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Repertório

As dicas de Nath Finanças para diminuir gastos

Pequenas compras podem formar uma bola de neve no orçamento. Confira indicações de como gastar menos em diferentes áreas da vida

Sarah Kelly 23 de Novembro de 2025

As dicas de Nath Finanças para diminuir gastos

Sarah Kelly 23 de Novembro de 2025
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Pequenas compras podem formar uma bola de neve no orçamento. Confira indicações de como gastar menos em diferentes áreas da vida

Com a chegada de novembro, começam os preparativos para o próximo ano. Justamente no momento em que você está repensando a vida e as decisões, o mercado determina que é hora de comprar e consumir mais. Para não gastar todo seu décimo terceiro salário ou criar dívidas na Black Friday, é necessário desenvolver uma boa consciência de necessidade, como aconselha a especialista em gestão financeira Nathália Rodrigues, mais conhecida como Nath Finanças.

“O essencial é entender o propósito de cada gasto e planejar, seja uma compra para a casa ou uma peça de roupa. A maior parte das compras vem do impulso, então vale sempre pensar no que realmente faz sentido adquirir naquele momento.”

Acostumada a descomplicar a gestão do dinheiro, Nath acaba de lançar o podcast Fofocas Financeiras ao lado da criadora de conteúdo Tiele Miranda. A graça do programa está no contraste entre as duas: enquanto uma defende a responsabilidade financeira, Miranda — autointitulada “Ministra do Parcelamento” — é do time que parcela em 12x sem medo. Juntas, elas tratam de investimentos, finanças para casais, aposentadoria e perrengues do dia a dia, com humor e leveza.

O projeto se soma a outras empreitadas da administradora para ampliar o alcance da educação financeira entre brasileiros de baixa renda, como suas redes sociais e a edtech Nath Play, plataforma de streaming sobre o tema. Pós-graduanda em Gestão Financeira pela FGV e graduanda em Economia na PUC, também é autora de “Precisa dar Certo: um guia para empreendedores reais” (Intrínseca, 2024) e “Orçamento sem Falhas” (Intrínseca, 2020).

A seguir, ela compartilha algumas estratégias que ajudam a economizar em diferentes áreas da vida e podem ser aplicadas o ano inteiro. Se quer frear os gastos para alcançar objetivos maiores, como comprar uma casa ou um carro, ou simplesmente deseja ter mais cuidado na hora de abrir a carteira, confira as dicas abaixo.

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Alimentação

Depois de um dia longo de trabalho, é natural bater a vontade de pedir um delivery e escapar da cozinha. O problema é quando isso vira rotina e, no fim do mês, a fatura revela que você gastou demais em esses apps. “A estratégia que indico é definir um limite no cartão de crédito para esse tipo de compra. Veja a sua média de gastos e pense: ‘Nossa, está muito alta, não está dando pra mim’”, sugere Nath Finanças.

Além disso, reflita no porquê você recorre a essas soluções. “Muitas vezes, a gente faz compras no delivery não só por preguiça, mas pelo cansaço da rotina.” Nesse caso, a recomendação é deixar os alimentos pré-prontos: reserve um dia da semana para já cortar ingredientes, como cenoura e batata, e armazená-los no freezer, de preferência a vácuo, para manter o sabor.

“Em vez de esperar uma hora por um delivery, você consegue montar um prato em cerca de 20 minutos, com arroz, macarrão ou batatas já encaminhadas.” Não é fácil, mas esse hábito pode ser implementado pouco a pouco — a saúde física, além da financeira, agradece.

Outro jeito de economizar com a alimentação é aproveitando os dias de promoção dos mercados, como o dia da carne ou dos laticínios, para comprar itens específicos. Em vez de fazer um grande mercado do mês, o ideal é comprar semanal ou quinzenalmente, em pequenas quantidades, para evitar desperdício e garantir melhores preços.

“A ideia da compra do mês surgiu há cerca de 30 anos, em plena hiperinflação, quando o preço do arroz ou do macarrão mudava de um dia para o outro. As pessoas compravam tudo de uma vez para fugir dos aumentos. Hoje, com a inflação controlada, isso não faz mais sentido. O preço do arroz hoje ou na semana que vem é praticamente o mesmo. Por isso vale mais aproveitar os dias de promoção e acompanhar o mercado.”

Compras inteligentes

Em tempos de promoções, nem sempre é fácil identificar quando uma compra realmente vale a pena. O importante é definir com antecedência seus próprios critérios de consumo. E não vale justificar tudo com um “eu mereço”. Presentear-se é válido, mas não dá para se mimar todos os dias, lembra Nath Finanças. Planejar e registrar as despesas em uma planilha ajuda a manter o orçamento em ordem, especialmente no caso das compras parceladas. “A dica essencial é esperar terminar um parcelamento para começar outro”, afirma.

Além de sites como Zoom e Buscapé, que mostram o histórico de preços e ajudam a identificar promoções reais, Nath também recomenda o uso de plataformas em que é possível acumular pontos. “Esses pontos depois podem ser trocados por produtos ou milhas. Por exemplo, troquei minha Airfryer, que tinha queimado, usando os pontos”, conta.

Blusinhas, lazer e transporte por aplicativo

O primeiro passo para reduzir o consumo de supérfluos é romper com o hábito de vasculhar promoções o tempo todo. Nath alerta que os “achadinhos” transformaram-se em conteúdo constante e sedutor e muitos acabam comprando só porque o produto apareceu na tela. Ela recomenda parar de seguir esses perfis e até desinstalar aplicativos de compras usados como se fossem redes sociais. “Se você não vai comprar nada agora e ali não tem algo realmente necessário, desinstala o aplicativo”, diz. Manter o hábito de monitorar promoções diariamente estimula compras por impulso, prejudicando as finanças e a saúde mental.

A mesma lógica vale para o lazer. “Não há problema em gastar com diversão, mas sim em transformar o consumo em algo automático, como beber todo fim de semana ou sair apenas para gastar.” Para Nath Finanças, seguir só o impulso emocional cria rotinas que drenam dinheiro: “Se você transformar o fim de semana sempre em excesso, vira um vício”. A dica é diversificar os programas e não transformar o lazer em obrigação de consumo.

Quando o gasto pesa no transporte por aplicativo, ela sugere estabelecer limites no orçamento e abrir mão do conforto quando possível. “Será que eu realmente preciso pegar esse transporte agora? Dá para ir andando? Porque a gente fazia isso antes. Por que agora a gente está achando que é impossível fazer?”, questiona.

“A questão para todos esses jeitos de consumo é colocar o limite. Se a gente não colocar limite, ninguém vai colocar pela gente. E se não tivermos cuidado, inclusive com a nossa saúde financeira, ninguém vai fazer isso por nós.”

Um assunto a cada sete dias