Violência contra a mulher: até quando?
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Marlon Diego

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Podcast da semana

Fabiana Moraes: a epidemia de violência contra a mulher

“As mulheres precisam se organizar para apontar as big techs como centros de reverberação da misoginia que tem nos assassinado”, diz a jornalista, pesquisadora e colunista da Gama

Isabelle Moreira Lima 08 de Março de 2026

Fabiana Moraes: a epidemia de violência contra a mulher

Isabelle Moreira Lima 08 de Março de 2026
Marlon Diego

“As mulheres precisam se organizar para apontar as big techs como centros de reverberação da misoginia que tem nos assassinado”, diz a jornalista, pesquisadora e colunista da Gama

O Brasil tem vivido uma explosão de casos de feminicídio. A violência de gênero é tão corriqueira, que acaba sendo normalizada. Mas onde ela nasce? Como podemos combatê-la?

“As mulheres precisam se organizar para apontar as Big Techs como centros de reverberação da misoginia que tem nos assassinado. Não podemos cobrar da escola, dos pais, da imprensa, enquanto ainda temos esse centro de produção de misoginia correndo solto”, diz a jornalista e pesquisadora Fabiana Moraes, colunista da Gama e entrevistada do Podcast da Semana na edição do Dia da Mulher.

Professora na Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Comunicação e doutora em Sociologia, Moraes é vencedora de vários prêmios, entre eles Esso, Petrobras e Embratel. Pesquisa mídia, imprensa, poder, raça, hierarquização social, imagem e arte e publicou seis livros, entre eles “A Pauta É uma Arma de Combate (Arquipélago, 2022), e “Ter Medo de Quê?: Textos sobre luta e lantejoula” (idem, 2024).

Na entrevista, Moraes discute o crescimento da violência de gênero e dos números de feminicídio no Brasil, que ela vê também como uma resposta à maior autonomia feminina. A misoginia enraizada na sociedade acaba sendo reverberada por grupos como os redpill, fazendo vítimas e criminosos cada vez mais jovens.

A pesquisadora comenta também a linguagem sexualizada utilizada para desqualificar as mulheres e envolver os homens no debate sobre a misoginia, sugerindo que a discussão sobre a violência se torne parte do currículo escolar. “Há três pontos aqui, a educação doméstica, a educação midiática e a educação escolar, e elas não estão separadas, não correm separadas”, defende.

Roteiro e apresentação: Isabelle Moreira Lima

No link abaixo e também noDeezer, no Spotify, no Apple Podcast e no YouTube, você escuta este episódio.

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