Conteúdos sobre arte na Gama Revista

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Museu da Língua Portuguesa reabre em São Paulo

O museu, que já recebeu mais de 4 milhões de visitantes, reabre ao público a partir deste sábado (31), após o incêndio que destruiu parte do prédio em 2015. Boa parte do acervo permanente foi preservado e atualizado, com suas instalações interativas em que o visitante é parte da exposição. Entre as novidades, há um terraço com vista para o Jardim da Luz e a torre do relógio. O espaço, que homenageia o arquiteto Paulo Mendes da Rocha, também terá um café. Os ingressos, com dia e hora marcados, estão à venda apenas no site. (Amauri Arrais)
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Pode a arte dizer não?

Em uma tentativa de encontrar o lugar da arte em tempos de barbárie, o espaço independente de artes visuais Ateliê 397 inaugurou, no dia 22 de julho, a exposição "Dizer Não", aberta até meados de setembro na nova sede do estúdio, localizado no bairro da Barra Funda, em São Paulo. Reunindo artistas como Cildo Meireles, Juçara Marçal e Clara Ianni, a mostra reflete sobre o papel da arte em meio à lutas políticas, reivindicações sociais e pandemia, em um momento em que sua própria sobrevivência está em risco. (Manuela Stelzer)
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‘Brujas’, a nova exposição de Nuno Ramos em São Paulo

Até o dia 14 de agosto, a galeria Fortes D’Aloia e Gabriel, na zona oeste de São Paulo, será o lar da nova exposição individual do artista Nuno Ramos. Chamada de “Brujas” em homenagem ao pintor espanhol Goya, a instalação inclui 25 obras que jogam com as cores, a luminosidade e a intensidade de um gesto, elemento central de cada quadro. Compostas com carvão, pigmento, grafite e tinta óleo, as obras em sequência formam uma espécie de galeria de retratos. (Leonardo Neiva)
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AmarElo: filme do concerto de Emicida acaba de entrar na Netflix

Premiado recentemente em Cannes, o rapper paulistano Emicida faz uma nova aparição na Netflix agora em julho. O show gravado no Theatro Municipal de São Paulo, cujos trechos são usados ao longo do documentário “AmarElo - É Tudo pra Ontem”, está disponível na íntegra no streaming desde o dia 15. Como o nome indica, a apresentação traz os hits do seu álbum AmarElo, de 2019, caracterizado por rimas progressivas e batidas ecléticas. (Leonardo Neiva)
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Podcast relembra os 70 anos de história da Bienal

Com apresentação de Marina Person, “Bienal, 70 anos” conta a trajetória do evento, realizado pela primeira vez em 1951, em dez episódios, lançados sempre aos sábados. Quem ouvir vai aprender sobre a história da construção do prédio no Ibirapuera, saber detalhes sobre obras polêmicas, como a que expôs três urubus vivos e conhecer casos curiosos como o do complexo transporte do quadro “Guernica”, de Picasso. A produção é uma parceria do UOL com a Fundação Bienal de São Paulo. (Betina Neves)
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Primeira exposição individual da artista paulistana Erika Versutti

Já está rolando no Masp a mostra “A Indisciplina da Escultura”, primeira individual de Erika Verzutti já realizada em um museu brasileiro. Importante nome da escultura contemporânea, a artista traz trabalhos em bronze, concreto, pedra e papel machê com caráter insólito, “se recusando a aceitar definições ou tradições estabelecidas” - daí o nome da exposição. Para visitar o museu é necessário fazer o agendamento online. (Betina Neves)
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MAM da Bahia volta à vida

Depois de quase seis anos fechado, consequência de uma longa reforma somada às restrições da pandemia, o Museu de Arte Moderna da Bahia, também sob nova direção, está reabrindo suas portas -- com mudanças. A maior parte da reforma é de autoria do arquiteto André Vainer, que seguiu os passos de Lina Bo Bardi. O prédio ganhou novo píer, atracadouro e uma reserva técnica. Também recebeu doações, como um retrato de Bo Bardi feito por Bob Wolfenson, que passa a integrar a mostra. (Manuela Stelzer)
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Documentários musicais para todos os gostos

Unindo a paixão por cinema e música, fica no ar até 27 de junho o 13º In-Edit, Festival Internacional do Documentário Musical. Com 50 filmes na programação, o evento acontece online e começa com uma homenagem a D.A. Pennebaker (1925-2019), diretor do clássico sobre Bob Dylan “Don’t Look Back”. Há longas para todos os gostos, do hip hop ao heavy metal, além dos focados em figuras como Jair Rodrigues e Luiz Melodia. Os nacionais podem ser acessados grátis, e os internacionais saem por R$ 3. (Leonardo Neiva)
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Para entender os games

Se você sempre quis saber mais sobre games, mas seu repertório se limita aos cogumelos e às estrelas do Mario Bros., o MAM tem o curso perfeito para você. “Videogame – arte e interação no mundo de hoje, com Francisco Tupy” é uma série virtual de quatro encontros que exploram a relação dos jogos com o campo da arte e da história. O curso começa no dia 7 de julho e segue por todas as quarta-feiras do mês, das 19h às 21h. O valor é R$ 320.  (Daniel Vila Nova)
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Os segredos do hip hop paulista

Da rima ao beat, da dança ao grafite, o hip hop paulista é rico e repleto de artistas fantásticos. Homenageando essa cultura, OSGEMEOS -- que já contaram sua história para a Gama -- lançam “Segredos”. Um desdobramento da exposição da Pinacoteca, a série terá quatro episódios disponibilizados a partir do dia 10/6 no Youtube da instituição. Há depoimentos de KL Jay, Nelson Triunfo, Speto e Thaíde, entre outros. (Daniel Vila Nova)
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'Persona', um disco obscuro brasileiro

