Namorar dá trabalho?

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Bloco de notas

Amor contemporâneo em séries e filmes

Da “DTF St. Louis” a “Os Anos Novos”, produções que trazem as alegrias, os conflitos, as possibilidades e as complexidades de amar na atualidade

Amor contemporâneo em séries e filmes

Mariana Pontes 07 de Junho de 2026

Da “DTF St. Louis” a “Os Anos Novos”, produções que trazem as alegrias, os conflitos, as possibilidades e as complexidades de amar na atualidade

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    Jason Bateman (Clark Forrest), Linda Cardellini (Carol Love-Smernitch) e David Harbour (Floyd Smernitch) interpretram três adultos em crise de meia-idade e protagonistas de um triângulo amoroso de destino trágico. Lançada em março, a trama de “DTF St. Louis” (2026) aborda os desafios cotidianos de um casamento. O humor ácido e sombrio da minissérie é acompanhado por suspense e mistério quando a morte de um deles é investigada por dois detetives. Disponível na HBO Max.

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     “Amores Materialistas” (2025), o segundo filme da diretora Celine Song após “Vidas Passadas” (2023), nos apresenta Lucy Mason (Dakota Johnson), uma casamenteira que acredita que características como status e aparência são os principais pontos para determinar a compatibilidade entre dois possíveis interesses amorosos. Apesar de seu sucesso entre seus clientes, sua vida amorosa não está na mesma situação. Tudo muda quando encontra Harry Castillo (Pedro Pascal), um rico financista que cumpre todos seus requisitos pragmáticos em um parceiro, e reencontra John Pitts (Chris Evans), seu ex-namorado com questões financeiras. O longa aborda diversos dilemas em meio ao materialismo e exigências superficiais do amor moderno. Disponível na HBO Max e Apple TV.

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    Desde 2004, uma coluna no The New York Times reúne semanalmente relatos, editados pelo jornalista Daniel Jones, de vivências reais dos leitores e escritores sobre os amores, relacionamentos e suas complexidades. “Amor Moderno” (2019), que toma emprestado o nome da coluna, traz essas histórias para o formato de série. Criada por John Carney, traz para o elenco nomes como Cristin Milioti, Dev Patel, Anne Hathaway, Andrew Scott, entre outros. Amor na reconexão, amor nos desafios do transtorno bipolar, amor na adolescência e na velhice são temas abordados ao longo de 16 episódios. A coletânea dessas comédias românticas forma um retrato das mais diferentes experiências no amor e em tudo que vem junto com ele. Disponível no Prime Video.

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    Dez episódios. Dez décadas. Dez viradas de ano. A série de drama e romance “Os Anos Novos” (2024), dirigida pelo espanhol Rodrigo Sorogoyen, traz os altos e baixos da vida de um casal apresentados a partir de um dia a cada ano — o primeiro ou último, mais especificamente. Ana (Iria del Río) e Óscar (Francesco Carril) se encontram pela primeira vez no Réveillon de 2015, em que ambos estão completando 30 anos. A série é uma visão madura sobre os possíveis caminhos pelos quais um relacionamento pode se desenvolver. Disponível na MUBI.

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    Casais mantêm segredos uns dos outros? Qual seria o pior a se revelar para seu parceiro uma semana antes do seu casamento? Zendaya e Robert Pattinson interpretam um casal que  se conheceu após uma leve mentira sobre um livro lido para conseguir chamar a atenção da pessoa de interesse. “O Drama” (2026), de Kristoffer Borgli, é sobre como os noivos, aparentemente em uma relação comum e perfeita, navegam os dias que se aproximam do seu matrimônio após um jogo que traz a pergunta: “Qual a pior coisa que você já fez na vida?”. Após dois meses de seu lançamento, o longa acumula uma bilheteria de cerca de 130 milhões de dólares, consolidando-se como uma das maiores na história da produtora e distribuidora A24. O romance com toques de humor ácido é um convite para reflexões pessoais acerca do perdão, segredos e julgamento. Disponível no Prime Video.

