Bloco de notas da Semana "Como você vai?" — Gama Revista
Como você vai?

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Bloco de notas

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O dilema do carro sem motorista, o grito de Rincon Sapiência pelo transporte público e o site Drive and Listen para descobrir o que escutam os motoristas de outros países. Confira as dicas da equipe Gama 

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O dilema do carro sem motorista, o grito de Rincon Sapiência pelo transporte público e o site Drive and Listen para descobrir o que escutam os motoristas de outros países. Confira as dicas da equipe Gama 

28 de Fevereiro de 2021
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    Editora Manole/Divulgação

    Viver sobre a bike pode render ótimas histórias, ainda mais se você é um ciclista chamado David Byrne. Em DIÁRIOS DE BICICLETA (Amarylis, 2009), livro que já virou clássico, o cantor e compositor relata a experiência de ter pedalado ao redor do mundo, conhecido diferentes culturas e aumentado sua paixão em se locomover sobre duas rodas. Se ainda não leu, vale.

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    O site DRIVE & LISTEN simula que você está dirigindo por diferentes cidades do mundo – a que você escolher – e ainda sintoniza as rádios locais. É só acessar o site, escolher por qual cidade do mundo você quer passear e, de quebra, escutar as estações de rádio local por onde você está dirigindo – e, caso não goste da música, é só pedir para o carona trocar a estação.

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    Nexo Jornal

    Uma pesquisa realizada pelo MIT idealizou uma situação hipotética: entre mulheres grávidas, crianças e outras possibilidades de pedestres em risco, os participantes deveriam escolher quem salvar caso um veículo autônomo, aquele sem motorista, perca a direção. A pesquisa mostrou o dilema moral dessa inovação tecnológica e as respostas de cada país, como mostra o gráfico do Nexo.

  • As ações do CICLOATIVISMO já estão presentes há bastante tempo na sociedade e têm como reflexo algumas melhorias, como o aumento do debate sobre a segurança nas ciclovias. O documentário WE ARE TRAFFIC! relata a história do início do “Massa Crítica”, em 1992, em São Francisco, Califórnia. O movimento foi uma ação política que desafiou a hegemonia do automóvel, propondo a bicicleta como alternativa de mobilidade.

  • A geração millennial mudou desde a forma de consumo até a relação com a MOBILIDADE E TRANSPORTES. Apesar do engajamento em tornar a locomoção mais ecológica possível, o aumento de aplicativos como o Uber traz uma outra preocupação: o “assassinato” dos transportes públicos quando grande parte dessa geração opta por meios de transporte mais individualistas.


  • O rapper e poeta Rincon Sapiência traz nos versos da canção de 2014 a rotina cada vez precária dos TRANSPORTES COLETIVOS, marcados pela superlotação, mesmo em época de pandemia.

  • Com a ausência de ciclovias ideais, os ciclistas acabam disputando espaço com outros automóveis nas grandes vias e, essa “guerra diária” por locomoção, acaba gerando graves acidentes, muitos fatais. Em “BIKE VS CARS”, cicloativistas relatam como andar de bicicleta nas grandes cidades é um ATO DE RESISTÊNCIA contra todo o desrespeito no tráfego e obras mal finalizadas. 

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    Reuters

    Em 2011, o desejo de consumo dos quase 70 mil habitantes do Complexo do Alemão, no Rio de Janeiro, se tornou realidade com a chegada do teleférico, que, além de auxiliar na subida e descida do morro, interligava os 2,96 km² da COMUNIDADE. Ele mudou a MOBILIDADE SOCIAL DESSA REGIÃO, já que os moradores levavam menos de 20 minutos para finalizar a travessia. Desde 2017, no entanto, o teleférico encontra-se fechado. Agora, cada morador demora cerca de uma hora caminhando pelos morros do Complexo para chegar em seu lar.

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    ©Taipei Fine Arts Museum

    A bicicleta foi tão importante para o artista chinês Ai Weiwei durante o seu crescimento que ele resolveu eternizar em uma obra de arte – que já foi exposta inclusive no Brasil. Apesar de evidenciar a sua paixão por bicicletas, a série nomeada de Forever Bicycles também critica o trabalho em massa realizado na China.


  • Ao retratar as angústias de um bloqueio criativo,  FEDERICO FELLINI (1929-1993) faz alusão ao caos dos rotineiros engarrafamentos das grandes cidades na abertura do clássico 8 1/2. Naquela época, 1963, o diretor italiano já levantava críticas aos ônibus lotados e ao excesso de carros nas ruas.