Como vai sua vida sexual?

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Bloco de notas

Filmes e séries sobre relacionamento hoje

Uma seleção de produções que investigam a sexualidade, a intimidade e as diferentes formas de se relacionar

Filmes e séries sobre relacionamento hoje

02 de Agosto de 2026

Uma seleção de produções que investigam a sexualidade, a intimidade e as diferentes formas de se relacionar

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    Se ainda não assistiu, é hora de correr para o cinema. “O Convite” (2026), dirigido e estrelado por Olivia Wilde, fez sucesso desde sua estreia por tratar de desejos reprimidos e sexualidade no formato de dramédia. No longa, uma adaptação do filme espanhol “Sentimental” (2020), do cineasta Cesc Gay, Joe (Seth Rogan) e Angela (Wilde) caíram na monotonia de um casamento de longa data. O que não ajuda é a contrastante vida sexual barulhenta de seus vizinhos de cima, interpretados por Edward Norton e Penélope Cruz. Em uma tentativa de apaziguar esse incômodo, o primeiro casal convida o segundo para um jantar, sem imaginar que ele se transformaria em uma noite íntima de revelações, de tensões e de um crescente constrangimento. Em uma entrevista a Gama, a psicanalista Cauana Mestre analisa o filme. Disponível nos cinemas.

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    Após sair de um centro de detenção juvenil, Wellington (João Pedro Mariano) percebe que está sozinho no mundo, sem nenhum contato com seus pais ou maneiras de reconstruir sua vida. O personagem vaga pelas ruas de São Paulo, onde conhece Ronaldo (Ricardo Teodoro), um profissional do sexo mais velho que lhe ensina como sobreviver e de quem recebe o apelido que dá nome ao filme: “Baby” (2024). Dirigido por Marcelo Caetano, também conhecido por “Corpo Elétrico” (2017), o longa acompanha o gradual envolvimento dos personagens, que se desenvolve em um romance atravessado por tensões e conflitos. Disponível no Globoplay, no YouTube Filmes e na Apple TV.

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    Muitas vezes guardados a sete chaves, desejos e fantasias sexuais podem nunca ver a luz do dia. Não querendo isso, Molly (Michelle Williams), ao ser diagnosticada com câncer de mama metastático em fase terminal, decide deixar seu marido de quinze anos para explorar plenamente a complexidade de sua sexualidade. Sob direção de Shannon Murphy e Chris Teague, a série “Morrendo por Sexo” (2025) é baseada na história real de Molly Kochan, cuja jornada de autodescoberta foi contada pela primeira vez no podcast homônimo criado junto à sua melhor amiga Nikki Boyer. Trazendo risadas e lágrimas aos rostos de quem assiste, a trama trata de temas delicados, como a doença, a amizade que enfrenta o limite do tempo e a vontade, física e emocional, de viver novas experiências sexuais. Disponível no Disney+.

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    Três filhos crescidos e muitos anos de matrimônio depois, a terapeuta Joy (Toni Colette) e seu marido Alan (Steven Mackintosh) assistem à sua vida sexual desaparecer. Ainda que haja forte presença do amor e parceria entre eles, mas querendo reacender a chama do casamento, decidem abrir o relacionamento. A série “Wanderlust” (2018), de Nick Payne, acompanha esse trato entre o casal que confronta honestidade e busca pelo sexo apenas carnal, sem sentimentos envolvidos com terceiros — um trato que não acontece exatamente como o esperado. Disponível na Netflix.

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    “Easy” (2016–2019) traz histórias sobre relacionamento, amor e sexo  — em Chicago, mas poderiam muito bem acontecer em qualquer lugar. A série, escrita e dirigida por Joe Swanberg, acompanha diferentes personagens interpretados por nomes como Orlando Bloom, Elizabeth Reaser, Dave Franco e Jane Adams. A busca pela criatividade na vida sexual de um casal que já não é mais como antes, duas mulheres que, em meio à paixão, precisam lidar com suas diferenças, o uso de aplicativos de namoro por um casal — essas são algumas das tramas que podemos acompanhar nas três temporadas. Uma série sobre as possibilidades e as realidades do que é amar hoje. Disponível na Netflix.

