O que vai no prato das crianças?

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Bloco de notas

Iniciativas transformadoras para a alimentação infantil nas escolas

Uma lista de diferentes projetos pelo Brasil que contribuem para mudar o cenário da educação nutricional

Iniciativas transformadoras para a alimentação infantil nas escolas

28 de Setembro de 2025
Foto: Triade Art Audiovisual. Reprodução/Instituto Comida e Cultura

Uma lista de diferentes projetos pelo Brasil que contribuem para mudar o cenário da educação nutricional

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    Nada melhor do que aprender a comer bem brincando, não é mesmo? Uma parceria do Instituto Avisa Lá, da Fundação Cargill e de cinco municípios brasileiros — Bebedouro e Porto Ferreira (SP), Ponta Grossa, Paranaguá e Castro (PR) —, o projeto Comer e Brincar na Escola atua na formação de professores, preparando os docentes para promover hábitos saudáveis nos alunos da educação infantil. A ideia é que alimentação e atividade física sejam ações educativas inseridas no projeto pedagógico das escolas.

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    No programa Cozinhas & Infâncias, há uma preocupação com o resgate da história, da cultura e da biodiversidade do Brasil no “chão da escola”. Com projetos implementados a partir de parcerias com as prefeituras, a iniciativa do Instituto Comida e Cultura trabalha pela educação alimentar de professores, merendeiras e outros profissionais das escolas desde 2018. Na vertente Cidades, já alcançou centenas de instituições de educação infantil, impactando cerca de cem mil crianças. Enquanto na vertente Territórios, leva a formação a biomas específicos, como o Cerrado e, em breve, a Amazônia, valorizando a sociobiodiversidade e fortalecendo vínculos entre educação, cultura alimentar e comunidades.

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    Dentro da ONG Cidade Sem Fome, as hortas escolares são definidas como “laboratórios vivos que transformam o aprendizado, unindo teoria e prática de forma envolvente”. A empreitada tem a missão de ir até as escolas e despertar nos alunos, de diferentes faixas etárias, a curiosidade e o interesse por alimentos saudáveis. E não é necessário que a instituição tenha uma grande área disponível, já que a proposta também se adapta em áreas urbanas densas com pouca infraestrutura.

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    A finalista do Prêmio Melhores Escolas do Mundo 2025 (premiação da organização inglesa T4 Education) se destacou por promover hábitos saudáveis e desmistificar a alimentação. Isso porque o “Momento com a Nutri” faz parte do cotidiano das crianças do Colégio Sesi da Indústria – Portão, de Curitiba (PR). O projeto, integrado à grade curricular da educação infantil, mistura hortas e atividades lúdicas. Os alunos também têm contato direto com os alimentos in natura, além de preparar e provar receitas. “Se eu levo um repolho, por exemplo, eles vão olhar, cortar, cheirar, pegar, sentir, vão ter uma relação com o alimento, trabalhando todo o sensorial nessa exploração. Às vezes dou uma lupa e falo que eles são detetives fazendo uma investigação. No final, depois de toda a explicação, a gente experimenta”, conta Cristina Marti, nutricionista da escola, ao site Porvir.

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    É possível que a lanchonete da escola não tenha produtos ultraprocessados? O Guia Prático para uma Cantina Saudável prova que sim. O documento do Instituto Desiderata traz um passo a passo de negócios para gestores e cantineiros escolares, com dicas de como tornar as cantinas mais atrativas para crianças e adolescentes, garantindo uma alimentação de qualidade. Outro material interessante do Desiderata é o Panorama da Obesidade em Crianças e Adolescentes, plataforma com base em dados do SISVAN (Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional). Lá, você pode solicitar um guia personalizado de como mobilizar um vereador para a criação de uma lei voltada à alimentação saudável nas escolas da sua cidade.

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    Se você trabalha por uma alimentação saudável, regionalizada e alinhada aos contextos socioculturais da Amazônia, uma boa ajuda pode ser a cartilha Educação Alimentar e Nutricional nas Escolas da Amazônia. Ela foi construída de forma participativa com professores, agentes de saúde e comunidades ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Lançada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, em parceria com o UNICEF, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), reúne propostas pedagógicas, alinhadas à BNCC, que valorizam saberes e sabores da floresta.

  • Transformar a relação das crianças com a alimentação — e até com o meio ambiente — pode ser mais simples do que imaginamos. No caso da auxiliar de educação Luciana Camilo, vencedora do Programa Nestlé Nutrir nas Escolas, só foi preciso de uma balança e da colaboração dos colegas da Escola Municipal de Ensino Fundamental Remo Rinaldi Naddeo, em São Paulo. O desperdício de alimentos no refeitório virou tema de aprendizado quando ela convidou os alunos do 5º ano a pesar o lixo gerado e refletir sobre formas de reduzir as sobras. O projeto também integrou as merendeiras, que receberam orientações para preparar receitas mais saudáveis e saborosas, com apoio para a criação de preparos mais saudáveis.

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    Vinte e seis estudantes do 4º ano se uniram na investigação dos hábitos alimentares tradicionais de suas famílias, no projeto Cozinha de Gerações, desenvolvido na Escola Municipal Itarajú Queiroz Santos, em Barreiras (BA). A iniciativa valorizou a culinária regional e os alimentos in natura da agricultura familiar, promovendo educação alimentar, hábitos saudáveis e reflexão sobre a cultura local. Pelo impacto e pela relevância, a ação foi premiada pelo Ministério da Educação na 4ª Jornada de Educação Alimentar e Nutricional (EAN) do FNDE, reconhecido como experiência de referência nacional.

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    O Nosso Panero, no Acre, leva alimentos produzidos por agricultores familiares para escolas da rede pública, promovendo a alimentação saudável entre crianças e adolescentes e a produção rural de comunidades tradicionais. Em maio deste ano, a iniciativa foi aprovada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, sendo fortalecida com R$ 24 milhões do Fundo Amazônia. Além de melhorar a qualidade nutricional e fortalecer a economia local, o projeto busca ampliar o conhecimento sobre alimentação sustentável nas escolas.

  • Em Belo Horizonte, o educador físico Paulo Aguiar contribuiu para transformar a rotina da Escola Municipal Lídia Angélica com uma iniciativa facilmente replicável. A partir de medições antropométricas dos alunos — incluindo peso, crescimento e dimensões corporais —, ele desenvolveu ações para incentivar hábitos saudáveis. Entre elas estão o Dia da Degustação de Frutas, o preparo de sanduíches naturais com hortaliças da horta da escola, o plantio de uma mexeriqueira e atividades ao ar livre, como caminhadas e brincadeiras no parque.

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Este conteúdo integra uma série especial sobre segurança alimentar de crianças e adolescentes no Brasil, produzida com apoio do Infinis – Instituto Futuro é Infância Saudável. O Infinis é a frente de filantropia e advocacy da Fundação José Luiz Setúbal, e atua em defesa da saúde pública voltada a crianças e adolescentes, além de contribuir para o fortalecimento do terceiro setor e para o desenvolvimento da filantropia no país.

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