Mais do que uma produção experimental, “Persona” (1975) é a trilha sonora de uma instalação de Roberto Campadello na XII Bienal de São Paulo, de 1973. Com estética psicodélica, a obra convidava o visitante a "sentar e sentir”, nas palavras do artista. O LP se tornou raro e, agora, é relançado pelo selo paulistano Discos Nada, que também resgatou “Gang 90 & Absurdettes" (1982) e “Fellini - A Melhor Coisa que eu Fiz (1984-90). (Luara Calvi Anic)
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O ano em que a música mudou o mundo

A série documental “1971” é uma aula de história, política e cultura pop em doses viciantes. A cada episódio, foca em três ou quatro artistas que lançaram álbuns relevantes há 50 anos e que foram ator ou reflexo da política da época. No primeiro episódio, conta o efeito poderoso do álbum “What’s Going On”, de Marvin Gaye, que com muita elegância passou a mensagem dura e dolorosa tão necessária à época. Vale a audição do álbum também. (Isabelle Moreira Lima)
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O vencedor do Oscar agora em livro

Você já pode ter assistido, mas muito dificilmente leu “Nomadland” (2020), grande ganhador do último Oscar. Isso porque a primeira versão em português do livro que serviu de base para o longa chega em 30/5, pela Rocco. A obra de Jessica Bruder retrata americanos afetados pela crise, que vivem em trailers e pegam trabalhos sazonais. A reportagem inspirou o filme dirigido por Chloé Zhao e com Frances McDormand — ambas premiadas. (Leonardo Neiva)
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Álbuns que contam 25 anos de história

Comemorando seus 25 anos, o Pitchfork revisita sua trajetória por meio de 38 críticas de álbuns históricos. O que começou com um site indie se tornou o veículo digital #1 da música hoje, em grande parte graças a polêmica de sua pontuação de zero a dez, e do cobiçado selo “Best New Music”. Quem ousaria dar uma nota zero para Sonic Youth, ou ilustrar uma crítica com um vídeo de um símio tomando sua própria urina? (Guilherme Falcão)
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A obra de Mario Cravo Neto

As investigações na lisergia urbana de Nova York dos anos 70 e o mergulho nas representações das religiões de matriz afro-brasileira contam a história de um dos mais importantes fotógrafos da história do Brasil. Com curadoria de Luis Camilo Osorio, a exposição Espíritos Sem Nomes retoma a trajetória de Mario Cravo Neto (1947 – 2000) ao mostrar 319 fotografias, cadernos, cartas e originais. Em cartaz no IMS. (Guilherme Falcão)
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O álbum branco de João Gilberto

Está finalmente disponível nas plataformas de streaming o célebre disco de João Gilberto de 1973, também conhecido como “álbum branco”. Violão, voz, e a singela percussão de Sonny Carr dão o tom das canções hipnóticas, meditativas e repetitivas, que teriam sido influenciadas pelo contato do João com os Novos Baianos. Com produção de som de Wendy Carlos, canções como “Águas de Março”, “Avarandado” e “Eu Quero um Samba” soam como nunca as ouvimos antes (nem depois). (Guilherme Falcão)
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'Enciclopédia Negra' vira exposição na Pinacoteca

Depois do lançamento do compilado de biografias afro-brasileiras "Enciclopédia Negra" (Cia das Letras, 2021), a Pinacoteca de São Paulo inaugura uma exposição homônima. Gama conversou com um dos autores do livro para entender o processo por trás dos retratos que ilustram a publicação. A mostra reúne 103 trabalhos inéditos, alguns presentes no livro, e ficará disponível para visitação de maio a novembro. Os ingressos já estão disponíveis. (Manuela Stelzer)
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O novo vídeo dos Chemical Brothers

Alerta de gatilho: o videoclipe de “The Darkness That You Fear”, a nova canção dos veteranos do breakbeat, contém cenas de boate, beijo na boca, aglomeração e muito, mas muito contato físico. Todas elas são colorizadas em tons luminosos sobre uma base preta, para lembrar que este momento de agora terá, sim, seu final e que um dia estaremos todos festejando, aglomerando, juntos, de novo. (Guilherme Falcão)
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Uma revista epistolar

Pode ser que o formato epistolar esteja um tanto obsoleto, mas está em foco na novíssima revista Presente. Online e gratuita, a publicação trimestral, proposta pela artista Anna Maria Maiolino e o curador Paulo Miyada, dá preferência a textos de correspondência. A primeira edição traz o diálogo entre criadores e outras personalidades da arte, além de um ensaio inédito da autora de ficção norte-americana Ursula K. Le Guin (1929-2018). (Leonardo Neiva)
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A grande ciência de Laurie Anderson

Em 1982 a artista multimídia Laurie Anderson assinou um contrato de 7 álbuns com a gravadora Warner. O primeiro deles, Big Science, teve um hit improvável, O'Superman, poesia musicada com ares de mensagem de secretária eletrônica de 8 minutos de duração. O álbum acaba de ser relançado numa bela edição limitada em vinil vermelho, e está disponível também nas plataformas de streaming. (Guilherme Falcão Pelegrino)
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A história da Tropicália em 20 álbuns

Um dos mais importantes e revolucionários movimentos musicais brasileiros, a Tropicália é motivo de orgulho internacional 50 anos depois de seu surgimento. A Pitchfork, uma importante publicação musical dos EUA, selecionou 20 álbuns essenciais para mergulhar na história do movimento. Além de uma entrevista com Tom Zé, cada álbum escolhido é acompanhado por um texto de um crítico musical. (Daniel Vila Nova)
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Já ouviu falar em cryptoart?

