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O drama de estreia de Hasan Hadi “O Bolo do Presidente”, nos cinemas

Em meio à luta pela sobrevivência que a população iraquiana enfrenta nos anos 1990, cada escola deve preparar um bolo para comemorar o aniversário do presidente. O longa, premiado em Cannes com o Caméra d'Or (melhor filme de diretor estreante), acompanha Lamia, menina sorteada para a tarefa, em sua busca pelos escassos ingredientes do bolo exigido pelas autoridades, explorando a dolorosa realidade de guerra, fome e autoritarismo. (Mariana Pontes)
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Shows de Mano Chao, Céu, Otto e mais de mil atrações na Virada Cultural, em SP

Neste fim de semana, SP se transforma em um grande circuito de música, cinema, literatura e performance. Entre os destaques, além de Manu Chao, a dobradinha dub dos jamaicanos do Scientist e Jah9, a festa dos 20 anos de carreira de Céu e Otto canta Reginaldo Rossi. Também vale pegar a sessão ao ar livre de “Frankenstein” (1931) no Museu da Casa das Rosas, e ouvir a ativista Vera Eunice, filha da escritora Carolina de Jesus, no Museu Afro Brasil. A programação está aqui. (Dolores Orosco)
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“Erupcja”, novo filme de Charli XCX, nos cinemas

A cantora britânica Charli XCX, nome central do pop experimental e do fenômeno “Brat”, vive sua primeira protagonista no cinema em “Erupcja”, de Pete Ohs. Como Bethany, jovem que viaja à Polônia com o namorado, ela entra em crise ao reencontrar Nel, amiga de infância com quem compartilha uma conexão tão intensa que as duas acreditam provocar erupções vulcânicas sempre que se juntam. Com estética lo-fi, fotografia fria e atmosfera noturna, o filme mistura romance, desejo e a melancolia indie perfumada de anos 1990. (Dolores Orosco)
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Os silêncios e ruídos da maternidade em "Surda", nos cinemas

A maternidade costuma aparecer nos filmes envolta em idealizações. O longa de Eva Libertad faz o movimento oposto: olha para o momento a partir das barreiras enfrentadas por uma mulher surda que tenta se encontrar como mãe, parceira e indivíduo em uma sociedade que não foi feita para ela. Ao lado marido, Ángela (Miriam Garlo) vai descobrindo, entre silêncios, ruídos e desencontros, como adaptar a comunicação e a educação da filha num mundo pouco inclusivo. (Ana Elisa Faria)
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O documentário musical “Alma Negra - Do Quilombo ao Baile”, nos cinemas

Dirigido por Flavio Frederico, este filme levou dez anos para ser finalizado – e a espera valeu a pena. Repleto de imagens raras e depoimentos de intelectuais e artistas como Toni Tornado, Zezé Motta, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez e Edneia Gonçalves, o longa revisita o surgimento e a explosão dos bailes black nos anos 1970, em São Paulo e no Rio, fazendo uma ligação direta com os quilombos e uma leitura emblemática sobre resistência e afirmação da identidade negra no país. (Amauri Terto)
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O drama político e familiar "A Sombra do Meu Pai", em cartaz nos cinemas

Ambientado em Lagos, na Nigéria, durante a crise eleitoral de 1993, o longa acompanha um pai e dois filhos pequenos ao longo de um único dia, enquanto tentam atravessar a cidade e voltar para casa em meio à instabilidade política. Dirigido pelo britânico-nigeriano Akinola Davies Jr., o filme transforma a convulsão social do país em pano de fundo para uma história sobre vínculos rompidos, deslocamento, amor e tensão familiar. (Ana Elisa Faria)
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Meryl Streep e Anne Hathaway em "O Diabo Veste Prada 2" 

Igualmente fashionistas e se odiando, a icônica dupla da moda — e do cinema — Miranda Priestly (Streep) e Andy Sachs (Hathaway) está de volta às telas duas décadas depois. Nesta sequência, também com direção de David Frankel, a trama aborda a crise do jornalismo impresso e as novas disputas na indústria do vestuário de luxo, sem abrir mão do jogo de vaidades que fez a fama do primeiro filme. (Ana Elisa Faria)  
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A nova versão de “O Estrangeiro”, pelo cineasta François Ozon, no cinema

Exibido no último festival de Veneza, o longa elogiado pela crítica traz aos cinemas brasileiros um olhar contemporâneo sobre o colonialismo, numa adaptação do livro de Albert Camus que segue fascinando novas gerações. O filme, todo em preto e branco, amplia os papéis femininos dentro da história do apático francês que acaba cometendo um assassinato. Com Benjamin Voisin, Rebecca Marder e Denis Lavant no elenco. (Leonardo Neiva)
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“Vitória Régia”, curta de ficção sobre clima, democracia e direitos territoriais, no YouTube

Como estaria o Brasil caso a tentativa de golpe de 8 de janeiro tivesse se consumado? O curta-metragem “Vitória Régia” apresenta uma realidade paralela em que a Amazônia é rebatizada de Amazon of America, após ser entregue a interesses estrangeiros. Estrelado por Alice Braga, escrito pela jornalista Carol Pires e dirigido por Cisma, o curta conta a participação de lideranças indígenas e artistas Ywyzar Tentehar e Ayra Kopém; e integra a campanha “A Resposta Somos Nós", criada pelo movimento indígena brasileiro. Disponível no Youtube e em vitoriaregia.org. (Luara Calvi Anic)