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A exposição “Ismael Nery: armadilha moderna”, na Pina Luz, em SP

Há muitos motivos para Nery ter recebido a alcunha de “pintor maldito”. Além da indiferença pelo modernismo que dominava a arte brasileira à época, vida e obra do artista são perpassadas por um catolicismo esotérico, que virou mito quando ele “previu” a própria morte. Esta exposição dedicada à sua curta e intensa trajetória reflete a busca multifacetada do artista por representar na arte questões filosóficas e de identidade. (Leonardo Neiva)
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A trajetória de Zanine Caldas na Casa-ateliê Tomie Ohtake, em SP

A partir de mobiliário, desenhos, maquetes, fotografias e documentos, a exposição "Zanine Caldas – Criação de Mundos" apresenta diferentes momentos da vida do arquiteto e designer autodidata baiano. Com curadoria de Sabrina Fontenele, a mostra é organizada em quatro núcleos: raiz, tronco, abrigo e horizonte. Eles caminham por diferentes frentes de sua atuação, como arquitetura, educação, preservação ambiental e saberes tradicionais, tendo a madeira como principal matéria-prima. Esta é a segunda exposição na antiga residência de Ohtake. Até 7/11. (Mariana Pontes)
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“Apocalipse”, exposição nos Palacetes da Sé, em SP

As ruínas de dois edifícios centenários, perto da Praça da Sé, ganham novos ares e significados com esta exposição gratuita e de curta duração. São 37 pinturas de grande porte assinadas por Alex Flemming, abordando temas como destruição, morte e transformação. A mostra marca o retorno do artista visual à cidade onde nasceu, após 34 anos em Berlim. Na capital paulista, sua obra mais conhecida é a intervenção permanente na Estação Sumaré do metrô, que reúne retratos e poemas de autores brasileiros. Até 30/8. (Amauri Terto)
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"Miró: Mestre das Formas" no MAB FAAP, em São Paulo

Linhas simples em cores primárias, que dão vida a formas e símbolos em estilo lúdico. Mais de 100 obras do artista catalão Joan Miró (1893-1983), um dos grandes expoentes do século 20, ganham exposição a partir desta sexta (7). Com curadoria de Jordi J. Clavero, a mostra reúne pinturas, tapeçarias e esculturas vindas de três museus e 14 coleções particulares, além de itens da família do artista. Até 12/10. Ingressos a partir de R$ 25 (meia) aqui. (Amauri Terto)
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Acervo de Marrom na exposição "Com Amor, Alcione", no Museu das Favelas

Do trompete da juventude aos figurinos glamourosos, passando por troféus, fotos raras e sua carteira da Ordem dos Músicos do Brasil (OMB), cerca de 650 itens do acervo pessoal de Alcione compõem a mostra. Inaugurada originalmente em 2025, em São Luís do Maranhão, terra natal da artista, a exposição celebra os 50 anos da voz que marca gerações com sambas e hinos românticos, celebrando a personalidade vibrante e seu lugar cativo na história da música popular brasileira. (Amauri Terto)
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Carmela Gross, Carlos Fajardo, Cildo Meireles e outros na mostra “Arte em Situação”, em SP

Partindo da ideia de entretempos poéticos atuais e do passado, estão reunidos na Galeria Marcelo Guarnieri, em São Paulo, obras de 12 artistas contemporâneos brasileiros consagrados no século 20, como Claudio Tozzi e José Resende. Com curadoria de Diego Matos, a mostra traz aproximações poéticas entre a produção desses artistas com obras históricas e outras mais recentes. Até 4/6, de seg. a sáb., com entrada gratuita. (Isabelle Moreira Lima)
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A trajetória de Ruth Rocha, mestra da literatura infantil, no Itaú Cultural, em SP

A nova edição da série Ocupação, do Itaú Cultural, espaço localizado na avenida Paulista, celebra com uma exposição interativa a autora nonagenária que ajudou a formar gerações de leitores. Em cartaz a partir deste sábado (9) — até 2/8 —, a mostra gratuita percorre quase 60 anos de trabalho da escritora com fotos, vídeos, documentos e uma seleção de livros, como o clássico “Marcelo, Marmelo, Martelo”, que completa cinco décadas. (Ana Elisa Faria)
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"Zumví Arquivo Afro Fotográfico", no IMS Paulista

Do surgimento dos blocos afro em Salvador ao cotidiano da feira de São Joaquim, a mostra gratuita reúne cerca de 400 fotografias do acervo Zumvi, criado por Lázaro Roberto nos anos 1990, com registros autorais e de outros seis fotógrafos. Com curadoria de Hélio Menezes, é uma exposição que revela estéticas, expressões e lutas da população negra na Bahia ao longo de quase 50 anos e traz à tona memórias preservadas pelo arquivo a partir de olhares negros. (Amauri Terto)
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Ditaduras brasileira e chilena são tema de mostra no IMS

Nesta exposição imperdível temos a oportunidade de ver a destreza aliada ao senso estético do fotojornalista Evandro Teixeira, de 87 anos. O baiano passou quase 50 anos de sua vida trabalhando para o Jornal do Brasil. Nesse período, registrou fatos importantes da história do Brasil e do Chile, como a ditadura dos dois países e a morte do poeta chileno Pablo Neruda, momento que ele considera o mais emblemático de sua carreira. Ao Nexo, ele falou sobre os cliques que entraram para a história. Até 30/7. (Luara Calvi Anic)
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Uma retrospectiva de Daido Moriyama no IMS

Inspirado por Andy Warhol, William Klein e Jack Kerouac, Daido Moriyama é um dos maiores fotógrafos japoneses vivos e revolucionou a maneira de olhar o mundo, com suas imagens densas e granuladas. Com acesso inédito a seu arquivo, o IMS inaugura a primeira grande retrospectiva latino-americana dedicada a Moriyama. São mais de 200 obras e uma centena de publicações, além da contribuição de especialistas japoneses. Até agosto. (Manuela Stelzer)
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Inhotim homenageia Abdias Nascimento

Após 10 anos da morte do artista e intelectual, o Inhotim sedia, de forma inédita, outro museu dentro de seu espaço: o Museu de Arte Negra, em parceria com o Ipeafro. A partir de 4 de dezembro e pelos próximos dois anos, o local receberá um programa de exposições diversas, sendo a primeira um diálogo entre as obras de Tunga e Nascimento, amigos de longa data. Todas as mostras desafiam conceitos vigentes da arte moderna, além de apoiarem e promoverem a produção de artistas negros. O Inhotim está aberto para visitação de quinta à domingo, e os ingressos custam R$ 44. (Manuela Stelzer)
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A exposição ‘Constelação Clarice’, no IMS Paulista

A obra e a vida de Clarice Lispector (1920-1977) são permeadas de interesse pelas artes visuais, seja na breve incursão da escritora na pintura, ou pela presença de personagens artistas em seus livros. A mostra que ocupa o Instituto Moreira Salles a partir de sábado (23) busca as conexões entre sua produção e a de mulheres que marcaram a arte brasileira no mesmo período, como Lygia Clark, Letícia Parente e Djanira. Além dos quadros de Clarice e suas contemporâneas, há manuscritos, fotografias e documentos da escritora, cujo centenário foi celebrado no ano passado. A entrada é gratuita, com agendamento prévio pelo site. (Amauri Arrais)