Quais os passos para escrever uma biografia? Eis a proposta do curso com o jornalista e escritor Mário Magalhães, com início em 30 de novembro. Em quatro aulas ao vivo pelo Zoom, a ideia é estruturar as etapas de uma biografia, da escolha de personagem à montagem do livro, passando pela apuração, organização das informações coletadas e redação. Magalhães já recebeu uma série de prêmios jornalísticos e literários no Brasil e no exterior e é autor de “Marighella: O guerrilheiro que incendiou o mundo” (Companhia das Letras, 2012), recém-adaptado para o cinema por Wagner Moura. (Betina Neves)
Não é exagero dizer que o português Tiago Rodrigues, ator, autor e diretor, é um dos nomes mais fortes do teatro contemporâneo, tanto que, em 70 anos, é o primeiro não-francófono à frente do Festival de Avignon, na França. Antes da pandemia, trouxe à Mostra Internacional de Teatro de SP, o texto “By Heart”, em que tira membros da plateia para encenar -- entre eles, é comum encontrar atores ávidos pela oportunidade de encenar seu texto, como foi o caso de Camila Pitanga e Martha Nowill. O volume editado pela 34 traz essa e outras peças de Rodrigues, cheias de humor e poesia, em um retrato lírico do que pode ser a vida no mundo contemporâneo. (Isabelle Moreira Lima)
Jacqueline Blábláblá, Andrea de Mayo e Cris Negão foram travestis que comandaram a prostituição no centro de São Paulo entre a década de 70 e os anos 2000. A história das três é contada pelo jornalista Chico Felitti, autor de “Ricardo e Vânia” e “A Casa”, no audiobook recém-lançado, que mergulha nos casos de inúmeras outras travestis, transexuais, transformistas e drag queens da capital paulista. “Rainhas da Noite” tem sete capítulos e é encontrado exclusivamente na plataforma Storytel. (Daniel Vila Nova)
Reverenciado mundo afora, o filósofo, escritor e educador pernambucano (1921-1997) teria feito 100 anos em 19 de setembro. Entre uma das muitas homenagens feitas a ele neste momento, a “Ocupação Paulo Freire”, no Itaú Cultural, em São Paulo, revisita seu legado em cerca de 140 itens, entre documentos, fotos, cartas, vídeos e peças originais. Está lá, por exemplo, uma projeção com as páginas manuscritas de “Pedagogia do Oprimido”, um de seus livros mais conhecidos. O site traz alguns materiais adicionais. (Betina Neves)
De 27/9 a 1º/10, a editora comemora seus cinco anos com conversas entre nomes como Christian Dunker (foto), Deivison Faustino, Djamila Ribeiro, Elsa Dorlin, Françoise Vergès, Franco Berardi, Giselle Beiguelman, Manuela Carneiro da Cunha e Vladimir Safatle. Os debates acontecem sempre das 17h às 19h, no canal do YouTube da editora. As inscrições são gratuitas, devem ser feitas no site, e dão direito a um ebook com textos dos participantes. (Isabelle Moreira Lima)
Um clássico contemporâneo do ativismo de gênero, o livro “Má Feminista”, lançado em 2014 pela escritora, professora e ativista americana Roxane Gay, acaba de ser relançado com nova edição pela Globo Livros. Com tradução de Raquel Souza, o livro conta com uma série de ensaios críticos de um feminismo ainda cheio de clichês -- e a dificuldade de se encaixar em alguns critérios dentro do movimento. Roxane expõe questões de raça, gênero e identidade nas bolhas do cotidiano e na cultura moderna, tratando de música, cinema, televisão e literatura. À venda no site da editora. (Andressa Algave)
Um dos principais romances da escritora britânica Virginia Woolf (1882-1941), “As Ondas”. de 1931, acaba de ganhar uma nova tradução brasileira pela Autêntica, nas mãos de Tomaz Tadeu. Descrito pelo marido Leonard Woolf (1880-1969) como “uma obra-prima”, o livro conta a história de seis personagens, da infância à velhice. Famoso pela falta de marcadores de tempo e espaço, o livro também tem como marca a prosa sofisticada típica da autora, cuja morte acaba de completar 80 anos. (Leonardo Neiva)
Só a morte foi capaz de silenciar Sergio Sant'Anna. Vítima da covid-19 em maio de 2020 e um dos maiores nomes da literatura brasileira, teve suas últimas palavras e textos eternizados em dois títulos recentes: "A Dama de Branco" (Cia das Letras, 2021), que traz, além de uma narrativa homônima, a última de autoria de Sant'Anna, outros 16 contos; e "O conto não existe" (CEPE Editora, 2021), que reúne algumas das entrevistas mais antológicas que o autor concedeu e alguns de seus textos críticos. (Manuela Stelzer)
A editora independente Bazar do Tempo conduz o serviço de assinatura Clube F., que reúne múltiplas vozes e teorias feministas em um espaço de debate e colaboração. A plataforma disponibiliza para assinantes o livro do mês, debates em grupo, conteúdos extras e descontos em livrarias parceiras. Em agosto, a indicação do clube é o livro “Crítica da Colonialidade em Oito Ensaios”, da antropóloga argentina Rita Segato, que propõe uma visão afiada das relações de raça e gênero na modernidade. (Andressa Algave)