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Bloco de notas

Com estes livros você vai preferir ficar offline

Da jardinagem à panificação, do bordado à fotografia, guias e manuais selecionados pela equipe da Gama que vão te manter longe da internet por horas

Com estes livros você vai preferir ficar offline

Isabelle Moreira Lima 05 de Abril de 2026

Da jardinagem à panificação, do bordado à fotografia, guias e manuais selecionados pela equipe da Gama que vão te manter longe da internet por horas

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    Que tal trocar o gesto automático de rolar o feed infinitamente por um trabalho manual? Tem quem goste de cerâmica, pintura, macramê, crochê, origami. Tudo isso está valendo, mas a dica aqui para desconectar da vida nas redes sociais é o bordado, um artesanato delicado que exige foco e paciência. E, para aprender o passo a passo de pontos, técnicas e estilos, o livro “Bordar É Fácil” (Olhares, 2024), da francesa Marie Suarez, pode ser uma boa opção. A publicação funciona quase como uma enciclopédia visual para iniciantes e veteranos das linhas, reunindo 150 pontos, mais de mil fotos e 14 projetos para colocar a mão na massa — ou, melhor, a linha na agulha.

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    Provocativo e irreverente, “Suruba para colorir” (Bebel Books, 2025) é um livro de colorir para adultos e, de fato, não recomendado para crianças. Organizado por Bebel Abreu e com prefácio do jornalista e escritor Xico Sá, a obra reúne 17 ilustrações de aglomerações íntimas feitas por diferentes artistas brasileiros. Por meio do humor gráfico, o leitor participa do processo artístico colorindo as cenas de estilos variados — do poético ao sombrio. Há trabalhos de artistas como Laerte, Kiko Dinucci, Luciana Bastos e Oga Mendonça.

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    Do pão fofinho ao cascudo, são muitas as possibilidades que “Direto ao Pão: Receitas caseiras para todas as horas” (Editora Senac e Panelinha, 2019) oferece para o aspirante a padeiro caseiro. A ideia aqui é ensinar receitas possíveis com riqueza de detalhes para que o sonho do pão próprio seja uma realidade diária. Escrito por Luiz Américo Camargo, autor do ótimo “Pão Nosso”, diferente deste outro título por usar fermento biológico em quase todas as receitas. Talvez não tenha o mesmo élan do levain, você pode estar pensando, mas para iniciantes o resultado é mais garantido e vai funcionar como um incentivo para, em pouco tempo, chegar ao próximo nível.

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    Se você está pensando em ler mais, ler melhor ou começar a escrever com mais frequência, quem sabe com menos interferência das telas, “Para Ler Como um Escritor” (Zahar, 2008) pode ser um guia excelente. A obra da escritora e crítica literária norte-americana Francine Prose já vem ganhando ares de clássico do gênero, e com bons motivos. O livro mostra o que alguns dos grandes romancistas da história, como Virginia Woolf, Vladimir Nabokov, Jane Austen e Philip Roth, podem nos ensinar a partir de uma leitura atenta e cuidadosa, apontando noções de ritmo, linguagem e estilo. Recomendado para escritores iniciantes e leitores de longa data, a versão brasileira ainda inclui acréscimos do crítico literário Italo Moriconi, que analisa a obra de mestres como Drummond, Machado e Graciliano.

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    Você é daquelas pessoas que não mantêm uma plantinha sequer viva em casa? O livro “Minhas Plantas: Jardinagem para Todos (até quem mata cactos)”, da jardineira Carol Costa, pode ser a solução dos seus problemas. Publicada pela Paralela em 2017, a obra parte do princípio: cuidar de plantas e manter um jardim não precisa de um saber misterioso, reservado apenas a quem tem o chamado “dedo verde”. Com linguagem acessível e muitas orientações sobre luz, rega, adubo, substrato e escolha das espécies, a autora transforma a jardinagem em uma atividade possível — e, de quebra, oferece um ótimo motivo para largar o celular e dedicar atenção a uma atividade mais lenta, manual e viva.

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    A dupla da Companhia dos Fermentados ensina os primeiros passos da fermentação usando o rico arsenal de frutas e vegetais brasileiros no completo “Fermentação à Brasileira: Explore o universo dos fermentados com receitas e ingredientes nacionais” (Ed. Melhoramentos, 2020). Em 320 páginas, a dupla formada por Fernando Goldenstein Carvalhaes e Leonardo Alves de Andrade divide o livro em três seções: a primeira em que esmiúçam a técnica a um nível de detalhe da microbiologia mais nerd, e a segunda e a terceira em que trazem receitas (com os devidos pulos do gato) de comidas e bebidas cujos ingredientes base são brasileiros. Ao todo, são 89 delas, que incluem kombuchas (feitas a partir do mate, tão popular no sul), refrigerantes naturais, conservas, vinagres e cervejas, entre outros.

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    E tem quem não goste de um bom mistério? Se curte dar uma de detetive e tentar desvendar quem matou o coronel Mostarda com um pé-de-cabra na biblioteca, então a série “Murdle” foi feita sob medida para você. Iniciado em “Murdle: Volume 1” (Intrínseca, 2024), o jogo desenvolvido pelo escritor norte-americano G. T. Karber praticamente coloca o leitor na posição de um Sherlock Holmes ou Hercule Poirot. Inspirado nos desafios de lógica muito presentes em revistas de palavras cruzadas e afins, aqui cada um dos 100 enigmas de cada volume traz um mistério com cenários, personagens e objetivos bem diferentes. São quebra-cabeças em que você pode testar suas habilidades do nível mais simples ao mais desafiador. A receita perfeita para passar algumas boas horas sem nem pensar em dar aquela checada no celular.

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    O delicioso “Como Desenhar Animais” (Olhares, 2024), da ilustradora japonesa Ai Akikusa, nos convida a desenhar 80 espécies de animais em traços simples. Do urso polar que aparece na capa a simpática lontra, cada página traz um passo a passo curto e simples que faz nascer desenhos animadores. Bom para fazer junto com as crianças, ótimo para evoluir na prática do desenho e conhecer particularidades das diferentes espécies.

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    Quem deseja explorar a fotografia de forma original tem em “The Photographer’s Playbook” um excelente ponto de partida. O livro reúne 307 exercícios, ideias e relatos de profissionais e artistas consagrados para estimular a prática e ampliar o olhar criativo. A proposta é aprender fazendo, com atividades que podem ser realizadas sozinho ou em grupo. O conteúdo inclui orientações para aprimorar o registro e a edição de imagens, além de sugestões de projetos e reflexões sobre o processo criativo. Entre os colaboradores estão nomes como John Baldessari, Tina Barney e Miranda July. A publicação traz ainda jogos, experimentações e referências que a tornam interessante não apenas para entusiastas da fotografia, como também para para estudantes e educadores.

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    Quando viaja pelo Brasil, o artista paulistano Luiz Zerbini leva telas em branco para transformar em pinturinhas que registram as paisagens dos lugares visitados. Agora, apenas o contorno de muitas dessas imagens estão no livro “Pinturinhas para Colorir” (Cobogó, 2024). São desenhos de praias, montanhas, ilhas e árvores prontas para ganhar as cores e texturas mais diversas. “Escolha as cores das tintas ou lápis coloridos e crie as suas próprias paisagens e suas próprias viagens”, diz o prefácio.

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