Achamos que vale

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    As disputas e rivalidades de “Os Safra”, de Robson Viturino

    Fruto de quase uma década de investigação, o lançamento da Companhia das Letras conta a história da família dona de um império financeiro, desde suas origens na Síria, em 1880, até hoje. Uma obra de fôlego que traz os bastidores de pessoas discretas que não passaram incólume pela história, vide a misteriosa morte de Edmond Safra e suas relações com a política. Para os curiosos sobre o mundo dos ricos, faz um bom triângulo com obras como “Succession”  e “Coisa de Rico” (Todavia, 2025), de Michel Alcoforado. (Isabelle Moreira Lima)

    17 de Setembro de 2026
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    “Laranjas”, clássico do jornalismo literário, de John McPhee

    Publicada pela primeira vez no Brasil, a obra se aprofunda em uma das frutas mais presentes em nossas vidas, resultado do trabalho de um dos pioneiros da não ficção criativa. Com tradução de Marilene Felinto, “Laranjas” (Fósforo, 2026) vai das anedotas botânicas ao trajeto histórico que o alimento fez para chegar a boa parte das mesas, mostrando que o assunto mais trivial também pode esconder grandes histórias. (Leonardo Neiva)

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    A exposição “Ismael Nery: armadilha moderna”, na Pina Luz, em SP

    Há muitos motivos para Nery ter recebido a alcunha de “pintor maldito”. Além da indiferença pelo modernismo que dominava a arte brasileira à época, vida e obra do artista são perpassadas por um catolicismo esotérico, que virou mito quando ele “previu” a própria morte. Esta exposição dedicada à sua curta e intensa trajetória reflete a busca multifacetada do artista por representar na arte questões filosóficas e de identidade. (Leonardo Neiva)

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    O novo álbum de Kiko Dinucci, “Medusa”

    “Um disco de amor, fantasmas e bichos”. É assim que o músico, compositor e produtor paulistano, destaque da cena independente e integrante dos projetos Metá-Metá e Passo Torto, define seu novo trabalho solo, que chega ao público seis anos após o elogiado “Rastilho” (2020). De atmosfera densa, experimental e ruidosa, o trabalho conta com participações nos vocais e nas composições, com nomes como Sophia Chablau, Negro Leo, Maria Beraldo, Romulo Fróes, Juçara Marçal e Cadu Tenório. (Amauri Terto)

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