Bloco de Notas da Semana "Viu minha mensagem?" — Gama Revista
Viu minha mensagem?

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Bloco de notas

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Diálogos com celebridades, com o terapeuta e até com quem não quer conversa. Uma lista de referências da equipe Gama sobre a importância da comunicação

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Diálogos com celebridades, com o terapeuta e até com quem não quer conversa. Uma lista de referências da equipe Gama sobre a importância da comunicação

20 de Setembro de 2020
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    Pink Floyd / Divulgação

    A música WISH YOU WERE HERE, do Pink Floyd, é uma homenagem a Syd Barret, um dos fundadores da banda que acabou afastado do grupo em 1968, por problemas relacionados a sua condição mental. Em janeiro de 1975, durante as gravações do álbum, BARRET REAPARECE, IRRECONHECÍVEL E PERDIDO. Incapaz de dialogar com os amigos. A música virou tributo a ele, e prova da saudade que o grupo sentia da sua presença.

  • “Para onde foi o diálogo? A democracia pressupõe a participação de todos na definição dos processos políticos. Ouvir todas as partes interessadas nas questões que lhes dizem respeito é a norma do jogo democrático”

    Diz Gilberto Gil em relação às MPs 907 e 948, que tentaram, recentemente, permitir que o setor hoteleiro deixasse de pagar os direitos autorais pela execução pública das obras musicais em quartos de hotéis. E o pior: sem a participação de artistas no debate.

  • Pelo Instagram, Dominic Barter, precursor da comunicação não violenta no Brasil, e Rafael Poço, coordenador do Despolarize, iniciativa de conversa e mediação de conflitos, debateram sobre a URGÊNCIA DO DIÁLOGO. O debate foi tão valioso que se desmembrou em outras duas edições, ainda sobre a importância de dialogar.

  • Há uma coluna que faz muito sucesso no jornalismo americano, a DEAR THERAPIST (querida terapeuta). Nela, a psicóloga Lori Gottlieb responde questões sobre a vida pessoal dos leitores. Ser terapeuta, no entanto, não significa estar imune a problemas e angústias. Ao buscar ajuda de uma amiga para seus dilemas pessoais, a psicóloga ouve isto: “TALVEZ VOCÊ DEVA CONVERSAR COM ALGUÉM” (Vestígio, 2020), conselho que lhe rendeu a vontade de escrever um livro sobre a importância de ouvir e ser ouvido.


  • Em seu livro FLUXO-FLOEMA, Hilda Hilst publicou seus primeiros contos em prosa. Um deles, intitulado OSMO, foi adaptado para o teatro e teve uma apresentação na Casa do Sol, instituto dedicado à autora. O conto, um monólogo psicanalítico de um serial killer, mostra como os diálogos mais loucos são os interiores. A íntegra do espetáculo pode ser assistida no vídeo acima.

  • Em um diálogo, mais do que efetivamente falar, DAR OUVIDOS AO MUNDO É A PARTE IMPORTANTE, atesta o livro “O Palhaço e o Psicanalista: como escutar os outros pode transformar vidas” (Planeta, 2019), de Christian Dunker, o psicanalista, e Cláudio Thebas, o palhaço. No livro, os autores discorrem sobre a arte de escutar.

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    Imagina uma conversa com todos os seus ídolos: da música, da arte, do cinema. Se consultar uma das edições da clássica revista INTERVIEW, lançada em 1969, provavelmente vai encontrar altos papos com gente como Andy Warhol, Grace Jones, Solange.

  • No meio de tanta polarização, talvez tenhamos esquecido, e por isso, é preciso REAPRENDER A DIALOGAR. No episódio do podcast do Mamilos, Esther Solano, doutora em Ciências Sociais e professora de Relações Internacionais, discute com Rafael Poço, coordenador do Despolarize, sobre quais os caminhos para dialogar melhor (seja no universo político ou fora dele).

  • DESINFORMADOS podem ser uma pedra no sapato na hora de dialogar nas redes sociais. Mas há meios para tentar uma conversa: se é alguém que conhece, fale no privado; sempre aborde o assunto com gentileza; e se a pessoa não está aberta à discussão, deixe para lá, diz a matéria do The New York Times.


  • CARA GENTE BRANCA, precisamos falar sobre racismo. O aviso é dado pelo drama satírico de 2014, premiado no Festival de Sundance nesse mesmo ano e já em sua terceira temporada no Netflix. Na série, a protagonista utiliza seu programa de rádio para dialogar com sua escola, predominante branca. Nada melhor do que a conversa para DESCONSTRUIR PRECONCEITOS. Se ainda não viu, vale começar.