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A dramédia sexy "O Convite”, dirigida por Olivia Wilde, nos cinemas

Sabe a expressão que diz "a grama do vizinho é sempre mais verde"? Neste filme, é assim que Joe (Seth Rogen) e Angela (Wilde, que também atua) se sentem em relação aos moradores do andar de cima, um casal descolado com uma vida sexual ativa e barulhenta (vivido por Edward Norton e Penélope Cruz). Para agitar a rotina desgastada, eles recebem os vizinhos para jantar e, a partir daí, a noite tem de tudo: vergonha alheia, desejo, humor e melodrama. (Ana Elisa Faria)
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O Cinema Brasileiro no Século 21, mostra gratuita na Cinemateca, em SP

“Cidade de Deus”, “Bicho de 7 Cabeças”, “O Som ao Redor”, “Tatuagem”, "Aboio", “O Invasor” e “Que Horas Ela Volta?” estão entre as 23 obras em exibição na Cinemateca Brasileira. Grátis, a programação, que acontece até 18 de julho, reúne filmes que marcaram a cinematografia nacional entre 2001 e 2020. Para ampliar o debate, a mostra é acompanhada de quatro aulas sobre o tema, transmitidas pelo YouTube da instituição. (Mariana Pontes)
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O bonito e trágico "Um Triste e Belo Mundo", em cartaz nos cinemas

No filme do libanês Cyril Aris, um acidente de carro reúne Nino e Yasmina. No entanto, o que parecia um encontro casual logo se revela um reencontro: os dois eram apaixonados na infância. Entre as bagagens emocionais acumuladas ao longo dos anos e o agravamento da guerra e da crise econômica no Líbano, o vínculo entre eles parece sempre prestes a se romper. Ainda assim, seus caminhos insistem em se cruzar, numa história de amor tão bonita quanto trágica. (Pedro Malta)
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"Quinze Dias", adaptação do best-seller de Vitor Martins, nos cinemas

Felipe (Miguel Lallo) é um adolescente gay, gordo e introvertido que planejava férias escolares entre filmes e séries, bem longe do bullying que costuma sofrer. Seus planos são atrapalhados quando Caio (Diego Lira), o filho atlético da vizinha, passa duas semanas hospedado em sua casa. Dirigido por Daniel Lieff (“Tremembé”), o elogiado romance queer juvenil é embalado pelas descobertas e inseguranças de seus protagonistas, remetendo a “Hoje Eu Quero Voltar Sozinho” (2014), referência do gênero no Brasil. (Amauri Terto)
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O drama de estreia de Hasan Hadi “O Bolo do Presidente”, nos cinemas

Em meio à luta pela sobrevivência que a população iraquiana enfrenta nos anos 1990, cada escola deve preparar um bolo para comemorar o aniversário do presidente. O longa, premiado em Cannes com o Caméra d'Or (melhor filme de diretor estreante), acompanha Lamia, menina sorteada para a tarefa, em sua busca pelos escassos ingredientes do bolo exigido pelas autoridades, explorando a dolorosa realidade de guerra, fome e autoritarismo. (Mariana Pontes)
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Shows de Mano Chao, Céu, Otto e mais de mil atrações na Virada Cultural, em SP

Neste fim de semana, SP se transforma em um grande circuito de música, cinema, literatura e performance. Entre os destaques, além de Manu Chao, a dobradinha dub dos jamaicanos do Scientist e Jah9, a festa dos 20 anos de carreira de Céu e Otto canta Reginaldo Rossi. Também vale pegar a sessão ao ar livre de “Frankenstein” (1931) no Museu da Casa das Rosas, e ouvir a ativista Vera Eunice, filha da escritora Carolina de Jesus, no Museu Afro Brasil. A programação está aqui. (Dolores Orosco)
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“Erupcja”, novo filme de Charli XCX, nos cinemas

A cantora britânica Charli XCX, nome central do pop experimental e do fenômeno “Brat”, vive sua primeira protagonista no cinema em “Erupcja”, de Pete Ohs. Como Bethany, jovem que viaja à Polônia com o namorado, ela entra em crise ao reencontrar Nel, amiga de infância com quem compartilha uma conexão tão intensa que as duas acreditam provocar erupções vulcânicas sempre que se juntam. Com estética lo-fi, fotografia fria e atmosfera noturna, o filme mistura romance, desejo e a melancolia indie perfumada de anos 1990. (Dolores Orosco)
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Os silêncios e ruídos da maternidade em "Surda", nos cinemas

A maternidade costuma aparecer nos filmes envolta em idealizações. O longa de Eva Libertad faz o movimento oposto: olha para o momento a partir das barreiras enfrentadas por uma mulher surda que tenta se encontrar como mãe, parceira e indivíduo em uma sociedade que não foi feita para ela. Ao lado marido, Ángela (Miriam Garlo) vai descobrindo, entre silêncios, ruídos e desencontros, como adaptar a comunicação e a educação da filha num mundo pouco inclusivo. (Ana Elisa Faria)
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O documentário musical “Alma Negra - Do Quilombo ao Baile”, nos cinemas

Dirigido por Flavio Frederico, este filme levou dez anos para ser finalizado – e a espera valeu a pena. Repleto de imagens raras e depoimentos de intelectuais e artistas como Toni Tornado, Zezé Motta, Beatriz Nascimento, Lélia Gonzalez e Edneia Gonçalves, o longa revisita o surgimento e a explosão dos bailes black nos anos 1970, em São Paulo e no Rio, fazendo uma ligação direta com os quilombos e uma leitura emblemática sobre resistência e afirmação da identidade negra no país. (Amauri Terto)