Também conhecido como NFT (token não-fungível, em português), o termo inundou a internet nos últimos dias e gerou dúvidas entre os internautas. Espécie de selo criptográfico que representa algo único, a cryptoart pode ser utilizada como prova de origem e autenticidade de obras mesmo em ambiente virtual. A matéria do TAB UOL dá um panorama sobre o tema e levanta, além das soluções, possíveis problemas da cryptoart. (Manuela Stelzer)
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Aprendendo sobre arte sem sair de casa

Quer aprender mais sobre a história da arte ou o cinema africano? Esses e outros temas integram cursos online oferecidos por algumas das principais instituições artísticas do Brasil. No MIS, as inscrições estão abertas para cursos de audiovisual e fotografia, enquanto no Masp as principais opções são semestrais e focadas nas artes plásticas. A B_arco também oferece aulas sobre artes, audiovisual e escrita, para quem já atua ou quer atuar nessas áreas. (Leonardo Neiva)
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Arte de rua paulistana

Com obras espalhadas por cinco regiões de São Paulo, o Museu de Arte de Rua promove o projeto MAR360º, um passeio com imersão virtual por 110 km. São obras de diversos artistas presentes em prédios e muros por toda a metrópole. Para visualizar, é só acessar o site e escolher no mapa a região que deseja visitar. Há ainda a possibilidade fazer download de um tour virtual completo. (Dandara Franco)
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Uma exposição sobre visões de árvore indígena ancestral

De etnia Makuxi, o artista indígena Jaider Esbell expõe na Galeria Millan, em São Paulo, sua mostra “Apresentação: Ruku”. São cerca de 60 obras, entre pinturas, desenhos e objetos baseados em visões sobre a árvore-pajé, ou Ruku, um “fruto-tecnologia e uma de minhas avós”, diz o artista, que já deu entrevista a Gama. É dela que sai a tinta usada por indígenas em pinturas corporais e rituais. Em cartaz até 20/3, a entrada é gratuita. (Leonardo Neiva)
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'Ninguém consegue criar sem limites'

Diz o educador e palestrante Charles Watson. Em nova turma do workshop semestral “O Processo Criativo - Assoviando e Chupando Cana”, que começa no dia 8 de março, Watson tece conexões improváveis entre assuntos diversos, de arte contemporânea a neurociência. E relembra: a criatividade não é uma qualidade livre e autônoma, é preciso internalizar as regras do jogo para jogá-lo de fato. No dia 3/3, uma palestra gratuita inaugura a turma. (Manuela Stelzer)
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A primeira vez de Bethânia

É com os maiores hits de seu repertório, muitos de shows como Brasileirinho e Rosa dos Ventos, que Maria Bethânia estreia no mundo das lives, quase um ano depois do formato ter se tornado a única saída para a música ao vivo. Será transmitido neste sábado (13), às 22h, pela Globoplay, com sinal aberto para não-assinantes. Será a primeira vez que a baiana se apresenta sem ter aplausos e retorno do público em seus 56 anos de carreira. (Dandara Franco)
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Aulas de arte no MoMA

Se você é vidrado em arte, ter aulas no MoMA, o Museu de Arte Moderna de Nova York, já não é mais um sonho distante. A instituição abriu no site Coursera uma série de cursos online gratuitos em diversas áreas, da moda à arte contemporânea. São oito sessões com diferentes professores e legendas em português. Para quem faz questão de receber um certificado ao final, é preciso desembolsar um total de US$ 30 (cerca de R$ 160). (Leonardo Neiva)
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A vibrante noite paulistana de Madalena Schwartz

A fotógrafa de ascendência húngara Madalena Schwartz, cuja obra está exposta no IMS, morava no centro de São Paulo, estrategicamente posicionada para registrar com suas lentes o rebuliço, a efervescência e a exuberância da noite: transformistas, travestis, um espectro maravilhoso de identidades, sexualidades e verdades. Entre os retratados estão Ney Matogrosso e os Dzi Croquettes. Ah, a saudade da aglomeração… (Guilherme Falcão)
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O quadro mais roubado da história

“Das últimas duas vezes, o quadro voltou”, disse o prefeito da cidade de Leerdam, na Holanda, se referindo à pintura “Dois Meninos Sorridentes com Caneco de Cerveja” de Frans Hals. Em 2020, o quadro foi roubado pela terceira vez em sua história. Mas o que torna essa pintura tão atraente para ladrões de toda Europa? Nesta reportagem (traduzida para o português) conhecemos a trama que parece saída de um filme dos irmãos Coen. (Daniel Vila Nova)
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Um papo entre amigos com Raduan Nassar

Pouco antes do aniversário de 85 anos de Raduan Nassar, em outubro de 2020, a escritora Marilene Felinto e o cineasta Luiz Fernando Carvalho (que levou “Lavoura Arcaica” para o cinema em 2001) fizeram uma visita ao amigo e gravaram a conversa. O papo, em que o veterano da literatura brasileira fala sobre velhice, política, maconha, agricultura e criação literária, está na edição de janeiro da revista Quatro Cinco Um. (Mariana Payno)
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Cinema francês direto de casa

Até 15/2, o My French Film Festival exibe online 33 produções de uma das principais indústrias cinematográficas do mundo. Entre os destaques, estão a animação “Josep” (2020), que fez sucesso na Mostra de São Paulo, a comédia “Enorme” (2020), incluída no top 10 da revista Cahiers du Cinéma, e o clássico “Orfeu” (1950), de Jean Cocteau. Os longas estão disponíveis gratuitamente no Spcine Play, no Belas Artes à La Carte e no site do festival. (Leonardo Neiva)
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A batalha pela linguagem visual da contracultura

Neste texto, a crítica de design e arte Madeleine Morley investiga como a estética da contracultura evoluiu, das vanguardas artísticas europeias até o punk, emulando estratégias visuais do mainstream. Contando com depoimentos de membros de grupos como Guerrila Girls e figuras como Malcolm Mclaren, Madeleine discute como os tempos atuais da comunicação digital nos desafia a não alienar, e sim aproximar, as pessoas das causas. (Guilherme Falcão)
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29 contos sobre o mundo hoje