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    Com a possibilidade de fazer um desejo ao sobrenatural, Bear (Michael Johnston) pede que sua amiga Nikki (Inde Navarrette), por quem sente uma antiga atração, se apaixone e ame mais a ele do que qualquer outra pessoa no mundo — sem esperar pelas consequências desastrosas que viriam a assombrá-lo. A transformação resulta em uma obsessão violenta e, no mínimo, assustadora. “Obsessão” (2025) é um filme de terror escrito, dirigido e editado por Curry Barker, que iniciou sua carreira no Youtube, onde também subiu seu primeiro curta-metragem “The Chair” (2023). Em uma escala extrema e paranormal, a história fala sobre dificuldades na comunicação e o respeito ao livre-arbítrio nos relacionamentos contemporâneos. Em cartaz nos cinemas.

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    “Looking” (2014) é uma série sobre três amigos gays na cidade de São Francisco enfrentando a vida adulta: o que inclui relacionamentos, carreira, ambição e, claro, amizade. Na faixa dos 30 anos, o trio é composto por Patrick Murray (Jonathan Groff), um designer de videogames que cresceu em uma família conservadora, seu melhor amigo Agustín Lanuez (Frankie J. Alvarez), um assistente de galeria que sofreu violências de seu pai alcoólatra quando criança, e Dom Basaluzzo (Murray Bartlett), que trabalha como um sommelier em um restaurante e que perdeu o pai aos 20 e poucos anos. Apesar de cancelada após sua segunda temporada, a produção foi muito elogiada pela naturalidade, enfoque nos detalhes e complexidade da vida do trio. O universo criado a partir dos episódios também conta com “Looking: O Filme” (2016), um longa que serve como um fechamento para a história dos personagens. Disponível na HBO Max e Apple TV.

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    O drama romântico de Sebastián Lelio “Desobediência” (2017) conta a história do retorno de uma mulher à comunidade judaica de que havia se afastado para o funeral de seu pai. Ronit (Rachel Weisz) se encontra com Rav (Rachel McAdams), com quem foi flagrada em um encontro romântico na sua juventude e a razão pela qual ela teve de deixar a comunidade. Baseado no livro de estreia de mesmo nome da escritora Naomi Alderman, de 2006, o longa trabalha temas como os conflitos dentro da religião com a atração das personagens, que sofrem com o julgamento das demais pessoas. Em 2018, foi indicado para quatro categorias no British Independent Film Awards e venceram a de Melhor Ator Coadjuvante. O longa leva à decisão final que o casal deve tomar: entregar-se ou não ao amor, ainda que contra as expectativas da comunidade. Disponível no Prime Video e Apple TV.

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    Baseado no filme homônimo de 1986 de Spike Lee, que ganhou o Prêmio da Juventude Estrangeiro (produção de impacto para a nova geração eleita por um júri composto por jovens ou estudantes de cinema) de 1986 no Festival de Cannes, “Ela Quer Tudo” (2017) é uma série feita sob a orientação do diretor. Nola Darling (DeWanda Wise) utiliza sua liberdade sexual para aproveitar a relação com seus três parceiros — que têm certa dificuldade em aceitar sua independência — sem nenhuma intenção de ter um relacionamento fechado com nenhum deles. A representação da feminilidade negra também é um tema em pauta no discurso de Nola, assim como o corpo feminino e as situações de sexismo cotidianas. Em meio à seu rápido e vibrante estilo de vida no Brooklin, os episódios apresentam a poligamia, a identidade e a autonomia da personagem combinadas a outros aspectos da sua vida na cidade. Disponível na Netflix.

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    Após uma bem-sucedida estreia do novo filme de Malcolm (John David Washington), sua namorada Marie (Zendaya) chateia-se por não ter sido citada no discurso de agradecimento do cineasta. Uma briga que desenrola-se no preparo do jantar, englobando muitas outras questões. Na 1 hora e 46 minutos em preto e branco de “Malcolm & Marie” (2021), tensões e ressentimentos voltam à tona apesar da paixão que envolve o casal. O filme foi escrito e dirigido por Sam Levinson e busca apresentar um olhar íntimo da natureza das relações, entre dependência, a realidade do amor e o que é suficiente para manter um romance. Disponível no Netflix.

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