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A série “Hal & Harper”, no Mubi

A série independente, dirigida e interpretada por Cooper Raiff, de 28 anos, traz dois irmãos (Raiff e Lili Reinhart) e um pai (Mark Ruffalo) lidando com luto, solidão e imaturidade emocional (que, vemos, acomete todas as idades). Por meio de cortes rápidos, pouca explicação e boa atuação, vamos entendendo as dores, as crises e os vazios dessa família que tenta tocar a vida após uma rasteira desestruturante. Destaque para a trilha sonora indie-fofa-solitária, com Sabrina Carpenter, Adriana Lenker, AlexG e outros. (Luara Calvi Anic)
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O novo álbum de Mahmundi, “Bem Vindos de Volta”

Após passagem pela gravadora Universal, a artista carioca retorna à cena independente com seu quarto álbum. Enxuto (oito faixas em pouco mais de 25 minutos), “Bem Vindos de Volta” é um trabalho solar e, por que não, sexy, que aborda o amor em diferentes fases e sob variadas texturas eletrônicas. Destaque para a parceria com o rapper Rico Dalasam em “O Mundo Pode Esperar”, e com a escritora Maria Isabel Iorio no poético interlúdio “Você Vai Perguntar Quem Eu Sou”. (Amauri Terto)
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"Foi Apenas um Acidente", do diretor iraniano Jafar Panahi, nos cinemas

Um final perturbador, seco e sonoro. Tensão e humor. Personagens cativantes, dúvidas e política. Esses são os ingredientes que fazem deste filme, vencedor da Palma de Ouro no Festival de Cannes, um dos melhores do ano e um dos principais concorrentes de "O Agente Secreto" no Oscar. Na obra, Vahid acredita ter encontrado, pelo ranger de uma perna mecânica, o homem que o torturou quando esteve preso e vendado. Será? (Ana Elisa Faria)
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“Sepulcros de Caubóis”, três textos póstumos de Roberto Bolaño

Uma nova chave para a escrita de Roberto Bolaño (1953-2003). É o que oferece o livro “Sepulcros de Caubóis” (Companhia das Letras, 2025), reunião de três narrativas inéditas do autor chileno, antecipando e dialogando com obras-primas como “Os Detetives Selvagens” (idem, 2006) e “2666” (2010). As histórias mesclam ficção e autobiografia ao evocar memórias da política e da literatura na América Latina. (Leonardo Neiva)
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O filme taiwanês “A Garota Canhota”, na Netflix

Três gerações de mulheres de uma família tentam se adaptar à vida na cidade grande e aos inúmeros preconceitos à sua volta neste elogiado longa taiwanês, um dos favoritos para a indicação a filme estrangeiro no Oscar. Mas o que “A Garota Canhota” (2025) faz de melhor é envolver seu intenso drama familiar em tons leves e até cômicos. Sem contar que a pequena protagonista Nina Ye é um show à parte de carisma e fofura. (Leonardo Neiva)
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Os filmes favoritos de Wagner Moura na Criterion Collection

Wagner Moura hoje vive entre salas de cinema e programas de TV, na campanha pelo filme “O Agente Secreto” (2025). Uma de suas participações mais interessantes é na série “Closet Picks”, da Criterion, em que o artista precisa escolher seus longas do coração entre os DVDs da distribuidora. Vale a pena conferir as escolhas do ator, que incluem “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “O Emprego” (1961) e “Rosetta” (1999). (Leonardo Neiva)
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IMS Paulista exibe obras fotográficas e filmes da cineasta Agnès Varda

Nome radical, experimental e criativo do universo cinematográfico, a diretora belga que passou a maior parte da vida na França iniciou a carreira como fotógrafa — antes de filmar “La Pointe Courte” (1955), um dos precursores da Nouvelle Vague. É essa veia que a exposição “Fotografia AGNÈS VARDA Cinema” apresenta a partir deste sábado (29). Entre as 200 imagens, estão registros feitos na China, em Cuba e nos EUA. E, em diálogo com a mostra, o IMS exibe ainda filmes da cineasta. (Ana Elisa Faria) 
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O álbum “HASOS", de Baco Exu do Blues

Este é o trabalho mais ambicioso do soteropolitano até aqui. A lista de parcerias reúne nomes como Carol Biazin, Joyce Alane, Sued Nunes, Vanessa da Mata e Zeca Veloso. São 18 faixas — entre canções e interlúdios narrados por atores — em que Baco se expõe como num divã, abordando solidão, culpa, autocobrança, depressão e fé. O título vem de “H-AS OS”, abreviação em latim para “a humildade mata o orgulho” presente em uma tela de Caravaggio, e sintetiza a proposta emocional do álbum, que transita pelo rap, soul, jazz, MPB e referências afro. (Amauri Terto)