“Eu era o único afeminado, comecei a achar que eu era doente. Quem me libertou foi o Denner. Quando eu vi o Denner na televisão, o costureiro, extremamente afeminado, televisivo, eu falei: ‘Essa raça existe, existe gente como eu, eu existo’.” A declaração é do editor e fundador da Cosac Edições, Charles Cosac, que em vídeo de 43 minutos conta à revista sobre suas “mortes” e “renascimentos”. (Isabelle Moreira Lima)
Um texto cômico leve sobre a vida e a arte na época vitoriana. Assim dá para descrever “Freshwater”, de 1923, única peça da escritora Virginia Woolf, que ganha agora sua primeira tradução no Brasil pela editora Nós. Com trama baseada na fotógrafa e escultora Julia Margaret Cameron, tia-avó de Woolf, o texto foi escrito para entreter os amigos da autora. Talvez por isso, raramente figura entre os objetos de análise crítica de sua obra. (Leonardo Neiva)
Num dia de fevereiro de 2022, o escritor Andrei Kurkov foi acordado pelos estrondos de mísseis russos no seu apartamento em Kiev. Em “Ucrânia - Diário de uma Guerra” (Carambaia, 2025), ele conta como o conflito passou a determinar seu modo de vida, seu jeito de pensar e tomar decisões. A obra é um exemplo — infelizmente cada vez mais comum — do que significa tocar a vida em um cotidiano sangrento. (Leonardo Neiva)
Sabia que o Brasil abriga a maior população japonesa fora do Japão? Por isso, um livro como “Nihonjin” é tão representativo. O romance de estreia de Oscar Nakasato narra a saga familiar de um imigrante japonês orgulhoso de sua nacionalidade, explorando as diferenças entre gerações e os dilemas no centro da comunidade nipônica por aqui. A obra vencedora do Jabuti chega agora em nova edição pela Fósforo. (Leonardo Neiva)
A nova leva de obras do célebre escritor argentino está em pré-venda pela editora Fósforo e deve sair em fevereiro. Os quatro livros incluem desde uma tradução da novelita mais adorada de Aira pelos brasileiros, “Um Episódio na Vida do Pintor Viajante”, até um ensaio autobiográfico. Com posfácios de personalidades como Patti Smith, trata-se de mais uma peça central em meio aos 16 títulos que serão publicados pela editora aqui no Brasil. (Leonardo Neiva)
Um clássico da literatura do Holocausto, publicado há 70 anos e redescoberto recentemente, acaba de receber a primeira edição em português pela Companhia das Letras. Eleito um dos dez melhores livros de 2024 pelo New York Times, reúne as memórias do jornalista e romancista húngaro Debreczeni sobre a vida nos campos de concentração e no “crematório frio”, onde prisioneiros fracos eram abandonados para morrer. (Sarah Kelly)
Na versão brasileira da obra “Dial-A-Poem”, criada pelo poeta e artista performático John Giorno (foto) nos anos 1960, 54 nomes, de Arnaldo Antunes a Zahy Tentehar, gravaram poemas que você pode ouvir ao discar 0800-01-76362. Com curadoria de Marcela Vieira e foco no erotismo, o projeto inclui um telefone-escultura na exposição “Sit in my Heart and Smile” na Coleção Moraes-Barbosa, em SP. Fora do Brasil, ligue +55 11 5039 1344. A partir de sábado (25) até o dia 15/03. (Amauri Terto)