Um grupo de pessoas se junta para, em meio a uma pandemia, contar histórias e fugir dos horrores de uma nova praga. A premissa de “Decamerão”, clássico italiano de Giovanni Boccaccio, serviu como ponto de partida para o novo projeto do New York Times, “Decameron Project”. Inspirados no livro do século XIV, o jornal americano produziu uma coletânea de contos baseados na situação atual do planeta. Ao todo, são 29 textos escritos por grandes nomes da literatura como Margaret Atwood, David Mitchell, Tommy Orange e Mia Couto, além de novos ficcionistas como Julián Fuks. Abordando temas como medo, perda, gentileza e humor, o projeto busca explorar experiências capazes de nos unir em tempos tão difíceis.
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24 horas de puro teatro

Em uma ano atípico para atores e atrizes, a 16ª edição da Virada Cultural, que acontece nos dias 12 e 13 de dezembro, irá prestigiá-los como 2020 não foi capaz. Entre as mais de 400 atrações com o mote "tudo de arte, nada de aglomeração", estarão 27 espetáculos virtuais na série "Novas Formas, um Novo Teatro", com apresentações que fizeram sucesso ao longo do ano, como "(In)Justiça", da Companhia de Teatro Heliópolis; "Novos Normais – Sobre Sexo e Outros Desejos Pandêmicos", da Companhia Os Satyros; e “Siete Grande Hotel”, do Grupo Redimunho. A maratona, que vai das 18h de sábado até o mesmo horário no domingo, ainda conta com oito espetáculos presenciais, como "Mãe Fora da Caixa" e "Os Monólogos da Vagina", que irão seguir os protocolos de segurança relacionados à pandemia e que serão encenados em diferentes teatros da cidade. Além das artes cênicas, artistas como Criolo, Elba Ramalho, Gloria Groove, Arnaldo Antunes e Elza Soares terão seus shows gravados no Theatro Municipal, e transmitidos nos dias do evento. (Manuela Stelzer)
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O festival de Paraty pela tela

Em um ano tão esquisito quanto 2020, cheio de baldes de água fria e eventos cancelados (por uma justificativa inquestionável, que fique claro), é quase um presente de Natal ter uma edição da Flip em dezembro. A Festa Literária Internacional de Paraty tem edição excepcionalmente online (e gratuita) nesta semana. Aberta na quinta-feira (3) com a mesa que discute diásporas africanas e a participação de Bernardine Evaristo e Stephanie Borges, o festival segue com temas como florestas vivas, com Jonathan Safran Foer e Márcia Kambeba na sexta (4). No sábado (5) duas mesas chamam atenção: ancestralidades, com Chigozie Obioma e Itamar Vieira Junior, autor de “Torto Arado”, vencedor do Jabuti deste ano; e transições, com Caetano Veloso e Paul B. Preciado. No domingo, entre os destaques estão a mesa que reúne escritores que tratam temas relacionados ao racismo, com Regina Porter e Jeferson Tenório. A programação completa está no site da Flip, que também realiza sua edição sobre literatura infantil, a Flipinha. (Isabelle Moreira Lima)
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As bailarinas de Degas no Masp

Os pés e as mãos devidamente posicionados, o queixo levantado, um laço frouxo no cabelo — é assim que a jovem Marie van Goethem, filha de uma lavadeira e de um alfaiate, foi retratada por Edgar Degas (1834-1917) na icônica escultura “Bailarina de Catorze Anos” (1880). A peça é uma das centenas de obras do artista francês sobre o universo da Ópera de Paris e está na nova exposição do Masp dedicada a ele, junto a outras 72 esculturas de bronze, dois desenhos e uma pintura saídos da coleção do museu paulista. Da turma de Manet, Monet e Renoir, Degas encontrou suas maiores inspirações no ballet — não à toa, a mostra, em cartaz a partir de 4 de dezembro, encerra o ciclo de histórias da dança no Masp em 2020. A exposição traz também releituras fotográficas dos trabalhos do francês pela artista brasileira Sofia Borges e um catálogo com ensaios inéditos sobre as perspectivas sociopolíticas de sua arte. (Mariana Payno)
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Novas Frequências: X

No ano em que completa dez anos de existência, o festival de performance e música de vanguarda e experimental Novas Frequências se viu obrigado a se reinventar. Organizado pelo crítico e curador Chico Dub, e realizado anualmente no mês de dezembro no Rio de Janeiro, o Novas Frequências será realizado de forma 100% digital. O tema do ano, "X", faz referência ao número romano mas às ideias de ruptura, negação, pluralidade e feminino, ao homenagear Jocy de Oliveira, primeira mulher a ter uma ópera encenada no Theatro Municipal de São Paulo, e pioneira na música eletrônica e multimídia. Entre 1º e 13/12, o line-up do evento, que conta só com artistas brasileiros, mistura performances musicais, experimentos sonoros e mesas de conversa. (Guilherme Falcão)
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Uma Megafauna no centro da cidade

Notícia animadora para quem acompanhou os esforços do meio editorial durante a pandemia: nesta semana, a livraria Megafauna começou a funcionar no piso térreo do Edifício Copan, no centro de São Paulo (Av. Ipiranga, 200 - loja 53). O espaço dedicado ao livro e à difusão das artes e das ciências deve sediar debates, encontros e também parcerias com a associação cultural Pivô, colega de condomínio da livraria, tão logo seja possível. Por ora, a visitação aos 216 metros quadrados de Megafauna está limitada a dez clientes por vez, de segunda a sábado, das 13h às 19h. Para quem ainda não quer se expor aos encontros presenciais, vale circular pelo perfil da livraria no Instagram. Dá para matar a curiosidade sobre o espaço, sair com boas indicações de leitura, e até encomendá-las pelo Whatsapp. (Laura Capelhuchnik)
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Reflexões sobre a língua entre Brasil e Portugal