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    Assim como tudo na vida, um relacionamento aberto pode ter suas confusões, principalmente quando os envolvidos são dois casais de amigos. “Amores à Parte” (2025), de Michael Angelo Covino, trata com humor o caos que permeia essa situação e como o sexo pode revelar lados ocultos das pessoas. Na comédia talvez não tão romântica, Ashley (Adria Arjona) e Carey (Kyle Marvin) presenciam um acidente de carro e, levada pelo momento, a esposa admite a infidelidade e pede um divórcio. O marido, desolado, busca conforto nos amigos Julie (Dakota Johnson) e Paul (Covino), também casados, e se surpreende ao descobrir que eles mantêm uma relação não monogâmica. O novo estilo de relação, agora adotado por ambas as duplas, é colocado à prova quando Carey e Julie se envolvem, criando situações conflituosas que questionam o que antes eram certezas. Disponível no Prime Video e no YouTube Filmes.

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    Uma mãe recém-divorciada, sofrendo pressões de sua chefe em um trabalho ingrato e lutando pela guarda de sua filha recorre ao sexo online para desabafar sobre sua vida pessoal com Trevor (Brandon Flynn). Mas, se já estava sobrecarregada, sua vida termina de virar de cabeça para baixo quando o modelo de webcam é raptado diante dos seus olhos. Após a polícia convencê-la de que a situação não passava de um golpe, Trevor aparece morto. Ao longo dos dez episódios do thriller cômico “Prazer Máximo Garantido” (2026), de David J. Rosen, a protagonista Paula Saunders (Tatiana Maslany) mergulha na investigação do caso por conta própria, que caminha para uma reviravolta. Disponível na Apple TV.

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    Quatro garotas ingressam na prestigiada Universidade de Essex — muito diferentes entre si, se unem pela experiência de navegar pela vida adulta e acadêmica. “A Vida Sexual das Universitárias” (2021-2024) acompanha Kimberly (Pauline Chalamet), Bela (Amrit Kaur), Leighton (Renee Rapp) e Whitney (Alyah Chanelle Scott) e explora os desejos e as descobertas sexuais das personagens. A série, criada pela atriz, roteirista e produtora Mindy Kaling, nos mostra o agitado cotidiano das colegas de quarto, em meio a relacionamentos e questões de identidade. Disponível na HBO Max.

     

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    O filme norueguês “Dreams” (2024) nos apresenta Johanne (Ella Øverbye), que, aos 15 anos, vive uma paixão avassaladora por sua professora de francês. Para lidar com a intensidade de seu despertar sexual, a menina traduz essa experiência em palavras, que encontram moradia em seu diário confessional. Quando sua mãe e avó entram em contato com o texto, decidem que ele é digno de publicação, mas a protagonista vê naquilo somente uma preservação de seu primeiro amor impossível. O confronto entre as três gerações nos temas de amor, identidade e sexualidade surge no longa dirigido por Dag Johan Haugerud. Disponível na Reserva Imovision.

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    Ainda que lançado há quatro décadas, “Ela Quer Tudo” (1986), do diretor Spike Lee, continua uma das representações mais honestas sobre liberdade sexual, um filme que revolucionou a sexualidade negra no cinema. Vencedor do Prêmio da Juventude em Cannes, o narra as relações de Nola Darling (Tracy Camilla Johns) com três namorados distintos, cujos perfis variam do estável ao imaturo. Essa autonomia, no entanto, não é compartilhada por todos, uma vez que os homens querem e insistem por exclusividade. O retrato da independência e da identidade da personagem traz uma inovação na ideia de sexo. Em 2017, a história foi adaptada para uma série de mesmo nome e também sob direção de Lee. Ambos estão disponíveis na Netflix.

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