Ler, ouvir, ver

Dez livros para cuidar da saúde mental em 2026

Alguns dos principais trechos de obras que publicamos ao longo de 2025 sobre psicologia e autocuidado para refletir sobre a vida de hoje

Leonardo Neiva 07 de Janeiro de 2026

Como foi o ano de 2025 para você? O dinheiro, o trabalho, os filhos ou os relacionamentos tiveram um impacto considerável na sua saúde mental? E de que forma vem lidando no dia a dia com o estresse e a ansiedade, que já viraram parte indissociável da nossa vida em sociedade?

Embora, por um lado, as perguntas sobre saúde mental se multipliquem, por outro, temos visto cada vez mais estudiosos e especialistas que tratam do tema — muitas vezes à distância de uma prateleira. E em 2025, Gama publicou uma seleção especial de trechos de livros, que abordam desde a importância cada vez maior do contato com a natureza e o desafio de inclui-lo na nossa rotina até o estigma que encobre casos de depressão masculina, sem falar nos mecanismos que buscam capturar nossa atenção a cada segundo do dia.

Para relembrar algumas dessas publicações, que podem inclusive nos auxiliar na tarefa de balançar todos os pratinhos do cotidiano, reunimos a seguir alguns livros para servir de inspiração para este novo ano que está começando.

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    “O que os Psiquiatras Não te Contam” (Fósforo)

    de Juliana Belo Diniz

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    Com a explosão de casos especialmente desde a pandemia, vem se tornando cada vez mais comum a visão de que transtornos mentais devem ser tratados da mesma forma que doenças físicas: exclusivamente com remédios. E é justamente essa noção crescente que a psiquiatra, psicoterapeuta e neurocientista Juliana Belo Diniz busca combater no livro “O Que os Psiquiatras Não te Contam”. Diniz propõe, a partir da escuta, uma psiquiatria que seja mais humanizada, adensando a discussão em torno da saúde mental e ressaltando a importância das transformações sociais.

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    “A Trama das Árvores” (Todavia)

    de Richard Powers, tradução de Carol Bensimon

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    Raramente pensamos em como as árvores integram o nosso dia a dia e alguns dos momentos mais marcantes da nossa vida. Ou então paramos para refletir sobre a importância do contato com a natureza para nosso bem-estar e saúde mental. Uma parte do que o escritor norte-americano Richard Powers faz em “A Trama das Árvores” é nos lembrar disso. A obra vencedora do Prêmio Pulitzer de Ficção de 2019, no entanto, vai muito além desse aspecto, num engenhoso romance que entrelaça as histórias de nove personagens numa missão improvável: salvar os últimos quilômetros de floresta virgem que restam no continente americano.

     

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    “Não Quero Falar Sobre Isso” (Intrínseca)

    de Terrence Real, com tradução de Bruno Fiuza e Roberta Clapp

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    Historicamente, especialistas em saúde mental afirmam que a depressão é mais predominante em mulheres do que em homens. No livro “Não Quero Falar Sobre Isso”, no entanto, o terapeuta familiar norte-americano Terrence Real questiona essa ideia, apontando que, nos homens, o transtorno vem sendo constantemente ocultado por uma série de questões: do fato de que a depressão se manifesta de forma diferente em pacientes do sexo masculino à própria visão de que o homem não pode demonstrar suas dores e vulnerabilidades. Real argumenta, portanto, que muitos depressivos costumam esconder seus sintomas de familiares, amigos e até de si mesmos, convencidos de que a depressão os priva de sua masculinidade.

     

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    “Meditações para Mortais” (Objetiva)

    de Oliver Burkeman, com tradução de Cássio de Arantes Leite

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    Ao longo de “Meditações Para Mortais”, o autor desdobra as razões por que entender que é impossível fazer tudo que nos é pedido ou alcançar a tão sonhada perfeição é também uma libertação — e uma chave para lidar com a ansiedade no cotidiano de todos nós. Mas a obra não se resume a apontar tudo o que, como seres humanos, não somos capazes de fazer. A partir dessa abordagem, ela explora as melhores formas de lidar com nosso tempo finito e com a incapacidade de equilibrar tantos pratos de uma só vez. Seja no trabalho ou na vida pessoal, Burkeman nos lembra que não há fórmula mágica. Se é ilusão a ideia de que as demandas da vida um dia vão se esgotar, o autor propõe que realinhemos nossa relação com o tempo e passemos a entender melhor nossas prioridades.

