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Bloco de notas

Livros para criar histórias e escrever melhor

Obras que revelam segredos para uma escrita simples, original e bem estruturada

Livros para criar histórias e escrever melhor

06 de Julho de 2025

Obras que revelam segredos para uma escrita simples, original e bem estruturada

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    Como vencer a página em branco? Mais difícil ainda, como ir até o fim sem desistir? Para responder essas e outras perguntas, o escritor e desenhista Raoni Marqs lançou o manual ilustrado “Como Escrever Histórias” (Seguinte, 2025). O livro traz dicas, referências da cultura pop, um humor curioso e o passo a passo da ideia inicial à estruturação de uma narrativa.

  • Palavras, simplicidade, consciência narrativa, originalidade, estranhamento, detalhes, experimentação. São esses os sete princípios do processo de criação literária, descritos por Noemi Jaffe em “Escrita em Movimento” (Companhia das Letras, 2023). A obra da escritora e crítica paulista surge de décadas de experiência ensinando jovens autores. Para explicar conceitos complexos do fazer literário, recorre a exemplos de grandes escritores, como Clarice Lispector, Guimarães Rosa e Eça de Queiroz, além de entrevistas com Beatriz Bracher, Eliana Alves Cruz e Milton Hatoum.

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    É possível mergulhar na mente da vencedora do Nobel Olga Tokarczuk por meio de “Escrever É Muito Perigoso” (Todavia, 2023). No livro, a autora polonesa compartilha seu processo criativo e suas visões de mundo em 12 ensaios e conferências. Ainda analisa a psicologia do narrador, comenta suas leituras e examina o ofício do tradutor e as razões do escritor.

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    Publicado originalmente em 1998, “Como Criar Histórias” (Seiva, 2024) segue atual como um guia prático para escritores. Por meio de exercícios e exemplos de escrita criativa, a consagrada autora de ficção científica americana Ursula K. Le Guin aborda os elementos essenciais para a construção de uma prosa narrativa. Som da escrita, ponto de vista, extensão da frase e uso de adjetivos e advérbios são temas de algumas lições propostas por ela. Os exemplos incluem Zora Neale Hurston, Jane Austen, Virginia Woolf, Charles Dickens, J. R. R. Tolkien e outros.

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    Após 34 anos de trabalho na célebre oficina de escrita literária da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul, o escritor e professor Luiz Antonio de Assis Brasil sintetizou seus ensinamentos em “Escrever Ficção” (Companhia das Letras, 2019). A obra reflete sobre o que significa ser um ficcionista e aborda temas como a construção de personagens, o papel do conflito na narrativa, a estrutura do enredo e a importância do estilo. Tudo isso enquanto apresenta uma variedade de exemplos da literatura e narra os conflitos enfrentados por um de seus alunos na criação de um romance.

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    Existe alma em tudo o que você escreve. Pelo menos é o que defende Ana Holanda, autora de “Como Se Encontrar na Escrita: o caminho para despertar a escrita afetuosa em você” (Rocco, 2022). Ela explica como os textos têm potencial de transformar, aproximar e afetar os leitores quando revelam algo sobre o autor — um caminho são as narrativas identificáveis, que trazem situações comuns que todos passamos, por mais que não pensemos no impacto delas.

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    Leitura obrigatória para os jornalistas, “Como Escrever Bem” (Fósforo, 2021) serve a qualquer escritor que busque uma “prosa límpida e atrativa”, segundo o New York Times. Não importa o formato — pode ser desde um livro até um simples e-mail —, sempre há um jeito de transmitir o conteúdo de um jeito mais coerente e direto. Algumas das dicas do autor William Zinsser (1922-2015) foram resumidas neste texto da Gama.

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    Se você está lendo esta lista, provavelmente busca aprimorar a escrita. Apesar disso, vale o cuidado com a autocobrança excessiva. Em “A Obrigação de Ser Genial” (Bazar do Tempo, 2024), a argentina Betina González fala da pressão desproporcional sobre as mulheres para inovar em tudo que escrevem — desculpa para excluí-las do cenário literário durante séculos. Definindo a escrita como um convite para abraçar a incerteza, González afirma que “[a obrigação de ser] genial é a forma mais efetiva de censura para uma escritora, a meta impossível, algo tremendamente nocivo ao trabalho diário de fazer coisas com palavras”. Saiba mais nesta entrevista que ela deu a Gama.

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    “O Lugar das Palavras: primeiros embates do narrador contemporâneo” (Moinhos, 2023) traz algumas respostas para escritores que pretendem publicar livros. A crítica literária Vanessa Ferrari explora os critérios utilizados pelos editores na hora de selecionar as obras com potencial de publicação. Também explica os cinco tipos de narrador existentes e aponta as frases prontas e erros estilísticos mais comuns.

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    E se você pudesse ter uma aula com um renomado consultor de roteiros hollywoodianos? Mesmo se isso parecer impossível, você ainda pode ler o livro dele, “Anatomia da História: 22 passos para dominar a arte de criar histórias” (Seiva, 2024). Nesta obra, John Truby, conta os segredos para uma narrativa eficaz e profunda, focando no desenvolvimento moral e emocional dos personagens e nas relações entre tema e estrutura.

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