Organismo vivo, uma língua carrega sempre ambiguidades, múltiplas manifestações e possibilidades de sentido — sobretudo em contextos pós-coloniais. É sobre essa ideia de fragmentação e polifonia da língua portuguesa que se constrói a exposição “Farsa. Língua, Fratura, Ficção: Brasil-Portugal”, em cartaz no Sesc Pompeia, em São Paulo. Com trabalhos de mais de 50 artistas dos dois países e de diferentes gerações — entre eles Ana Hatherly, Ana Maria Maiolino, Grada Kilomba, Lygia Pape e Carla Filipe —, a mostra explora os usos inventivos, artísticos, poéticos e políticos da língua e da linguagem. A entrada é gratuita, mas a visita deve ser agendada pelo site do Sesc e segue os protocolos de segurança da pandemia. Quem não puder ir pode conferir a galeria virtual da exposição, com obras comentadas, depoimentos e entrevistas com artistas. (Mariana Payno)
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Marina Abramovic está cansada da morte

Com os olhos profundos e os longos cabelos negros, ela trabalha sob risco de morte e já teve o coração partido inúmeras vezes: a artista sérvia Marina Abramovic — que ganhou notoriedade pop com a performance “The Artist is Present” (“A Artista Está Presente”), encenada pela primeira vez no Museu de Arte Moderna de Nova York em 2010 e com passagem pelo Brasil em 2015 — é conhecida por colocar o corpo e a própria vida à prova em seus trabalhos. Neste longo perfil publicado pelo site de design, arte e cultura It's Nice That, Abramovic discute o tema da mortalidade e fala de seu projeto mais recente, a ópera biográfica “The Seven Deaths of Maria Callas” (“As Sete Mortes de Maria Callas”), em que a vida e a obra das duas notórias artistas se fundem. (Guilherme Falcão)
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20 anos de MAM em um só lugar

Quando completa 20 anos de existência, o Clube de Colecionadores de Fotografia do Museu de Arte Moderna de São Paulo celebra sua longevidade com uma exposição que reúne destaques do acervo do museu e das coleções particulares do clube. Uma homenagem às 21 edições do clube, a exposição busca celebrar os artistas e obras que contribuíram para a rica história do MAM. Assinadas por nomes como Walter Carvalho, Maureen Bisilliat, Claudia Andujar, Barbara Wagner e Felipe Cama, as 107 obras serão exibidas no MAM de 13 de outubro a 1º de agosto de 2021. A exposição pode ser visitada de terça-feira a domingo, das 12h às 18h. Os ingressos podem ser reservados no site do museu. É possível conferir uma prévia da exposição no perfil do MAM no Google Arts & Culture. (Daniel Vila Nova)
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A coreografia da vida de Trisha Brown

Até dia 15 de novembro, o Masp expõe a primeira exposição individual da América do Sul dedicada à coreógrafa, dançarina e artista americana Trisha Brown. A mostra reúne 156 obras produzidas entre 1963 e 2005, entre fotografias e filmes de danças coreografadas por Brown e sua companhia, Trisha Brown Dance Company, fundada em 1970, e partituras e desenhos que conversam com seu trabalho como dançarina. O título da exposição, “Coreografar a vida”, traduz a capacidade da artista de incorporar movimentos comuns do dia a dia em suas coreografias. Dividida em oito núcleos, “Corpo democrático”, “Contra a gravidade”, “Transmitir os gestos”, “Acumulações”, “Diagrama em movimento”, “Impulso contraditório”, “Máquinas de dança” e “Desenhar, performar”, a mostra evidencia a complexa relação entre a dança e suas representações visuais, e revela a maestria com que Brown combina suas coreografias com outras áreas do conhecimento, como a matemática, a geografia e a arquitetura. (Manuela Stelzer)
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Retornos nostálgicos

O grupo de rock americano Grateful Dead já não brilha mais sobre os palcos, mas não deixou de mãos abanando sua legião de fãs de roupas coloridas, os "Deadheads", e os admiradores mais jovens que não alcançaram o tempo de vê-los ao vivo. Além da série de registros de shows históricos transmitidos em streaming durante a quarentena, o grupo que nasceu na Califórnia dos anos 1960 também lançou, este ano, duas edições comemorativas de trabalhos emblemáticos na sua trajetória. Depois do novo "Workingman’s Dead", agora é vez de "American Beauty", quinto álbum de estúdio -- e possivelmente o mais prestigiado -- ganhar uma versão remasterizada em ocasião de seu 50 aniversário. O trabalho vem acompanhado da gravação inédita de um show feito pela banda em 1971, em Port Chester, Nova York. Para os mais apegados, a peça está sendo comercializada em edições limitadas de vinil. Pelos mortais, ela pode ser apreciada na íntegra, em três discos, pelas plataformas de streaming. (Laura Capelhuchnick)
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Uma newsletter para não ficar à margem

Sabe qual é a rede social mais quente do momento? A newsletter. Quem diz isso é o New York Times neste texto, que, em relação às “outras redes”, exalta qualidades como o estímulo mínimo (não há alertas e botões de like) e a relação que cria entre autor e leitor. Se há newsletter para tudo neste início de década, de cozinha, a esportes, passando por parentalidade e política, uma boa curadoria vale ouro e representa um atalho imenso para saber o que está rolando por aí. A MargeM newsletter, com pouco mais de cem edições semanais, é essa via expressa para saber sobre tendências de negócios, comportamento, arte e cultura. É escrita pelo jornalista Thiago Ney, que por anos assinou a cobertura de música na Folha de S.Paulo e teve passagens pelo IG e pela Playboy. Ele indica reportagens, artigos, ensaios e crônicas em publicações nacionais e internacionais, além de vídeos e músicas e do seu próprio comentário sobre diversos temas. A news pode ser assinada neste link e há também um Instagram e uma série de playlists com músicas citadas nas mensagens. (Isabelle Moreira Lima)
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Uma exposição de arte para refletir sobre política

