literatura

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Um crime brutal e uma mente perturbada em “O Adversário”, de Emmanuel Carrère

Para sua família, Jean-Claude Romand era um renomado médico a serviço da Organização Mundial de Saúde. Durante 20 anos, viveu essa mentira e, quando seria descoberto, preferiu matar a mulher, os filhos, os pais. Carrère conta a história de um dos mais infames assassinos da França, e como foi a correspondência com ele antes e após o julgamento, em um relato que mostra uma investigação profunda permeada por empatia. (Isabelle Moreira Lima)
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A reedição de “O Livro Amarelo do Terminal", de Vanessa Barbara, pela Fósforo

O cotidiano, os personagens e as histórias das pessoas que passam pelo segundo maior terminal rodoviário do mundo, o do Tietê, em São Paulo. Lançado originalmente em 2008, e premiado com o Jabuti de reportagem, o livro da jornalista e escritora navega por histórias absurdas, como um braço mecânico esquecido no setor de Achados e Perdidos, e faz de seu livro um dos grandes exemplos do jornalismo literário no país. No prefácio, João Moreira Salles escreve que Barbara “chegou à conclusão de que o Terminal Rodoviário do Tietê […] é uma versão condensada do mundo”. Do Brasil, certamente. (Luara Calvi Anic)
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"As Irmãs Nardal", livro sobre pioneiras do feminismo negro

Hoje pouco lembradas, sete irmãs nascidas na Martinica iniciaram, na Paris do entre-guerras, uma revolução silenciosa rumo a uma consciência negra global. Em "As Irmãs Nardal" (Bazar do Tempo, 2025), a jornalista Léa Mormin-Chauvac resgata a história dessas primeiras mulheres negras a entrarem na Sorbonne, que criaram em seu apartamento na periferia parisiense um dos grandes salões intelectuais da diáspora. (Leonardo Neiva)  
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“O Retorno do Barão de Wenckheim”, novo livro do vencedor do Nobel

O anúncio do Nobel de Literatura para o húngaro László Krasznahorkai representou um problema aos leitores brasileiros: somente uma obra do autor, “Sátántangó” (Companhia das Letras, 2022), estava disponível no país. Mas a situação já começa a mudar com o lançamento de “O Retorno do Barão de Wenckheim” (idem, 2025), romance que narra o regresso de um aristocrata arruinado à sua cidade natal. E que venham mais por aí. (Leonardo Neiva)
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“Sepulcros de Caubóis”, três textos póstumos de Roberto Bolaño

Uma nova chave para a escrita de Roberto Bolaño (1953-2003). É o que oferece o livro “Sepulcros de Caubóis” (Companhia das Letras, 2025), reunião de três narrativas inéditas do autor chileno, antecipando e dialogando com obras-primas como “Os Detetives Selvagens” (idem, 2006) e “2666” (2010). As histórias mesclam ficção e autobiografia ao evocar memórias da política e da literatura na América Latina. (Leonardo Neiva)