Biscoito Biscoff

Presente em cheesecakes e sorvetes, biscoito belga quase centenário vira rival da Nutella e promete ser onipresente nesta Páscoa

Leonardo Neiva 18 de Março de 2026
  • O QUE É

    Seja em redes de fast food ou no cardápio de restaurantes refinados, em receitas que viralizam nas redes sociais ou no recheio do seu ovo de Páscoa, hoje ele parece estar para todo lado quando o assunto são doces e sobremesas. Na prática, a tendência mais recente entre os doces nada mais é do que um biscoito tipo speculoos de origem belga, com textura crocante, sabor caramelizado e um toque nada sutil de canela. Feito à base de farinha de trigo e farinha de soja, óleos vegetais, xarope de açúcar cristalizado, uma pitada de sal e canela, a guloseima costuma ser um ótimo acompanhamento para a hora do café ou do chá. Com sua forma retangular e crocância aparente, cada biscoitinho traz na frente o logo da marca Lotus Bakeries, multinacional belga responsável por sua produção. Embora esse seja o design tradicional, a recente popularidade tem feito com que toda uma linha de produtos derivados do Biscoff chegue até nós, de pastas cremosas estilo Nutella a palitinhos crocantes para comer com creme — que, claro, tem sabor Biscoff. O mais provável, porém, é que você tenha provado o biscoito pela primeira vez junto com um sorvete do Burger King ou como recheio de uma barra de chocolate Milka, só para citar duas das parcerias mais badaladas da marca.

  • QUEM FEZ

    Aí depende. Se estamos falando do biscoito tipo speculoos, não tem como apontar um único criador. Especialistas remontam sua origem aos Países Baixos e à Bélgica ainda no século 17, a partir das rotas que distribuíram especiarias como canela, cravo e noz-moscada na região. Entre as primeiras utilizações do ingrediente, está o uso no tradicional klaaskoek, o bolo de São Nicolau, consumido em alguns países da Europa no período natalino. Já o Lotus Biscoff que virou febre mundial nasceu oficialmente em 1932, no pequeno estabelecimento do padeiro belga Jan Boone Sr, em Lembeke, Bélgica. Com o auxílio dos irmãos Emiel e Henri, ele criou sua própria versão do speculoos, carregando mais na canela do que em outras especiarias. Foi só bem mais tarde, na década de 1950, que os irmãos Boone passaram a vender o então chamado Lotus Speculoos em pacotes individuais, com a sugestão de devorá-los acompanhados de uma boa xícara de café. A ideia pegou, e logo o simpático biscoito se tornou onipresente nas cafeterias do país. Ao longo das décadas seguintes, passou a ser distribuído em nações vizinhas, chegando mais tarde à Ásia, aos EUA, e finalmente aportando aqui já nos anos 2000. Uma curiosidade: a marca só passou a usar o nome Biscoff — junção de biscuit coffee — em 1986, com a intenção de gravar no imaginário popular a imagem do produto sempre ao lado de uma xícara de café quentinho.

  • POR QUE É TÃO DESEJADO

    Já faz algum tempo que ele está entre os biscoitos mais desejados do mundo, chegando a figurar entre as cinco maiores marcas do setor, mas só nos últimos tempos o Biscoff virou febre aqui no Brasil. Apesar de já ser bastante conhecido na época, uma das principais razões foi a popularização do “cheesecake japonês”, receita que mescla biscoito com iogurte grego, e que viralizou nas redes no início deste ano. Rival de ingredientes hypados como o pistache em sobremesas de restaurantes e redes de fast food, o Biscoff é também uma das apostas para a Páscoa, com centenas de ovos inspirados no biscoito já à venda por aí. Além do hype e do marketing, é claro, a crocância, o gostinho de caramelo e o aroma leve de canela ajudam a tornar o Biscoff bastante popular. Resta saber se o biscoito caiu de fato no gosto do brasileiro e veio mesmo para ficar por aqui.

  • VALE?

    Primeiro, é preciso apontar que, na comparação com a grande maioria dos produtos aos quais estamos acostumados, o Biscoff é bem caro. O menor pacote da versão tradicional, que pesa 124g, não sai por menos de R$ 20, podendo custar R$ 30 ou até mais — quase dez vezes o valor de vários outros biscoitos disponíveis no mercado. Já a versão de 250g costuma passar dos R$ 50. Outros produtos da marca Lotus, como os recheados e as pastas de biscoito, também não ficam atrás. Ao mesmo tempo,  no mercado brasileiro são raras — e muitas vezes até mais caras — as opções com sabor e textura semelhantes aos do Biscoff. Portanto, para quem busca a sensação específica que o biscoito oferece, pode valer a pena desembolsar valores maiores para saboreá-lo. Ou então correr atrás de uma das inúmeras receitas de Biscoff caseiro disponíveis na internet, que prometem economia e um resultado bem parecido com o original.

  • ONDE COMPRAR

    Se todo esse cenário parece tornar o produto onipresente, a alta procura tem feito o Biscoff desaparecer misteriosamente das prateleiras de muitos mercados, num fenômeno semelhante aos primórdios do célebre morango do amor. Mas ainda é um pouco mais simples encontrar o biscoito e seus derivados numa variedade de lojas online, em marketplaces como a Amazon ou o Mercado Livre, além de sites de empórios e também no delivery de certos supermercados.

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