Um terror na vida real, os inatingíveis padrões de beleza impostos às mulheres estão no centro de "A Substância", um exemplar do body horror — obras cheias de distorções grotescas do corpo humano. Melhor roteiro do último Festival de Cannes, o longa da francesa Coralie Fargeat acompanha uma estrela decadente da TV (Demi Moore) que, desesperada, usa uma droga que promete rejuvenescimento e uma aparência "perfeita". (Ana Elisa Faria)
Com fotos, videoartes e obras compostas a partir de bonecas de pano vitorianas, a artista plástica e escritora Esther Faingold propõe uma reflexão sobre corpos, memória e repressão. A ideia é construir uma atmosfera simbólica e surrealista para abordar os limites da corporeidade e dos papéis sociais. A exposição fica em cartaz até domingo (22) na Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin da USP, em São Paulo, com entrada gratuita. (Leonardo Neiva)
A arte resulta de uma infinidade de escolhas, e um artista toma muito mais decisões durante o processo de criação do que caberia em um prompt de algumas centenas de palavras. Autor do conto que inspirou o filme “A Chegada”, o escritor norte-americano parte dessa premissa para escrever “Por que a inteligência artificial não é capaz de criar arte” (em inglês). Com um raciocínio tão claro quanto denso e original, o ensaio é uma bela reflexão sobre a essência da arte e sobre o que nos torna humanos.
Arquivos do projeto Brasil: Nunca Mais, que entre 1979 e 1985 reuniu mais de 1 milhão de páginas de 707 processos judiciais da repressão; e obras de ex-presos políticos como Artur Scavone, Rita Sipahi, Sérgio Sister e outros, feitas em presídios de SP compõem a mostra no Memorial da Resistência. Com curadoria de Diego Matos, a exposição reúne ainda trabalhos de nomes como Carmela Gross, Regina Silveira, Cildo Meireles, Cláudio Tozzi (com obra refeita), expostos em 400m². (Isabelle Moreira Lima)