Os álbuns preferidos da Gama em 2025

Com a presença de Gaby Amarantos, Bad Bunny e Rosalía, nossa equipe compartilha os álbuns que não deixaram nossa playlist ao longo do ano

05 de Janeiro de 2026

Qual som não saiu dos seus ouvidos em 2025? Prepare sua playlist e seu headphone, porque a equipe da Gama compartilha aqui alguns dos álbuns que fizeram a alegria dos nossos ouvidos ao longo do ano, passando da brasilidade de Gaby Amarantos à reinvenção de Rosalía, do álbum-evento de Bad Bunny à trilha sonora de um dos filmes mais aclamados do ano. Leia a seguir.

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    “Rock Doido”, de Gaby Amarantos

    “Gosto de acreditar que, daqui a 20, 30 ou 50 anos, este disco vai estar presente nas listas dos mais importantes da música brasileira lançados em 2025. No ano em que Belém (PA) ganhou os holofotes do mundo ao sediar a COP 30, Gaby Amarantos ampliou o olhar sobre a região para além das questões climáticas, apresentando um verdadeiro manifesto em celebração à cultura das aparelhagens — festas de rua onipresentes nas periferias da região, embaladas por colagens eletrônicas, com linguagem, estética e personagens próprios. Esse é o quarto álbum de estúdio da cantora, nascida e criada no bairro do Jurunas, que sempre fez questão de ser uma porta-voz da expressiva musicalidade do Norte do país. São 22 faixas que funcionam como um DJ set sem pausas, recheadas de participações de nomes celebrados da cena paraense, incluindo Viviane Batidão, Lauana Prado e Gang do Eletro. Para completar a imersão na atmosfera de uma festa de aparelhagem, junto com o álbum a artista lançou um curta-metragem gravado inteiramente em plano-sequência, com um celular, no bairro da Condor, em parceria com o coletivo Altar Sonoro.” (Amauri Terto, coordenador de mídias sociais)

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    “KM2”, de Ebony

    “Ebony virou uma das obsessões do meu ano depois que ouvi, entre as conversas de uma festa de aniversário, o absurdo e divertido verso ‘eu amo garotos feios, fazem de tudo por mim’. A cada música descoberta, eu ficava mais fascinada com a sinceridade e maestria em rimar da rapper fluminense. Que surpresa boa foi descobrir que ela tinha acabado de lançar um álbum em que mostra mais vulnerabilidade. Uma verdadeira experiência sonora, ‘KM2’ é uma retratação da vida que Milena Pinto de Oliveira, a Ebony, teve na infância, em contraste com a vida que busca. Os traumas, o abuso sexual e a autossuficiência são alguns dos temas que tocam a reflexão da artista. Com letras e efeitos que remetem aos psicodélicos, o projeto mistura rap, drum and bass, trance, gospel, funk, indie e MPB, além de sons captados em Queimados, cidade natal da rapper referenciada no título. Destaque para o hit ‘Extraordinária’, a trilha perfeita para reacender a autoconfiança.” (Sarah Kelly, estagiária de texto)

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    “Sinners (Original Motion Picture Soundtrack)”, de vários artistas

    “Embora sinta que estou ‘roubando’ um pouquinho na escolha, é importante reconhecer aqui a trilha sonora mais impactante do ano — ou até dos últimos anos. Um dos álbuns do gênero a receber mais indicações ao Grammy na história da premiação, ele vai das excelentes faixas originais do compositor sueco Ludwig Goränsson à presença da lenda do blues Buddy Guy, contando com um garimpo impecável de canções que resgatam a herança negra e imigrante nos Estados Unidos. Os destaques vão para ‘I Lied to You’, performada pelo músico e ator Miles Caton na cena mais catártica do longa, e ‘Rocky Road to Dublin’, canção folk irlandesa do século 19 que ganha uma nova e ameaçadora versão na voz do ator Jack O’Connell.” (Leonardo Neiva, repórter)

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    “Debí Tirar Más Fotos”, de Bad Bunny

