo Rossi. Também vale pegar a sessão ao ar livre de “Frankenstein” (1931) no Museu da Casa das Rosas, e ouvir a ativista Vera Eunice, filha da escritora Carolina de Jesus, no Museu Afro Brasil. A programação está aqui. (Dolores Orosco)
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“Dercy, a Diva Debochada”, de Adriana Negreiros

Uma das maiores atrizes do teatro brasileiro no século 20 ficou mais conhecida pelos palavrões do que pela sua capacidade impressionante de improviso. A jornalista Adriana Negreiros, sua biógrafa, faz justiça com esse importante traço de sua personalidade artística neste novo livro, lançado pela Objetiva. Ela conta como, nascida em meio à pobreza, Dercy sofreu todo tipo de violência de gênero, mas nunca cedeu, para tornar-se a grande estrela da comédia brasileira. (Isabelle Moreira Lima)
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“Muito Romântico”, de Maui 

Na onda do álbum “Melodia&Barulho” que figurou em listas de melhores discos de 2025, o cantor Maui lança o EP "Muito Romântico". As cinco faixas são feitas ao redor de ideias de amor que fogem dos clichês e buscam retratar romances e afetos mais próximos da realidade brasileira. Unindo instrumentação acústica e produção eletrônica, a sonoridade é uma mistura de R&B e funk carioca. Com cara de tarde de domingo, o EP é digno de trilha sonora de novela. (Pedro Malta)
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“Até Cansar o Cansaço", novo álbum de Juliana Linhares

Ansiedade, depressão, falta de tempo e exaustão. A cantora, compositora e atriz potiguar olha para esses sintomas do nosso tempo e propõe antídotos fortes: o canto, a dança, o sonho, as artes e o amor. Com 11 faixas, o trabalho se inspira em experiências com o neurocientista brasileiro Sidarta Ribeiro durante uma residência artística na Cia Brasileira de Teatro, e traz participações de Ney Matogrosso, Anastácia e Agnes Nunes. (Amauri Terto)
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O argentino Milo J no “Tiny Desk”, no YouTube 

Está cada vez mais difícil discordar que são da América Latina os nomes mais quentes da música na atualidade. Prova disso é a performance do artista de 19 anos no escritório da NPR. Nascido em Morón, na Grande Buenos Aires, e fenômeno em seu país natal, ele faz um manifesto cultural ao lado do Agarrate Catalina, célebre grupo de murga uruguaia, trazendo ritmos tradicionais, como candombe e milonga, além de rock e rap. O repertório faz parte de seu último álbum, “La Vida Era Más Corta” (2025). (Amauri Terto)
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“Caymmi”, álbum em que Alice Caymmi revisita a obra do avô Dorival

Para recolocar a obra do ícone baiano na boca do povo, a cantora carioca recria parte do repertório solar de Dorival Caymmi em seu novo trabalho de estúdio. São 12 canções do poeta do mar e da Bahia, incluindo as clássicas “O que é que a baiana tem”, “Modinha para Gabriela” e "Morena do Mar”, em roupagens renovadas, que vão do reggae ao trip-hop. A produção é assinada pelo parceiro de outras empreitadas, Iuri Rio Branco. (Amauri Terto)
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“Superbloom”, de Jessie Ware 

A cantora britânica chega ao terceiro álbum do que pode ser visto como sua trilogia disco, com faixas que parecem icônicas desde a primeira audição. É o caso de “Mr. Valentine”, que traz uma contagiante bateria pós-punk , de “Sauna”, com suas bases meio Giorgio Moroder, de “Ride”, com a pegada ítalo-disco cheia de synth, e da progressão harmônica arrepiante da música que dá nome ao álbum. Para ouvir só e acompanhado de seus predecessores “What’s your Pleasure” (2020) e “That! Feels Good!” (2023). (Isabelle Moreira Lima)
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O encontro de Moby e Jacob Lusk no Coachella 2026, no YouTube

É impossível ficar indiferente aos quatro minutos da performance de Moby ao lado de Jacob Lusk, vocalista da banda Gabriels. Os norte-americanos estiveram juntos nos dois finais de semana do festival para apresentar “Natural Blues”, lançada originalmente por Moby no álbum “Play” (1999). Na versão ao vivo, a faixa é levada por percussão e beats crescentes, que ganham ainda mais impacto com o timbre imponente do convidado. O resultado é catártico, daqueles que só a música pode proporcionar. (Amauri Terto)
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“Cidadão Instigado”, novo álbum da banda de Fernando Catatau

Após 11 anos sem lançar novas músicas, o compositor cearense mais conhecido por sua virtuose na guitarra volta aos estúdios para trazer um álbum que recupera a essência estranha do projeto. Mais one-man-show que na última formação, mas cheio de colaborações com artistas do quilate de Ava Rocha, Juçara Marçal e Kiko Dinucci, Catatau faz um disco dramático e animado ao mesmo tempo, graças às batidas deu seu sampler Roland MV-8800. (Isabelle Moreira Lima)