Seguindo a ideia de que há em curso uma crise permanente e multidisciplinar, que abrange a política, a economia, o clima, o meio ambiente e a saúde, só para começar a lista; e com base no pensamento contemporâneo mais radical, como o dos ensaios do crítico italiano Franco Berardi (que acaba de conceder entrevista ao Nexo), foi organizada a mostra "No presente, a vida (é) política" -- como já discutido na Gama -- em cartaz na Central Galeria, no centro de São Paulo. Com curadoria de Diego Matos, reúne obras de artistas como Bruno Baptistelli, Clarice Lima, Dora Smék, Fernanda Gassen, Fernanda Pessoa, Gabriela Mureb, Gustavo Torrezan, Marília Furman, Paul Setúbal e Rafael Pagatini. A proposta é voltar a atenção do público para experiências que podem contribuir para o debate sobre a reinvenção da esfera pública. A visitação deve ser agendada por telefone (11 93051-7652) ou email (info@centralgaleria.com), e a Central Galeria está instalada no edifício histórico do IAB SP (rua Bento Freitas 306, São Paulo-SP). É possível fazer a visitação digital também no site da galeria ou no perfil do Instagram. (IML)
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Heranças do modernismo brasileiro

Quase às vésperas de completar um século, a Semana de Arte Moderna de 1922 não se esgota — afinal, o evento que reuniu Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Tarsila do Amaral e outros no Teatro Municipal da capital paulista lançou o movimento decisivo para praticamente tudo o que veio depois na cultura brasileira. É justamente para falar sobre esse legado que o Sesc São Paulo, em parceria com a USP, reuniu uma turma de superespecialistas no curso online "Releituras do Modernismo": dividido em seis módulos, cada um destrincha a influência modernista em uma área: literatura, arquitetura, cinema, artes visuais, canção popular e teatro. Comandado por grandes professores como José Miguel e Guilherme Wisnik, Flora Sussekind, Veronica Stigger e Augusto Massi, o curso é uma bela oportunidade de aprender sobre o movimento com experts no tema. As aulas acontecem entre os dias 19 e 24 de outubro, e as inscrições já estão abertas no site do Centro de Pesquisa e Formação do Sesc São Paulo.
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Arte periférica tão próxima como nunca esteve

Neste fim de semana, de sexta (18) a domingo (20), uma maratona de arte e cultura permite que se conheça a efervescente produção cultural das periferias pela plataforma do Sesc. O Festival Favela em Casa SP reúne artistas independentes -- pretos e periféricos, como lembra a organização -- que estão fora da bolha do mainstream. A curadoria de Andressa Oliveira, moradora do Campo Limpo, extremo sul de São Paulo, e de Marcelo Rocha, da cidade de Mauá, no ABC Paulista, reuniu 35 atrações de música, teatro, dança, cinema, literatura e artes visuais. As transmissões revezam-se entre performances ao vivo e gravações realizadas no Estúdio Curva, na capital paulista, e incluem, além de apresentações artísticas, uma série de bate-papos com convidados; entre eles, a escritora Helena Silvestre, a curadora, poeta, escritora e ativista Abigail Santos Leal e o educador social Mestre Gildásio.
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As curvas da história da arte brasileira

A SP-Arte lança nesta sexta-feira (14) o podcast "Arte em Meio-Tempo", que passeia por episódios marcantes da história recente da arte no país. "Sem querer dar conta de nenhuma versão final", o jornalista e crítico de arte Felipe Molitor e a professora e pesquisadora Mirtes Marins de Oliveira compartilham o microfone para retomar a época da fundação de museus em São Paulo e no Rio de Janeiro, a censura aos artistas durante o regime militar e o desbunde na cultura nas décadas de 1970 e 80, entre outras passagens, conectando artistas e exposições à paisagem social e política de cada momento, até chegar nos anos 2000. O episódio de estreia é dedicado à Semana de Arte Moderna de 22. Seria ela o grande marco do modernismo na arte brasileira?
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A arte de dissecar o novo trabalho de Beyoncé

“Black is King” chegou à plataforma de streaming Disney+ na sexta 31 como um meteoro, dando muito o que falar -- até no Brasil, onde não está (oficialmente) disponível e nem tem previsão de chegar. O “álbum visual” de Beyoncé retoma “The Lion King: The Gift”, álbum musical lançado em 2019 com o filme da Disney “O Rei Leão”. Do que se trata? Como mostra este Expresso do Nexo, a partir da fábula da Disney, Beyoncé cria sua própria narrativa visual sobre a ancestralidade negra, as tradições e riquezas da África -- de onde surgiram as principais críticas. Artistas e pensadores africanos a acusaram de romantizar a África pré-colonial com representações das monarquias africanas e de “estereotipar” a cultura do continente. Debates sobre lugar de fala se seguiram, na esteira de críticas de pessoas não-negras à produção. Tão delicada é a tarefa de analisar tamanha empreitada de uma das maiores artistas dessa geração que o New York Times chamou seis críticos para analisar todos os aspectos da obra -- da moda à música, da dança às questões raciais e representações (e apropriações) da cultura africana.
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Comemore Beethoven com a Osesp

Enquanto atividades culturais ficam sem previsão de retorno, a Osesp transmite concertos ao vivo diretamente da Sala São Paulo, sem plateia. Os próximos encontros, nos dias 7 e 8, contarão com duas apresentac?o?es dedicadas a obras de Beethoven, em comemorac?a?o aos 250 anos do nascimento do compositor alema?o. Os concertos ficarão disponíveis no canal do Youtube da Osesp posteriormente. A orquestra mantém ainda sua série de lives Música na Cabeça, às terças-feiras, com relatos de instrumentistas da casa sobre suas trajetórias.
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Poemas para enfrentar a calamidade

