brasil

Imagem de destaque do post
Ler

O rococó tropical de Attílio e Gregorio

“A gente queria o verde das folhas, o amarelo do sol, o laranja do fim de tarde em Copacabana – não o verde-cocô e o amarelo-diarreia das casas da época.” A frase do argentino Gregorio Kramer (1940-2019) define bem o estilo da dupla da qual ele fazia parte. Ao lado do paulistano Attilio Baschera, 87, seu também companheiro da vida, eles reviveram as casas da alta sociedade paulistana dos anos 1970 e 80 em estampas exuberantes da fauna e flora brasileira, um rococó tropical. Essa trajetória é contada no recém-lançado “Attílio e Gregório” (Olhares, 240 págs. R$ 149). O livro do arquiteto e pesquisador Rica Oliveira Lima traz não só um resgate visual dessas criações mas deliciosas fofocas e histórias dos designers que tinham fama de animados nas festas, talentosos no trabalho. "Eram vistos como os loucos, os grandes artistas da época”, conta Sig Bergamin, um dos entrevistados do livro. (Luara Calvi Anic)
Imagem de destaque do post
Ir

A coreografia da vida de Trisha Brown

Até dia 15 de novembro, o Masp expõe a primeira exposição individual da América do Sul dedicada à coreógrafa, dançarina e artista americana Trisha Brown. A mostra reúne 156 obras produzidas entre 1963 e 2005, entre fotografias e filmes de danças coreografadas por Brown e sua companhia, Trisha Brown Dance Company, fundada em 1970, e partituras e desenhos que conversam com seu trabalho como dançarina. O título da exposição, “Coreografar a vida”, traduz a capacidade da artista de incorporar movimentos comuns do dia a dia em suas coreografias. Dividida em oito núcleos, “Corpo democrático”, “Contra a gravidade”, “Transmitir os gestos”, “Acumulações”, “Diagrama em movimento”, “Impulso contraditório”, “Máquinas de dança” e “Desenhar, performar”, a mostra evidencia a complexa relação entre a dança e suas representações visuais, e revela a maestria com que Brown combina suas coreografias com outras áreas do conhecimento, como a matemática, a geografia e a arquitetura. (Manuela Stelzer)
Imagem de destaque do post
Ir

A maior feira de vinhos naturais da América Latina

A Naturebas, feira de vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais, chega à sua oitava edição neste ano com formato misto. Até 30 de novembro, há conteúdo virtual disponível todos os dias no site da feira, além de eventos presenciais pequenos e adaptados à pandemia. Organizada por Lis Cereja, espécie de embaixadora do vinho natural e São Paulo e dona da Enoteca Saint vinSaint, a Naturebas reúne mais de 300 produtores, vinhateiros e importadores na feira virtual e nas 14 masterclasses. Além do vinho (que é dividido entre brasileiros e gringos), outros temas ligados à comida e ao mundo biodinâmico estão na pauta, como os alimentos artesanais e a festa do azeite. A programação completa está aqui e os ingressos podem ser adquiridos aqui. (Isabelle Moreira Lima)