Bloco de notas da Semana "Mulher: o que falta?" — Gama Revista
Mulher: o que falta?
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©Ana Maria Maiolino

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Semana

Bloco de notas

A força de Elza Soares, a crise da maternidade durante a pandemia, as dificuldades do mercado de trabalho para mulheres. Confira as dicas de leitura, filmes e referências da equipe Gama neste Dia das Mulheres

07 de Março de 2021

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Semana

Bloco de notas

A força de Elza Soares, a crise da maternidade durante a pandemia, as dificuldades do mercado de trabalho para mulheres. Confira as dicas de leitura, filmes e referências da equipe Gama neste Dia das Mulheres

07 de Março de 2021
  • “Quando falam de pessoas negras, o foco tende a ser homens negros; e quando falam sobre mulheres, o foco tende a ser mulheres brancas. Em nenhum espaço é mais evidente do que no vasto corpus de literatura feminista”

    “E EU NÃO SOU UMA MULHER?” (Rosa dos Tempos, 2019) é o primeiro livro da escritora e ativista bell hooks e onde foi extraído o trecho acima. Ela relata o apagamento das mulheres negras, latinas e não-brancas na história das ondas feministas. E reforça a importância do debate sobre gênero e raça na sociedade civil e nos movimentos sociais.

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    ©Netflix

    O BLUES NEGRO FEMININO é protagonista do filme “A Voz Suprema do Blues”, que aborda a história de Ma Rainey’s, conhecida como a Mãe do Blues, e reflete a narrativa da população negra na música. A indicação de melhor atriz no Critics Choice Award foi para VIOLA DAVIS, que interpreta Ma Rainey’s. Viola é também uma das maiores apostas ao Oscar 2021.

  • Com as alterações repentinas de rotina e planejamentos, a pandemia trouxe a tona questões antigas e escancarou novas. Uma delas foi a mudança da relação da MULHER COM A MATERNIDADE. Clínicas que trabalham com congelamento de óvulos registraram até 50% de aumento no procedimento desde o ano passado.

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    ©Revista Cult

    A vereadora ERIKA HILTON representa um marco na luta das mulheres — foi a mulher mais bem votada em todo país e a primeira transexual eleita para a Câmara Municipal de São Paulo. Capa da revista Cult deste mês, ela recentemente participou do programa Roda Viva , em que comentou os ataques que elas e outras parlamentares do PSOL sofreram: “Precisamos garantir a segurança das nossas parlamentares para fazer política. Eu preciso exercer o meu mandato e não posso me sentir coagida. Isso inibe minha atuação”.

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    ©The New York Times

    A maternidade real é um tópico cada vez mais discutido entre as mães: seja o puerpério, a sensação de solidão e as dificuldades em se adaptar ao novo cotidiano. Mas, e quando essa realidade dá uma volta de 360º e é intensificada com algo inimaginável, como uma pandemia? AMERICA’S MOTHERS ARE IN CRISIS, matéria interativa (e imperdível) do New York Times, mostra como as mães já ultrapassaram os seus limites em tempos pandêmicos.

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    Ao longo da história, a ciência contribuiu com a perpetuação do machismo e racismo. Ainda que as mulheres tenham tido participações essenciais para a evolução humana e conquistas tecnológicas. Gama mostrou o poder das MULHERES NA CIÊNCIA ao protagonizar oito cientistas negras brasileiras que marcaram a história da ciência nacional.

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    ©Ana Maria Maiolino

    Em sua produção mais marcante, nomeada como “Por um Fio”, de 1976, a artista ítalo-brasileira Anna Maria Maiolino,78, fotografou a si mesma ao lado de sua mãe e de sua filha, as três conectadas por um fio de macarrão segurado pelas suas bocas. A união das três gerações simboliza RESISTÊNCIA E COMBATE às limitações impostas às mulheres.

  • A desigualdade de gênero fica ainda mais evidente no mercado de trabalho. Em pesquisa realizada pela Harvard Business Review, nota-se um outro tipo de comportamento profissional: HOMENS RECEBEM MAIS FEEDBACK DO QUE AS MULHERES, impedindo, inclusive, o progresso de muitas profissionais.


  • Um ícone de força e ancestralidade, ELZA SOARES canta: “Quebrei a cara e me livrei do resto dessa vida/Mulher do fim do mundo/Eu sou e vou até o fim cantar/Eu quero cantar até o fim/Me deixem cantar até o fim”. Antes de se tornar o ícone da música e ser indicada ao Grammy Latino 2020 como “Melhor Álbum de MPB”, Elza passou por inúmeros abusos, inclusive agressões físicas — tema que ela sempre retorna em entrevistas e canções.

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    ©Daniela Torrente

    A invisibilidade da mulher durante a maternidade pode ser um processo doloroso e ainda mais complicado na pandemia e com  a ausência de uma rede de apoio. A artista paulistana Daniela Torrente traz sua vivência  para as suas obras que envolvem fotografias do cotidiano e a rotina de quarentena. A série “THE EXPLORATION OF THE FEMALE” pode ser vista na exposição do museu virtual MIA Anywhere.