    “Em 2024, ele foi o cantor mais ouvido da América Latina. Nos primeiros dias de 2025, lançou o sexto álbum da carreira e, em julho, começou uma residência de 30 shows disputados na sua terra natal — movimentando milhões de dólares na economia de Porto Rico. Em novembro, saiu do Grammy Latino com cinco prêmios, incluindo o mais concorrido, o de melhor disco. E encerrou o ano como o artista mais escutado do mundo. Nada mal para o porto-riquenho Bad Bunny que, desde 2020, já tinha se tornado um fenômeno global. Com ‘Debí Tirar Más Fotos’, o músico volta às origens sem esquecer as batidas do reggaeton, exaltando ritmos tradicionais da ilha caribenha que pertence aos EUA, como a bomba, a plena e a salsa. Nas letras, as mais políticas até aqui, surgem temas como identidade cultural, gentrificação, relacionamentos e nostalgia. Na música-título, ‘DtMF’, a minha favorita, o rapper reflete, com melancolia, sobre não ter vivido certos momentos com mais intensidade e no ‘aqui e agora’ — seja com uma garota ou jogando dominó com o avô. Em 2026, ele estará entre nós, em São Paulo.” (Ana Elisa Faria, repórter)

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    “Eterna Promessa Mixtape”, de DUPLA 02

    “Cinco anos depois do primeiro trabalho juntos, o segundo EP da DUPLA 02, formada por Thalin e ENOW, é energético, ousado e extremamente original, passeando por tantos gêneros que fica impossível encaixá-lo em qualquer caixinha. Após o elogiadíssimo ‘Maria Esmeralda’, Thalin volta com um projeto menos conceitual, que me ganhou pela diversão, pelo experimentalismo e por dar, imediatamente, vontade de dançar. O flow e a voz do rapper são sempre muito únicos e a produção musical é totalmente absurda, sem medo arriscar a cada nova faixa. As músicas são diferentes entre si e, apesar de ter alguns altos e baixos, funcionam muito bem juntas. São 25 minutos sem um segundo de tédio, com destaque pra ‘Salem Al-Dawsari’ que ganhou ótimo visual. Se ouvir, se prepare pra ficar o dia inteiro gritando ‘MIXTAPE MANO’ pela casa.” (Isabela Durão, editora de arte)

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    “O Mundo Dá Voltas”, de BaianaSystem

    “Um álbum que não apenas inaugurou 2025, como levou o Carnaval para o meu ano inteiro. Me acompanhou em dias de sol e chuva, na academia, no trabalho, a caminho da faculdade — onde eu fosse, a guitarra baiana da banda também ia. Este é, sem dúvidas, o disco de consagração do BaianaSystem: uma obra riquíssima em samples e referências, misturando psicodelia, samba, reggae/dub, jazz e o afoxé característico do grupo. Sem falar na monumental lista de convidados: Seu Jorge, Gilberto Gil, Pitty, Anitta, Emicida e o mestre da guitarrada Manoel Cordeiro, entre outros. Com letras que trazem vozes de um Brasil negro, indígena e periférico, materializadas na ritmicidade que só o BaianaSystem sabe fazer. É simplesmente impossível ficar parado.” (Luana Silva, estagiária de arte)

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    “LUX”, de Rosalía

    “Não dava para fechar a lista sem o mais recente álbum da cantora espanhola. Mais que um disco que não sai dos headphones, é um acontecimento. Pessoalmente, tive que ouvir umas três vezes até entender exatamente o que ela fazia ali e o tamanho daquele trabalho. Figura nesta lista por ser algo histórico, um marco na carreira da cantora que, em pleno 2025 e depois de sucessos totalmente voltados para a pista, fez um disco com orquestra sinfônica e sem usar um loop sequer. É operístico e ecoa o passado, modernizando-o de alto a baixo — basta dizer que um dos maiores hits é uma valsa, ‘La Perla’; qual foi a última valsa que chegou ao topo das paradas? (Alô, Strauss!) Rendeu memes (‘Como vou dançar com as novas da Rosalía?’) e pode-se dizer que tem um papel até de formador de plateia, levando gêneros da música hoje celebrados por um público muito restrito aos fãs do pop. Isso sem falar na belíssima produção e na capacidade vocal de Rosalía.’ (Isabelle Moreira Lima, editora executiva)

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