Uma poesia une o político americano John Lewis, pioneiro do movimento por direitos civis nos EUA, a Nelson Mandela, líder sul-africano que desestruturou o apartheid. "Invictus", do escritor britânico W. E. Henleys foi inspiração para esses dois líderes, mesmo que tenham vivido tempos, lugares e situações tão diferentes das do autor. Henleys passou boa parte da vida sofrendo cronicamente de tuberculose, entre outros problemas de saúde, e morreu em 1903. Seus versos de resistência diante da dor permanecem universais e atemporais; são perfeitos para quem precisa de inspiração para passar pela calamidade e permanecer em pé. Por isso estão entre as obras que este texto da The Atlantic recomenda para o momento em que precisamos recobrar a resiliência, suportar adversidades e nos fortalecer pela provação. Desesperado, mas exausto de redes sociais e videoconferências? A dica da publicação americana é revisitar os ensinamentos de quem já viveu períodos mais atrozes.
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Billie, Angie e Róisón variam sobre o mesmo tema

Na última semana, três cantoras de gerações diferentes lançaram singles em que, de uma forma ou de outra, discutem o que estamos vivendo. A começar por Billie Eilish em “My Future”. Com um clima jazzy meio anos 1990, com pianinho elétrico e guitarra sutil, fala do futuro e de como mal pode esperar para conhecer ela mesma, numa ode romântica à autoestima. Já Angie Olsen faz climão dor de cotovelo em “Whole New Mess” e fala sobre tudo voltar ao normal e virar uma grande bagunça de novo ao som de uma guitarra suja tocada à maneira das harpas. Róisín Murphy, mais conhecida pela dupla Moloko, vai de escapismo disco para tempos de más notícias em “Something More”, em que ela incita a dançar e pede, repetidamente, algo a mais. Quem não quer mais hoje em dia?
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Um ciclo de filmes indígenas

Um olhar mais diverso e descolonizado sobre o cinema brasileiro autoral é o que promete o novo eixo da série Cinema #EmCasaComSesc. A partir da primeira semana de agosto, uma seleção de filmes realizados por diretores ou coletivos indígenas entrará mensalmente no catálogo (gratuito!) da plataforma de streaming do Sesc Digital. Dois documentários do cineasta guarani Alberto Alvares inauguram a nova iniciativa: "A Origem da Alma - Tekowe Nhepyrun" (2015), com depoimentos dos anciões da aldeia Yhowy, no Paraná; e "O Último Sonho" (2019), uma homenagem ao líder espiritual guarani Wera Mirim - João da Silva, da aldeia Sapukai, no Rio de Janeiro. A documentarista e antropóloga Júnia Torres, organizadora do Festival do Filme Documentário e Etnográfico de Belo Horizonte, foi a curadora convidada pelo Sesc São Paulo e pelo CineSesc para selecionar os títulos dessa pequena mostra mensal.
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A vida e obra de Hélio Oiticica

Inovador da linguagem, ícone da contracultura, pioneiro em instalações que dissolvem a fronteira entre obra e espectador – este era Hélio Oiticica. Mas talvez o que melhor defina o artista carioca é a multiplicidade: de experiências, tentativas e sentidos. Reconhecido internacionalmente, ampliou o horizonte da arte brasileira, ao beber da literatura e da filosofia para criar suas obras – um dos poucos brasileiros que faziam isso à época –, e investir em estéticas que excitam múltiplos sentidos sensoriais. Neste ano, aniversário de 40 anos da morte do artista, o Nexo produziu um especial sobre sua trajetória e principais trabalhos.
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Veja o cinema nacional do carro

Com a pandemia ressuscitando os clássicos cinemas drive-in, as produções brasileiras também revivem. Essa é a promessa do Drive-in Paradiso, que leva grandes filmes brasileiros gratuitamente ao estacionamento da Assembleia Legislativa no Ibirapuera, em São Paulo. A escolha da programação, que passa por títulos como "Bacurau" (2019), "Central do Brasil" (1998) e "De Pernas pro Ar 3" (2019), é da atriz e cineasta Marina Person, com cocuradoria de Rayanne Layssa para a faixa #vidasnegrasimportam — dedicada a filmes de diretores negros, como o premiado "Café com Canela" (2017), de Glenda Nicácio e Ary Rosa.
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Diversão e arte (e um pouco de política) no seu fone

Uma das coisas mais prazerosas da vida é ouvir sobre um assunto que se ama. Se sua paixão está no âmbito da cultura, o “Bravo! Podcast” pode ser um exercício de deleite. Produzido pela redação da revista Bravo!, o programa aborda literatura, música, cinema, teatro e outras artes, sempre entrelaçando os temas com política e fazendo recomendações no caminho. Além de informações, há participações especiais de artistas, como no último episódio, em que o ator Guilherme Weber, a escritora Jarid Arraes e a diretora Daniela Thomas falaram sobre produtos culturais a serem consumidos durante a quarentena.
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Artes visuais e música

A Pinacoteca de São Paulo, que fechou as portas durante o período de isolamento social, tem usado o perfil do Instagram como plataforma de conexão com o público, onde comenta obras do acervo e promove debates com artistas. A série de posts leva a hashtag #pinadecasa e, nesta semana, ganha versão sonora. O museu passa a compartilhar, todos os dias às 11h, uma playlist que dialoga com uma obra de arte. A seleção é montada e a obra, escolhida por um mesmo convidado. A primeira é a escritora Djamila Ribeiro. As playlists ficarão disponíveis no perfil do Spotify da Pinacoteca. No Instagram, as obras em que foram inspiradas.
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O processo de um artista

