As séries que não saíram das nossas telas em 2025

Comédias, dramas e ação são os gêneros que capturaram nossa atenção

23 de Dezembro de 2025
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    “The Studio”, de Seth Rogen e Evan Goldberg

    Apple TV

    “Seth Rogen vive um produtor de cinema tão apaixonado quanto ridículo, incompetente, atrapalhado, desesperado. Idolatra a sétima arte e quer, ele também, ser um artista. Idolatra os artistas e quer se aproximar deles, mas invariavelmente consegue o oposto, pois é irritante de tão pateta. Como se não bastasse o elenco fixo genial, há o bônus de participações especiais surpreendentes, como a de Martin Scorsese chorando (que lhe rendeu a primeira indicação como ator). Vale também pela atuação perfeita de Bryan Cranston ao estilo de ‘Um Morto Muito Louco’ no season (grand) finale. Exemplar fino do humor de constrangimento, faz a barriga doer de tanto rir.” (Isabelle Moreira Lima, editora executiva)

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    “Adolescência”, de Philip Barantini

    Netflix

    “É impossível falar de séries que marcaram 2025 sem mencionar a produção britânica que, em menos de uma semana do lançamento, ocupou o topo no ranking das mais vistas da Netflix em 71 países. Também gerou debates por toda a internet sobre radicalização online de adolescentes, influência de subculturas da machosfera (incels, redpill e quetais), saúde mental e falhas familiares e escolares. A minissérie acompanha a angustiante e chocante história de Jamie (Owen Cooper), um garoto de 13 anos acusado de assassinar uma colega de escola após sofrer cyberbullying e consumir conteúdos misóginos. Inteiramente gravada em plano-sequência, com cada um dos quatro episódios filmados em um único take contínuo, a obra cria uma experiência imersiva para o espectador. Se não assistiu ainda, saiba que vale o hype.” (Sarah Kelly, estagiária de texto)

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    “Pablo & Luisão”, de João Gomez

    Globoplay

    “Lá em 2020, no antigo Twitter — hoje X —, Paulo Vieira começou a narrar as inacreditáveis peripécias do pai e de um grande amigo da família, duas figuras carismáticas, cheias de boas intenções e ideias mirabolantes para pequenos empreendimentos que já nasciam fadados à falência. Em maio de 2025, as patacoadas da dupla chegaram ao Globoplay em ‘Pablo & Luisão’, série criada e narrada pelo próprio comediante, roteirista e apresentador e protagonizada por Otávio Muller, Ailton Graça e Dira Paes. São 16 episódios de menos de 30 minutos, no melhor estilo para rolar de rir, que valem do início ao fim — aliás, no final de cada capítulo tem uma cereja do bolo. E a boa notícia é que a segunda temporada já está em produção.” (Ana Elisa Faria, repórter)

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    “O Eternauta”, de Bruno Stagnaro

    Netflix

    “Para muita gente, a mera presença de Ricardo Darín é motivo suficiente para tornar uma série imperdível. Mas ‘O Eternauta’ tem muito mais a seu favor do que a presença do carismático ator principal. Inspirada por uma famosa HQ argentina, a narrativa sci-fi remete ao isolamento pandêmico no instante em que uma tempestade de neve tóxica passa a impedir que as pessoas deixem suas casas. Repleta de ação, reviravoltas e com uma produção de extrema qualidade, a série nunca perde de vista o elemento humano em meio ao caos global.” (Leonardo Neiva, repórter)

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    “O Ensaio”, de Nathan Fielder

    HBO Max

    “Quem assistiu à primeira temporada até o fim pode ter imaginado que Nathan Fielder já teria ultrapassado todos os limites do humor e manipulação, além do orçamento da HBO. Mas a segunda temporada de ‘O Ensaio’ é uma evolução ainda mais estranha e ambiciosa do experimento de Fielder na tentativa de controlar a realidade. Aqui, a série parte da premissa que diversos acidentes de avião poderiam ter sido evitados com uma comunicação melhor dentro da cabine, e a partir disso cria cenários megalomaníacos para tentar roteirizar e controlar até os mínimos detalhes as emoções de pessoas envolvidas no processo (ele incluso, claro). Nathan atinge níveis impensados de dedicação ao plot e borra os limites entre ficção e realidade, com uma narrativa absurda que usa os aviões como desculpa para transitar entre caos controlado, conexão humana, humor e (falta de?) ética. Uma das mais autênticas e surpreendentes obras feitas na televisão em muito tempo.” (Isabela Durão, editora de arte)

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    “Máscaras de Oxigênio não Cairão Automaticamente”, de Marcelo Gomes e Carol Minêm

