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Air no “Tiny Desk”

Depois de celebrar os 20 anos de “Moon Safari” em passagem pelo Brasil, o duo francês apresenta sua versão mais acústica possível no programa da NPR. Com piano acústico e Rhodes, bateria, violão e, claro, sintetizadores, ouvimos versões quase jazzísticas de "Le Voyage de Pénélope", "Cherry Blossom Girl", "Highschool Lover" e "Dirty Trip" em 17 minutos de puro french touch. (Isabelle Moreira Lima)
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“Pelos olhos do mar", álbum de Lia de Itamaracá e Daúde

Boleros, cocos e cirandas embalam o encontro entre Lia de Itamaracá, ícone da ciranda de Pernambuco, e Daúde, cantora baiana radicada no Rio de Janeiro e conhecida pelo sucesso “Pata Pata”, no final dos anos 1990. Amigas desde aquela época, as artistas dividem o palco desde 2023. Agora, celebrando a ancestralidade africana, consolidam a parceria com releituras e músicas inéditas compostas especialmente para a dupla por nomes como Emicida, Céu, Russo Passapusso e Karina Buhr. (Amauri Terto)
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O novo álbum de Mahmundi, “Bem Vindos de Volta”

Após passagem pela gravadora Universal, a artista carioca retorna à cena independente com seu quarto álbum. Enxuto (oito faixas em pouco mais de 25 minutos), “Bem Vindos de Volta” é um trabalho solar e, por que não, sexy, que aborda o amor em diferentes fases e sob variadas texturas eletrônicas. Destaque para a parceria com o rapper Rico Dalasam em “O Mundo Pode Esperar”, e com a escritora Maria Isabel Iorio no poético interlúdio “Você Vai Perguntar Quem Eu Sou”. (Amauri Terto)
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O álbum “HASOS", de Baco Exu do Blues

Este é o trabalho mais ambicioso do soteropolitano até aqui. A lista de parcerias reúne nomes como Carol Biazin, Joyce Alane, Sued Nunes, Vanessa da Mata e Zeca Veloso. São 18 faixas — entre canções e interlúdios narrados por atores — em que Baco se expõe como num divã, abordando solidão, culpa, autocobrança, depressão e fé. O título vem de “H-AS OS”, abreviação em latim para “a humildade mata o orgulho” presente em uma tela de Caravaggio, e sintetiza a proposta emocional do álbum, que transita pelo rap, soul, jazz, MPB e referências afro. (Amauri Terto)
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“Lux”, o álbum sinfônico, operístico e radical de Rosalía

Primeiro veio o single “Berghain”, em que a catalã abraça o canto lírico no ônibus e em frente a uma tábua de passar rodeada por uma orquestra sinfônica. “Isso é arte”, a internet decretou. Já era um gosto do que viria com as outras 14 músicas liberadas na última sexta. Com um canto mais lírico (em 13 idiomas), ora com o pé no flamenco, ora na balada, Rosalía surpreende ao propor o contrário de “Motomami” (2022) e se distanciar dos ritmos que estão no topo da Billboard. Vale ouvir essa boa entrevista ao NYT. (Isabelle Moreira Lima)
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“Improviso”, o 26º álbum de Djavan

Aos 76 anos, Djavan reafirma seu posto de alquimista da canção brasileira com o lançamento de seu novo álbum. Com estilo único – fruto da assimilação de conceitos harmônicos da Bossa Nova e da inventividade dos Beatles –, o artista alagoano, radicado no Rio, desdobra o amor em 11 faixas inéditas, incluindo "Pra Sempre", quase lançada por Michael Jackson. O trabalho chega às vésperas da turnê comemorativa de 50 anos de carreira do músico, prevista para correr o Brasil em 2026. (Amauri Terto)
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O novo álbum de Florence + The Machine, “Everybody Scream”

Corpo, mortalidade, misticismo e a experiência de ser mulher se entrelaçam no sexto álbum da banda inglesa. A obra é marcada pela experiência de quase-morte da vocalista Florence Welch, que em 2023 sofreu um aborto espontâneo decorrente de uma gravidez ectópica. O episódio aprofunda o estilo característico do grupo, que combina pop com vocais expressivos e arranjos dramáticos, em uma atmosfera ora sombria, ora ritualística. (Amauri Terto)
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“Juízo Final", o primeiro álbum de Jup do Bairro

Sempre inventiva, a paulistana Jup do Bairro acaba de lançar o que chama de "trilha sonora do fim do mundo". O primeiro álbum completo da premiada multiartista dá continuidade aos elogiados EPs “Corpo Sem Juízo” (2020) e “In.corpo.ração” (2024). Político e experimental, o trabalho reflete o que é ter um corpo dissidente em meio a um sistema violento e opressivo. Do funk ao rock, passando pelo rap, “Juízo Final” traz participações da banda mineira Black Pantera e do maranhense Negro Leo. (Amauri Terto)