A criação de um artista é dos assuntos mais enigmáticos que existem no mundo da arte. Há algo de encantador e misterioso no processo que transforma uma simples ideia em obra completa. “Eu Contra Eu”, novo curta metragem do diretor Marco Paoliello “Grilo”, explora a dinâmica de criador e criatura pela história do também diretor Vinícius Henrique “Vila Cesamo”. Acompanhamos as gravações de “Licionéia”, filme produzido por Vila Césamo em 2019 e entre gravações nos sets, passeios de bicicleta e o trabalho de chaveiro, o curta demonstra a inquietude de um criador que, para viver, tem de criar.
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Registros da vida pandêmica

Um espaço para extravasar todos os dias pensamentos que nos perseguem entre as quatros paredes do confinamento. Essa é a proposta da Pandemia Crítica, página dentro do site da N-1 Edições que reúne textos dos mais diversos tipos sob um denominador comum: os tempos de crise da Covid-19. Entre contos, poemas, diários, ensaios filosóficos, reflexões sobre arte, política, racismo e medo, já são mais de 90 textos publicados desde o início da quarentena — e, para não perdê-los de vista, a editora posta os links diariamente no Instagram. Vale o mergulho.
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Uma indagação de Graciliano Ramos sobre a dor

"Dizem que somos pessimistas e exibimos deformações; contudo as deformações e miséria existem fora da arte e são cultivadas pelos que nos censuram." Se os sofrimentos desaparecessem, o que seria da arte? É o que pergunta o autor de "Vidas Secas" ao pintor Candido Portinari, em correspondência de 1946. Na carta, disponível no Correio IMS, acervo online organizado pelo instituto, Graciliano Ramos reflete sobre a produção de obras que observam a miséria, e que espécie de arte surgiria numa paisagem sem deformações. "Desejamos realmente que elas desapareçam ou seremos também uns exploradores, tão perversos como os outros, quando expomos desgraças?", questiona o escritor, angustiado, a seu amigo.
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50 filmes franceses premiados em streaming

Godard, Truffaut ou Rohmer? E qual seu filme francês favorito? Se você não sabe o que responder quando esse papo começa (ou, ainda, se é a pessoa que puxa esse tipo de papo), o “Festival Varilux Em Casa” é feito para você. Após o cancelamento da edição de 2020, o Festival Varilux optou por disponibilizar o acervo de filmes exibidos nas últimas edições de forma gratuita. São 50 títulos que vão da mais boba comédia, como “A Última Loucura de Claire Darling”, a thrillers, como “Branca Como a Neve”. Para assistir aos filmes, é preciso acessar o site e se cadastrar.
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Filarmônica de Berlim a domicílio

O mundo da música pode estar parado por tempo indeterminado, mas isso não vai impedi-lo de ter acesso aos melhores concertos da Alemanha no conforto de seu sofá. A casa de orquestra Filarmônica de Berlim disponibilizou, de graça, seu acervo de apresentações gravadas no local. Com mais de dez anos de acervo, o serviço de streaming Digital Concert Hall está aberto para todo o público. Gratuito por 30 dias, a plataforma ainda oferece documentários e entrevistas exclusivas com os maiores nomes da casa.
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Quem tem Baco vai à rima

Vinho, saúde mental e muito sexo. Pode parecer a descrição do deus romano Baco, mas são apenas os temas cantados por Baco Exu do Blues. Isso pode já ter virado meme na internet, mas o rapper baiano surfa no ódio das redes sociais e está de volta com seu novo EP “Não Tem Bacanal na Quarentena”. O terceiro álbum de Baco, “Bacanal”, estava previsto para este ano, mas o artista o adiou por conta da pandemia. Ainda com vontade de criar, juntou-se a alguns amigos e em três dias deu vida a nove músicas que formam o EP. Há referências à COVID-19, a panelaços contra Bolsonaro e até a Babu Santana, ator e participante do "Big Brother Brasil".
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Em festival LGBTQ+, o alfabeto se diverte

A pandemia do COVID-19 não poupa ninguém, mas minorias são particularmente mais vulneráveis. Foi pensando nisso, e na necessidade de nos distrairmos enquanto confinados, que o coletivo sociocultural MARSHA! está organizando o Festival MARSHA! ENTRA NA SALA, uma celebração da comunidade LGBTQ+. O evento ocorre nos dia 4 e 5 de abril e conta com nomes como Mel Gonçalves, Linn da Quebrada e Liniker em mais de 20 horas de programação no YouTube e no Instagram. A festa é gratuita, mas é possível ajudar com os custos através de um financiamento coletivo cuja renda será redistribuída para as artistas do festival, assim como cestas básicas angariadas, que vão para pessoas LGBT carentes.
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Delivery de Ópera

Já pensou conseguir assentos incríveis para assistir a Rossini, Verdi e Bizet em montagens da Metropolitan Opera, uma das mais renomadas do ramo? Bem, você já conseguiu. O assento é seu sofá, basta apenas que acesse esse link disponibilizado no site do MET Opera. Na programação do Nightly Met Opera Stream, há um clássico por noite. As obras ficam disponíveis por 23 horas e fazem parte do longo acervo de mais de 14 anos de gravações da companhia. A programação está disponível no site e inclui até peças contemporâneas como 'Nixon in China', composto e regido por John Adams.
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Um sopro de teatro na sua casa

Programada para ser encenada em São Paulo na última Mostra Internacional de Teatro (MIT-SP), mas cancelada às vésperas da apresentação pelas orientações de distanciamento social, a peça ‘Sopro’, do premiado dramaturgo português Thiago Rodrigues, está disponível na sala online do teatro lisboeta D. Maria II. O texto revisita clássicos da dramaturgia e versa sobre os bastidores das produções, homenageando a figura oculta do ponto, profissional que sopra falas e marcações no ouvido dos atores. Na peça, essa guardiã do texto contracena com cinco atores e diversos fantasmas.