Você se acha velho?

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Bloco de notas

Conversas sobre envelhecimento

Uma seleção de podcasts que ampliam o olhar para longevidade, cuidado e experiência

Conversas sobre envelhecimento

16 de Novembro de 2025

Uma seleção de podcasts que ampliam o olhar para longevidade, cuidado e experiência

  • Okinawa, no Japão; Sardenha, na Itália; Nicoya, na Costa Rica; Icaria, na Grécia; e Loma Linda, na Califórnia. Esses cinco lugares, conhecidos como blue zones, possuem as populações mais saudáveis e longevas do mundo. Mas será que só dá para envelhecer bem e saudável nesses paraísos? Para a Dra. Sley Tanigawa Guimarães, médica e coordenadora da pós-graduação em Estilo de Vida no Ensino Einstein e para a Dra. Maysa Seabra Cendoroglo, geriatra e professora da Unifesp, os ensinamentos das blue zones podem ser aplicados em qualquer lugar. Na conversa com a jornalista Astrid Fontenelle, em O Que Te Trouxe Aqui?, podcast do Hospital Einsten, as especialistas explicam sobre a medicina do estilo de vida, a importância dos exercícios físicos e a necessidade de valorizar as relações afetivas.

  • “A imagem da velhice tem que ser repaginada.” Assim defende a jornalista Mariza Tavares, autora de “A Vida Depois dos 60” (BestSeller, 2025) e “Longevidade no Cotidiano” (Contexto, 2020). Neste papo com Gama, ela diz que o tabu do envelhecimento se relaciona com o medo da finitude. Com o aumento da expectativa de vida no século 21, é preciso desconstruir esse receio para alcançar a autonomia e a longevidade em diferentes frentes: saúde, conhecimento, finanças, relações e outras.

  • Na edição “O que querem os avós?”, o Podcast da Semana conversou com Alexandre Kalache, médico gerontólogo consultor da OMS para políticas públicas para a longevidade e presidente do Centro Internacional de Longevidade Brasil. Nos anos 1970, ele fez uma pesquisa que mostrava a importância dos laços com os avós na adolescência para a satisfação de médicos que trabalhavam com idoso. A Gama, Kalache descreve como o contato com os mais velhos ajuda no desenvolvimento da empatia. Também aponta caminhos para um envelhecimento melhor: “Vou envelhecer na sala da frente, ciente dos meus direitos. Faço questão que me ouçam”.

  • Uma pílula de reflexão com apenas 6 minutos que pode transformar sua visão de mundo está contida neste episódio do Outras Histórias. O doutor Drauzio Varella retoma suas lembranças dos 50 anos e vai até a idade média para explicar como a ideia de envelhecer mudou com o aumento da expectativa de vida. Sua tese é de que o fim da juventude não é o fim da vida. “Considerar a vida um vale de lágrimas, no qual submergirmos de corpo e alma ao deixar a juventude, é torná-la experiência medíocre.” Para ele, o envelhecimento proporciona a aceitação das ambiguidades e abre espaço para uma diversidade de experiências que sequer imaginamos quando jovens.

  • Nosso país está envelhecendo em tempo recorde. Enquanto na França foram necessários 145 anos para que a população com mais de 60 anos passasse de 10% para 20% do total, no Brasil esse processo está acontecendo em 25 anos. Em “De repente VELHOS”, do Vibes em Análise, André Alves e Lucas Liedke discutem como pensar em uma nova relação com a velhice no mundo em que um em cada dois idosos já sofreu algum tipo de discriminação. A conversa com a pesquisadora Flavia Toledo e com a escritora e podcaster Isabel Dias atravessa medos, estigmas e a pressão por “congelar o tempo”.

  • Com a proposta de ouvir mulheres com mais de 50 anos para ouvir sobre suas experiências de vida, o podcast Se ela não sabe quem sabe?, apresentado por Tati Bernadi, já contou com grandes nomes — entre eles, Zezé Mota. No episódio, a atriz e cantora fala do ritmo de trabalho incessante que leva aos 80 anos e revela que ainda faz sexo: “Claro, não estou morta”. Em meio a reflexões sobre a carreira, os filhos e a luta pela representatividade, a artista compartilha seus segredos de longevidade: estar de bem com a vida, trabalhar com propósito e cuidar da saúde, da espiritualidade e dos relacionamentos.

  • O episódio de estreia de Wiser Than Me traz a atriz e ativista Jane Fonda, que aos 87 anos está em seu “terceiro ato” da vida — começou a planejar a fase aos 59, antevendo que não viveria além dos 90 anos. Para ela, esse momento representa o legado que será deixado para trás. Na conversa com Julia Louis-Dreyfus, a artista conta que seu principal objetivo para o terceiro ato é não morrer com arrependimentos e que dedicou um ano (dos 59 aos 60) a um “life review” (revisão de vida), em que pesquisou a si mesma objetivamente. Ao final, Fonda deixa um conselho para a apresentadora que vale para todos nós: “Mantenha-se saudável. Postura é importante… E continue se exercitando. Você tem que se manter forte. Apenas continue se movendo”

  • Sem anunciar o envelhecimento como assunto principal, o podcast Escute as Mais Velhas, com Neca Setubal e Sueli Carneiro debate perspectivas geracionais e o legado que ambas querem transmitir. No episódio de estreia, elas conversam com a linguista Branca Vianna sobre a importância de registrar as histórias de mulheres que moldaram o país. Nos episódios seguintes, assumem o papel de entrevistadoras para falar com referências do feminismo brasileiro como Conceição Evaristo, Heloísa Teixeira e Luiza Trajano, em conversas que valorizam a experiência acumulada como um patrimônio que precisa ser ouvido e preservado.

  • É Tudo Culpa da Cultura tem a proposta de ser um papo de um antropólogo com outros antropólogos para não antropólogos. Com apresentação de Michel Alcoforado, o podcast explora o corpo na terceira temporada. No episódio focado no corpo envelhecido, o antropólogo Oswaldo Zampiroli questiona a forma com que nossa cultura fabrica expectativas, discursos e responsabilidades em torno da velhice. A conversa explora as tensões entre juventude, medicalização e o ideal do “envelhecer ativo”, mostrando como envelhecer pode ser potência e invisibilidade.

  • Quem nunca deixou de fazer algo por ser novo ou velho demais? Neste episódio do Bom Dia, Obvious propõe a desconstrução dessa ideia. A psicanalista, Aline Lima, e a criadora de conteúdo Carol Figueiredo, junto a apresentadora Marcela Ceribelli discutem caminhos para se reconciliar com o tempo e escapar das pressões que tentam ditar o que as mulheres devem fazer em cada idade.

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