    HBO Max

    “A incrível história dos comissários de bordo que, nos anos 1980, ajudaram a salvar vidas em meio à epidemia de HIV/Aids ao contrabandearem o medicamento AZT, até então proibido no país. Na série, acompanhamos Nando (Johnny Massaro), um jovem comissário de bordo que trabalha na companhia aérea Fly Brasil. Nando contrai o HIV e, com a ajuda dos amigos Léa (Bruna Linzmeyer) e Raul (Ícaro Silva), passa a contrabandar o medicamento para si e para outros membros da comunidade LGBTQIA+, criando uma rede de solidariedade. A cada capítulo, a dupla de diretores Marcelo Gomes e Carol Minêm consegue transmitir tanto a animação das pistas da comunidade queer carioca do período, quanto mostrar o preconceito, o descaso do governo e da sociedade. E foge do estereótipo ao apresentar donas de casa, e outros personagens de fora da comunidade queer, que contraem a doença. Ambientada entre as décadas de 1970 e 80, o clima libertário e de redemocratização do país logo é substituído pelas consequências dessa doença que chega e muda para sempre a história e os sonhos dessa geração.” (Luara Calvi Anic, editora-chefe)

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    “Too Much”, de Lena Dunham

    Netflix

    “Depois de marcar uma geração de jovens nos anos 2010 com ‘Girls’, da HBO, série que cocriou com Judd Apatow, escreveu e estrelou, Lena Dunham se afastou dos holofotes em meio a uma combinação de polêmicas públicas, pressão estética e problemas de saúde. Seu retorno ocorreu apenas neste ano, nesta série da Netflix, que, para alegria dos fãs, confirma que a caneta da autora continua afiada. Na trama, a excelente Megan Stalter (‘Hacks’) interpreta uma produtora nova-iorquina de 30 e poucos anos que se muda para Londres com o coração partido e seu cachorrinho. Lá, acaba conhecendo Felix, um músico independente vivido pelo galã Will Sharpe (‘The White Lotus’). A série, assim como sua criadora, está longe de ser uma unanimidade. É cheia de altos e baixos. Mas quando acerta, empolga bem. Inspirada livremente nos anos mais recentes da vida de Dunham, ‘Too Much’ parece, à primeira vista, mais uma comédia romântica (ainda que moderninha), mas se revela uma história sobre traumas emocionais, autoconhecimento e os limites do amor. O texto, por vezes carregado do cinismo característico de Dunham, torna a trama ainda mais interessante. Costurando tudo isso, uma trilha sonora esperta, assinada por Luis Felber, marido de Dunham e cocriador da série, que combina músicas originais e sucessos de nomes como Fiona Apple, Funkadelic e Carole King.” (Amauri Terto, coordenador de mídias sociais)

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    “O Lendário Martin Scorsese”, de Rebecca Miller

    Apple TV

    “Nascido e criado no coração da comunidade italiana de Nova York (salvo uma temporada em New Jersey, que culminou com a expulsão da família), uma criança frágil, asmática e muito religiosa que logo ficou íntima da violência que sempre o cercou. Esses componentes da biografia de Martin Scorsese foram decisivos e de alguma forma presentes em todos os seus filmes, desde o primeiro, dirigido quando ainda era aluno de cinema da New York University. Em cinco episódios e sob a direção de Rebecca Miller, a série documental fala da obra do genial sr. Scorsese, mas que nem sempre foi bem recebida por público e crítica, e não esconde seus problemas e momentos mais baixos: o vício em drogas, as relações difíceis com as mulheres, com as filhas mais velhas, até a doença da atual companheira. Um dos pontos altos são as entrevistas de quem o conhece bem, parceiros como Robert De Niro, Daniel Day-Lewis, Leonardo DiCaprio, Steven Spielberg, Sharon Stone, Jodie Foster, Paul Schrader, Margot Robbie, Cate Blanchett, entre outros. No final, sobram a admiração de quem assiste e muita vontade de ver (ou rever) todos os seus filmes.” (Isabelle Moreira Lima, editora executiva)

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    “Hall & Harper”, de Cooper Raiff

    Apple TV

    “A série independente, dirigida e interpretada por Cooper Raiff, de 28 anos, traz dois irmãos (vividos por Raiff e Lili Reinhart) e um pai (Mark Ruffalo) lidando com luto, solidão e a tentativa de botar nos eixos as diferentes relações. Acompanhamos um pai que tenta cumprir seu papel — como buscar na escola ou organizar atividades com os filhos — após crises depressivas. E o processo de maturidade dos irmãos, tanto na infância quanto na vida adulta. A série, que poderia muito bem ser um longa, tem a depressão e as relações familiares como tema central. Com cortes rápidos, pouca explicação e ótima atuação, nos apresenta as dores, as crises e os vazios dessa família que tenta tocar a vida após uma tragédia. Destaque para a trilha sonora indie-fofa, com Sabrina Carpenter, Adrianne Lenker, AlexG e outros.” (Luara Calvi Anic, editora-chefe)

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