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    “Sobre Querer Mudar” (Ubu)

    de Adam Phillips, com tradução de Ana Carolina Mesquita

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    O novo livro do psicólogo britânico Adam Phillips, de “Sobre Desistir” (Ubu, 2024) coloca em xeque a visão idealizada que temos sobre realizar mudanças radicais. Afinal, o que está em jogo quando desejamos transformar a nós mesmos? Com esse questionamento simples à primeira vista, Phillips começa a derrubar o muro de certezas que temos sobre os significados da mudança — que pode ser um gesto de liberdade, mas também uma estratégia sutil de coerção. E faz isso ao abordar uma de suas facetas mais polêmicas e radicais: a conversão, seja ela religiosa, política, terapêutica ou pessoal.

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    “Nem Toda Mulher” (Telha)

    de Tatiana Vasconcellos

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    A jornalista e apresentadora do Estúdio CBN desfila nos textos curtos de “Nem Toda Mulher”, com fina ironia e tom bem-humorado, suas experiências e observações sobre os mais variados temas que integram a vivência feminina no mundo contemporâneo. Coisas como a perimenopausa, a maternidade, o envelhecimento e até ações aparentemente simples, feito deixar de tingir o cabelo — mas que podem gerar uma série de aborrecimentos num mundo tão cheio de opiniões não solicitadas a respeito de tudo.

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    “Manual de Desinstrução para Tempos de Incerteza” (Vestígio)

    de Alessandro Marimpietri

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    Já teve a sensação de que é impossível viver com lucidez nos tempos atuais? Além do bombardeio diário de informações muitas vezes conflitantes, ainda somos obrigados a conviver com uma série de fragilidades: da saúde mental, das relações humanas, dos vínculos de trabalho, das perspectivas futuras… Um livro como “Manual de Desinstrução para Tempos de Incerteza”, do psicólogo e escritor Alessandro Marimpietri, chega nesse cenário não para apontar caminhos, mas para pensar novas formas de viver sem se deixar tragar pelo turbilhão à volta. Costurando psicologia, filosofia, literatura, cultura pop e experiências pessoais, a obra se divide em quatro ações principais: viver o tempo, cultivar o espanto, elogiar a imperfeição e amar como verbo.

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    “Capitalismo da Atenção” (Livros de Valor)

    de Chris Hayes, com tradução de Laura Folgueira

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    Em meio à enxurrada de notificações, feeds sem fim e algoritmos treinados sob medida para capturar cada fração do nosso tempo, o jornalista e escritor norte-americano Chris Hayes investiga o acirramento da disputa pela atenção humana. Com base em pesquisas de diversos campos, como psicologia, neurociência e economia, Hayes demonstra em “Capitalismo da Atenção” os impactos profundos desse fenômeno sobre nossa vida mental e social: o aumento da ansiedade, a exaustão da mente, a perda de vínculos genuínos e o enfraquecimento do debate público.

     

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    “Uma História da Velhice no Brasil” (Vestígio)

    de Mary Del Priore

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    Se há algo que escandalizou os europeus cinco séculos atrás, foram os velhos que habitavam estas terras. Mais especificamente, as mulheres indígenas idosas, cujas imagens de nudez ajudaram a construir o ideário fantasioso das bruxas então caçadas pela Inquisição. É desse ponto de partida que a historiadora e escritora Mary Del Priore constrói seu livro “Uma História da Velhice no Brasil”. A obra desvela uma narrativa envolvente sobre as diferentes maneiras como a sociedade brasileira viu, tratou e representou a velhice dos tempos coloniais aos dias de hoje, época de aumento da população idosa. E explora a dualidade do envelhecimento, representado por sabedoria e respeito, mas marcado pela exclusão e o abandono.

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    “Viagens a Terras Inimagináveis” (Todavia)

    de Dasha Kiper, com tradução de Maria Cecilia Brandi

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    A psicóloga e diretora de consultoria clínica de grupos de apoio da organização The Caring Kind reúne boa parte das experiências de pacientes com Alzheimer e cuidadores que acompanhou ao longo dos anos no livro “Viagens a Terras Inimagináveis”. Decidida a apresentar os diversos fatores presentes nesse contato, Dasha Kiper explora não apenas as formas como a mente de pessoas com demência costuma agir, mas também as reações mais comuns daqueles ao redor — em muitos casos, igualmente pouco razoáveis. Numa combinação de neurociência e literatura, psicologia e filosofia, a obra deixa claro como o amor e os laços de uma vida inteira podem nessas situações levar a padrões nocivos, dos quais é difícil escapar.

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